sábado, 27 de setembro de 2003


finalmente uma música do feast on scraps na turnê feast on scraps





fui muito bem na prova de física, brigada. ainda vi meu namorado e fui pro show da alanis. é foda, é foda...

(ouvindo all i really want em brasilia)

cheguei na casa do renato atrasada, e mesmo assim, antes dele.
fizemos sanduíches (farofada), ele se arrumou, e entramos no carro.
mas descobrimos que esquecemos as farofas (sanduíches), e o pai dele (que tem uma relação MUITO fofa com a mãe - quero ser que nem eles) tinha ficado trancado fora de casa.
voltamos.
aí pegamos o murilo (irmão do renato) no rio sul, e ele nos levou até o ATL hell (hehe).
a gente parou numa outra entrada, nem viu os 150 mil fãs que, segundo o segurança que encontramos em outra porta pra entrar na casa, estavam acampados pra entrar (a porta da "saída" estava aberta e pudemos ouvir pessoas testando os microfones- e provavelmente outras coisas também).
chegamos lá, onde as pessoas tavam acampadas, achamos a lívia, furamos uma fila bááásica, lívia achou um lugar melhor, ficamos no lugar dela, renato achou o samuel, e ficamos os 3 lá (we couldn't have been there with anyone else).
acabou que tinha uma lista (renato explica melhor) de pessoas que tinham chegados juntas às 7:30, com a excursão.
lá estávamos, 17:10, um dos primeiros a entrar (depois da fila com nome).

na fila tinham pessoas até diversificadas. uma menina, que eu acho que é a menina da banda cover de são paulo, uma tal de elainis. ela é bastaaaante parecida com a lani.
tinha um casal de meninas que eram idênticas entre si, e idênticas àquela do t.A.t.U (ou o que quer que seja).

essa aqui


tinha uma menina amiga do renato que era a mais fofa! a do tipo "eu-conto-minha-vida-toda-pra-desconhecidos-em-cinco-minutos". ela era namorada da lívia. mas o jeito de falar dela... tudo. uma hora gritaram "alanis" e eu gritei "gostosa", e ela disse que eu tinha perdido meu percentual de 5% heterossexual.

enfim, cara sueco na fila, tudo apertando, apertando, furando, furando, pensei ter perdido o ingresso, preocupando TODAS as pessoas da fila, mas achei dentro da minha caderneta :P,"LEND ME SOME FRESH AIR".
cantamos muitas músicas pra alegrar, o que fez o tempo passar mais rápido (além das pessoas engraçadas que tinham lá serem... engraçadas. guilherme, amigo dos meninos, me perguntou se eu já sabia direitinho as letras da alanis, se eu tinha carteira com minha idade maior que 14 anos.).
depois de um tempo de "êêê ôôô vida de gado", finalmente abriram o portão. pra torturar a gente, deixavam entrar de duas em duas pessoas.
nem nos revistaram direito, o samuca entrou muuuito facilmente com a câmera metralhadora dele.
corremos feito locas! quase que eu e samucas vamos rolando até a 3a feira fila. o renato ficou decepcionado que não dava mais pra ficar na grade.
mais vida de gado lá dentro... suor, sede, sede, estamos passando mal. as migalhas da minha farofa ficaram na camisa vermelha de um cara alto na minha frente. quem mandou ser alto, filho da puta?
tinha umas horas que eu conseguia ver o pedestal (entrando no nariz da alanis, do poster de fundo. - o cara é bonito, mas peraí, meio ridéculo esse cenário. compara com o moral code)

mural precious illusions

fundo usado nos shows em 1999


mas antes do começo do show eu e renato já ficamos longe do samuca.
várias pessoas passaram mal, e várias foram entrando na minha frente. e várias ficavam empurrando e acotovelando meus (não tão fáceis de achar) peitos.

aí aquela coisa clássica: quando rodie vem, a gente bate palma, quando aparece a avril lavigne a gente vaia.
a gente conversa com pessoas simpáticas que dão em cima do meu amigo, que diz estar namorando com uma pessoa que já foi afim desse amigo, pessoas com alma me dão água (e eu consigo babar). aí, mais empurra-empura, esmagação, sweetly, sweetly compassionate people (o que é um milagre), todo mundo impressionado, achando que eu tenho 12 anos :P
as luzes se apagam, pessoas ficam na minha frente. eu (e renato) NÃO OUVIMOS all i really want, por causa da gritaria!
passivas redéculas! me senti no show do hanson.



