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Encarar a morte ensina a viver

A perfeição no enfoque de Cristo

O uso da Tecnologia da Informação pelas empresas e o Paradoxo da Produtividade

Ensaio sobre o livro de Sílvia Faustino: Wittgenstein,  O EU E SUA GRAMÁTICA

Percepções do Ser. O Pensar

A natureza das coisas - Ensaio

Classes , Informática e o tudo - Ensaio

Empresa, organismo inteligente? - Ensaio

 

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ARTIGOS, ENSAIOS & ESTUDOS

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30.01.2006
 

Publico aqui diversos artigos, a maioria  escritos por mim. Vale um esclarecimento, não sou filósofo nem teólogo, muito menos escritor, contudo me atrevo a escrever o que penso mesmo que as idéias pareçam ingênuas e pouco elaboradas.

 

 

Encarar a morte ensina a viver

“A angústia de morrer impede a alegria de viver.”

 

O americano Irvin Yalom, 74 anos, professor emérito de psiquiatria da Universidade de Stanford, é um dos raros escritores a combinar  respeitável currículo universitário e crescente sucesso de público. É autor dos best-sellers mundiais lançados no Brasil “Quando Nietzsche chorou” e “A cura de Schopenhauer”. Esta semana chega às livrarias brasileiras, mais um livro seu, “Mentiras no divã” (todos da Ediouro). Yalom mistura filosofia e psicoterapia em romances de muitos diálogos sobre temas existenciais. O novo livro tem um enredo repleto de sexo e violência. O enredo, porém, continua didático, em busca de leitores-aprendizes de uma dura lição: viver bem é aprender a morrer. (continua)

 

Transcrito da Revista de O GLOBO Nº 86 de 19 de março de 2006.

Entrevista de Marília Martins à Irvin Yalom.

 

 

 

A perfeição no enfoque de Cristo - Nos tornando filhos de Deus (jesus-lamb12.jpg (18203 bytes)Mateus 5:43 a 6:15)  A vida de Jesus na terra foi surpreendente para os que creram e os que não creram nele. Diante de Jesus todo o saber, religiosidade, possibilidades, pensamentos, intenções perdiam o significado, pois ele viera para libertar o homem da escravidão do cotidiano e reatá-lo ao Pai inserindo-o no seu reino. Para fazer isto Jesus teve de abordar aspectos das práticas dos homens e reeducá-los nas práticas perfeitas para que tivessem condições de serem aceitos pelo Pai.  Uma destas ocasiões foi quando ele mostrou que a teologia e a forma como praticavam a religião eram insuficientes para que o homem conhecesse a Deus, o Pai...

Jesus exige uma revolução nos sentimentos: amar e orar pelos inimigos.

A perfeição no enfoque de Jesus passa por amar e orar pelo próximo, amigo ou inimigo.  Não é comum vermos alguém fazendo isto, ou seja, orando pelos inimigos. Contudo, Jesus deixou claro qual a condição para sermos perfeitos “Orai pelos que vos perseguem”, Mateus 5:44-b.

Em Mateus 5:45,  Jesus continua dizendo porque devemos orar pelos que nos perseguem: “Para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e vir chuvas sobre justos e injustos”.

Agora Jesus acrescenta mais uma condição àquela apresentada por João, em João 1:12 que diz “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber aos que crêem no seu nome” (continua..).

 

 

O Paradoxo da Produtividade e o uso da Tecnologia da Informação pelas empresas. O Paradoxo da Produtividade é um tema oportuno e empolgante, no entanto parece estar fora dos congressos empresariais sobre custo e retorno de investimentos oriundos de TI. Robert Solow (1987) expressou a famosa frase “Vê-se computadores em toda parte, menos nas estatísticas de produtividade”. A partir deste momento alguns pesquisadores se empenharam em desvendar o Paradoxo. Este trabalho mostra como o termo surgiu e expõe as divergências de idéias entre dois dos mais importantes pesquisadores do assunto. Conceitua o termo 

“Tecnologia da Informação - TI”, identifica os seus produtos e descreve como se deu a aderência das empresas à esta inovação. Discute o termo “produtividade” e a validade de sua utilização como o principal indicador de eficiência no uso de TI pelas empresas. Descreve e discute as evidências macro e microeconômicas e os argumentos que buscam explicar o Paradoxo da Produtividade. Finalmente são apresentadas algumas opiniões do autor..  (continua...

