terça feira, 23 de março de 2004
hoje uma mulher tentou trocar R$ 50,00 pra viajar num microônibus. o cara não tinha troco (e não é obrigatório que ele tenha). então ela foi sem pagar passagem mesmo. cara-de-pau!
[há mais agregado à vida do que esses apegos]
teve a despedida do dani lá na cobal.
só que ele fez questão de chegar depois de todo mundo.
(ele e o andré adoraram meu cartão, que entreguei de manhã)
foi a camilla, uma amiga dela, rodrigo (eu era apaixonadinha por ele), júlia, gabriela, niger, bethânia, hugo, roberta (de pé quebrado), andré, alice, carolzinha, renato, paçoca e provavelmente mais uma pessoas que eu não lembro/não vi.
eu fui embora muito cedo, porque a vic tava dando aula ali perto e me deu carona.
a dona dione quer levar meus irmãos pra morar em são paulo.
o meu pai já chorou à beça e os meninos devem estar muito confusos.
o que não é confuso, para um garoto de 4 anos?
o mundo é um grande mistério, e vamos ter que desvendá-lo separadamente.
por quê é tão difícil entender que as coisas passam, os sentimentos e as pessoas passam, e que isso, apesar de tudo, não me isenta de ser irmã e não isenta ao meu pai de ser pai deles. apesar de todos os pesares. de todos os defeitos.
é algo que me deixa muito triste, principalmente com o contexto e o timing que isso teve:por um defeito de formação emocional da ex-mulher do meu pai (que já está bem grandinha), o pai fica privado de ver os filhos? não é justo.
segunda feira, 22 de março de 2004
descobri que terá uma roda de leitura do cortázar toda primeira terça do mês, às 19 hs, a partir do dia 6 de abril, no centro.
se alguém se disponibilizar para a escolta, estarei lá, religiosamente.
hoje o daniel passou lá na sala pra se despedir.
na 5a feira ele embarca pra floripa, pra viver, trabalhar, estudar, fazer um milhão de amigos e essas coisas assim.
me senti culpada, e achei que o negligenciei bastante. a gente só dá importância quando perde. tudo bem que eu tenho esperanças que ele mande e-mails, cartas ou coisas assim.
mas é claro que ele vai seguir a vida dele lá, e a gente a nossa.
o menino fez chorar a turma 1309 inteira, até aqueles que não o conheciam.
todos os cinemas que eu deixei de ir, todas as coisas que eu furei, as viagens... o que eu não daria por isso, agora?
a verdade é que ele é uma das pessoas mais sensatas que eu conheço. ele sabe o que dizer nas horas certas. não o que você quer ouvir, mas o que precisa.
daniel é uma pessoa pacífica - apesar do que denunciaria a prática do boxe - e iluminada.
vou viver sem ele. mas sempre é difícil ver alguém indo embora.
you've been my golden best friend
and now with post-demise at hand
can't go to you for consolation
cause we're off limits during this transition
it's true, this time there are no second chances.
domingo, 21 de março de 2004
várias horas no processo de ver american graffiti (o segundo filme de george lucas).
meudeus. graças ao bom alah que existiu guerra nas estrelas para esse senhor.
senão ele tava fodido.
filme ruinzinho, ruizinho, mas pelo menos aparece o harry ford e as músicas são excelentes.
e a outra boa notícia foi que eu fui contemplada com um íma de geladeira do conselho jedi.
o irmão da polly tava lá.
desisti de ir à ana carolina e, ao invés de afogar minhas mágoas no álcool como ontem - o que, aliás, não adiantou nada, porque a vodka tava com guaraná e matou meu querido etanol - comecei a comer compulsivamente as coisinhas que tinham aqui pro aniversário do meu padrasto.
sábado, 20 de março de 2004
cês num sabem nem que delícia é acordar 3 horas depois de ter botado a cabeça no travesseiro, botar um uniforme branco e azulzinho, percorrer a casa inteira atrás de um emblema e sair correndo pra não perder o ônibus - na chuva.
tem nem problema.
mas dá pro ivanzinho parar de ser fofo?! e parar de saber tudo?
o antônio foi assistir à aula na minha turma. jesus, por que ainda me sinto ameaçada com essa presença conspirativa dele?