enfim... graças a allah, não foi tudo assim... pelo contrário, em sympatethic character (YEAH! YEAH!) tinham 3 pessoas cantando comigo, contando com o renato (enlouqueci, muito feio. não conseguia ver nada, então ficava acelerando o processo de formação de dread locks no meu cabelo, chaqualhando-o pra lá e pra cá e machucando as pessoas do meu lado, que nem ligaram, porque viram que eu tava feliz (acho que elas não iam ficar tão felizes se eu ainda tivesse cabelo tão comprido quanto antes).
em 8 easy steps era só eu e renato (só que essa eu não tinha decorado toda).
em this grudge os focos de luz apontavam para mim! para mim! i did it myself! uhahaha.
as pessoas olhavam abismadas para moi!
em you learn eu vi que tava tudo acabando e se formou um buraco na minha frente, que aproveitei fazendo rodinha comigo mesma!
sentei no chão ao fim do 1o set.
quando ela voltou, eu e o renato cruzamos os dedos para que fosse surrendering, e foi!
foi bonito, cantamos um pro outro, e as pessoas sorriam. o renato tava passando mal, mas queria que ele visse que ele tava experimentando uma coisa única ali. acho que ele viu.
depois, ela cantou offer pela primeira vez, ao vivo. a globo gravou tudo lá, e foi outro lindo dueto (hehe) entre eu e a lani (pelo menos de onde eu tava).
há muito tempo não ia há um show onde sabia TODAS as músicas, sem exeção. mas espero me desintoxicar desse vício, por um tempo (agora que o show já passou, e não tem banda...). se vocês virem outro post sobre a alanis num curto espaço de tempo, me belisquem!

mas a alanis podia bem aposentar hands clean!
não suporto mais essa música!!!
entendo que é um hino, mas galera, hino é it's raining men! vamos combinar: que música SACAL!
e podia cantaaaaar... baba, can't not, so pure, joining you.... menos hands clean.

no final encontramos o felipim (que lembrou de mim!), bruno, e mais uma pessoa. tiramos essa foto (repara no cabelo, e nas nossas caras nem um pouco chapadas):

acho que foi ótimo estarem nós 3 juntos, e a gente estar bem e grudgeless (sem rancores). um saldo positivo, podermos passar esse dia juntos e fazermos 300 mil piadas... uma pequena amostra das nossas bagunças. achei que nunca mais fosse dar certo. espero que isso possa acontecer mais.

teve um comentário, que acho que os meninos não prestaram atenção...
foi quando o renato falou do fernando, e nos abraçamos, e o samuca disse que éramos uma banda de casadas. o renato respondeu: "é." . e eu TIVE que estragar tudo dizendo: "seríamos, se fôssemos uma banda."

nós esperamos o murilo nos pegar. não só nos pegou, como foi muito prudente no trânsito, e levou cada um na porta de sua casa (e, realmente, o samuca mora do lado do meu pai). clap, clap pro murilo.

se o homem já pisou na lua, como ainda não tenho o seu endereço? e só quando acordar tirarei a maquiagem, tomarei banho (cabelo nojento, em fase de produção de dreads).


terça-feira, 23 de setembro de 2003


eu leio livros de sociologia, eu quero fazer ciências sociais.
eu ouço cientistas sociais, eu quero fazer LETRAS.


oh!

and god wants me to work. no resting, no lazy



[segunda feira, 22/9/2003 - terça feira, 23/9/2003]
alanis chegou no brasil, e eu me fodi na prova de matemática. e na de francês também.

soooo...
meu amor estudou história comigo o dia inteiro (estudo e coisas divertidas também). cheguei em casa às 9:30.

nem estudei sociologia, mas me dei muito melhor nessa prova no que na de história, que estudei revolução francesa feito uma corna, e caíram 2 questões (sendo que o professor novo SÓ DEU aula sobre revolução francesa.
FUCK U!



