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Publico aqui
diversos artigos, a maioria escritos por mim. Vale um esclarecimento, não sou
filósofo nem teólogo, muito menos escritor, contudo me atrevo a escrever o que
penso mesmo que as idéias pareçam ingênuas e pouco elaboradas.
Encarar
a morte ensina a viver
“A angústia de
morrer impede a alegria de viver.”
O americano
Irvin Yalom, 74 anos, professor emérito de psiquiatria da Universidade de
Stanford, é um dos raros escritores a combinar
respeitável currículo universitário e crescente sucesso de público.
É autor dos best-sellers mundiais lançados no Brasil “Quando Nietzsche
chorou” e “A cura de Schopenhauer”. Esta semana chega às livrarias
brasileiras, mais um livro seu, “Mentiras no divã” (todos da Ediouro).
Yalom mistura filosofia e psicoterapia em romances de muitos diálogos
sobre temas existenciais. O novo livro tem um enredo repleto de sexo e
violência. O enredo, porém, continua didático, em busca de
leitores-aprendizes de uma dura lição: viver bem é aprender a morrer. (continua)
Transcrito
da Revista de O GLOBO Nº 86 de 19 de março de 2006.
Entrevista de Marília Martins à Irvin Yalom.
A perfeição no enfoque de Cristo - Nos
tornando filhos de Deus ( Mateus 5:43 a 6:15)
A vida de Jesus na terra foi surpreendente
para os que creram e os que não creram nele. Diante de Jesus todo o saber,
religiosidade, possibilidades, pensamentos, intenções perdiam o significado,
pois ele viera para libertar o homem da escravidão do cotidiano e reatá-lo ao
Pai inserindo-o no seu reino. Para fazer isto Jesus teve de abordar aspectos
das práticas dos homens e reeducá-los nas práticas perfeitas para que tivessem
condições de serem aceitos pelo Pai. Uma destas ocasiões foi quando ele
mostrou que a teologia e a forma como praticavam a religião eram insuficientes
para que o homem conhecesse a Deus, o Pai...
Jesus exige uma revolução nos sentimentos: amar e orar pelos inimigos.
A perfeição no enfoque de
Jesus passa por amar e orar pelo próximo, amigo ou inimigo. Não é comum vermos
alguém fazendo isto, ou seja, orando pelos inimigos. Contudo, Jesus deixou
claro qual a condição para sermos perfeitos “Orai pelos que vos perseguem”,
Mateus 5:44-b.
Em Mateus 5:45, Jesus continua dizendo porque devemos orar pelos que
nos perseguem: “Para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele
faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e vir chuvas sobre justos e injustos”.
Agora Jesus acrescenta mais uma condição àquela
apresentada por João, em João 1:12 que diz “Mas, a todos quantos o receberam,
deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber aos que crêem no seu
nome” (continua..).
O Paradoxo da Produtividade e o uso da Tecnologia da Informação pelas
empresas. O Paradoxo da Produtividade é um tema oportuno e empolgante, no entanto parece estar fora dos congressos empresariais sobre custo e retorno de investimentos oriundos de TI. Robert Solow (1987) expressou a famosa frase “Vê-se computadores em toda parte, menos nas estatísticas de produtividade”. A partir deste momento alguns pesquisadores se empenharam em desvendar o Paradoxo. Este trabalho mostra como o termo surgiu e expõe as divergências de idéias entre dois dos mais importantes pesquisadores do assunto. Conceitua o termo
“Tecnologia da Informação - TI”, identifica os seus produtos e descreve como se deu a aderência das empresas à esta inovação. Discute o termo “produtividade” e a validade de sua utilização como o principal indicador de eficiência no uso de TI pelas empresas. Descreve e discute as evidências macro e microeconômicas e os argumentos que buscam explicar o Paradoxo da Produtividade. Finalmente são apresentadas algumas opiniões do autor..
(continua...)

Ensaio sobre o livro de Sílvia Faustino: Wittgenstein, O EU E SUA GRAMÁTICA.
