segunda feira, 31 de maio de 2004

simplesmente decidi que precisava assistir a este filme:

eu achei muito legal, prendeu minha atenção - eu consegui entender (!), mas só não entendi qual foi a da chuva de sapos sem sangue. :/
e aí ainda tô aqui, pensando.

domingo, 30 de maio de 2004

apreensiva e apaixonada.
eu me pergunto se, caso eu fosse boa em matérias exatas, quereria seguir uma carreira que desse bastante dinheiro. mal posso esperar o meu futuro grandioso:

não serei o poeta de um mundo caduco.
também não cantarei o mundo futuro.
estu preso à vida e olho meus companheiros.
estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
entre eles, considero a enorme realidade.

(drummond. mas é o carlos)

sábado, 29 de maio de 2004

as coisas imprevistas - que boas, que ruins.
os pressentimentos a respeito das mesmas coisas imprevistas - alarmantes.

aproveitando a manhã bucólica e friazinha, eu, beth e ana fomos tomar capuccinos (djisus, num posso me viciar de jeito maneira), no melhor estilo europeu de cafés (se bem que é difícil considerar o rei do mate um café).

tão difícil quanto é achar tempo de me cuidar, tempo pra mim mesma.
difícil é ouvir legião urbana sem lembrar dele (isso não me deprime, só me deixa chocada com o fato de cada música revelar uma faceta enigmática - ainda que não seja mais nada disso - da qual não consigo mais me desvincilhar). eu logo procuro as músicas tristes, que mais me conectam com esse período. as que mais conheço (tempestade+uma outra estação).
espero que ele se lembre de mim quando ouve alanis morissette.

o legal é prestar atenção nas coisas bonitas da vida (como o encarte d'o descobrimento do brasil), e nas músicas fofinhas e bobocas e amar seu namorado.

raul fora da lei
incrível. pessoas muito lindas e engraçadas (dentro e fora do palco), barraco inacreditável, micos grandes, moço muito, muito parecido com frederico.
pena que não tem mais e que eu fiquei num lugar não-participativo.
o bomtempo errou um monte de vezes o texto. é engraçado, porque ele não consegue continuar de onde parou. ele precisa voltar algumas linhas. e uma vez, ele não conseguiu ouvir a deixa. quando ele acertou, batemos palmas.

(EU SOU ... O INÍCIO, O FIM E O MEIO)

sexta feira, 28 de maio de 2004


ninguém quer me dar o so-called chaos, nem o descobrimento do brasil e nem o without you i'm nothing. parei com vocês.

tô de malz.

senhor deus, tá certo que eu não acredito no senhor, mas já chegou a um ponto em que eu tô apelando pra tudo quanto é coisa: me faz parar de pensar merda, de dizer merda e brincar com coisa séria, de deixar margem para a interpretação errônea dos meus pensamentos.
muito agradicida.


quinta feira, 27 de maio de 2004

[conversas de ônibus]

um dia eu publico um livro com as minhas peripércias rodoviárias. enquanto isso, publico aqui mesmo, que é o espaço de toda a minha extravasão artístico-literária do qual disponho.

encontrei umas patricinhas sarcásticas - the dumb-sarcastic type -, um motorista de ônibus muito antipático (pra variar, no 157) e um senhor muito simpático.

diálogo 1:
ext. manhã. lagoa rodrigo de freitas pouco movimentada. o foco está em um ponto de ônibus. a heroína (fernanda *hihihi) lê um livro.
PATRICINHA-SARCÁSTICA-QUE-NUNCA-PEGOU-UM-ÔNIBUS: olha só, o que que passa aqui?
FERNANDA-QUE-TAMBÉM-SABE-SER-SARCÁSTICA: ônibus.
PATRICINHA-SARCÁSTICA-QUE-NUNCA-PEGOU-UM-ÔNIBUS: oh, jura?
FERNANDA-QUE-TAMBÉM-SABE-SER-SARCÁSTICA: juro. já viu? aqueles carros grandes, que levam uma porção de gente...
PATRICINHA-SARCÁSTICA-QUE-NUNCA-PEGOU-UM-ÔNIBUS: mas que ônibus?
FERNANDA-QUE-TAMBÉM-SABE-SER-SARCÁSTICA: 157.
PATRICINHA-SARCÁSTICA-QUE-NUNCA-PEGOU-UM-ÔNIBUS: passa em copacabana?
FERNANDA-QUE-TAMBÉM-SABE-SER-SARCÁSTICA: não.
PATRICINHA-SARCÁSTICA-QUE-NUNCA-PEGOU-UM-ÔNIBUS: ah, tá.

patricinha sarcástica e suas súditas saem de cena.