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assisti ao choro e fui àquele restaurante bonitinho e charmosinho aqui do lado. aquele cheio de livros, quadros, fotos com artistas, boate à noite, livros e traças.
depressão, depois de descobrir que o meu irmão teve em mãos três ingressos grátis pro show do rei neném, na marina da glória. acabou que o moço da supervisão não deixou! ora moooouço...
tanta gente se aproveitando e ganhando dinheiro em cima dessas cousas por aí, você vai e tira do meu irmão? sacanage...
já que não rolou o bluezito básico, eu e fê fomos pro aniversário do caio, aqui perto, e, depois, ganhamos carona do vizinho do chico pro corte do cantagalo, pra chegar logo na comemoração do aniversário da ana e do judson.
tava todo mundo desanimadããão, e tão entediado que terminamos jogando forca, e o felipe jogou guaraná na minha vodka.
desgraça.
saldo da noite: 15 reals mais pobre, um monte de palavras novas descobertas e um convite pra tocar flauta numa banda de gothic metal.
sexta feira, 19 de março de 2004
o meu pai foi pra fernandinoronha, olha que chato!
eu tive que assistir ao horroroso oito mulheres, e o pior é que não dava pra dormir.
jethro tull
então rolou aqualungui, thick as a brick, mother goose e a porra toda e até 3 movimentos à la jazzinho de hendell...
foi psicodélico pra mim, pelo menos, apesar de não ter cenário, e as luzes não serem doidonas.
não precisa. aquele cara de calça colante tentando fazer um 4 com as pernas e tocar flauta ao mesmo tempo (ele não tava bêbado - eu acho) fazia o show todo.
acabou muito ráááápido.
esse é o problema dos progressivos. eles tocam tipo umas 5 músicas de 20 minutos.
sem graça.
tinha um pessoal fã mesmo, e lá, no final, todo mundo chutou as cadeiras e as mesas (ou subiu em cima delas) e cantou e balançou a cabeça.
o thiago, o pedro e a bruna foram com a gente.
por que eu tenho que me sentir reprimida como um professor de história em 1964?
quinta feira, 18 de março de 2004
QUASE que eu assisti a uma aula de direito penal, ministrada pela minha madrasta.
mas a gente pegou sériamente um engarrafamento de 45 minutos pra entrar no estacionamento.
cada vez odeio mais os carros.
devia rolar aquele jetsons bááásico, onde o seu carro é dobrável de modo que vire uma maleta.
e já que ela não deu aula, fomos pra casa dela, comemos pizza, e o thomás roubou um tíquete restaurante meu.
quem que te mandou tomar conhaque com o tíquete que te dei pro leite?
quarta feira, 17 de março de 2004
sem querer hoje eu matei aula de francês.
e precisava desabafar, coisa que é legal fazer durante essa aula, que foi no laboratório de informática.
(eu gosto do sistema de comentários ali em cima. seria mais deprimente do que não receber e-mails, ver um monte de caixinhas de comentários vazias)
eu e fê começamos a ver o sentido da vida - mas a vida é muito chata, e eu dormi.
terça feira, 16 de março de 2004
levei uma hora e meia no ônibus de ipanema até aqui.
alguém merece?
já fiz meu plano de estudos pra paranóia vestibulônica.
resta saber se eu vou cumprir.
eu e a raquel fomos à unirio, ver coisas sobre o THE pra artes cênicas.
acabou que a maior relação candidato/vaga dos vestibulares que eu vou fazer é essa: artes cênicas - licenciatura para interpretação.
fiquei meio desanimada, porque não vai dar pra eu escolher meus próprios textos e nem seqüências corporais.
a gente topou com uma moça procuradora pública do TJ, ou coisa assim, que ficou animada ao ver nosso interesse pelo vestibular. ela tinha uns problemas de fala (ou estava mesmo seqüelada, porque o que a raquel entendeu foi que o pai dela morrera recentemente).
era meio triste de ver.
ando presa a lugares-comum.
a expressão anda difícil.
segunda, 15 de março de 2003
you make the knees of my bees weak (fechado para balanço)
domingo, 14 de março de 2004
alegoria e simbolismo
é preciso desequilibrar. descentrar. torcer. deformar o sentido das palavras.
