Home | Diretoria | Reuniões | Textos | Membros Correspondentes | Histórico | Links |



PARANORMALIDADE E MAÇONARIA (VI)

Estados alterados da mente

Autor: HÉRCULE SPOLADORE

LOJA DE PESQUISAS MAÇÔNICA “BRASIL”



Cita-se na literatura a respeito de Parapsicologia que existem estados alterados de consciência em que as pessoas que se encontram nesta situação tem a sensação consciente de estar numa outra realidade, que por sinal será uma realidade fantástica.

Os estados alterados de consciência são também chamados por alguns autores de estados avançados da mente e podem ser conseguidos de várias maneiras.

Os ascetas que são pessoas religiosas, verdadeiras devotas, contemplativas e místicas podem através de uma busca incessante da espiritualidade se elevar a efetiva realização da virtude e a plenitude da vida moral, conseguir este nível mental.

Uma outra forma de se conseguir esta alteração da mente é através da meditação, prática muito usada pelos místicos orientais onde através de sensações ou experiências vivênciadas chegam a estes estados mentais referidos. Nesta fase mental alcançada o meditante entra em contato com os níveis inconscientes mais profundos de sua alma ou psique.

Nestas tentativas de classificações colocaríamos uma boa parte dos santos da Igreja Católica tais como Santa Teresa D’Ávila e São José Cupertino e outros. Também podemos colocar nesta faixa os gurús indianos, os iogues e os monges tibetanos e budistas.

Convém ressaltar que os estados de alteração da consciência podem ser ainda conseguidos por outras formas tais como a hipnose , que em estado profundo pode-se conseguir este tipo de alteração mental, por psicodrogas e entre elas o ácido lisérgico ou pela mistura e infusão de raízes alucinógenas utilizadas por certas seitas, ou xamãs e também em pacientes portadores de seqüelas de traumas crânio encefálicos onde existam lesões de tecido nervoso, ou ainda então por paranormais os quais poderão conseguir este estado ate espontaneamente.

Nos arriscamos a dar um palpite de que num futuro talvez não muito longínquo as iniciações maçônicas serão realizadas com os candidatos preparados e dirigidos a entrarem neste estado de consciência, ou seja com o cérebro emitindo estes tipos de ondas cerebrais, também conhecidas como ondas teta.

Temos certeza que quando isto acontecer, os neófitos vinvenciarão as viagens praticadas, bem como todo o significado simbólico da iniciação de uma forma muito mais abrangente em sentido cósmico, que nas formas teatrais, as vezes pouco sérias, dados os deploráveis trotes a que são submetidos os iniciandos, bloqueando a recepção mental do simbolismo profundo que lhe é oferecido.

Há necessidade de se comentar, ainda que superficialmente alguns tópicos para se tentar entender o que seria este despertar da mente.

A definição de mente e muito complexa e existem muitas tentativas de defini-la. Geralmente nenhuma satisfaz.

A mais simples e que também não esclarece muito e que a mente seria forças em ação dinâmica. Sabemos que existe o inconsciente, o qual esta sempre tentando satisfazer seus desejos instintivos, os quais estão bloqueados por outras partes do cérebro chamadas de superego.

Os indivíduos que conseguirem liberar-se destas proibições ou bloqueios entrarão num estado que podemos chamar de despertar da mente.

Interessante frisar que um indivíduo em coma profundo, seu cérebro emitira ondas delta, as mesmas que o cérebro emitirá nos estados avançados da mente já citados.

Ai acontecerá uma exaltação interior análoga ao êxtase. Esta exaltação será tão intensa que o indivíduo se sentira noutra realidade em outro lugar, em outra dimensão

Para alguns estudiosos do assunto tudo isto não passa de uma alucinação, mas para outros estes estados refletem um outro lado das faculdades mentais ainda um tanto obscuros e mal estudados, mas trazendo uma nova era para a humanidade e não se tratariam apenas de simples alucinações. Existem estudos científicos bastante avançados comprovando estas afirmações.