 

 

Ensaio sobre o livro de Sílvia Faustino: Wittgenstein,  O EU E SUA GRAMÁTICA. Entendo que mais importante que a palavra e o objeto que ela representa, ou nomeia, está a relação existente entre a idéia e o objeto. Cabe aqui definir objeto como sendo a delimitação das coisas que a idéia está a iluminar, ou seja, pode ser algo material ou não, ou ainda, esse algo pode representar uma coisa ou coisas ou não representar coisa alguma já identificada anteriormente, uma vez que se tratando de idéia parece impossível, ou temeroso, afirmar que o que a idéia está a iluminar seja algo já existente considerando-se a natureza misteriosa do homem. Entendo reducionista a tentativa de relacionar de forma inseparável a linguagem com as palavras. Segundo me parece, tanto Agostinho quanto Wittgenstein (pelo menos até o capítulo em que estou lendo) entendem que a  linguagem estaria embasada, ou sustentada, pelas palavras. Entendo que as palavras não têm toda essa importância ou objetivo. Seriam elas apenas recursos sonoros para expressar a linguagem que seria, no meu entendimento, a combinação estética de idéias. Ora, essa linguagem, havendo necessidade, poderia ser transmitida por outros meios que não as palavras, como por exemplo, os gestos... (continua...)

 

Percepções do Ser. O Pensar. Acredito que o pensar está intimamente ligado aos sentidos. Você dirá: é claro, o pensar é como se fosse um dos sentidos. No entanto não é essa a abordagem que me ocorre. Imagino que o pensar não nasce de dentro para fora do indivíduo, mas de fora para dentro dele, ou seja, os fenômenos naturais imprimem, interagem, encontram, chocam-se com o indivíduo, fazendo com que ele perceba as impressões que os fenômenos os transferem. Assim, como resultado deste choque ocorrem transformações  no indivíduo que o faz pensar. Portanto parece que o pensar somente ocorre se houver sentidos no indivíduo que o façam perceber o meio. Desta forma, parece que o meio interage ensinando o indivíduo como lidar com ele. O sentido de ensinar aqui expressa exatamente o que imaginamos por ensinar; um processo seqüencial e contínuo, que não se dá de uma só vez. Eu diria que o indivíduo é, em um primeiro momento, relativamente passivo à natureza1. Desta forma, algumas conclusões parecem surgir espontaneamente em função disso. Uma delas seria que a capacidade de pensar não aumenta no indivíduo, mas o que aumenta seria sensibilidade ao meio, ou seja, quanto mais sensível  aos fenômenos mais a capacidade de pensar parece aumentar. Outra conclusão seria conseqüente desta última, ou melhor, uma maneira mais objetiva de formular a conclusão anterior seria afirmar que a intensidade, ou a capacidade do pensar é diretamente proporcional a capacidade de sentir e perceber o meio. Daí a necessidade de desenvolver no indivíduo tarefas que levem ao apuramento da sensibilidade, tal como as artes e outros métodos. A música, por exemplo, faz com que o indivíduo capte a proporcionalidade das freqüências físicas entre as ondas sonoras, comumente denominadas som, inclusive mesmo quando essas não ocorrem de fato na natureza, mas quando são ativadas pelas lembranças impressas na mente do indivíduo. A freqüência associada à duração do som, que chamamos ritmo, ocorre concomitantemente no momento da criação de uma música... (continua...)