é muita hipocrisia que o mundo queira de repente se mostrar anti-sexo, anti-pornografia, com tantas bundas sendo mostradas por aí às 6 horas da tarde.
aí resolvem censurar uma música nos EUA, depois de um acidente com um figurino ser mostrado em cadeia nacional.
humf.
sábado, 13 de março de 2004
calor, nuvens pretas, pedras, comidas, crises.
can i really marry someone who is the state of the art on complaining?
can he really marry someone who has crossed the line of when is cute to argue?
porque hobbes, ou marx, ou locke, ou kant ou sei lá quem que tenha dito que a arte é "a estética direcionada à aproximação do ser humano ao infinito" estava certo.
"todo homem que em si não traga música
e a quem não toquem doces sons concordes,
é de traições, pilhagens, armadilhas.
seu espírito vive em noite obscura,
seus afetos são negros como o Érebo:
não se confia em homem tal. "
sexta feira, 12 de março de 2004
you cringe at the thought of living under the same roof as me, god and everything.
2 anos.
quinta feira, 11 de março de 2004
[há, até parece]
justo quando eu decido não postar por um tempo, tem tanto o que dizer.
não dá pra ficar em silêncio, assim.ele vai ter que esperar um tempo.
["viver é lutar contra a entropia" zé luis, sem dedo e professor de biologia]
como viver diante da impassibilidade deliberada?
porque esse negócio de querer fazer letras/ literatura é muito romântico. são três candidatos por vaga, na UFRJ.
é medo do sarcasmo intelectualóide? é.
medo de ficar sempre tendo que lutar para ficar acima da água? é.
medo de cientistas políticos? pode crer, quem quer estudar com futuros deputados, ministros ou presidentes?
quem quer ser alunos deles?
porque o que é que eu vou fazer pelo mundo?
não vou ser presidente. não vou ser socióloga. não vou conscientizar ninguém.
não vou ser médica, muito menos advogada e menos ainda trazer a "verdade" através de matérias (tele)jornalísticas (porque a verdade não só é relativa, como é indomável).
ah, sim, eu posso ser professora. ponto!
e tem coisa mais auto-centrada do que ficar analisando, dissecando, criticando, corrigindo, relacionando e copiando a arte?
é verdade que ser artista é se alienar nas suas próprias reflexões?
e pior que artista é aquele que arte não sabe fazer, só serve pra ficar analisando, dissecando, criticando, corrigindo, relacionando e copiando a arte.
é bem verdade que através da literatura é possível conscientizar um número grande de pessoas.
isso bem seria possível se a média de livros que o brasileiro tem em casa não fosse de oito.
e uma professora com mestrado e doutorado ganha 4000 reais para trabalhar 3 dias por semana em uma instituição pública.
é o professor negligenciado, de acordo com essa estatística?
[falácia]
uma artista mundialmente reconhecida recentemente respondeu a uma pergunta a respeito das decepções que ela enfrente nos seguintes moldes:
"mesmo se eu estivesse sem dinheiro nenhum e andando descalça, estaria feliz".
o argumento acima é facilmente identificado como falácia, tendo em vista que a referida artista nunca passou dificuldades financeiras na vida - sua família vivia confortavelmente em Ottawa, Canada - graças também à sua atuação desde criança no mundo do showbusiness.
"that i would be good even if i went bankrupt".
possivelmente a autora desse verso não o teria escrito se não tivesse ganho dinheiro suficiente para a sua viagem às profundezas da filosofia oriental.
provavelmente não estaria tão clarificada quanto ao que faria caso não fizesse sucesso, se não fosse pelo sucesso em si.
por conseqüência, se não tivesse usufruído da sua habilidade de inluenciar seus fãs através de sua arte, não teria ajudado-os a passar por fases difíceis, ou ajudado-os a conhecer outras culturas.
quarta feira, 10 de março de 2004
[da série: "minha vida é uma série"]
. como rory gilmore, passo 20 horas por dia com um uniformezinho azul com saia plinsada (porque no brasil, não tem outro jeito).
. como lorelai gilmore, eu também tive quedas por quem abraça o magistério.
. aliás, também pretendi casar com um professor (quando ele FOR professor).
. igual às gilmore girls, eu como muito e nunca fico cheia.
. também faço noites de filmes e falo durante o filme inteiro.
. como rory, leio um monte de coisas ao mesmo tempo - tem um livro pras viagens de ônibus, outro pra ler enquanto ando na rua, e outro pra hora do recreio. (a diferença é que eu demoro muito pra terminar tudo)
. me envolvi na política do meu colégio, como a filha de lorelai.
. já escrevi pro jornalzinho.
. tenho um relógio que parece ter sido ganho naquelas maquininhas com a garra.
