CULTURA

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VLADESMOURE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por 300 anos, do século 8 ao século 11, os vikings aterrorizaram o mundo. À procura de terras, escravos, ouro e prata, esses bravos guerreiros exploradores velejaram a partir de suas terras natais, na Noruega, na Suécia e na Dinamarca.

Estiveram em toda a Europa, atingiram terras tão distantes quanto Bagdá, alcançando inclusive a América. A velocidade e a coragem de seus ataques tornaram-se legendárias. Monges cristãos escreveram a respeito das violentas investidas sobre ricos monastérios e cidades. Mas os vikings eram mais do que selvagens bárbaros do norte. Eles eram astutos mercadores, excelentes navegadores e soberbos artesãos e construtores de navios Possuíam uma rica tradição de lendas e viviam em uma sociedade aberta e democrática para os padrões de sua época. A sociedade viking era dividida em três classes: uma pequena elite detentora de grandes poderes econômicos e judiciários; os homens livres, que tinham o direito de possuir armas e de participar da assembléia local, onde podiam expressar suas opiniões a origem do sistema jurídico moderno; e os escravos, que não possuíam direito algum. Os laços familiares eram muito fortes e, muitas vezes, mais importantes do que as próprias leis. 

As armas eram parte da vida cotidiana e os assassinatos eram punidos de acordo com o status da pessoa morta. As mulheres detinham uma posição muito importante na sociedade viking, sendo responsáveis pelas fazendas e plantações quando os homens encontravam-se no mar. O símbolo de poder das donas-de-casa eram suas chaves , penduradas ao seu cinto. Nas sepulturas das mulheres vikings é muito comum serem encontradas chaves. Os vikings, como já citado, eram navegadores soberbos. Seus longos navios de madeira transportavam-nos por mares selvagens, desafiando ondas, rochas e icebergs, sobrevivendo a tempestades. Sempre que possível, os vikings velejavam ao longo da costa, avistando terra firme. Em mar aberto guiavam-se pelo Sol e pelas estrelas. Seu conhecimento a respeito das aves marinhas, peixes, das correntes de ar também ajudavam-nos a encontrar o caminho exato. Como a madeira apodrece muito rápido, poucas dessas embarcações existem até hoje. Mas, felizmente, algumas resistiram, graças à tradição viking de enterrar pessoas ricas em navios. As mais conservadas delas são a de Oseberg e a de Gokstad, ambas na Noruega. Leves e delgadas, as embarcações de guerra vikings carregavam homens pelos oceanos. Para esses homens a honra e a glória na batalha eram as únicas coisas que duravam para sempre. O guerreiro deveria estar sempre pronto para seguir seu rei ou senhor em uma batalha ou expedição. As maiores possessões dos vikings eram suas armas: sua lança, sua armadura e especialmente sua espada. Em poemas e sagas, às espadas eram dados nomes enaltecendo a força e o corte da lâmina ou a decoração do punho. As armas eram feitas de ferro, comumente decoradas com cobre e prata. Uma espada bem ornamentada era sinal de que seu dono era rico ou poderoso Anteriormente à chegada do Cristianismo, as armas de um viking eram enterradas com ele quando de sua morte. Capacetes foram raramente encontrados, pois a maioria deles era de couro, apodrecendo rápido. A Era Viking produziu ricas e diversificadas formas de arte e artesanato. Um bom ferreiro possuía status equivalente a um bom poeta na sociedade viking. As obras de artesanato eram produzidas por artesãos locais, mas, algumas vezes, artesãos especializados viajavam para mercados como Kaupang, Birka, Hedeby, Dublin, ou onde sua arte fosse necessária. Os ferreiros conheciam as técnicas de trabalho sobre vários tipos de metais, e como decorá-los com técnicas elaboradas, trabalhando com várias ferramentas, além de foles e fogo. Os carpinteiros sabiam como utilizar a madeira ideal em cada situação, assim como cortá-la, garantindo máxima firmeza e flexibilidade, trabalhando a madeira com precisão e perfeição. Os animais era a principal temática da arte viking. Bestas fantásticas cavalos estilizados, cobras e pássaros eram alongados, retorcidos, distorcidos e entrelaçados para criar-se modelos intricados. Os vikings invadiram várias vezes a Europa Ocidental, aterrorizando cidades costeiras, saqueando igrejas e apoderando-se de riquezas, escravos e terras. O primeiro ataque conhecido, ao famoso monastério de Lindisfarne em 793, chocou todo o mundo cristão. Dali em diante os ataques por toda a Europa intensificaram-se. Bandos de guerreiros vikings perambulavam pelo Mar do Norte e pelo Canal da Mancha, escolhendo alvos a esmo. Logo os vikings passaram a aventurar-se pelos grandes rios europeus, devastando, até, Paris. Os invasores começaram a passar os invernos em áreas que haviam capturado, estabelecendo bases para atacar outros alvos. Os vikings comumente exigiam pagamentos altíssimos para deixar uma área em paz. Alguns guerreiros passaram anos saqueando. Björn Jarnsmida e sua companhia de 62 embarcações passaram três anos alternando ataques à Espanha, ao norte da África, à França e à Itália. No entanto, perderam grande parte de seus tesouros em tempestades durante sua volta para casa. Porém, estudos arqueológicos mostram que os vikings também eram pacíficos, que fundaram várias cidades, como Dublin. Um pequeno trecho do Mar Báltico é tudo que separa a Escandinávia dos rios russos. Os guerreiros e mercadores vikings navegaram pelos rios Dniepr e Volga, chegando aos mares Negro e Cáspio. De lá, as grandes e misteriosas cidades de Constantinopla (coração do Império Bizantino) e Bagdá (capital do Califado Islâmico) podiam ser facilmente alcançadas. Embora as incursões vikings ao Oriente não sejam tão bem reportadas quanto aquelas ao Ocidente, traços de sua passagem - armas, inscrições rúnicas etc. - foram encontrados por toda a Rússia e arredores. Os mercadores vikings trocavam peles siberianas por seda, condimentos e prata árabes. Guerreiros vikings foram inclusive empregados em Constantinopla como guardas imperiais. Conclui-se, assim, que os vikings eram corajosos exploradores. À procura de novas terras eles navegaram pelas águas geladas e desconhecidas do Atlântico Norte. A maioria dos exploradores vinham da Noruega, onde os vales eram superpovoados e as terras aráveis escassas. Eles descobriram a Groenlândia, as ilhas Faroe, a Islândia e a "Vinlândia" (América), esta última descoberta por Leiv Eirikson, por volta do ano 1000. À medida que relatos dessas descobertas chegavam à Escandinávia, navios repletos de colonizadores iam ao mar. Entre os anos de 870 e 930, por exemplo, mais de 10.000 vikings chegaram à Islândia, onde encontraram espaços vazios, florestas selvagens e mares lotados de peixe. Algumas regiões da Islândia não possuíam árvores, com as casas sendo cavadas ao chão e revestidas de turfa, o que as mantinham quentes no inverno e frescas no verão As viagens eram longas e perigosas, muitos navios eram perdidos em tempestades. Mas a ânsia de viajar a novas terras nunca diminuiu.