[sábado, 19/9/2003 - domingo, 20/9/2003]

[if i had a cat (argh!), i'd name it garfield]

a prova de geografia foi em dupla. fiz com a bethânia, que ela disse ter estudado sobre as coisas que não deu tempo de eu ler de manhã.
respondemos tudo meio na intuição, nada de muito científico ou decoreba.
não acho que tenhamos ido muito bem.

todo mundo sumiu na hora da reunião do grêmio, o que teria me deixado bem mais puta se eu não tivesse de saco cheio e doida pra ir embora.

fui pra casa da maria paula de noite, e foi beeeem mais agradável que nos dois anos anteriores de zonas na casa da maria paula. foi menos gente. uns casalzinhos (casaisinhos) legais, apesar de eu e o fê termos ficado meio afastados de todos, por razões desconhecidas por mim agora.
(o estudio mudou de lugar de novo! e tem até janelinha entre a mesa e os músicos.)
a maria estava feliz porque conseguiu dormir às 5 horas da manhã, e maior parte do povo tinha ido embora (só uns chatos insistentes tipo eu, fê, taiguara, diego - marilyn monroe, e um menino legal chamado joão ficaram), e não tinha ninguém bêbado, nem passando mal, nem arriscado a tacar fogo na casa se ela fosse dormir, nem fumando desesperadamente.
fiquei com medo do diego atacar o joão.
fiquei em awe com a maturidade da maria paula, e a compreensão dela, e o respeito por pessoas que não pensam/ agem/ se vestem como ela (acho que não tinha visto isso há muito tempo).

(essa foto será substituída por outra tirada no dia)


e a mariana não foi. não sei se isso era pra ter algum efeito em mim (vengeance, or such), mas não teve.
eu dormi e o felipe não (pra variar). acordamos todos mais ou menos juntos. e eu e el maridón fomos os últimos a deixar a festa, ao meio dia.



[sábado, 19/9/2003]
semana que vem tem!

meredith brooks alanis morissette no rio. adquira o seu ingresso, pela bagatela de noventa reals.
mais uma promoção das organizações facada-no-estômago: "porque nós queremos que você dê a bunda em favor do seu artista favorito".
(para a maria paula, que queria ver o cabelo novo da alanis)
(não leiam a materiazinha da página do ticketmaster, que tá TODA errada)



[19/9/2003]

6a feira:

fui pela primeira vez ao coral do colégio. fizemos uns exercícios meio embaraçosos, e nada do que eu já não tivesse feito.
a minha "parceira respirativa" falou que eu respirava bem.
íamos cantar um arranjo (de descobridor dos sete mares), e eu não tinha tirado a minha voz (não sabia qual era o meu alcance vocal).
aí a moça maestrina/regente falou pra eu cantar umas notas aí. eu cantei, e ela falou que eu tinha uma voz grande, que ia ver depois, e eu cantaria provisoriamente como soprano.
acabou que no final tinham 455 pessoas pra medirem suas respectivas vozes.
como eu tenho vergonha de cantar na frente das pessoas, não queria ser a primeira.
só que depois da primeira pessoa, todo mundo ficou falando das suas respectivas dificuldades e problemas nas vozes, e ela não viu a minha, por falta de tempo.

deixa pra lá.
não vai ter mais por uma semana, por causa das provas.
eu posso esperar. não é que vai estragar o arranjo.

depois eu e a beth estudamos matemática com o professor.
eu cheguei na metade da explicação. mas a metade que ouvi, entendi.
até chegar na casa do emmanuel, pra estudar.
a gente ficou lá por umas 2 horas e meia.
ajudou alguma coisa. mas ajudaria mais se eu tivesse paciência de ter estudado antes...

fui pra casa, tentei estudar geografia, e caí em cima do livro.


quinta-feira, 18 de setembro de 2003


[16/09/2003]
aniversário da maria paula
bagunça no camarote da unimed!!!
o fê me ligou muito de surpresa, me perguntando se eu queria ir ao show do deep purple.
eu disse "claro que sim!".
então, uma hora depois (dentro dos termos tome-banho-e-venha-rápido) estava eu na casa do felipe (ele tinha combinado comigo meia hora antes da hora verdadeira, porque eu ia me atrasar :P). a gente comeu, porque fiquei com medo de desmaiar, ou passar mal, ou qualquer porra dessa!
(tudo bem que no chou do coldprei eu não tinha almoçado, etc e tal)

nos apertamos no banco de trás do carro com a bruna e o "amigo" rafael, junto com a mãe da bruna e seu marido, o chefe da mamãe.
ele falou que se a minha mãe quiser, ela ganha o cargo dele de diretor da unimed e consegue sempre ingressos de graça pros shows do atl hall.