. tenho um namorado lindo :P
. reescrevo um texto 100 mil vezes, assim como rory.
. gosto de entrevistas.
. preconceito contra esportes.
. natália, como paris a rory, pretende infernizar e difamar a minha vida escolar, bem como me perseguir na faculdade que pretendo fazer.
. problemas com edgar allan poe.
. quero desesperadamente um dicionário.
. sou nerd demais.
. moro sozinha com minha mãe - e às vezes ela é minha amiga.
. tenho uma melhor amiga que não pode esperar pra sair de casa.
. cortei o cabelo.
terça feira, 9 de março de 2004
esqueci de 99,998769428% do que eu ia falar.
falarei então que, devido à minha escolha de conseguir tocar o primeiro movimento de um concerto para flauta solo em ré maior E (conjunção, não mi maior) passar no colégio E nos cursos de artes cênicas e letras pras faculdades públicas por aí, minha incidência de posts não será tão grande (então, vocês vão agradecer a quem?). o mesmo procederá com as fotos do flog.
/frantically banging head to the pink panthere's theme.
em estado de surpresa, ao constatar a possibilidade do meu avô ter dado aula pro meu ex-professor de química - o que quer dizer que, por tabela, aprendo química graças ao pai da minha mãe - nos idos de 70, na UERJ.
boa notícia: silvana, de história, tá dando aula pra gente. ela é emocional pra dedéu, e me deu umas dicas legais de filmes. feminista, sotaqueada, extrema e bem adepta ao discurso "se-quer-ter-uma-noção-de-como-será-o-mundo,-imagine-uma-bota-prensando-para-sempre-um-rosto" (george orwell, 1984 - carol, brigada pelo livro!).
boa notícia - parte 2: amanhã eu tenho uma razão pra acordar impreferivelmente cedo. aula de português nos dois primeiros tempos.
notícia-notícia: o professor de física parece um los hermanos. pensando bem, todos os barbudos...
segunda feira, 8 de março de 2004
então, parabéns mulheres, por terem morrido às centenas naquele evento em nova iorque há mais de 150 anos atrás, por terem reivindicado condições de trabalho, e não decretarem este dia feriado.
yeah, thanks alot.
primeira aula de todas as segundas feiras sagradas será de química orgânica com o nilo. uou. porque o marquinhos não tá mais dando aula lá.
tive um revival de professora de 6a, 7a e 8a série.
tive uma professorA lousy de sociologia.
que assunto batido. ficou falando das mulheres e seu papéis sociais impostos (yadda yadda yadda), já que hoje era dia da mulher. retrógrada, só faltou nos chamar pra queimar sutiã, depois da aula.
LIER, cadê você?! (nessas situações, ele bem daria uma sacaneada básica das mulheres e ia falar do que o código penal diz a respeito de abuso de poder).
pelo menos minha professora de português é a mesma e ainda não assassinou minha decisão de fazer letras/literatura.
(pelo contrário, ela ficou muuuito feliz)
e aí parece que a minha mãe não me ouve nunca e isso é frustrante.
sempre achei que tivesse apoio na área "o que vou querer se quando crescer", mas é o contrário.
era melhor que eu fizesse as clássicas direito, ou comunicação social. :P
pra comemorar, fiz dever de casa (já!) ao som da TV justiça (canal 09 da net). ministros são divertiiiiidos.
something about showers. hihihi.
domingo, 7 de março de 2004
acordei antes do felipe, mas dormi bem melhor que ele.
fui ao jardim botânico (caaaaro) e depois almoçar (caaaro) com a mamãe. fizemos compras de caneteeenhas nas lojas americanas.
não quis fazer nada, nem ir ao show do fatboy slim (que nome legal!).
quem pode acreditar que eu estou no terceiro ano?
sábado, 6 de março de 2004
foi o batizado do dedé.
ele não é mais pagão. e isso tranqüiliza a minha vó, de alguma maneira.
mas quando for meu filho, eu não cedo. não batizá-lo-ei (?) na igreja católica. nem por sentimentalismos familiares.
quando, e se, o meu filho quiser - por conta própria escolher uma religião, ele que o faça. se quiser casar na igreja, que se batize, ou faça aquele curso.
não vou ficar impondo que participe de um ritual o qual nem entende, a tenra idade de um ano.