Os vikings acreditavam em muitos deuses e deusas diferentes. Eles (os deuses) eram tratados como uma grande família, tendo, cada um deles, personalidade e formas humanas. Os principais deuses eram Odin, Thor e Freyd'água. Odin, deus da sabedoria e da guerra, possuía vários e estranhos poderes sobrenaturais. Thor, por outro lado, já era mais próximo dos humanos, sendo incrivelmente forte, mas não muito esperto. Frey, deus da fertilidade, era generoso. Os deuses eram reverenciados ao ar livre, representados por florestas, quedas d'água, montanhas etc. O alfabeto dos vikings - alfabeto rúnico - era composto de 16 letras , e é chamado futhark, nome derivado das seis primeiras letras. As primeiras inscrições rúnicas, datadas do ano 200, possuem mais letras . 

Por volta do ano 800 o alfabeto com oito letras a menos foi desenvolvido. A Escandinávia era cercada por países cristãos. Mercadores vikings comumente usavam cruzes para que pudessem viajar tranqüilamente pelas terras cristãs. Mas a maioria dos vikings permaneceu fiel aos antigos deuses até o final do século 10. A partir daí os reis passaram a apoiar os missionários da Inglaterra e da Alemanha porque perceberam que o Cristianismo lhes garantiria maiores poderes. A Dinamarca foi convertida pelo rei Harald na década de 960, seguida pela Noruega no início do século 11. Na Suécia as antigas crenças sobreviveram até o final do século 11. Os vikings finalmente deixaram seus deuses de lado quando perceberam que os reis e missionários que destruíam suas estátuas não eram punidos por Odin, Thor ou Frey.

Odin: Era o principal Deus Viking. Ele governava Asgard e também Midgard. Vivia montado em seu cavalo negro de oito patas chamado Sleiphir, e seguido por seus dois lobos de estimação: Geri e Freki. Era o Deus da Magia, da Morte e da Guerra, empunhava a lança Gungnir, que nunca erra o alvo. Ele também era o Protetor dos Estadistas (governantes) e dos Poetas. Segundo o imaginário Viking, o principal presente de Odin aos homens foi a sabedoria, representada pelo Alfabeto Rúnico, entretanto, Odin teve que fazer um grande sacrifício para poder criar este alfabeto. Sacrifício este que lhe custou o olho direito. Odin era celebrado na quartas-feiras, e por isso, este dia ficou conhecido como Odinsday, que depois, tornou-se em inglês a Wednesday (quarta-feira). O possível análogo de Odin na mitologia Grega é Zeus, por se tratar do Deus dos deuses.

