domingo, 29 de fevereiro de 2004


só porque hoje foi o último dia que a gente podia ficar em friburgo, fez um sol de rachar e mariana ligou convidando-nos pra ir a uma exposição.
deu pra tirar o verde e também tirar umas fotos bonitas do jardim.
minha mãe cismou em tirar foto de mim na piscina.
eu hein!
logo depois da crise de ontem?


1- flores
2- eu e minhoca morrendo ressecadas
3- rio de janeiro



eu ia falar: "me lembre de me manter afastada dos desenhos japoneses".
boas lições, mitologia fantástica (no sentido figurado ou não), mas fiquei com dor de cabeça e sono.
o que está acontecendo comigo?
só meu namorado, mesmo...

sábado, 28 de fevereiro de 2004


tive crise de "como estou tão disassociada do meu corpo?". crise de me sentir mal na minha própria pele.
crise de me ver obrigada a seguir padrões de estética do planeta terra, combinado com os da minha cabeça.
just have to let it all out

mesmo assim, eu e fezinho comemos montes de pizza (santo graal) e inda assistimos a mais um mamão-com-açúcar, só que no cinema:

mas realmente foi bom eu ter visto esse filme, porque meio que resolveu meus complexos e fiquei apaixonada.
uma boboca.

adoro ficar assim!

sexta feira, 27 de fevereiro de 2004


falando em judeus.

ganhador de oscares e mais oscares. sobre pianista judeu, alto, moreno, de olhos verdes (não é o renato). sangue, reumatismo e uma sorte do caralho. que filme triste/feliz.

nem fiz nada. mamãe alugou:

alex & emma. engraçadinho. previsível. oh, meu deus.
só meio impossível em termos de se escrever um livro em 30 dias.
e, se fosse um livro mesmo, seria meio mal escrito.

ai, que amarga, estou.

todas as nossas conversas acabam em socialismo. deve ser porque é a vez dele ler 1984.

quinta feira, 26 de fevereiro de 2004


judeus perseguem, no presente momento.
e todos eles são responsáveis pela invasão e saque de 8 milhões de dólares da cisjordânia.
essas horas que o fundamentalismo suga.
eu é que não quero participar desta metanímia generalizada.
eu é que não quero ficar ditando o que os outros devem ou não fazer.
sejam o que quiserem.
faça o que quiseres, pois tudo é da lei.


deixe-me viver tem um título brega em português e um pouco-a-ver e por pouco não tão brega em inglês.
é sobre uma mãe (michelle pfeiffer) que é fotógrafa/artista plástica, e vive lá, toda descolada, com a sua filha, na califórnia. só que ela é presa.
e a filha é carregada pra vários lugares diferentes, e vai tentando ficar de cada jeito que cada família tem.
a michelle pfeiffer tem cara de sonsa e nem um pouco de artista.
já a filha dela - astrid, no filme - tem mais cara, a pose rebelde, os cortes de cabelos repentinos com o proprósito de chocar, e tudo mais.

gostei do filme, é só uma pena não ter acabado como eu queria.
(apesar das pessoas acharem que o final foi feliz, afinal de contas)

é uma boa reflexão acerca do "be careful what you wish for" e dos relacionamentos de parentesco, e do que queremos pras nossas vidas.
me deu raiva da falta de personalidade e do evangelismo que surge na pobre criança confusa.

quarta feira, 25 de fevereiro de 2004


eu e felipe acabamos pegando um ônibus pra friburgo.
chegamos a tempo da apuração, mas não vi tudo.
vontade de matar neguinho da beija flor e seus derivados.
porque o carlinhos de jesus tava tão animado...
e não entendi qual foi a do critério de desempate.

chegou também a irmã do henrique e seu namorado, também português.
fomos ao cinema.

muita violência pro gosto dos adultos, muita inveracidade histórica pro gosto do felipe.
muito interminável, pro meu gosto.
não tenho tido muita paciência pra ir ao cinema, ultimamente.
ver filme em casa é tão melhor... dá pra parar, dar uma cochilada, comer um biscoito, cair na piscina (SIM! agora tem!) e voltar pra ver.
por isso achei bem mais divertido ver o filme que tinha lá, que eu não lembro o nome.
suspensezinho barato, do tipo serial killer, nada original.
mas a investigação foi somewhat inteligente.

e o jeito que o assassino pintava as vítimas. eu vou vestida assim pra alguma festa.
algum dia desse eu lembro o nome do filme.


terça feira, 24 de fevereiro de 2004


aniversário do papai.