mas até aí eu não sabia que era DE CAMAROTE.
isso quer dizer que a gente tinha direito a uma garrafa de uísque, 37 refrigerantes, 20 cervejas, duas bandejas de salgadinho, 5 batatas chips, 2 tábuas de frios, circuito interno de televisão, poltronas confortáveis, ar condicionado, E NENHUMA CABEÇADA NA FRENTE (fora a bruna, que subia na muretinha).
claro que eu amo ficar na muvuca, né, gente?
até porque eu perco umas calorias (e este foi o show mais engordativo de todos- sentada comendo e bebendo o tempo inteiro).
mas foi óóótimo estar en el camarote.
(lá pelas tantas a bruna e o rafael conseguiram ir lá pro meio, e eu e o fê ficamos sozinhos...)
o tecladista- que, segundo soube, é novo na banda- tocou um arranjo alemão de chega de saudade e garota de ipanema, assim como um concerto/sonata/qualquer coisa de mozart (!- o mesmo concerto/sonata/qualquer coisa que o emmanuel tocou na apresentação do trabalho dele).
o baixista parece aquele cara motoqueiro/lutador de boxe luta livre/estrela de tv, hulk hogan.

separados ao nascer


o guitarrista é um poser do caralho, mas gente boníssima.
ian gillan parecia um pederasta com aqueles gritinhos sessentões.
a verdade é que eu só conhecia smoke on the water e uma outra aí que eu nem lembro o nome (sei, sei, que vergonha...).
mas foi um show excelente, e eles pareciam felizes de estar aqui, e tocar a mesma música há 40 anos...
o mais lindo foram os pais levando os filhos pra verem o show...
(sei que é clichê, mas é lindo mesmo).
os caras são jóia. eu recomendo bananas. que capa super-brasileira.



segunda-feira, 15 de setembro de 2003





que pesadelo, essa apresentação pseudo-alternativa. fosse eu mais sensível, teria vertido em lágrimas. não saio bem nem fazendo o que gosto.

silvana x britney?


nem sei de quem é esse trabalho, mas achei foda. rafa, vou usar no meu template.
mais fotos comprometedoras


terça-feira, 9 de setembro de 2003


[8/9/2003]

ontem foi dia da independência, e eu falando disso no meu trabalho, e fui hoje ao museu da república e não tinha percebido. sou uma má compatriota pra vocês?

[põe numa bolha e assopra]

aprendi a respirar, e tudo deu certo (talvez seja coincidência, but i like to think it's not).

no hotel fazenda que eu fui no fim de semana (que eu já tinha ido antes) tinha um templo taoísta. eu conversei bastante com o historiador-professor-de-tai-chi-chuan-massagista da casa, e ele disse que rompeu com todas as religiões com as quais ele topou. foi sempre um processo doloroso, por ele ter depositado, como se fossem suas últimas esperanças nessas coisas. pra ele a teoria da religião ser o ópio do povo é certa...
ele parecia tão desiludido, mas ao mesmo tempo satisfeito...

do we ever live the moment?

enfim, falei isso tudo pelo fato de que, quando cheguei dessa viagem, minha mãe me comunicou que ia voltar pro tai-chi-chuan. eu pedi pra ir com ela. fiz uma aula hoje, eu e uma média de idade de 58 anos. uma velhinha MUITO fofa do meu lado...