Ocorre nestas circunstâncias uma verdadeira abertura entre o consciente e o inconsciente, tornando-se o indivíduo senhor de sua consciência, isto é se ele conseguir manter o fluxo de sua consciência ativa neste nível, o qual será o ideal para se produzir fenômenos parapsicológicos já conhecidos e relatados na vasta literatura mundial sobre o assunto. Relataremos dois casos acontecidos com Irmãos.



1° CASO

“Caro Irmão Hércule

Li na Revista Trolha numero 46, uma interessante matéria intitulada “Paranormalidade na Maçonaria” que despertou em mim o interesse de relatar um fato acontecido comigo, cerca de 25 anos atras, quando eu ainda não contava com l8 anos de idade.

Trabalhava eu em uma pequena loja do interior, quando o meu patrão, recém iniciado na maçonaria, decidiu doar a loja um ventilador de pé. Em sua companhia e do venerável fui levar e instalar o aparelho.

Chegando à porta do templo, que ficava na parte superior de um prédio, o meu patrão impediu-me a entrada, sob a alegação de que eu não era maçom. O venerável, ouvindo o seu argumento, assim respondeu-lhe “Deixa-o entrar porque ele também e maçom apenas não foi ainda iniciado .

Sem entender o que ele quisera dizer, entrei no templo que àquela hora encontrava-se às escuras eu vi um salão enorme, cujas paredes laterais encontravam-se revestidas por cortinas pretas que desciam ate o chão.

Ao fundo havia uma mesa que parecia estar num nível acima do piso do salão e, por detrás dela, havia uma parede branca sem qualquer cortina. Havia uma luz esbranquiçada que parecia iluminar não somente a mesa com também irradiar uma certa luminosidade para o resto do salão. Por mais que eu tentasse, não consegui ver onde ficava a lâmpada que produzia tal claridade.

Em cada lado do salão havia uma imensa mesa, ladeada por inumares cadeiras de respaldo alto .Tanto as mesas como as cadeiras pareciam ser feitas de madeira maciça trabalhada. Sobre as mesas estavam colocadas varias espadas, que apontavam diretamente para as cadeiras colocadas em frente, dando a impressão de que cada ocupante de uma cadeira teria uma espada à sua direita, que apontava para o ocupante da cadeira em frente.

Intrigado com aquela estranha decoração, olhei para cima e a beleza do teto fez com que meu coração disparasse de espanto e jubilo. Era a parte mais linda daquele estranho cenário e o mais belo conjunto de luz e beleza que os meus olhos já viram.

O seu formato era o de uma abóbada, aparentemente, feita de acrílico colorido, sobre o qual parecia incidir uma luz direta do sol. A sua cor passava de um azul metálico para um azul intenso no centro. Um sol de fogo tingia de amarelo pálido o céu nas suas proximidades e de ouro as bordas das nuvens que o decoravam. Do lado oposto ao do sol, uma lua cheia brilhava em todo o seu esplendor, e a sua cor prateada parecia incidir e contagiar as inúmeras estrelas que salpicavam aquela maravilha.

Do centro daquele maravilhoso céu jorrava um facho de luz intensa e amarelada que incidia diretamente sobre uma bíblia aberta , que se encontrava no centro do salão.

Deslumbrado com aquela maravilha que se descortinava sobre a minha cabeça, eu me perguntava como alguém pudera construir algo tão belo. Ao mesmo tempo me intrigava a origem daquela luz que o iluminava, uma vez que eu não via qualquer lâmpada. Pensei ser a luz do sol, uma vez que aquele era um dia bastante ensolarado.