N.A: convenhamos, estar na lagoa (ou melhor, morar lá - era assim, pelo que eu ouvi) e não saber pegar um ônibus pra copacabana é o cúmulo da falta de noção para a sobrevivência na selva (no caso, rio de janeiro).

diálogo 2:
a heroína (*eu) pega um ônibus e é questionada pelo motorista:

MOTORISTA-NERVOSINHO: tem cartão?
FERNANDA-QUE-TAMBÉM-SABE-SER-SARCÁSTICA: (mostrando a caderneta) não, senhor, a rioônibus não previu o dia de cadastramento dos alunos da minha escola.
MOTORISTA-NERVOSINHO: sem cartão não posso te levar não.

(ela olha em volta e constata que uma colega sua - estudante da rede pública - também não havia passado pela roleta "eletrônica")

FERNANDA-QUE-TAMBÉM-SABE-SER-SARCÁSTICA: (à menina) com licença (há, até parece que eu sou educada assim), você tem cartão?
ESTUDANTE-SEM-NOÇÃO: não, minha escola ainda não providenciou...
FERNANDA-QUE-TAMBÉM-SABE-SER-SARCÁSTICA: pois é...
MOTORISTA-NERVOSINHO: não posso levar vocês.

(a estudante-sem-noção e o motorista-nervosinho se engajam num "diálogo" complexo, cheio de ofensas um para com o outro. enquanto isso a câmera se foca na conversa da corajosa fernanda -*eu de novo- com um simpático engenheiro-advogado)

o moço me disse que eu tinha cara de novinha pra estar no 3o ano (novidade...), e perguntou o que eu queria fazer da vida.
respondi que era faculdade de letras - português/literaturas. ele afirmou que as mulheres tendem a ter jeito para ensinar coisas. concordei, embora tenha manifestado a minha vontade de não ensinar nada - dada a falta desse "talento".
entre outras coisas, discutimos a problemática da sociedade hipócrita e esperançosa que é a brasileira, bem como a soberania de certos Estados sobre o nosso.

é festa - 26 pessoas passaram com conceito D na UERJ, em letras, no ano passado.
mesmo assim, fiquei emocionada ao preencher um formulário pela primeira vez sendo o meu nome acompanhado pela minha futura carreira. (vou simulaaaaaar!)

quarta feira, 26 de maio de 2004

amphora uidetur a pulchra femina

weeeeeee!
hoje foi um dia super-ultra-mega-hiper-muito-pra-caramba-legal!
eu fui encontrar com o nando e com a amiga dele - que eu esqueci o nome - pra ir à UFF assistir às aulas deles de latim e literatura brasileira.
cheguei mais cedo, pra ter certeza de que não ia me perder, perdê-los, perder a barca e perder a aula.

o pôr-do-sol (já aboliram o acento circunflexo daí?) dividia o céu em múltiplas cores, a fétida baía de guanabara se tonava antro das mais perfumadas flores holandesas
(não consigo decidir se hoje eu estou naturalista ou parnasiana).

sem engarrafamento, brisa nos cabelos e tudo, chegamos rapidinho ao campus.
o nando tem uma professora de latim boêmia e beth carvalho que é tudo o que há de mais fofo nesse mundo! atrapalhei-o e fiquei respondendo a algumas questões (que eram de passar da voz ativa pra passiva) e fofocando. a beth carvalho me encarou algumas vezes. uó.
mas o tio de literatura brasileira não foi - estava com conjuntivite. :/
que peeeeeeeena!
e voltei mais cedo e descobri que o dani me ligou! :]

terça feira, 25 de maio de 2004

conversei muito com o bernardo. não sei se ele me fez enxergar qualquer coisa naquela minha teima de achar que as pessoas que farão desenho industrial têm potencial para mudar o mundo - e, por isso, não deviam seguir tal carreira.
discordo dele em muita coisa, mas admiro a capacidade dele me deixar desconcertada, ao ponto de ter de - realmente - refletir e pensar por um prisma diferente do que eu estou acostumada.
a gente perde um pouco a automaticidade do ato de conversar.