 

A natureza das coisas - Ensaio. Parece-me, por mais que tente pensar o contrário, que uma coisa não existe, fundamentalmente, em função de outra coisa. Observando o meio, percebo que o que governa e dá sentido às interações são os sentidos existentes nas coisas. É por meio dos sentidos que as trocas e interações acontecem entre elas. Parece-me que os sentidos simplesmente instrumentalisam alguma força, que determina, de fato, toda a dinâmica da interação entre os entes. Para estudar melhor esse assunto preferi dividir a questão em tópicos. Primeiro vou tentar desenvolver a idéia da individualidade das coisas. Depois  abordarei o fenômeno da existência, e neste caso também definir o significado de natureza. Finalmente vou desenvolver o que mais me intriga: a interação entre as coisas. Pretendo aprofundar esta análise na tentativa de identificar as misteriosas forças que poderiam estar por trás disso tudo. Este assunto me incomoda pelo fato de vez outra ouvir alguém sugerir que tudo na natureza existe em função da existência do homem. Sempre me questionei o porquê o homem também não existiria em função do micróbio que o devora, por exemplo. De alguma forma, o pensamento inicial parece-me resquício do antropocentrismo que se firmou nos últimos séculos... (continua...)

 

 

Classes - Informática e o tudo - Ensaio. Definimos como classe o que a Psicologia chama de Categoria1 . A Ciência da Computação chama de Classe Ancestral o que a Psicologia chama de Modelo Prototípico. Uma Classe além de definir suas propriedades e ações (métodos) deve identificar também seus objetos afins que a definem ou que a compõe e que provavelmente também são classes, através de um relacionamento ou uma associação. Não se trata aqui das subdivisões ou subclasses que a UML (Unified Modeling Language - Linguagem de Modelagem Unificada) trata e que, nesse caso, seria apenas um relacionamento hierárquico (herança simples e múltipla) e que ressalta de alguma forma, a natureza das classes relacionadas. O que me refiro aqui são os relacionamentos e as associações que podem definir a condição de existência e a qualidade de sobrevivência(existência) de uma classe, situações que a UML não aborda. Penso que poderiam existir pelo menos dois tipos de classes, a saber: classes que definem objetos e classes que definem eventos. Tanto um objeto como um evento podem ter, pelo menos, dois estados básicos: estado de definição e estado de concepção.Todos os objetos utilizam eventos que lhe são próprios, no entanto os  eventos podem ter suas  propriedades e serem utilizados por mais de um tipo de objeto, o que os caracterizam como classes independentes. Podem existir eventos que não sejam necessariamente, usados por objetos... (continua...)

 

 

Empresa, organismo inteligente? - Ensaio. Quando falamos de inteligência da empresa estamos nos referindo aos momentos em que  ela age de forma “espontânea” baseada nas ações inteligentes que a caracterizam. Como uma pessoa física, a pessoa jurídica detém características que a possibilita ser reconhecida como um ser inteligente. Quando a empresa alcança esse estágio é porque conseguiu combinar os fatores humanos, sistêmicos, conhecimento do mercado e conhecimento pleno do negócio de forma que isso resulta em sua “inteligência”. Sendo um “ser inteligente” precisamos comparar a empresa a outros seres inteligentes para relacionarmos de forma adequada com ela. Sabemos que os animais usam a sua inteligência (instinto, fatores biológicos e cognitivos desenvolvidos em contato com o meio) para sobreviverem ou perpetuar-se. Considerando os recursos escassos e limitados do ecossistema (meio) surge uma competição entre as espécies e dentro da própria espécie com o objetivo de se apropriarem dos recursos necessários para si. As empresas, como as “pessoas jurídicas” tentam agir, inexoravelmente, de forma semelhante quando, entendo, dessa forma tem de reconhecer que, tal como os seres vivos, ela  utiliza a sua “inteligência” que é a combinação dos fatores citados anteriormente. Parece que a designação “pessoa jurídica” faz mais sentido quando precisamos enquadrá-la dento das responsabilidades (direitos e obrigações)  jurídicas. Me parece fundamental designar as empresas, quando focalizadas como as estou focalizando, como pessoas de forma que pudéssemos atribuir ou mesmo identificar os atributos “ontológicos” desse ser, portanto, não poderíamos designá-la como “pessoa jurídica” já que aqui trata-se simplesmente de  responsabilidade  jurídica, como foi dito. (continua...)

 



 

 
Editor: Gideon Marinho Gonçalves
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