é relaxante, mas tem tipo uma coreografia, e você tem que segui-la. e tudo que você faz tem um propósito (tipo, tirar energia sei lá da onde e deixar fluir). só que eu não sei nada, visto que fui pela primeira vez hoje.
medi uns prós e contras e acho que resolvi não ir mais...
porque não vou ter tempo. e não adianta fazer isso sem estar concentrada.

passei boa parte do dia com a minha mãe, até em função do tai chi, e ela vai ficar triste com o meu veredicto, porque ela tinha se alegrado em ver que a gente ia fazer algo juntas.

vim andando pra casa e percebi que decorei a letra de unprodigal daughter.
espero que ela toque no show.

unprodigal daughter
i had disengaged to avoid being totaled
i would run away and say good riddance soon enough
i had grown disgusted by your small-minded ceiling
to imagine myself bolting had not been dificult

soon be my life
soon be my choice
soon be my pace of which you'll have no part of

(todo mundo pulando!)
unprodigal daughter and i'm heading for the west
disenchanted daugher and this plane cannot fly fast enough
unencumbered daughter, hit the ground running at last
i'd invite you, but i'm busy being unoppressed


i hit the ground running although i know not what toward
i hit the town reeling forgetting all that came before
i felt primed and ready when surrounded by the palms
i felt culture-shocked but dissuaded i was not

this is my town
this is my voice
this is my taste of which you've had no part of

one day i'll settle back and speak of foreign adventures
one day i'll double back and tell you about these unfettered years
one day i'll look back and feel something other than relieved
glad i left when i did before "no dear, you can't" got the best of me

i speak of artistry you would roll your eyes skyward
when i'd speak of spirituality you would call melabel it absurd
when i spoke of possibility you would frown and shake your head
if i had stayed much longer, i would surely imploded

these are her words
this is my house
these are my friends of which you've had no part of.


domingo, 7 de setembro de 2003


[4/9/2003]



eu e paola fomos até o CCBB depois da aula, assistir à Tempestade e Ímpeto. acabou que não era nada o que esperávamos. era uma coisa legal, até...
uma matéria sobre uma montagem que teve dessa peça de Friederich Maximilian Klinger, 10 anos atrás, que misturava a peça com zen budismo, e com dança.
e ainda era itinerante.
queria ter ido.
mas enfim, metemos umas falas budistas no trabalho, e pronto...

depois saí correndo pra flauta... tive uma aula relativamente produtiva e saí correndo (literalmente) pra pegar um 570, ir pra casa, trocar de roupa, e ir encontrar com o samuca e o bruno na porta do metrô de copacabana, às 5:15, pra de lá pegarmos um ônibus até o escafundéu do judas (nada contra o judas, em particular).

às 5 hs cheguei em casa e minha mãe exclama:
- alguém ligou e disse pra você estar na casa da de uma menina às 5 hs.
- meudeus, são 5 hs, que menina?
- tatiana... tayla...

ligo pra casa do samuca, prontamente me respondem:
- ele mandou você ligar pra casa da thaís.

combino tudo com a thaís (íamos de carro, e a carona chegaria às 6 hs), troco de roupa, verifico 500 mil vezes onde o meu ingresso está, pego um biscoito pra comer no caminho, e separo R$ 1,40 pra ir até a casa da thaís.
desço um ponto depois, vejo carros de polícia, polícia gritando com caras ensangüentados no chão, tudo too much overwhelming (and i'm in a rush).
chego na casa bonita da thaís, converso com a mãe simpática da thaís (que não lembro o nome).

thaís está jogando o jogo da fuga das galinhas.
falo com carol (minha vizinha) e devolvo as coisas do samuca.
samuca inquere:
- te falei? o show da alanis vai custar R$ 90,00
- oh! isso é um problema!

bruno (o famoso bunu) chega com uma câmera digitalica...
chega o felipe, namorado de thaís, e, depois de muito custo, um outro bruno, fã de yanni, que leva eu e samuca para o atl corredor.

pegamos engarrafamento em botafogo, copacabana, são conrado e barra (o trajeto inteiro) e demoramos uns 3 séculos pra chegar lá.
assim que o fizemos, nosso tão-generoso-provedor-de-carona some. (as pessoas falam que ele é assim mesmo)
as pessoas todas vão comer, e eu, com meu biscoitinho no estômago e muita excitação, me limito a roubar as batatas do samuca (o mac donald's agora tem guia NUTRICIONAL).
fizemos planos arquitetônicos com as máquinas fotográficas, compramos pilha, chiclete, etc.
depois de mais 3 séculos entramos. (não sem antes o samuel tentar entrar com a máquina na mão, e o moço mandar ele voltar e guardar no carro)

não dava mais pra ficar muito perto, mas conseguimos a 3a fila do lado direito.
ficamos esperando o início do show do côldplay (e disseram que ia ter abertura de nando reis), falando do show da alanis, como a gente ia fazer, como a gente ia trazer a máquina do bruno e filmar o show todo, como tinham sido bons os outros shows dela, como a gente ia ficar PUTO se pagasse 90 reais e ela cantar 12 músicas.