A minha atenção se dividia entre a observação daquele cenário e a insistência de meu patrão para que eu apressasse o serviço .Apesar da viva impressão que aquilo me causara não ousei fazer qualquer pergunta, ou comentar com quem quer que fosse sobre o assunto. Pensava eu que, acostumados a ver aquilo, para eles não era nenhuma novidade e os que não fossem maçons, seriam tão ignorantes quanto eu

Quando, muitos anos depois, fui convidado para ingressar na Ordem, o meu mais secreto desejo era rever aquela maravilha, pois eu achava que todos os templos seriam absolutamente iguais. Foi uma grande decepção olhar para cima, na primeira oportunidade, e ver que eu me enganara. Aguardei ansioso a oportunidade de voltar aquela cidade e visitar o templo que tanto me impressionara. Essa oportunidade surgiu daí quase dois anos depois da minha iniciação.

Ao entrar naquele templo, aproximadamente quinze anos depois, cheio de ansiedade, o meu coração quase parou. O teto era de concreto, não muito alto, e algumas figuras eram nele pintadas. Não havia cortinas e as cadeiras eram tão simples quanto àquelas com as quais eu me acostumara na minha Loja. Sem poder conter-me perguntei ao venerável quando havia ocorrido a mudança de toda a decoração daquele templo. Respondeu-me ele que nada havia sido mudado e que a decoração e os moveis que ali se encontravam eram os mesmos desde a sagração do templo.

Enquanto prosseguiam os trabalhos, a minha cabeça dava voltas para encontrar uma explicação para o que eu então vira. De repente, lembrei-me de que ao entrar na Loja percebera algo diferente, embora não soubesse do que se tratava. E essa lembrança acabou trazendo outra interrogação. Veio a minha mente a lembrança de que, na primeira vez que eu entrara naquele templo, a sua porta estava voltada para o norte.(E eu me lembro muito bem de estar de frente para o oeste, tendo a porta a minha direita) e daquela vez, a porta estava voltada para o sul - e isso confirmei ao sair

De todo o exposto, o fato concreto é ,que até hoje, não encontrei uma explicação para este fato e, por mais que eu tente não consigo expressar por palavras aquele maravilhoso cenário, bem como não encontrei ninguém que me dissesse se existe algum grau ou se já existiu algum, ou rito , que usasse aquela decoração.

O teto representado na revista Trolha 46, daria uma pálida idéia, se o mesmo fosse abobadado e se o sol lá representado tingisse de dourado o céu na sua proximidade e também as bordas das nuvens.

Esclareço que àquela época eu não tinha conhecimento algum de maçonaria fosse através de livros ,revistas ou comentários.

Ao Irmão agradeço a atenção que der a este relato, bem como me coloco à disposição para qualquer informação adicional.

Atenciosamente

J G. M.

Loja Lírios do Campo BSB /GOB”



2° CASO

Nós ouvimos de viva voz e na presença de testemunhas, dois Irmãos que estavam presentes alem do Irmão que nos contou a sua experiência fantástica

Nos referiu o Irmão Aristeu dos Santos Ribas , hoje no Oriente Eterno, ex-Grão-Mestre do Grande Oriente do Paraná (l965 - l970) que estava num período um tanto confuso de sua vida maçônica. Estava tendo certos problemas com as duas Lojas de Londrina as quais ele foi um dos principais fundadores. Havia segundo ele, uma certa rejeição velada. Entretanto, no decorrer do ano de l964, dois Irmãos vindos do Rio de Janeiro com uma missão especial e, estavam a procura de um Irmão que não sabiam quem era, e que após conhece-lo chegaram a conclusão que esta pessoa era ele.

O Irmão Aristeu mencionou que especialmente um deles parecia ser um paranormal, dada a sua maneira de conversar e agir. Percebeu que este Irmão, tinha conhecimentos profundos a respeito da Maçonaria e esoterismo de um modo geral. Achou-o um verdadeiro Mago. Referiu-nos ainda o Irmão Aristeu que este lhe vaticinara que ele seria o próximo Grão-Mestre do Grande Oriente do Paraná.

