|
|
|
Dicas para a prática da castidade As nossas orações são sempre atendidas? O jejum na perspectiva católica Ave crux spes unica Com este crucifixo, São Francisco teve a revelação da sua vocação de deixar tudo e seguir a Jesus. Na igrejinha de São Damião, ele teve a comunicação do Senhor: "Vai escorar a minha Igreja que está desabando". Na realidade, Nosso Senhor queria uma renovação espiritual da Igreja que naquela época passava por uma crise, na qual Jesus estava sendo posto de lado no favorecimento de riquezas mundanas. E assim, Jesus contava com a participação do pobrezinho de Assis para essa grande obra. Como São Francisco, nós também a todo o momento, somos chamados a escorar o edifício glorioso que é a Igreja Católica. Máxime nos nossos dias em que a casa de Deus passa por um misterioso processo de auto-demolição segundo as palavras do papa Paulo VI. Podemos ouvir a voz de Jesus, quando vemos a notícia que em países cristãos a lei de Deus é violada oficialmente por leis injustas que destroem as vidas humanas, como as leis abortivas. Podemos ouvir a voz de Jesus quando vemos que os membros da Igreja são omissos na luta pelo bem-estar dos menos favorecidos. Podemos ouvir a voz de Jesus quando vemos que o valor "ter" é maior que o valor "ser" na nossa sociedade. E finalmente podemos ouvir a voz do Divino Mestre quando notamos em nós tantos apegos aos maus costumes, aos pecados, às comodidades, aos nossos egoísmos. O pior de tudo é que quando não queremos ouvir mais, nos desanimamos e nos deixamos levar pela corrente sórdida do mundo neo-pagão. Muitas vezes vê-se cristãos que dizem: mas o que eu posso fazer? Não posso mudar o mundo! O jeito é aderir a ele. Ou por acaso querem que eu fique só a lutar contra moinhos de vento feito um Dom Quixote? O mundo é assim e dessa maneira será sempre! Eu não posso me esquecer de uma vez que vi na televisão, um trecho de um discurso de S.S. João Paulo II na Espanha em 1982. O papa exortava os jovens a serem "radicais mudadores do mundo". É a pura vocação de um cristão: mudar o mundo. Assim não foi Jesus? Assim não foram os santos? Já imaginou um Brasil sem um padre José de Anchieta? Uma França sem uma Joana d'Arc ou sem um Luís IX? E assim é a história. Napoleão Bonaparte disse que a verdadeira glória de uma pessoa não é ganhar batalhas ou conquistar países, mas estar sendo venerada nos altares das igrejas. E um santo é na realidade, uma pessoa que faz a história da melhor maneira possível: de acordo com a vontade divina. Da melhor maneira que glorifica a Deus. Quem não é chamado à santidade? Quem não é chamado a mudar a si mesmo e ao mundo? Quem é que passa pelo mundo e não recebe uma graça do Senhor? Ninguém! Não existe essa pessoa. Deus é infinitamente misericordioso e dá a sua graça para todos os homens. Assim é a economia da graça. Assim é que somos chamados como São Francisco, a mudar aquilo que não está de acordo com o Evangelho de Jesus. |