teve bolinho e velas escalafobéticas. é uma daquelas idades "palindrômicas". elas são sempre filosóficas e trazem mudanças. mas eu só passei por uma até agora.
voltamos, e continua chovendo.

meu irmão me ama.

segunda feira, 23 de fevereiro de 2004



[o que é humildade?]

so, i ask you, what it is to be humble?

quando crianças nos perguntam coisas subjetivas assim, a reação normal é o desconcerto.

até dá pra explicar. mas não dá pra ter uma noção da totalidade da coisa. até porque nem os adultos tem.

nem eu sei por onde começar.
talvez admirar aqueles que são diferentes, combinados com os que são iguais.
reconhecer os feitos de alguém, e ficar feliz por eles, mesmo que esteja em competição. saber ouvir.
saber ser.
demonstrar compaixão.
conhecer a si mesmo.
não se iludir.
ser precavido.
saber deixar o orgulho de lado.
se despir de vaidade.
ver-se livre de preconceitos.
tudo isso sem se deixar engrandescer.
.
.
but how do you teach that to an eight-year-old?
nem acho que essa lista embrace toda a verdade. mas pode ajudar, pelo menos a mim.

tentamos sair de barco, mas do minuto que saímos até voltarmos caiu o maior pé d'água (e meu estômago embrulhando na cabine). pára de chover uns 20 minutos e depois volta.

PS: filme das tartarugas ninjas e he-man. a gente espera a chuva passar.


domingo, 22 de fevereiro de 2004


fui pra angra, para submergir numa poça onde só chove todo o dia.

não vi "minority report - a nova lei" direito, porque o felipe ia gravar pra mim.

sábado, 21 de fevereiro de 2004


[carnaval, futebol, caipirinha]
primeiro dia de carnaval: buscar família ripinica pela manhã, com o intuito de assistir a vergonhosa derrota de time tricolor carioca, em final de taça guanabara contra seus maiores rivais - os flamenguistas - em pleno estádio do maracanã.
problemas para conseguir ingressos grátis, problemas com relacionamentos inversos (onde a mulher abandona o programa com o namorado para ir a uma partida de futebol), problemas com filas e camisetas de times do espaço da tribuna desportiva.
decepcionante - mesmo - a atuação dos jogadores que deveras custam aos patrocinadores de seus times (no caso do fluminense, a unimed).
revoltante 3o gol do flamengo, o qual logrou sua vitória como melhor time carioca.
no fim das contas, mereciam mesmo. os jogadores do fluminense nunca precisaram correr da polícia, e por isso os flamenguistas os deixavam cansados de percorrer o campo inteiro.
foi horrível (e não tenho medo de redundâncias).
todavia, mesmo vendo 3/4 do estádio mário filho lotados de rubro negros/ assaltantes/ traficantes foi eletrificante (oh, o terror de achar que meu computador não verá a luz do amanhã após flamenguistas lerem este texto...).
pra comemorar a vitória, um flamenguista assaltou meu meio irmão.
à noite, após tentativas frustadas de encontrar o namorado, ouvi estórias sobre meus ancestrais na companhia de suecas/holandesas/norueguesas que falavam francês e inglês enquanto bebiam caipirinha.

sexta feira, 20 de fevereiro de 2004

oooh! it took forever, massss...
os arquivos tão todos aí pra vocês ficarem nerdando durante o carnaval.
meu carnaval furou por causa do tempo. :[
mas tudo bem. se eu tiver paciência, um dia eu ajeito todas as figuras dos arquivos.

You are the original template
You are the original exemplary
How seen were you actually?
How revered were you (honestly) at the time?
Why pleased with your low maintenance?
You loved us more than we could've loved you back
Where was your ally your partner in feminine crime?

You were "good ol'"
You were "count on 'er 'til four am"
You saw me run from the house
In the snow melodramatically


Do you see yourself in my gypsy garage sale ways?
In my fits of laughter?
In my tinkerbell tendencies?
In my lack of colour coordination?

quinta feira, 19 de fevereiro de 2004


[levante a sua empada, impostor!] william shakespeare, adaptado - essas traduções, hein...

calor infernal nos assola (pra variar).

hoje decidi não bancar a coitadinha e realmente tive uma idéia pra seqüência que supostamente mostraria na prova de habilidade específica da unirio.
bolas. fisioterápicas.
coloridas e enormes.
tem umas coisas bem estéticas.