é claro que a educação que estaria inclinada a dá-lo seria baseada na compaixão, na bondade e na humildade. e se ele achar que o cristianismo, espiritismo, budismo, taoísmo, politeísmo, islamismo ou taoísmo vá por esse caminho, ele que o siga.
só não vou deixá-lo ser evangélico, pagar dízimo para encher o rabo de bispo macedo. isso não.
fui visitar o renato, já que ele não podia sair de casa. :]
depois o nando chegou e nós assitimos à fita deplorável do aniversário dele, na qual tocamos that particular time e centrefolds.
centREfolds. adoro inglês britânico.
foi ele que me fez gostar de shakespeare, afinal.
eu e fê fomos ver peixão.
caramba. cada vez eu amo mais esse diretor.
dessa vez era fantasioso, mas nada de besteirol.
sensível, peixe grande trata do relacionamento de pai e filho e suas mudanças de acordo com o amadurecimento e a chegada da morte do primeiro.
as coisas que um faz por amor. pela posteridade. por lembrança. para ser incluído.
"a viagem é o que importa."
tem peixes que são grandes e inalcançáveis mesmo. a imaginação de tim burton por exemplo.
no filme, o filho passa a vida inteira sem compreender o pai. e aí ele está morrendo. mas não vai morrer em paz, a não ser que seu filho ouse jogar o jogo. ouse mergulhar no que seu pai tenta lhe dizer. acredite e seja aberto ao fato de que "nem tudo que seu pai diz é completa fantasia".
" - o senhor já viu um iceberg?
- sim, vi um sendo arrastado até o texas, e tinha um mamute, daqueles peludos, dentro.
- a coisa dos icebergs é que você só vê a ponta deles."
comecei a chorar ao mesmo tempo que o felipe.
mas morri de vergonha de chorar no cinema. os funcionários de lá gostam de aparecer pelo final do filme, pra ver a reação das pessoas. deviam fazer isso fora da sala, que foi quando não consegui prender mais o choro.
" e todo mundo estava lá. todo mundo."
é, pois é, eu fico com medo de chorar, medo de parecer piegas e demagoga, tenho medo morrer antes de compreender e de ser compreendida.
ser compreendida, na verdade, não é tanto o problema. não tenho pretensão nenhuma de ser imortal, ou mesmo que permaneça na mente de ninguém.
mas não posso perder a chance de entender, de que entendam que o amor está aqui.
e, embora este seja um método precário de dizê-lo, sintam-se amados. sintam-se compreendidos, tenham conforto, sintam-se livres, dê a mão a si mesmos, sintam compaixão. amem. 2a pessoa do plural do modo imperativo.
apesar de não ser uma ordem, mas uma sugestão.
apesar de eu acreditar em dar sem esperar nada em troca.
PS: esse post foi refeito devido à burrice da autora de não copiá-lo antes de abrir outra página. eu não gostei dele, porque - como todos os textos nos quais isso aconteceu - tava puta, reescrevendo, e era um texto muito mais lindo e com muito mais coisa. obrigada pela atenção.
sexta feira, 5 de março de 2004
[palestra de cacá diegues]
eu e o marco e o felipe fomos à escola de cinema darcy ribeiro assistir a uma palestra do cacá diegues.
graças a deus ele não caiu em cientificismos burocráticos cinematográficos.
e eu não sabia que haviam 14 mil atores cadastrados na cidade (ou estado, sei lá) do rio de janeiro.
algumas vezes eu gostaria de não ser quem sou.
de não gostar do que gosto.
de saber fazer outras coisas. (quem sabe algo que dê dinheiro e seja seguro?)
de me sentir capaz.
what can you dooo, tho? (Tô falando muito essa frase ultimamente. medo da culpabilidade social, da sensação de impotência e impermanência. - tá bom, o "culpabilidade social" foi pra encher lingüiça).
ele foi legal e não poupou e discurso que não há mercado para todos os ótimos roteiristas que existem, e que os monopolizadores de tvs devem morrer, que o cinema brasileiro anda crescendo, apesar de já ter estado melhor, coisa e tal.
depois da palestra estávamos sedentos por diversão (principalmente eu, que principiava meu último fim de semana de férias). fomos parar en el "cine buraco", e fomos informados que a festinha de lá começaria em 20 minutos.
peidamos porque não iam deixar EU entrar.
que pequena, eu.
faltam só 8 meses. :P
pretendíamos, então, encher a pança de pizza no mercadinho são josé.
