quarta feira, 16 de junho de 2004.
cometi um erro terrível. disse que o cazuza era um rebelde-sem-causa.
ele tinha causa pra ser rebelde. mas, em verdade, ele ligava mais pras suas próprias causas do que pras em seu redor. era isso.
mas nada me impede de amá-lo. ou amar o seu personagem de cinema.
os simulados foram fáceis. se eu fosse inteligente, tirava dez.
por que é que a pessoa tem que ir à loucura quando vê barraquinhas de livros?
(e tudo o que falamos sobre fazer uma coisa de cada vez, hein?)
macbeth/rei lear - w. shakespeare (com anotações à lapis)
um teto todo seu - o último de virginia woolf (com papelzinho dentro, com dicas de livros)
o moderno conto brasileiro (antologia escolar)- diversos autores
antologia poética - álvares de azevedo (com definições das palavras incomuns)
e é tão legal ver os andares dos nossos livros
sebáticos (adjetivo para a locução adjetiva "de sebo" hahaha)...
dia desses comprei um
"uma aprendizagem (ou o livro dos prazeres)"cuja compra original fora efetuada em recife.
imaginei a pessoa que comprara aquilo, se mudando do recife pro rio, de navio.
e de repente casando com alguém carioca de quem, de repente, se separou.
separados não gostam de lembranças de antigos amantes. então vendem seus livros.
e eis que, por dedução escafandrista, clarice chega às minhas mãos. GENIAL.
cazuza.
eu pensei tanta coisa durante esse filme... tive crise de choro depois (não exatamente por causa de tudo o que eu tinha visto, mas uma mistura de sentimentos que, surpreendentemente, são percebidos como stress).
e não lembro de quase nada do que pensei. mas ele não devia ter terminado com o serginho.
(o meu tesão agora é risco de vida -> para mais de uma pessoa)
como queria ter sua vida. sem a fama e os cortes nos pés, é claro.
acho que o invejo. não sei nem se tenho pena ou se queria fazer igual.
orgia, poesia, rock 'n roll. noites inteiras.
o mundo inteiro acordar e a gente dormir - essa é a vida que eu quis. meninos e meninas. tanta bebida que, só de ver, já se sentem fisgadas no fígado. tantas drogas e sangue. definhando por causa da aids. chega a ser ultra-romântico.
ah! um tal burguezinho, filhinho-de-dono-de-gravadora, rebelde-sem-causa, um sem-futuro...
um tema paradigmático. um egoísta - só sabia falar de si -; muito embora o seu egoísmo refletisse uma coletividade que vivia em nome do amor.
era a vida que quis e que o matou. mas tudo fazia parte do seu show.
justiça.
sobre o sistema judiciário. inquéritos indiretos na frente do réu. cruz no tribunal. capas de juízes. santo inquérito. BASTA!
a diferença entre o judiciário e a igreja evangélica? nenhuma.
não se muda um poder, isoladamente.
mudança, só com executivo e legislativo também.
(minhas ambições ocultas... deixa pra lá)
eu adoro descobrir a existência de pessoas muito fofas!!
eu aluguei
as invasões bárbaras e
o declínio do império americano, mas eu esqueci na bolsa da ana.
a questão é que eu passei o dia inteiro ensaiando, tô muito cansada e dormi durante
gilmore girls \o/! uó, isso.
se eu tiver saco, depois eu posto algo decente sobre hoje.
PS: provir, na 3a pessoa do singular, é provém; já na 3a pessoa do plural, é provêm.
bom saber. porque eu sempre achei que era sem acento no singular e com agudo no plural.
a língua portuguesa é uma parada muito louca. :P
aniversário da alanis e do wade.
não ganhei livro de novo. mas comprei o
são bernardo (graciliano ramos) e o
uma aprendizagem (clarice linspector).
Veio Mané da Consolação
Veio o Barão de lá do Ceará
Um professor falando alemão
Um avião veio do Canadá
Monsieur Dupont trouxe o dossier
E a Benetton topou patrocinar
A Sanyo garantiu o som
Do
baticum lá na beira do mar
Aquela noite
Quem tava lá na praia viu
E quem não viu jamais verá
Mas se você quiser saber
A Warner gravou
E a Globo vai passar