aí começou com aquela música, politiks, eu acho. sei lá. na hora eu não sabia o nome de música nenhuma, e letra nenhuma direito... (percebi que nunca tinha pego pra ler nenhuma das letras) pula, pula, pula, grilinho!

sei que lá pro meio do show, comecei a me sentir mal (óbvio, não tinha comido porra nenhuma), e me segurei no samuca.
ele insistiu para que fôssemos tomar um ar, e, contra a minha vontade, durante uma música desconhecida, fomos andando para aonde não tinha mais gente (o que parecia não existir). no meio do caminho, encontramos com a bruna- mas foi um péssimo momento pra nos encontrarmos.

ok. sentei por 5 minutos, e quis voltar. quando estávamos voltando, começou a tocar minha música preferida: everything is not lost (the trully professional coldplay song, played by the trully professional coldplay), que parece um blues fodão. Me transformei.

eu e a loka começamos a pular e a nos abraçar.
a música durou uns 5 minutos, 3 só de “oh, oh, yeah”, que o chris marvin gaye ensinou pro público (burro, que não conhecia essa música- hahah...eu não conhecia várias)
a iluminação era um show à parte, principalmente naquela música toda colorida, em yellow, que ficou tudo amarelitcho, e em clocks, que teve raio laser em cima da gente e tudo (foto ali em cima).

eu gostaria, muito lamentosa, de dizer: POR QUE RAIOS ESSE FELA DA PUTA, NAMORADO-FACHADA-GAY-DA-GWENETH (ou whatever) PALTROW FOI ARRANJAR DE SER PIANISTA?! além de estar de costas pra mim (o que é pecado), eu não consegui ver nada, já que ele tava sentado.
oh, well...

vimos o vídeo de croques (que ficou quase a música toda) e as fotos que o bunu tirou. viemos de carona com o namorado da thaís, e, pra não perder o hábito, pegamos um engarrafamento quilométrico na saída do atl hall, porque o túnel do joá tava fechado.


quinta-feira, 4 de setembro de 2003


outro dia eu estava (dormindo) ouvindo o multishow, e ouço uma harmonia (musical) familiar. abri os olhos e era uma dessas campanhas (não que elas sejam demais, ou supérfluas) de soliedariedade, ou algo parecido (eu estava com sono!).
era one, da alanis, só com um órgão (sintetizador, ou algo assim),
ficou bonito mesmo.
e o verso: you mean we actually are all one? realmente se encaixa, se você pensar bem...

i hit the ground running although i know not what toward.
descobri o que significa isso hoje...



me salvem.
eu não vivo mais.
fico quieta nas aulas, copio tudo...
a síndrome do post anterior me atingiu?

SE eu conseguisse ser assim...
estava pensando hoje, pra onde foi a garota que até a 4a série só tirava 10?

enfim, depois da aula (a.k.a ataque de nerdice) eu e mais umas 270 pessoas fomos assistir à apresentação de um coral finlandês. eu pensei que só iriam mais umas 6 pessoas, além de mim (umas pessoas que faziam coral). mas tava realmente lotado...
as músicas eram tradicionais do país, mas eram bastante experimentais!
tinha uma de improvisação, em que a menina que traduzia as coisas que a regente falava, fez um verso em português, com sotaque muito carregado (e depois o coro repetia, aos trancos e barrancos): "nós viemos aqui, cantar para vocês"!
foi a coisa mais fofa!

ah sim...
e o ewan mcgregor (obi wan kenobi) desistiu da carreira de salvador de mocinhas sem esperanças para cantar num coral da sua terra natal, a finlândia.



achei que vocês gostariam de saber.