Disse-lhe que o iniciariam numa “Maçonaria diferente”. E lá foram os três no Templo da Loja Regeneração 3°, numa noite em que não havia sessão normal de nenhuma das Lojas que o referido Templo abrigava.

Lá chegando, foi aberta uma sessão em que somente os cargos de Venerável e Primeiro Vigilante fora preenchidos, e que foi convidado a ficar Entre-Colunas. A referida sessão obedecia a uma ritualística especial. O Irmão Aristeu relatou que notou modificação da cor do ambiente que ficou azulado e que uma música pesada se fez ouvir. Por cima do dossel do Oriente começaram a aparecer monstros alados que voavam no interior do Templo, porém sem o atingir, pois estava Entre-Colunas e isto o protegia de qualquer perigo. Recorda que parecia que a decoração local continha motivos egípcios.`

Continuando sua narração, referiu que após cumprir a referida ritualística foi levado pelos dois Irmãos ao Oriente onde foi consagrado. Nestas alturas a musica era suave e se sentiu muito leve que parecia estar flutuando.

História ou estória incrível que ouvimos calados sem sabermos o que dizer ou pensar. Seria uma fantasia da mente do Irmão Aristeu? Autohipnose? Pesadelos? Monstros do ID.? Alucinação?

Em ambos os casos estas perguntas e outras mais vieram à nossa mente dentro da nossa lógica. Sabemos que os esquizofrênicos tem visões que para eles são reais, mas que em realidade trata-se de uma patologia mental, onde há um desvio total da personalidade .Temos absoluta certeza que os Irmãos que nos relataram estes casos não eram doentes mentais.

Há uma grande dificuldade em comprovar estes relatos. Eles são subjetivos. Difícil se torna avalia-los, pois não existem provas e também não existem parâmetros para aferi-los, não restando outra alternativa a não ser se especularmos sobre o assunto.

Na percepção extra sensorial, queiram ou não, já está bem delineado através de estudos científicos e entre eles os de J. B. Rhine, que o espirito ou a alma do ser humano contem alguma coisa a mais do que a nossa ciência tradicional é capaz de atingir ou provar. E daí como encarar ou tentar explicar estes fatos ?

Então só nos resta mesmo especular, sem nos comprometermos com afirmações tendenciosas.

Sabemos que certas pessoas quando hipnotizadas, podem projetar suas mentes à distância de muitos quilômetros, podendo ouvir sentir e ver o que está se passando naqueles locais para onde foram projetadas suas mentes, trazendo as informações que posteriormente serão conferidas. Este fato a ciência tem comprovado. Também temos ouvido noticias e relatos de pessoas que podem produzir estes deslocamentos da mente espontaneamente quer no estado de vigília ou durante o sono.

Ouve-se menções em livros do gênero onde se citam universos paralelos, outras dimensões e os chamados duplos. Até que ponto estas afirmações tem a probabilidade de ser verdade, não sabemos. Para nós que estamos acostumados a acreditar em fatos com comprovada documentação cientifica, tudo parece por demais fantástico. Entretanto, o sábio Haldane dizia ”Na escala cósmica só o fantástico tem a probabilidade de ser real”. Lemos recentemente que “quem não se arrisca para alem da realidade, jamais conseguirá a verdade.”

Fala-se em aberturas especiais para outras dimensões que de acordo com os autores que defendem estas teses as chamam de intercomunicação dimensional, passagem ou porta induzida. Estas portas só estariam abertas para os paranormais.

Estas digressões filosóficas são ilógicas e absurdas se as analisarmos à luz da ciência atual e dentro da nossa percepção tridimensional.

Mas fica uma pergunta no ar: haveria uma realidade maior que somente poucos poderão vislumbra-la ?

Já ouvimos Irmãos esotéricos afirmarem que quando realizamos uma sessão maçônica aqui na Terra, uma outra sessão é realizada em outra dimensão de maneira exatamente igual como se fosse um duplo.