and all i needed was intellectual intercourse (we DUG the hole much deeper).

princípio do bioísmo, criado por ele: "a vida é pouca, a vida é louca, mas não há senão ela".

gabaritei a prova de (ca)ótica - o que está acontecendo? o mundo está ao contrário e ninguém reparou.

segunda feira, 24 de maio de 2004

alguém disse que somos prisioneiros dos nossos sonhos. e aí ainda tô pensando.

é como uma mãe que espanca sem razão para, posteriormente, vir afagar o desolado.
o doce e flexível se torna intransitivo e irônico.

domingo, 23 de maio de 2004

aniversário da camila.
falamos com ela e dedé do hotel mesmo.
ontem teve um baile de século dezenove, e ficou tocando samba na casa do barão. o que ele não teria pensado se o tivessem feito naqueles dias?

"esaú e jacó" é o livro perfeito para se ler numa fazenda de café do século XIX.

a bíblia continuou intacta desde que o felipe abriu a página certinha onde começa o apocalipse.
spooky. meu namorado é o anticristo.

sábado, 22 de maio de 2004

went horseback riding early today.
ultimate good feeling not to have to wake up at 6 o' clock these days.

how can i expect people to understand and accept my limitations if i, myself, don't get them?
how can i ask anyone to be supportive if i, for one, cannot support my actions or desires upon valuable arguments?

(me arrependo de não ter fotografado nada)

I want to be weightless flying through the air
I want to drop all these limitations but the shoes upon my feet

All won't be lost if I'm governed by my own innate-ness
The stoplights won't work, I'll get home sound and safe regardless
won't be mayhem if I'm ruled by my own rule-lessness
my fire won't quell and I'll be harm-free and distress-less (trust me)

sexta feira, 21 de maio de 2004

fui com a família pra um hotel fazenda que vamos sempre.
foi mais chato e mais legal do que todas as outras vezes.

Have to's and need to's, get to's by three
Eleventh hours and upset employees

I want to be naked running through the streets
I want to invite this so-called chaos that you think I dare not be
I want to be weightless flying through the air
I want to drop all these limitations but the shoes upon my feet

quinta feira, 20 de maio de 2004

choveu cântaros hoje.

e eu tava de sutiã colorido, sem guarda-chuva e sem casaco.
então ocorre que a poça d'água contém 350 milhões de micróbios e amebas e parasitas dos mais variados tipos - os quais ficam admirados com sapatos de couro e meias de algodão seguinhos.
vagarosamente minhas pernas (que, de quando em quando, se embolam em si mesmas) foram atraídas pelo poder eletromagnético supercósmico desses abomináveis pequenos seres vivos.
água por todos os lados - parecia um clipe dos backstreet boys -, sem guarda-chuva, sem casaco, sem emblema (pra variar) e sem caderneta.
corria até o banco da voluntários da pátria para efetuar o pagamento da minha festa de formatura, cujo último dia era hoje.
como murphy bem disse, "tudo o que tiver de dar errado, dará".
então ocorreu que o dito banco dispunha de um leeeeento sistema para atender a todos, e eu voltei sem dinheiro, molhada, prestes a pegar uma pneumonia e com a roupa suja de tinta (?) pro colégio.

depois fui encontrar a maria paula, que também não tinha guarda-chuva.

e talvez seja muito querer ser revolucionária o tempo inteiro. querer fazer uso do que você escolheu como profissão para mudar as cabeças e o mundo.
seria muito pouco, por outro lado, simplesmente esquecer de que somos parte de uma comunidade e de que precisamos contribuir e crescer com ela. trabalhar só em prol do meu conforto econômico e social.
unir a segurança do arroz-feijão nosso de todo dia com a realização pessoal já devia ser suficiente (e por que eu não paro de me contradizer?).