vale à pena assistir à guerra dos mundos pra dar umas risadas. quem nunca viu as naves espaciais sendo retratadas daquele jeito?
overdose de anos 50.
recomendaram-me o livro de h.g. wells. se passa num lugar totalmente diferente, numa época totalmente diferente, num contexto diferente, com uma forma de lidar com o problema diversa (e mais divertida - se aproxima do antraz, e daquelas estórias de robin cook).

tirei 8 na prova de matemática. uuuh!

hoje o saia justa foi todo humorado.
há tempos eu tava achando que só a "palestrante" é que se divertia com os temas escolhidos.
o resto não tinha muito o que opinar.
mas hoje foi sobre humor. tendo uma palhaça-boba-da-corte, uma atriz - muitas vezes cômica - e uma escritora de comédia no elenco, não tinha como o tema do debate ser apagadinho.

PS: estou terminaaaaando de arrumar os arquivos, então já já vocês poderão ser felizes e brincar de ler o passado obscuro que me condena.

quarta feira, 18 de fevereiro de 2004


aniversário da brunetta!
quando as pessoas fazem dezoito anos é estranho.
e então, de repente, elas podem dirigir, foder num motel, fumar, encher a cara de uísque e abrir um negócio autônomo.

eu e fê fomos ver .
eu achei a idéia genial, genial, genial.
e alguns assuntos discutidos [whether or not there are good intentions within people].
sem final feliz, todavia.
com um final chocante, melhor dizendo.
e muito grande sem necessidade.
fiquei um tempo vendo tudo em tela.
dentro do ônibus achando que tava no cinema.

bem visual e bem plástico.
daria uma boa fotonovela. hahahaha

depois, viemos pra cá e assistimos ao final de juventude transviada.
felipe achou que o platão parecia com o nando.
mas o nando é BRANCO, BRANCO!

terça feira, 17 de fevereiro de 2004

macbeth, roman polanski


que horror de tragédia.
odeio o shakespeare.
odeio.

tô entrando no clima pra minha tese de mestrado (nem entrei na faculdade ainda e já tô cheia dos planos), sobre mestre william shakespare.

hoje foi um dia cheio de aspirações acadêmicas.
porque tive um pesadelo com o vestibular.
sonhei que a prova era meio que um livro de umas 120 páginas que eu tinha que fazer (já tinha sonhado com isso) em algumas horas.
o caso é que, no sonho, só deu tempo de eu fazer a parte de matemática - meu maior pesadelo de todos - e eu sabia que não tinha ido bem.

e eu disse pra mim, no meu sonho:
- devia ter começado por literatura.

então eu acordei e fui fazer a prova do enem de 2001, aquela que a média foi horrível.
só tive saco de fazer as 40 primeiras, porque o felipe chegou.
mas eu tirei 28/40, o que eu imagino que tenha sido bom.

aí já fiquei sofrendo, imaginando que - hopefully- no final deste ano serei uma ex-aluna pedrosegundense.
que farei eu sem as malditas politicagens, o macarrão com salsicha, a mulher à la lexotan de óculos de aro vermelho da biblioteca, professores metidos a vanguardistas semi-engajados, a mangueira que cortam todo ano, as matações de aula na quadra, as passeatas que unem pagodeiros/mauricinhos/favelados/roqueiros/ripongos e pseudo-esquerdistas, o cordel, W.C., grêmio salmón, leituras afetadas de silvana bayma, aulas de professores afetados, yoga ministrada pelo professor de física, as guerras d'água, as bagunças de 3o ano, as bagunças de dia dos namorados, as festas juninas, os amados-idolatrados-salve-salve saraus (sarais? não aprendi ainda - silvanaaaa), "IRANYYYYY" e tabuada?

"pedro II tudo ou nada?
- tudo!
então como é que é?
- tabuada! três vezes nove vinte e sete
três vezes sete, vinte e um
menos doze fica nove
menos oito fica um!
zum zum zum!
paratimbum!
pedro II!"

(ohhhhh.... sky-rocketing criativity - rimar "vinte e um" com "um"! não é nem a mesma palavra...)

segunda, 16 de fevereiro de 2004


agora o marido está estudando à tarde.
isso quer dizer que - god willing- a gente só vai poder se ver à noite.
OH NÃO!

morguei e acabei de ler o 1984 e (re)comecei "o cortiço".

eu, fê e beth assistimos "alice através do espelho", na fundição progresso.
odeio chá de camomila. ótima trilha sonora.
/casal da arte de subir em telhados.

domingo, 15 de fevereiro de 2004


fui com a família feliz à lagoa.
meu sobrinho é tuuudo de bão.
se viciou em coca-cola.

saímos bem em tempo.