mas os caixas do banco fecharam às 10 hs, e não tínhamos dinheiro nenhum.
então fizemos o que ninguém, no fundo, queria fazer: fomos pra casa do felipe.
comemos, pelo menos.
pior que se sentir invisível é ser vista e ser sacaneada.
this game had gone too far, now, and i felt as though my feelings did not matter. but i guess i have just made a scene out of this...
quinta feira, 4 de março de 2004
número incrível de policiais e bazucas em laranjeiras.
fê não se reclassificou e talvez eu e beth não estudaremos juntas esse ano. :[
6 anos juntas, e agora...
esses rumores de começos de anos.
got soo sick of them...
foi aniversário da sogrinha. eu e felipe conhecemos a namorada do daniel, luana. muito fofa, ela.
o tim burton deve ter se cansado do grotesco, hoje em dia.
quarta feira, 3 de março de 2004
"tinha a perpétua sensação, enquanto olhava os carros, de estar fora, longe e sozinha no meio do mar; sempre sentira que era muito, muito perigoso viver, por um só dia que fosse. "
três civis morreram na guerra de copacabana. não demorou muito pra isso aqui virar a colômbia.
terça feira, 2 de março de 2004.
mrs dalloway said she would buy the flowers herself.
cheguei atrasada pra tudo.
tô parecendo o samuel (brincadeira, ô).
até que a primeira aula de flauta do ano não foi um total desastre.
claro que a técnica anda encolhendo e nunca mais vai voltar ao que era antes, mas...
o tio ficou feliz comigo porque prometi levar o filho dele ao show do jethro tull.
peguei o 570 com a cobradora maldita.
conspirações rodoviárias - a revolta:
* então teve um dia aí que eu peguei um 584 com uma possível futura colega de classe na turma de letras da UFRJ. ela tem uns 60 anos. escreveu um livro sobre uma formiga com um defeito na bunda - a bunda das formigas é o jeito delas de se localizarem, parece - e sua jornada em busca de aceitação. uma velha busca da humanidade.
muito emocionante, ela falando.
muito simpática. ela me convidou pra um recital de poesias dela, mas eu esqueci seu nome e o dia em que isso deve acontecer.
*enquanto estava lendo 1984, andando com ele aberto dentro de ônibus, lendo ou não, uma senhora argentina reacionária começou a falar comigo:
- você também está na luta contra o big brother?
- .... pode crê!
- lavagem cerebral.
- é um experimento sociológico.
- coisa nenhuma! é essa rede globo querendo encher a cabeça das pessoas de porcarias!
com novelas, querendo contaminar nossas mentes para que não possamos reagir!
aí o outro velhinho resolveu intervir:
- é isso mesmo: minha mulher passa 5 horas diárias vendo novela na TV. digo para ela que isso é lavagem cerebral, ela me chama de comunista e possuído pelo diabo!
- você tem que se divorciar desta mulher! ela é uma desprovida de cérebro!
- é que eu tenho um filho doente, se não já teria...
- meu filho, estou a 35 anos no brasil tentando fazer a revolução cultural! sou professora argentina. hoje em dia professor não vale nada...
e yadda yadda yadda.
vamos dar boa sorte pra moça revolucionária, vamos?
boa sorte, dona!
segunda feira, 1º de março de 2004.
28 meses.
então a questão é: fui visitar vovó. aparentemente ela anda meio deprimida, e eu e mamãe fomos visitá-la pra alegrá-la.
o que fizeram com o vigor e alegria da vovó?
acontece, mas entristece.
no fim da vida a gente tem umas crises e realmente entende o ditado "viver um dia como se fosse o último". mas isso vira pessimista.
o fê foi me buscar na fisioterapia, e, de surpresa, fomos assistir a "encontros e desencontros".
é muito bonitinho. ainda não sei o que nos deu pra ver tanto filme mela-cueca, esses dias.
só que a sensação de estranheza não pegaria, no japão. talvez na lei do vice-versa.
dia desses eu vi um livro da "lei de muphy para advogados". deu vontade de comprar pro meu pai, pois, ao que parece, ele é um dos maiores adeptos satisfeitos dessa lei.
eu queria que, só uma vez, meu namorado ficasse menstruado, pra saber como é que é.
por isso, me relacionar com uma mulher seria mais fácil (discussão enorme sobre a existência de um gene homossexual nos códigos genéticos - eu acho que isso funciona combinado com as influências do meio).
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