"eu não tenho medo de morrer. tenho medo de deixar de existir." raul seixas

quarta feira, 19 de maio de 2004

Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo:
De amargo e então salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento

Fez casa nos meus braços e ainda leve
E forte e cego e tenso fez saber
Que ainda era muito e muito pouco.

Faço nosso o meu segredo mais sincero
E desafio o instinto dissonante.
A insegurança não me ataca quando erro
E o teu momento passa a ser o meu instante.

E o teu medo de ter medo de ter medo
Não faz da minha força confusão:
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E sei que tua correnteza não tem direção. (...)

sometimes i want to banish you, the next i want to be on a desert island with you along with my three favorite cds.

terça feira, 18 de maio de 2004


aniversário da minha vó.



ainda não é hoje.
mas eu já fiz contato imediato de terceiro grau com meus correspondentes do canadá, e a base disse que há uma certa promoção na qual, se você comprar o cd "so-called chaos" e der mais CAN$ 5,00, você ganha outro cd!
minha irma disse que vai comprar, então. yay!! can't wait.

andei vendo o especial aí.
kicks ass!

tava muito decepcionada com todo o pacote cabelo estranho+músicas chatas e popzinhas+roupas mais estranhas ainda+banda chata+letras com menos palavras, desde 2001 (ops, banda chata só em 2002).
mas acho que eu entrei no clima alegre/boboca/colorido/diferente/eletrônico/divertido/deprimente/profundo/idiota desse álbum, e tô achando a alanis mais linda que nunca.

agora chove à beça (adooooiro), and i feel veeery blessed.

o cheiro da chuva com mato que me dá múltiplos orgasmos,
descer do ônibus antes que o engarrafamento me alcance, pegar muita chuva até outro ponto onde outro ônibus passe,
chegar na hora e não ter aula (de novo),
andar por aquela praça livre de mendigos, e cheia de ventos revolucionários,
dormir a viagem inteira.
machado de assis.
alanis me ensinando, como sempre.

não consigo parar de ouvir out is through, que foi meu lema durante a semana de provas. :]

Every time you (I) raise your (my) voice I (you/we) see the greener grass
Every time you run for cover I see this pasture
Every time we're in a funk I picture a different choice
Anytime we're in a rut, this distant grandeur

my tendency to want to do away feels natural
my urgency to dream of softer places feels understandable but I know

The only way out is through
The faster we're in the better
The only way out is through ultimately
The only way out is through
The only way we'll feel better
The only way out is through ultimately

Every time that I'm confused I think there must be easier ways
Every time our horns are locked I'm towel throwing
Every time we're at a loss we've bolted from difficulty
Anytime we're in stalemate, a final bowing

my tendency to want to hide away feels easier
The immediacy of picturing another place, comforting to go but I know

The only way out is through
The faster we're in the better
The only way out is through ultimately
The only way out is through
The only way we'll feel better
The only way out is through ultimately

We could just walk away and hide our heads in the sand
We could just call it quits only to start all over again, with somebody else

Every time we're stuck in struggle I'm down for the count that day
Every time I dream of quick fix I'm assuaged
Now I know it's hard when it's through and I'm damned if I don't, no quick fix way
What formerly was treatment silent's now outdated

My tendency to want to run feels unnatural now
The urgency to want to give to you what I want most feels good and I know

The only way out is through
The faster we're in the better
The only way out is through ultimately
The only way out is through
The only way we'll feel better
The only way out is through ultimately


segunda, 17 de maio de 2004


me dei bem na prova de química. esse ano eu vou fazer NENÉM.

i should've said it WAS about you.
years to come i ought to be wondering how life'd have been treating you.
jobs, money and girlfriends coming along.
you and me, we'd have accomplished half of our desires.
- it's okay, by the way.
we would've kept missing each other.
it wasn't supposed to be.