Todos estes relatos ficarão para nós por conta do insólito do desconhecido do imponderável. A conclusão ficará por conta do leitor. A Maçonaria não é eclética? Não saberemos se todos os Irmãos darão crédito a estas experiências que nos foram relatadas

Mais uma vez insistimos: A Maçonaria nada tem a ver com a Paranormalidade. Só que existem muitos Irmãos paranormais. Aliás, existem em número muito maior do que imaginamos. Eles apenas se escondem atrás de seus aventais e balandrau. É muito cômodo para eles ficarem quietos.

Os fatos parapsicológicos inexplicáveis sucedidos com Irmãos, especialmente os que acontecem dentro dos Templos e não se trata de obra do Demônio como querem os inimigos da Maçonaria, são colocados à margem da história das Lojas. São considerados verdadeiros mistérios. Não se fala sobre eles. Muito embora eles não interfiram em nossos princípios, jamais poderão ser confundidos estes princípios. Eis aí a motivação destes nossos trabalhos sobre a Paranormalidade.

Estamos tendo o mérito e a coragem de pelo menos comenta-los. Foram experiências vividas dentro de um Templo. Quem saberá o número real destes fenômenos?

É interessante que se mencione que nas Igrejas Católicas Carismáticas, bem como nas Igrejas Evangélicas Pentecostais e algumas outras, ocorrem fenômenos paranormais, tais como, curas inexplicáveis, seus adeptos falam línguas estranhas (xenoglossia), entram em transe, fazem predições, etc., sem que isto seja obra do Demônio. Ressalta-se que estes fenômenos nestas Igrejas são induzidos a acontecer. Já quando acontecem num Templo Maçônico e isto ocorre raramente, eles são espontâneos. Eles acontecerão por conta de um Irmão paranormal, que terá este dom dado por Deus, sem que o fenômeno faça parte de nossos rituais.

Não podemos negar que se um Templo for bem construído, se todos os símbolos estiverem presentes se dadas as condições intrínsecas de um bom ritual, com a invocação do GADU. no início das sessões, a iluminação pouco intensa, este local será propício, causando um relaxamento especial nos Irmãos os quais poderão facilmente entrar em ondas alpha e excepcionalmente em ondas teta.

Existem poderes espirituais em nossos símbolos que a maioria dos Maçons fazem questão de continuar desconhecendo-os. Gostaríamos de frisar que a Ordem está repleta de mistérios. Uma multidão de símbolos alegorias, emblemas, de máximas inseridas em nossos rituais, de sabedoria contida em uma boa, séria e escolhida literatura, desfilam diante de nossos olhos e formam uma infinidade de conhecimentos que infelizmente são ocultos para a maioria dos próprios Maçons. Este acervo de conhecimento citado traduz verdades que não estão a mercê de quem as procura obstinadamente. É em última análise a procura eterna do autoconhecimento. Estas verdades não estão escritas em cartilhas organizadas para crianças em idade escolar. São mensagens para Homens verdadeiros, mas há que senti-las. Aqueles, cujo olhar se fixa neste manancial e não conseguem ver alem da aparências, jamais saberão porque estão na Ordem, porque ignorarão o que é a verdadeira Maçonaria.

Entretanto, para sair deste marasmo, bastará apenas redimensionar-se dentro da Ordem, e começar a senti-la. Aí gozarão tudo de belo que ela encerra, sua plenitude, as mensagens eternas transmitidas pelos símbolos, o ensinamento do verdadeiro sentido da justiça, da verdade, do Amor Fraterno e a busca de um Deus mais justo e humano, ou seja, a verdadeira concepção do Grande Arquiteto do Universo.





Hércule Spoladore






Home | Diretoria | Reuniões | Textos | Membros Correspondentes | Histórico | Links |

Hosted by www.Geocities.ws

1