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O QUE É O N G s. ?
São organizações não governamentais, hoje são quase 40.000, no mundo e aproximadamente 1.000 no Brasil. Qual é a legitimidade das O N G s ? . Em relação as suas atuações e em relação ao poder diante da sociedade? Hoje é inegável a importância de O N G s, como a anistia internacional, médico sem fronteiras etc. São portadoras de um capital de credibilidade que ao atrair a atenção da mídia internacional, torna obrigatória a respostas dos países que infringem os direitos humanos. ( O Brasil está sendo cobrado fortemente pela mídia internacional, pôr crimes de torturas). De certo modo as O N G s, são a resposta dada pela sociedade à incapacidade dos governos de realizar certas funções de natureza pública, sem que isso signifique que o seu surgimento se dê em substituição ao Estado. As O N G s, têm como principal ativo a credibilidade que muitas vezes falta ao governo, assim como a agilidade na execução de sua missão. Ver exemplo: da Pastoral da Criança, aqui no Brasil, criada pela médica Zilda Arns, seu grande feito foi baixar os alarmantes índices de mortalidade infantil, através do soro caseiro e de aproveitamento dos restos de cascas, produzindo uma farinha com alto teor nutritivo. Com um batalhão de dezenas de milhares voluntárias, com um custo de R$ 1,80, para cada criança, se o governo fosse atender o mesmo programa custaria 30 vezes mais. ( segundo testemunho do ministro da saúde José Serra). As O N G s, São associações civis de direito privado. Do ponto de vista jurídico sua natureza: sua nomenclatura organização não governamentais define-se como não Estado e por suas características de organizações sem fins lucrativos. As O N G s, só recentemente foram percebidas como fato social pela sociedade e pela mídia, não podem ser comparadas aos partidos políticos ou tidas como substitutas do poder público nas ações sociais ( mas sim um braço estendido da sociedade em favor do governo}, cumprindo um papel importante na constituição e na defesa dos direito de cidadania. Têm sido o fortalecimento da sociedade civil em dimensão planetária, também uma garantia à proteção dos direitos do cidadão, pois trata-se de vigorosa mobilização de uma nova sociedade civil que se organiza para cobrar do Estado o cumprimento de seu dever, ou seja, obras de infra-estrutura, financiamento `a produção, assistência à saúde e à educação. As ONGs, são fontes de transformações em ações permanentes de cidadania, que mobilizam cada vez mais gente, empresas, igrejas, escolas. Elas não se limitam a prestar ajuda material e assistência técnica, mas municiam as novas lideranças, reunidas em associações rurais e urbanas, para pressionar o poder público em todos os níveis, com apresentação de projetos baseados em experiência comunitárias bem sucedidas. Provando que é possível mudar a vida das pessoas para melhor com poucos recursos e em pouco tempo. Pesquisas sobre a influência das organizações não-governamentais, ( ONGs), em cinco países industrializados ( Estados Unidos, França, Inglaterra, Alemanha e Austrália), encomendada por empresas multinacionais e publicada em dezembro de 2000, apresenta resultados impressionantes quanto ao prestígio das ONGs, na opinião pública. Em termos gerais, o que se destaca é que as pessoas têm o dobro de confiança nas ONGs, do que no governos, nas empresas e na mídia, na França, essa diferença é ainda mais gritante. Lá as ONGs, são três vezes mais credíveis que o governo, cinco vezes e meia mais credíveis que as empresas privadas e nove vezes mais credíveis que a imprensa. A metda das pessoas entrevistadas declarou que as ONGs, representam os valores nos quais elas também crêem. As razões do sucesso: as ONGs estão sempre na ofensiva, difundem suas mensagens diretamente ao público, são capazes de formar coalizões, têm causas claras e compreensíveis, agem com a velocidade da internet e sabem falar para a mídia. A pesquisa detectou também que esse enorme poder que as ONGs hoje possuem de mobilizar a opinião pública, aliado às suas críticas às políticas públicas, inquieta os governos, cuja tendência, para se defenderem, é denegrir a imagem daquelas que passam a considerar suas adversárias. E quanto menos democrático são esses governos, mais são atingidos pelas críticas das ONGs. Pesquisa realizada pelo Ibope, divulga o perfil de escolaridade do brasileiro que conhecem as ONGs 81% dos que já frequentaram a universidade, 45% dos que frequentaram o colégio, 26% dos que frequentaram o ginásio e apenas 11% dos que terminaram seus estudos no primário. Declararam que as ONGs ajudam a sociedade brasileira 58% dos brasileiros. Declaram que as ONGs atrapalham 13%. Nada menos que 27% dos brasileiros afirmam que gostariam de participar de uma ONGs. 36% dos jovens de 16 a 24 anos manifestam seu desejo de integrar uma organização não-governamental. Seus principais argumentos são: possuem em papel fundamental no Brasil de hoje, atendem as necessidades que não são atendidas pelo Estado, organizam a sociedade civil para lutar por seus direitos, existem para defender os interesses dos mais necessitados e existem para fiscalizar a ação do Estado. A despeito das ONGs contar com o apoio de grande parte da sociedade, têm limitado seus trabalhos porque vivem sempre em tremendas dificuldades de sobrevivência. Poderiam fazer muito mais e engajar maior número de pessoas nos seus trabalhos se o reconhecimento público que têm fosse materializado no apoio de fundos públicos ao seu fortalecimento institucional e ao de sua atuação, como ocorre em muitos outros países.
Daniel Ruiz Pesquisas Brasil Londrina . PR. |
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