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Matança (Jatobá)
Meu Veneno (Renato Teixeira)
Mulher Rendeira (Tradicional)
Moca Bonita (Geraldo Azevedo/ Capinam)
Matança (Jatobá)
Cipó caboclo tá subindo na virola
Chegou a hora do pinheiro balançar
Sentir o cheiro do mato da imburana
Descansar morrer de sono na sombra da barriguda
De nada vale tanto esforço do meu canto
Pra nosso espanto tanta mata haja vão matar
Tal mata Atlântica e a próxima Amazônica
Arvoredos seculares impossível replantar
Que triste sina teve cedro nosso primo
Desde de menino que eu nem gosto de falar
Depois de tanto sofrimento seu destino
Virou tamborete mesa cadeira balcão de bar
Quem pra acaso ouviu falar da sucupira
Parece até mentira que o jacarandá
Antes de virar poltrona porta armário
Mora no dicionário vida eterna secular
Quem hoje é vivo corre perigo
E os inimigos do verde da sombra o ar
Que se respira e a clorofila
Das matas virgens destruídas vão lembrar
Que quando chegar a hora
É certo que não demora
Não chame Nossa Senhora
Só quem pode nos salvar é
Caviúna, cerejeira, baraúna
Imbuia, pau-d'arco, solva
Juazeiro e jatobá
Gonçalo-alves, paraíba, itaúba
Louro, ipê, paracaúba
Peroba, massaranduba
Carvalho, mogno, canela, imbuzeiro
Catuaba, janaúba, aroeira, araribá
Pau-fero, anjico, amargoso gameleira
Andiroba, copaíba, pau-brasil, jequitibá
Meu Veneno (Renato Teixeira)
No Mato Grosso,
Fui a Poconé, Cinopé,
Cuiabá, Barra do Garça.
Alto Floresta, Porto Jofre
Também passei
Por Varzea Grande,
Rondonópolis
Em Barão de Melgaço
Eu parei prá pernoitar
No Mato Grosso do Sul
Tem Três Lagoas
Campo Grande, Corumbá
Aquidauana
Meu coração não me engana
De Potim saí um dia
Só prá ver Ponta Porã.
Gi-Paraná, Rondônia
Guajará-Mirim, Cacoal
Ariquemes, Pimenta Bueno
Logo logo eu estarei
em Porto Velho
Que é a menina
dos meus olhos
Meu veneno...
Mulher
Rendeira (Tradicional)
Olê muié rendera
Olê muié rendá
Tu me ensina a fazê renda
Que eu te ensino a namorá
Lampião desceu a serra
Deu um baile em Cajazeira
Botou as moças donzelas
Pra cantá muié rendera
As moças de Vila Bela
Não têm mais ocupação
Se que fica na janela
Namorando Lampião
Moca Bonita (Geraldo Azevedo/ Capinam)
Moça bonita seu corpo cheira
a botão de laranjeira
eu também não sei se é
imagine o desatino
é um cheiro de café
ou é só cheiro feminino
ou é só cheiro de mulher
Moça bonita seu olho brilha
qual estrela matutina
eu também não sei se é
imagina a minha sina
é o brilho puro da fé
ou é só brilho feminino
ou é só brilho de mulher
Moça bonita seu beijo pode
me matar sem compaixão
eu também não sei se é
ou pura imaginação
para saber você me dê
esse beijo assassino
nos seus braços de mulher
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© 1997, 1998 Fernando da Costa Grossi [email protected]
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