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Carmilla - A vampira de
karnstein ( The Vamapire Lovers ) foi o primeiro e o melhor
filme de uma série intitulada " Karnstein Trilogy ",
produzidoem 1970 pela produtora Hammer de londres em parceria
com a American International Pictures (AIP) dos Estados Unidos e
dirigida pelo consagrado Roy Ward Baker ( " Dr. Jekyll and
Sister Hide ", " Quatermass and the Pit " e
" Scars of Drácula " ). Baseado na obra "Carmilla"
de 1871 do escritor irlandês Joseph Sheridan Lefanu, o conto
influenciaria diretamente o livro Drácula de Bram Stoker.
Carmilla já havia aparecido em outros filmes para o cinema como
" Blood and Roses (França, 1960)", " Terror in
the Crypt (Itália, 1964)" e, posteriomente "The
Blood-Spattered Bride (Espanha, 1972)".
O livro de Lefanu ficou por
mais de 10 anos a espera do devido reconhecimento, devido as
implicações sexuais contidas na obra.
Nenhuma outra produção para
o cinema retratou de forma tão o universo de Carmilla, marcado
pelo erotismo exacerbado.
No início do filme, uma seqüência
antológica onde o barão Hartog testemunha a materialização
de uma vampira de Karnstein, que segue até uma estalagem e
seduz um rapaz. O diretor Baker não poupou elogios a atuação
impecável e dedicação da atriz Ingrid Pitt. " Ela sabia
da importância que o papel representaria em sua carreira. Ela
trabalhou duro e o resultado foi esplêndido". The Vampire
Lovers foi o primeiro filme da Hammer a receber classificação
"R" por suas cenas de sexo e nudez. Também foi o
primeiro filme da produtora que explorou o tema lesbianismo. Não
pelo fato de a obra de Lefanu ter explorado o tema, mas pelo
fato de a maioria das vítimas da vampira serem mulheres. Para
reescrever o conto " Carmilla " de Lefanu e adaptá-lo
para o cinema, a Hammer convocou o roteirista Tudor Gates que
declarou mais tarde: " É claro que Lefanu desejaria ter
ousado mais em sua época explorando com mais liberdade o tema
lesbianismo, mas para nós também não seria tão fácil assim
como insinuam. Produzíamos um filme com investimentos vindos
dos Estados Unidos e os censores estavam às nossas portas. Os
rumores de que produzíamos um filme revolucionário do ponto de
vista moral, mexiam com os valores mais tradicionais das
sociedades inglesa e americana.Exploramos sim a nudez feminina,
mas com muito requinte e mesclamos com muito talento também.
Para os papéis centrais da trama, além de Ingrid Pitt, que já
havia trabalhando em outras produções do estúdios como "
A Condessa Drácula ( Countess Dracula )" e " A Casa
que Pingava Sangue ( The House That Dripped Blood )", este
último ao lado do astro Christopher Lee, a Hammer escalou o já
consagrado Peter Cushing que interpretaria o General, além de
Douglas Wilmer ( " El Cid " e " Jason e os
Argonautas " ) e Jon Finch ( "Macbeth" de Polansk
e "Frenesi" de Alfred Hitchcock ). Pra o papél do médico
foi convidado o grande Ferdinand Mayene, mais conhecido por sua
atuação como o Conde Von Krolack em " A Dança dos
Vampiros " de Roman Polansk. A Hammer produziria ainda
muitas outras obras sobres vampiros, mas nenhuma alcançaria o
êxito de Carmilla. A elegância sensual de Ingrid Pitt continua
viva na memória dos fãs do cinema fantástico.
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