(...) A princípio escreveu muitas cartas (...) com esperança de que ela as lesse também, e compreendesse que algumas palavras eram para si."
(machado de assis - "esaú e jacó").

feeling disconnected and tired, but hopeful. me sentindo meio culpada de não ter estudado direito tudo o que eu gostava e vivido em função das coisas que me dificultam a vida (matemática, biologia, física, química). tanto que, dos 5 livros que precisava ler pra fazer a prova de amanha, não consegui ler nenhum inteiro. vou tirar o atraso depois dessas provas.
love you each (both of you reading this). feel very inspired to write.

domingo, 16 de maio de 2004

1 litro de cachaça=10 litros de cerveja.
40 °GL.

estudar química tem dessas conclusões.


o que o fê fez de nós dois. lindo. :*

sábado, 15 de maio de 2004

eu e fê passamos um tempo no ccbb, vendo exposições indígenas (remeteu muito à infância).
vimos quando o carnaval chegar.
a imagem tava horrível, o áudio pior ainda e a nara leão TEM que inventar de ter um dente esquisito que chama a atenção...!
serviu pra ver/ouvir/prestigiar o chico buarque, soltando as frangas!

filme sem história que acaba tendo um mote: "tem um qualquer-coisa dentro da gente que eles não podem tirar". dá pano pra manga.
deu: "segundo o aurélio, pág 227
ESQUERDA - lado oposto ao direito. 2 - lado ou mão esquerda 3- conjuntos de partidários de um reforma ou revolução SOCIALISTA".

a carol se machucou seriamente ao sair do ônibus. hematoma nas costas e tudo. não conseguia se mexer. horripilante.

sexta feira, 14 de maio de 2004

deseperança reina.
muito feliz prova de redação!
agradeci à silvana pelo tema.

não olhes para mim assim
não olhes de modo algum
não me agrada a tua postura
o teu desrespeito
tua mente corrompida
e nem gostas de política
mas és o maioral

tua mente corrosiva
pratica influências sobre um qualquer
todos acham que és um bom partido
mas és tão roto e desassociado como eles

não olhes, com esses olhos putrefatos
os meus, puros e ingênuos
não olhes, de todo
olhes contudo, meu conteúdo

carregues, portanto, minha alma.


quinta feira, 13 de maio de 2004

se eu tivesse aberto o caderno de geografia antes...
desgraça de professor hiperativo!

enfim, fui melhor do que pensava.

- here baby, let me cut your hair.
hell yes!
whenever things went wrong i'd turn to a woman
when i was fragile, vulnerable, sick, robbed or deluded.
wouldn't it be fun if...
as you entered the shower, i started to sweep the eggshells and hair.
i looked away.
would be weird if we got back together with all the wet hair.


quarta feira, 12 de maio de 2004

coletânea


você é meu hidrogênio desorganizador de estruturas
mas ainda bem que a desnaturação é reversível (em alguns casos).
tô só esperando.

how long will a girl stay shackled to you?

i see you living through me
you say not to have any reason to live
but staying at my side.

and i'll say "have you read all these books?"
i was enlightening to have seen all those things on your desk
i haven't felt this attracted to someone in ages.

say it was ten years witholding
so we meet again,
limitless.


we have influenced each other totally.
terça feira, 11 de maio de 2004

sempre que eu estou no metrô, me lembro daqueles clipes do acqua, smashing pumpkins, garbage, alanis morissette (thank u) e quaisquer outras bandas alternativas que gravam clipes em metrôs.

tocou um concerto conhecido enquanto eu pegava o trem.
porque eu sempre tento pegar o trem, mas ele nunca está onde estou.

velho tema
vicente de carvalho

essa felicidade que supomos
árvore milagrosa, que sonhamos
toda arreada de dourados pomos

existe sim: mas nós não a alcançamos
porque está sempre onde a pomos
e nunca a pomos onde nós estamos


levei 1 hora do metrô de botafogo até o colégio pedro II, o que me fez desistir da minha hora semanal de felicidade inatingível: a aula de flauta.
pelo menos foi legal, porque, pegando o ônibus na volta pra casa, encontrei o felipe, a luiza e o lauro.

segunda feira, 10 de maio de 2004

because i'm used to always feeling worthless and lazying when i finally get a chance to twist things around.