Entendo que mais importante que
a palavra e o objeto que ela representa, ou nomeia, está a relação existente
entre a idéia e o objeto. Cabe aqui definir objeto como sendo a delimitação
das coisas que a idéia está a iluminar, ou seja, pode ser algo material ou não,
ou ainda, esse algo pode representar uma coisa ou coisas ou não representar
coisa alguma já identificada anteriormente, uma vez que se tratando de idéia
parece impossível, ou temeroso, afirmar que o que a idéia está a iluminar
seja algo já existente considerando-se a natureza misteriosa do homem. Entendo reducionista a tentativa
de relacionar de forma inseparável a linguagem com as palavras. Segundo me
parece, tanto Agostinho quanto Wittgenstein (pelo menos até o capítulo em que
estou lendo) entendem que a linguagem estaria embasada, ou sustentada, pelas
palavras. Entendo que as palavras não têm toda essa importância ou objetivo.
Seriam elas apenas recursos sonoros para expressar a linguagem que seria, no meu
entendimento, a combinação estética de idéias. Ora, essa linguagem,
havendo necessidade, poderia ser transmitida por outros meios que não as
palavras, como por exemplo, os gestos... (continua...)
Percepções do Ser.
O Pensar. Acredito que o pensar está intimamente ligado aos
sentidos. Você dirá: é claro, o pensar é como se fosse um dos sentidos. No
entanto não é essa a abordagem que me ocorre. Imagino que o pensar não nasce de
dentro para fora do indivíduo, mas de fora para dentro dele, ou seja, os
fenômenos naturais imprimem, interagem, encontram, chocam-se com o indivíduo,
fazendo com que ele perceba as impressões que os fenômenos os transferem. Assim,
como resultado deste choque ocorrem transformações no indivíduo que o faz
pensar. Portanto parece que o pensar somente ocorre se houver sentidos no
indivíduo que o façam perceber o meio. Desta forma, parece que o meio interage
ensinando o indivíduo como lidar com ele. O sentido de ensinar
aqui expressa exatamente o que imaginamos por ensinar; um processo seqüencial e
contínuo, que não se dá de uma só vez. Eu diria que o indivíduo é, em um
primeiro momento, relativamente passivo à natureza1. Desta forma, algumas conclusões parecem surgir
espontaneamente em função disso. Uma delas seria que a capacidade de pensar não
aumenta no indivíduo, mas o que aumenta seria sensibilidade ao meio, ou seja,
quanto mais sensível aos fenômenos mais a capacidade de pensar
parece aumentar. Outra conclusão seria conseqüente desta última, ou melhor,
uma maneira mais objetiva de formular a conclusão anterior seria afirmar que a intensidade, ou a capacidade do pensar é diretamente
proporcional a capacidade de sentir e perceber o meio. Daí a necessidade de
desenvolver no indivíduo tarefas que levem ao apuramento da sensibilidade, tal
como as artes e outros métodos. A música, por exemplo, faz com que o indivíduo
capte a proporcionalidade das freqüências físicas entre as ondas sonoras,
comumente denominadas som, inclusive mesmo quando essas não ocorrem de fato na
natureza, mas quando são ativadas pelas lembranças impressas na mente do
indivíduo. A freqüência associada à duração do som, que chamamos ritmo, ocorre
concomitantemente no momento da criação de uma música... (continua...)
A natureza
das coisas - Ensaio. Parece-me, por mais que tente pensar o contrário,
que uma coisa não existe, fundamentalmente, em função de outra coisa. Observando
o meio, percebo que o que governa e dá sentido às interações são os sentidos
existentes nas coisas. É por meio dos sentidos que as trocas e interações
acontecem entre elas. Parece-me que os sentidos simplesmente instrumentalisam
alguma força, que determina, de fato, toda a dinâmica da interação entre
os entes. Para estudar melhor esse assunto preferi dividir a questão em tópicos.