"Hoje a gente fica na varanda
Um dia perfeito com as crianças.

São as pequenas coisas que valem mais
É tão bom estarmos juntos
E tão simples: um dia perfeito.

Corre, corre, corre, que vai chover, olha a chuva!"

sábado, 14 de fevereiro de 2004


tentei dormir um pouco, mas logo maria paula ligou chamando-nos pra dar uma volta com taiguara e amigos, já que eles estavam a assistir uma peça na CAL.

fomos pra cobal (rimou). aí gente chegando, e gente saindo.
descobri que o júlio (irmão do guitarrista do tarkus, lucas) trabalha na cavídeo.
o taiguara não ligou a pessoa à pessoa, isso rendeu boas risadas... hihihi.

acabou que rolava um bloco na voluntários/são clemente.
eu tava na companhia de um monte de odiadores de carnaval.
eu GOSTO do carnaval.
chuva, suor e cerveja.
todo mundo patriota e hipócrita, e bêbado, seguindo um carro que propaga um monte de som pros vizinhos sairem contentes na folia, e se pendurarem na janela.

ah! porque hoje a gente viu a família flinstone indo pro bloco de laranjeiras. até o cachorro estava vestido de dino!!! uó!

não enfrentamos muito engarrafamento pra voltar.
chegamos a tempo de assistir ao grande garoto no telecine. (mas eu dormi)

sexta feira, 13 de fevereiro de 2004

aniversário da digníssima maria beterrânea.

a prova de matemática - era pra eu ter gabaritado.
mas não tenho a menor idéia do que pode ter sido dela.

depois de um longo e doido ritual satânico de preparação para o acasalamento, eu e felipe saímos 2 horas e meia atrasados para a festa da referida adolescente.
mas chegamos.

boas as fantasias e a decoração.
e principalmente o prato bem sofisticado de salsicha, azeitona e queijo - igual àquele que a beth levou pra festa do bernardo, e eu deixei só as azeitonas.
boas as pessoas e um certo nível de hormônios à flor da pele.

péssima música, but we can handle it.
eu até dancei forró!

o resto do povo ficou lá até as 6 da manhã.
mas eu e o viemos pra casa.


terça feira, 3 de fevereiro de 2004

in my seeing of what other people are writing, i feel compelled and driven to do the same.
specially if there is some kind of appeal formwise.
i find space and encouragement and compassion within my fellow's writings. though, my engines are a bit too rusty.
actually, it has been a long time since i began staring at this blank square in which i'm supposed to type.
alanis adviced me to reach out to a listening, heartening soul.
i need a cathartic reaction and cannot write cannot sing cannot play cannot talk.
(not that i have anything to react to other than the blockade itself)

it is not a nice feeling to know you are choking in words
that are unable to either be spitted off or swallen down by themselves - easy and painless.
so maybe the problem is just to begin.

it is pretty easy for me to go and write when i'm sad/angry, just expressing whatever that particular situation
encourages me to. just giving birth to a ton of somewhat offensive or grudgy or expecting words.
when i'm happy, joyful or whatever, i think i find it better to express it in other forms. ;]
when you don't feel a thing, though, what do you do?
- not discussing whether being blank is better or worse than feeling sad.
after all, not feeling can mean the stopping of suffering, which, for what i'm taught, leads to nirvana
(a diving-board to nirvana: there is not such formula).
but feeling nothing is a hard status to get used to.
right now, the blockade and the non-feeling state is half-way overcame, since i assumed a position
against the last mentioned.

i guess this is one of those situations in which i can find the answers and the next questions while i write.

because that's how the human race works (partially, of course): always thinking of the answers with an eye
on the questions ahead.
ever understanding none of them.

i see some day when people won't need any empiric leadership. everything there is to know about anything
will be there, on data.
and no one will feel the urge of knowing anything. not even consulting the data.
they will be blank.
and live happily ever after?

[?]

domingo, 1º de fevereiro de 2004


2 anos e 3 meses de namoro.

o segredo? só os condicionadores monange deixam os seus cabelos do jeito que você sempre sonhou!

fomos almoçar na casa do pai dele.
depois fomos à barra, pra vó do fê cortar seu cabelo.
tava grande demais.
agora tá igual ao meu.
planejamos uma possível viagem à bahia quando minha prova passar.








não vá se perder por aí
sutil como um paquiderme
purgatorying
vide bula
o sonho não acabou
unpredictably...
guerreiros cp2
almost us
fotolog

 
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2003
2004

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