domingo, 9 de maio de 2004

dia das manhês.
a única coisa que fiz pela minha mãe hoje foi chegar em casa sã e salva e trazê-la flores
(which i bought myself - like i said i would).
os meus irmãos não passaram esse dia com ela, e a achei meio triste.
o fato é que eu também estava triste. porque é difícil passar confiança a uma pessoa que usa nos descreditar todo o tempo.
mas tudo passa, tudo passará.

sábado, 8 de maio de 2004

foi comemoração do aniversário do hugo.
fui pra casa da bethânia. me senti um peixe fora d'água antes do pessoal que eu conhecia chegar. (essas coisas que acontecem...)
foi festa surpresa, e o surpreendido demorou séculos, os quais passei conversando com a gabi. ela é super ahead of her time.

seria uma investida a se considerar, se...

amsterdã.
gosto que especulem a respeito do nosso relacionamento.
mexe com a libido deles e quase realiza meus desejos.
só de te imaginar - mas você sendo só minha - é ver a última gota despencar dois andares desde o canudo com o qual você bebeu néctar de manga.
você não precisa de doçura, meu bem. a que você guarda nos seus lábios é suficiente
(os seus lábios desempenham perfeitamente a função de manter a minha boca salivante).
- sem créditos

um monte de gente ficou lá, como eu, esperando amanhecer pra ir embora.
aproveitei que a beta e a quel (a quem me aproximo - e adoro - cada vez mais) estavam saindo e fui também

(é incrível a atração que uma poça de vômito no piso do ônibus às 7 da manhã exerce sobre uma filha-com-flores sonolenta).

sexta feira, 7 de maio de 2004

a odisséia.
às vezes eu acordo e tudo, absolutamente tudo dá errado.
não só a gente esquece as chaves porque tão sem chaveiro, como esquece o emblema que tá sem alfinete, e esquece o celular sem bateria com a habilitação para ligar cortada.
e porque esquece tais coisas, fica impossível reaver outras coisas por aí esquecidas como flautas e desculpas e estudos.

e eu cheguei em casa cerca de 10 minutos depois de esta fechar para sempre.
fui esperar nuns lugares interessantes de se esperar, e vi uns filmes interessantes de se ver.

se diários de motocicleta não serve nem pra exaltar a beleza das paisagens ou descrever a vida de ernesto guevara antes do revolucionário - como tenho lido em muita crítica por aí - exalta a beleza e a pureza do protagonista e faz piadinhas pertinentes - mas nem sempre (incapazes... hahaha).

e me fez encontrar com uma menina fofa - a natália - que estava, no melhor estilo série americana, fazendo "um trabalho chato", sentada no café do cinema.

quinta feira, 6 de maio de 2004

always feeling inspired and saved by other's words.

não sei porque ainda o leio
talvez pela continuidade
por ser um livro que nunca acaba.

um livro sobre alguém que conheci, mas que se afastou.
quando acabar a sua prosa diária, ficarei triste
se afastou por quê?
- triste e melancólica como se o livro tivesse à mostra o último ponto final.
("falta de tempo, não sei mais ser amigo", diz)
< /div>

claro que sabe. decerto que sabe.
mas ele se entristece, como se as páginas tivessem todas sido lidas.
e não há opção fora recomeçar.

mas não é a mesma coisa!
há o último parágrafo, e o último ponto final.
final. fin all
fim de tudo.
the end.

(mas há um PS!)
Post Scriptum: que importa a distância?
não somos todos prisioneiros?
escritores de parede?


(e esse não é, decerto, o último ponto de interrogação)

quarta feira, 5 de maio de 2004


nunca é fácil dizer adeus.
então, digamos tchau tchau.

i'll see you soon (even if i don't)

foi melhor do que eu imaginava.
o aeroporto está bem mais bonito. amplo. é pra disfarçar as emoções.
terça feira, 4 de maio de 2004



vi "as horas" e todos os 265 extras do dvd.
digo, sem pestanejar, que esse é um dos melhores filmes que eu vi na vida.
no futebol, time de estrelas não costuma dar certo. nesse caso, não podia dar mais certo. fiquei apreensiva quanto à performance de nicole kidman como mrs. woolf. essa mulher é a mais fria do mundo, e assim era vigínia. surpreeendentemente, acho que ela não passou frieza suficiente. não passou desespero. paixão. mistério.
por outro lado, não consigo visualizar ninguém mais como virginia woolf.
e não paro de amar essa mulher.
como ela traduziu a vida de muitas mulheres, inclusive nossas contemporâneas. como ela abordou o suicídio e a autodepreciação.

pena que ela não viu que the only way out was through.

that's what people do. they stay alive for each other.

foi o segundo filme durante o qual eu solucei.
solucei, pois nem todos ficam vivos pelos outros.
e nem todos vêem utilidade nisso. nem eu.
a graça da vida acaba, assim ocorre com a própria vida.