Frigg: Era a esposa de Odin, conhecida por saber de todos os segredos do Universo, entretanto, ela não contava estes segredos para ninguém, nem mesmo para Odin. É a deusa da Fertilidade e suas possíveis análogas na Mitologia Grega são Era, por se tratar da mulher de Zeus e Deusa dos Partos, ou Gaia, por se tratar da Mãe Terra, a Fertilidade em pessoa.

Thor: É com certeza o Deus mais conhecido do Ásatrú. Isso devido, é claro, ao famoso desenho de nome “Thor, o Deus do Trovão”. Na verdade, Thor não era apenas o Deus do Trovão, mas também o Deus da Chuva, do Relâmpago e da Vingança. Ele era o melhor entre todos os guerreiros de Asgard, mas não era o Deus da Guerra, nem dos Guerreiros. Empunhando seu mítico martelo de pedra chamado Mijollnir, ele era invencível em qualquer batalha. Os guerreiros Vikings costumavam usar réplicas em miniatura do Mijollnir penduradas em seus pescoços durante as batalhas, pois acreditavam que assim também seriam invencíveis, como o Deus. Apesar disso, Thor era o menos inteligente de todos os deuses. O possível análogo de Thor na Mitologia Grega é Apolo, por ser filho de Zeus, bem como Thor é filho de Odin, além disso, Apolo é o Deus do Sol, e Thor também é Deus de entidades celestes. Este Deus era reverenciado todas as quintas-feiras, sendo este dia chamado de Thorsday, que deu origem ao nome da quinta-feira em inglês, ou seja, Thursday.

Loki: Também é filho de Odin, e irmão de Thor, era um Deus curioso, por ser ao mesmo tempo o Deus do Bem e do Mal. Ele era conhecido com o trapaceiro de Asgard, pois sempre tentava enganar os outros deuses. Seu dia de reverência era o sábado, que era conhecido como Lokisday, mas este dia, por não se tratar de um Deus de tanta relevância no contexto Viking, não deu origem ao nome atual do sábado em inglês.

Tyr: Era o Deus dos Guerreiros e do Combate (não da Guerra). Era o líder do exército dos deuses, apesar de não ser nem de longe o melhor guerreiro. Seu possível análogo na Mitologia Grega é Marte, que apesar de ser o Deus da Guerra, também não é nem de longe o melhor guerreiro do Olimpo. Tyr era muito celebrado principalmente pelos soldados profissionais, e seu dia era a terça-feira, que ficou conhecida como Tyrsday, palavra que em inglês deu origem à Tuesday (terça-feira).

Frey: Trata-se de um dos principais Deuses do Ásatrú. Ele é o Rei dos Duendes e o Deus masculino da Fertilidade. Ele é sempre representado com o pênis ereto, para demonstrar que é fértil.

Freya: Irmã de Frey, é a mais importante entre as Deusas do Ásatrú, superando até mesmo Frigg. Ela também é uma Duende e é a Deusa do Amor e da Magia. Era celebrada nas sextas-feiras, por isso este dia era chamado de Freyasday, o que deu origem em inglês ao dia Friday (sexta-feira).

Heimdal: Era o porteiro de Asgard, ele guardava a única forma de acesso ao Reino dos deuses: o arco-íris.

Njord: É um Deus muito importante para os Vikings, por se tratar do Deus dos Mares, era também o Protetor dos Marinheiros e Pescadores.

Idun: Deusa da Saúde, possuía uma caixa de madeira mágica, onde guardava um infinito número de maçãs as quais tinha a obrigação de servir a todos os deuses, todos os dia. Estas maçãs é que lhes garantiam a força e a eterna juventude. Na Mitologia Grega existia a crença de que os deuses se mantinham fortes e jovens porque comiam Ambrósio e bebiam Néctar todos os dias. Quem servia Néctar aos deuses Gregos era Baco, o Deus do Vinho, por isso ele é o possível análogo de Idun.

Nornes: Eram três irmãs responsáveis pela guarda e preservação da árvore Yggdarsill. Elas deveriam mantê-la longe das vistas dos homens e fazer chover hidromel (bebida alcoólica a base de mel fermentado, típica dos Vikings) sobre suas raízes todos os dias, para que ela nunca morresse, o que seria o fim do mundo. Urd era a irmã mais velha e vivia olhando para trás, por cima do ombro; é a Deusa do Passado. Verdandi é bem jovem e gosta de olhar para o chão; é a Deusa do Presente. Já de Skuld, não se pode precisar a idade, pois ela vive enrolada em panos negros e com um capuz na cabeça, além disso, ela leva um pergaminho nas mãos, pergaminho esse que contém os segredos do Futuro, do qual ela é a Deusa.

Dvalin: É o Rei dos Anões, além de ser o Deus do mundo subterrâneo.

Valkyrias: São entidades femininas que aparecem para os homens que estão prestes a morrer. Apenas estes podem vê-las, para os demais elas são invisíveis. Elas têm a missão de conduzir os mortos até Walhalla ou Hel.

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