faltam 20 horas e meia pra começar o show do coldplay.
*wish me luck*


(parece uma boyband)
make traid fair


terça-feira, 2 de setembro de 2003


[corra que o vestibular vem aí]

cara, o que acontece com as pessoas?
é só o último ano que você passa na escola se aproximar, que as pessoas
se desesperam: quilos ganhos, correria, cursinho o dia inteiro, e escola, não existe vida.
e vale a pena?
você se matar, nem saber se vai passar (provavelmente não, as pessoas ficam nervosas demais), fazer uma faculdade que você nem sabe direito o que envolve, para contentar algumas pessoas da sua família,
ter um emprego medíocre, que você não gosta, pra comprar feijão, ter filhos na escola e
férias na europa.

primeiro, o nigel passa todas as suas horas estudando pro exame da expesex (que eu não sei escrever)
maria paula está no 2o ano e foi classificada com A pra segunda fase do vestibular da UERJ.
(e sem estudar)


tá. droga.
eu vou ter que estudar. mas pelo menos eu vou me matar pra realizar um sonho.
e se não acontecer, pelo menos eu tentei.


segunda-feira, 1 de setembro de 2003


[post metido a cinéfilo, mas na verdade, uma avaliação das trilhas sonoras]

vi muitos filmes esses dias. postarei os que lembro. entrem nos sites para as sinopses.

o escorpião de jade

eu e andré escolhemos, depois de muita luta, e locadora lotada, e ninguém me atendendo, e concordâncias entre nós e desistências quando pensávamos nos outros (til e beth), que queriam ver uma comédia.
juro que esse filme é uma comédia.
mas não é uma comédia babacona.
é uma comédia meia boca, na verdade. mas o woody allen me ganha. os atores tão bem... e a trilha sonora... boinha.

mas eles não gostaram. talvez estivessem muito ocupados achando que um estava flertando com o outro. mas graças à ele, a beth tem namorado.

(PS: pedi ao cara da locadora uma lista dos filmes do kevin smith, o diretor, e ele me deu uma lista dos do kevin spacey. não teve graça)

frida

adorei. adorei mesmo. acho que não tem ninguém que não diz isso.
tinha lido um pouco sobre a pintora frida kahlo (por causa da letra daquela música, esquadros: "cores de frida kahlo, cores") num livro sobre mulheres fortes, revolucionárias, lésbicas e ahead of their time. a história do filme é verdadeira (só não sei até quando). adoro a pequenina (who am i to say anything?) salma hayek. arte, política, méxico, interpretação de caetano veloso...

as pinturas da frida kahlo são A CARA das da maria paula. acho que ela é a reencarnação da mexicana.

fiquei com muita vontade de ir pro méxico (principalmente no dia seguinte, que ouvi um cd do manu chao na casa da beth. baixei algumas músicas, mas vou comprar o cd. a arte é completamente fodona. "no estamos locas")

o homem que copiava

finalmente, em alguma história, o crime compensa.
mas não foi nem isso que me chamou a atenção...
foram as animações, a atuação, a credibilidade, o roteiro incrivelmente bem estruturado, a comédia, a tragédia, o amorzinho fofinho, jorge furtado (virei fã, principalmente das trilhas sonoras que ele põe nos filmes) e shakespeare.
creedance na veia!

a little overwhelming.

e por último, uma mente brilhante, que não vi todo, mas é um filme legal.
algumas técnicas engraçadinhas para a trilha sonora, algumas enganações. a beth já tinha me contado o filme todo, mas eu já tinha esquecido.
descobri que a mina mulher dele é a moça de réquiem para um sonho (um dos filmes mais fodões do mundo, com a trilha sonora mais fodona) e pollock (mais um filme de pintor mal compreendido pra sua época).
enfim, fiquei pensando que nossas aulas de matemática poderiam ser agraciadas com filmes como uma mente brilhante e pi. levando em consideração que eu tenho 4 tempos de aula por semana, cada qual com 45 minutos, isso dá 3 horas. descontando os problemas de fita, corrida para o audiovisual, podíamos ver esses dois fimes em duas semanas e nos livramos do fardo da matéria. (que saudade do smiley etêzinho)










não vá se perder por aí
sutil como um paquiderme
purgatorying
vide bula
o sonho não acabou
unpredictably...
guerreiros cp2
almost us
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