Pois
é, continuando................
...............Como faço todos os anos no dia 2 de novembro fui
à Catu orar pelos Pereira falecidos. Diante do mausoléu que Oscarzinho
mandou erigir para guardar o corpo de Leda, sua primeira filha e
depois serviu de túmulo para seu irmão Álvaro e nosso avô Alfredo,
que hoje contém os corpos do próprio Oscarzinho, tia Margarida,
sua esposa, nossa avó Adelaide, e tios: Oscar (irmão de Alfredo),
Helenita e Bernadeth, elevei meu pensamento à Deus em orações, na
certeza que eles por seus méritos e ações fazem parte da corte celeste.
Sob forte emoção e calor do sol senti um mau estar que logo passou
graça a um isordil e abrigo sob a única árvore, arbusto na realidade,
que oferece pequena sombra no Cemitério de Santana do Catu. Refeito,
continuei minhas reflexões estendidas à Manoel Pereira de Souza,
Ana Francisca, Joaquim Armundes e sua mulher, Carolina, também sepultadas
naquele Campo Santo, segundo registro de meu avô Alfredo onde consta
também as respectivas datas de falecimento e de sepultamento, mas,
cujas sepulturas desapareceram, como também desapareceram as de
Joventina (minha mãe de leite) e de Expedita que dividiu comigo
o leite que lhe era destinado. Sepulturas que foram por mim adquiridas
e que a administração do cemitério deu fim em uma das suas obras
(?). Olhei em torno e vi uma verdadeira torre de babel. Túmulos
superpostos em blocos de alvenaria espalhados por todo o cemitério
sem nenhum alinhamento, sem nenhum cumprimento das mínimas regras
de arquitetura, em desrespeito total a relíquia que o equipamento
guarda. A capela centenária que existia no cemitério foi demolida
para atender a sua demanda.
Chorei! Graças à Deus tenho sentimentos! O Catu que eu tanto amo,
das ruas: do Comércio, Dois de Julho, da Estação, do Adro, se desfigurou!
Demoliram o centenário sobrado de D. Laura Góes, demoliram o Cruzeiro
da rua do Comércio.
Pobre povo sem memória.