Primeiro vou tentar desenvolver a idéia da
individualidade das coisas. Depois abordarei o fenômeno da existência,
e neste caso também definir o significado de natureza. Finalmente vou
desenvolver o que mais me intriga: a interação entre as coisas. Pretendo
aprofundar esta análise na tentativa de identificar as misteriosas forças que
poderiam estar por trás disso tudo. Este assunto me incomoda pelo fato de vez
outra ouvir alguém sugerir que tudo na natureza existe em função da existência
do homem. Sempre me questionei o porquê o homem também não existiria em função
do micróbio que o devora, por exemplo. De alguma forma, o pensamento inicial
parece-me resquício do antropocentrismo que se firmou nos últimos séculos... (continua...)
Classes - Informática e o tudo - Ensaio. Definimos como classe o que a Psicologia chama de Categoria1 . A Ciência da Computação chama de Classe Ancestral o que
a Psicologia chama de Modelo Prototípico. Uma Classe além de definir suas propriedades e ações
(métodos) deve identificar também seus objetos afins que a definem ou que a
compõe e que provavelmente também são classes, através de um relacionamento
ou uma associação. Não se trata aqui das subdivisões ou subclasses que a
UML (Unified Modeling Language - Linguagem de Modelagem Unificada) trata e que,
nesse caso, seria apenas um relacionamento hierárquico (herança simples e
múltipla) e que ressalta de alguma forma, a natureza das classes
relacionadas. O que me refiro aqui são os relacionamentos e as
associações que podem definir a condição de existência e a
qualidade de sobrevivência(existência) de uma classe, situações que a UML
não aborda. Penso que poderiam existir pelo menos dois tipos de classes, a
saber: classes que definem objetos e classes que definem eventos. Tanto um
objeto como um evento podem ter, pelo menos, dois estados básicos: estado de
definição e estado de concepção.Todos os objetos utilizam eventos que lhe são
próprios, no entanto os eventos podem ter suas propriedades e serem
utilizados por mais de um tipo de objeto, o que os caracterizam como classes
independentes. Podem existir eventos que não sejam necessariamente, usados por
objetos... (continua...)
Empresa,
organismo inteligente? - Ensaio.
Quando falamos de inteligência da empresa estamos nos referindo aos momentos em
que ela age de forma “espontânea” baseada nas ações inteligentes que a
caracterizam. Como uma pessoa física, a pessoa jurídica detém características
que a possibilita ser reconhecida como um ser inteligente. Quando a empresa
alcança esse estágio é porque conseguiu combinar os fatores humanos, sistêmicos,
conhecimento do mercado e conhecimento pleno do negócio de forma que isso
resulta em sua “inteligência”. Sendo um “ser inteligente” precisamos comparar a
empresa a outros seres inteligentes para relacionarmos de forma adequada com
ela. Sabemos que os animais usam a sua inteligência (instinto, fatores
biológicos e cognitivos desenvolvidos em contato com o meio) para sobreviverem
ou perpetuar-se. Considerando os recursos escassos e limitados do ecossistema
(meio) surge uma competição entre as espécies e dentro da própria espécie com o
objetivo de se apropriarem dos recursos necessários para si. As empresas, como
as “pessoas jurídicas” tentam agir, inexoravelmente, de forma semelhante quando,
entendo, dessa forma tem de reconhecer que, tal como os seres vivos, ela
utiliza a sua “inteligência” que é a combinação dos fatores citados
anteriormente. Parece que a designação “pessoa jurídica” faz mais sentido quando
precisamos enquadrá-la dento das responsabilidades (direitos e obrigações)
jurídicas. Me parece fundamental designar as empresas, quando focalizadas como
as estou focalizando, como pessoas de forma que pudéssemos atribuir ou mesmo
identificar os atributos “ontológicos” desse ser, portanto, não poderíamos
designá-la como “pessoa jurídica” já que aqui trata-se simplesmente de
responsabilidade jurídica, como foi dito. (continua...)
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