(mas leiam o livro antes, é bem mais legal perceber as citações e as situações)

segunda, 3 de maio de 2004

porque a minha professora de sociologia nos apresentou uma pesquisa feita com jovens de 15 a 24 anos, nos fins do ano passado, publicada ontem n'o globo.
eu não quis acreditar que os resultados fariam todo mundo chorar.
ou, pelo menos, me faria chorar.
a gente acha que tá há anos e anos ajudando a melhorar alguma coisa, e tudo o que eles constatam sobre o jovem é que ele é...
um influenciável, alienado, sem opinião, inerte.

pensei muito seriamente durante aquele ciclo de palestras na ufrj e no ccbb sobre o golpe de 64.
as pessoas que sofreram as conseqüências desse dia foram obrigadas a saber o que estava acontecendo. porque, qualquer dia desses, podiam chegar e raptar seus professores de história ou literatura.
porque eles podiam chegar invadindo a sua casa.
ou a do seu vizinho.
(você podia vir a ser a favor disso, mas tinha de saber o que estava acontecendo)

escolheram lutar por ideais. ideais de liberdade.
20 anos depois veio a democracia. que democracia?
a democracia de lavarem nossos cérebros com televisão, música, fotologs, coca-cola e big brothers?
a democracia de construirmos muros à nossa volta, ignorando a cidade/país/mundo partido em que vivemos?
a democracia de um pastor evangélico enfiar na sua cabeça que você tem um encosto e você precisar dar seu salário suado à igreja evangélica?
a democracia de abstrair a mão estendida, quando passamos com pressa, colados aos nossos bens materiais?

por que será que o jovem de 2004 não tem coragem de lutar?
será que ele tem pelo que lutar?
será que vale à pena, diante das assombrosas estatísticas?
ou será que estamos (eu, escrevendo e você, lendo) perdendo nosso tempo?

somos tão jovens...

vi um filme italiano engraçado e bonitinho. pergunta-me se sou feliz.
eu não sei se é caricatura que eles fazem deles mesmos, ou que o resto do mundo faz deles, mas italianos são o que há de mais engraçado e caricato.

porca miséria!
até o jeito expressivo de falarem transmite um bom humor, um jeito simpático de lidar com a vida...
moral da história: temos muito o que aprender com os italianos. não sairam perdendo nem ganhando na primeira nem na segunda guerra mundial. quero dizer, eles conseguem ser globais, não dualistas e divididos. vira-casacas? malandros? sérá?

domingo, 2 de maio de 2004

what does not kill us makes us stronger.

sábado, 1º de maio de 2004

é tão bom não ter aula sábado!
atualizei os filmes:

e descobri que rodrigo santoro não está no pôster original do filme.
e também, o ethan hawke não é o ethan hawke. guenivère (?) não é nada azarada...








blog do neil gaiman
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fotolog

playlist (literalmente):
placebo
the verve
radiohead
spiritualized
legião urbana
alanis morissette
tori amos
smashing pumpkins
soundgarden
silverchair (!)
nirvana (!)
zélia duncan
maria bethânia
machbox 20
green day
goo goo dolls

readlist:
mário de andrade - amar, verbo
intransitivo
zuenir ventura - cidade partida
hermann hesse - sidarta
goethe - fausto
triste fim de policarpo quaresma-
lima barreto
esaú e jacó - machado de assis
memórias póstumas de brás cubas
machado de assis
literatura e feminismo -
propostas teóricas e reflexões
críticas - christina ramalho
o cortiço - aluísio de azevedo

que que eu faço?!!?!

 
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