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Classes - Informática e o tudo Ensaio
Gideon Marinho Gonçalves Rio de Janeiro - 31 de maio de 2001 Definimos como classe o que a Psicologia chama de Categoria1 . A Ciência da Computação chama de Classe Ancestral o que a Psicologia chama de Modelo Prototípico. Uma Classe além de definir suas propriedades e ações (métodos) deve identificar também seus objetos afins que a definem ou que a compõe e que provavelmente também são classes, através de um relacionamento ou uma associação. Não se trata aqui das subdivisões ou subclasses que a UML (Unified Modeling Language - Linguagem de Modelagem Unificada) trata e que, nesse caso, seria apenas um relacionamento hierárquico (herança simples e múltipla) e que ressalta de alguma forma, a natureza das classes relacionadas. O que me refiro aqui são os relacionamentos e as associações que podem definir a condição de existência e a qualidade de sobrevivência(existência) de uma classe, situações que a UML não aborda. Penso que poderiam existir pelo menos dois tipos de classes, a saber: classes que definem objetos e classes que definem eventos. Tanto um objeto como um evento podem ter, pelo menos, dois estados básicos: estado de definição e estado de concepção.Todos os objetos utilizam eventos que lhe são próprios, no entanto os eventos podem ter suas propriedades e serem utilizados por mais de um tipo de objeto, o que os caracterizam como classes independentes. Podem existir eventos que não sejam necessariamente, usados por objetos. Uma classe possui propriedades estéticas, funcionais, de inserção e cognitivas que definem a sua personalidade. A maior generalização possível para uma classe seria a sua coisificação, ou seja, no momento em que podemos nos referenciar a uma classe como sendo uma coisa estamos admitindo a sua existência e conseqüentemente, a sua personalidade. Portanto tudo o que é passível de referência pode ser definido como uma Classe. Sendo assim, rigorosamente falando, somos levados a concluir que todas as coisas são classes, portanto uma classe é formada por, e somente por, classes. Portanto, sem pretensões, se conseguirmos estruturar uma classe, estaremos estruturando todas as coisas! É claro que essa estruturação deve ser suficientemente genérica que possa abranger a natureza de todas as coisas. É bom lembrarmos que essa estruturação não significa que as coisas sejam assim em si mesmas. As coisas são notadas conforme os nossos conceitos que por sua vez são construídos pelas nossas propriedades inerentes e existem com o único propósito de atender as nossas finalidades e condições de existência. Somos classes estruturadas tal como estamos estruturando todas as demais classes. Isso implica em que o meio, composto por classes organizadas e afins e em qual, inexoravelmente, estamos inseridos (senão não o notaríamos), também é uma classe e é observado como uma projeção nossa. As propriedades estéticas de uma classe definem suas representações de forma, dimensão, identificação e cor (iluminação). As propriedades funcionais definem suas representações de finalidade, ações intrínsecas (que definem seu comportamento), reações (mensagens transmitidas ao meio que podem sugerir sua reação a um estado qualquer). Um objeto (ou uma coisa) instanciado ou seja, vivo, sempre reage ou se apresenta ao meio alterando o seu estado para atender, e somente atender, ao seu propósito de existência. A reação ao meio sempre se dá em forma de emissão de mensagens, independente da espécie da coisa que o estimula. Essas mensagens podem até ser notadas por outra coisa (objeto), que, em função da sua capacidade de percepção, perceba aquele objeto. Verificamos que o modo ou tipo de reação do objeto é definido nele próprio e resultado de suas características inerentes, nunca em função do objeto a quem destina essa reação. O outro objeto é que deverá ter a capacidade de decodificar a mensagem enviada por aquele e percebê-lo de forma subjetiva. 1-Introdução a Psicologia – Pensamento e Linguagem – cap. 6, Davidoff. |