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Saiba mais sobre a autoritária mudança de lista de discussão onde parte da oposição ao governo Saes/Fonte não fo cadastrada, a dura campanha de perseguição do Poder Executivo para com o Poder Judiciário, as acusações sem provas contra a Suprema Corte de Justiça, as invasões de computadores orquestradas por Matheus Andrade. |
Dossiê Porto Claro IV - Enterrando um Poder
Sent: Tuesday, February 15, 2000 3:49 AM
Subject: Dossiê Porto Claro IV - Enterrando
um Poder
IV – Enterrando um Poder
Como se não bastasse esse risco, nessa lista do Grupos encontra-se cadastrado o condenado Daniel Saes, que deveria estar cumprindo pena de 24 dias de suspensão até 22 de fevereiro, mas que continua recebendo e enviando mensagens à lista. Essa pena, que deveria ter se iniciado no dia 30 de janeiro, não foi cumprida nem sequer por um dia, pois Saes continuou frequentando impunemente o canal oficial de IRC do país, com a conivência dos operadores, (sendo que o próprio Daniel Saes ainda possui o OP do canal) entre os quais se encontra o presidente Fonte, que vem a ser o dono do canal. Isso é proibido a cidadãos suspensos, conforme determina o Código Penal:
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Além desse flagrante descumprimento da pena, da qual o sr. Saes nem mesmo recorreu, o mesmo prossegue se intitulando Ministro da Justiça e vice-presidente da República, cargos que perdeu com a condenação. Não apenas continua se intitulando, como toma medidas nesse nome, sem ser incomodado: anunciou a contratação do jurista André Luís Naves Ferraz para secretário da Justiça. Esse é outro abuso, uma vez que o sr. Ferraz tem a função de interpretar leis e criar doutrinas, atribuição exclusiva do poder judiciário segundo a Constituição:
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Não contente em estar livre de pena, com a conivência de seus pares, o sr. Saes, coerentemente com seu (inescusável, segundo a lei) desconhecimento jurídico-legal, passou a defender e anunciar medidas que comprometem a independência do Poder Judiciário e contrariam as disposições legais.
Atachado, está um e-mail intitulado "Daniel Saes incitando linchamento público.eml". Diz o sr. Saes nessa mensagem (já corrigidos os erros de português):
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"Venho nesta informar que os acusados de golpe serão levados a julgamento por júri popular e que em breve as regras para a formação e funcionamento desse júri serão expostas à população. Gostaria de lembrar que qualquer prova contra os acusados do golpe deve ser enviada a mim pelo e-mail [email protected]". |
Há três ilegalidades nessa curta mensagem. Em primeiro lugar, é vedada a formação de tribunais extraordinários em Porto Claro, segundo estabelece a Lei Orgânica do Judiciário:
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A formação de júri popular é permitida no caso de crimes cuja pena possa ser a expulsão (caso de atentado contra a democracia, artigo 11 do Código Penal). No entanto, ela é facultativa e deve prender-se aos procedimentos legais normais, caso contrário caracteriza-se a formação de tribunal especial. Diz o Código Penal sobre o júri popular:
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A terceira irregularidade está na ordem de envio de provas contra os suspeitos (não houve nenhuma acusação formal até agora nem nenhum processo foi aberto, portanto não há acusados) para o próprio sr. Saes em seu e-mail particular. Isso também é competência constitucional do Poder Judiciário, sendo que pelos costumes a investigação de indícios tem sido atribuída à Promotoria Pública concursada:
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Secundando o sr. Saes, outros integrantes do atual governo se encarregaram de agredir ainda mais a SCJ. O ministro da Imigração, sr. Eduardo Dantas, do mesmo PSDN do presidente Fonte, contou em chat do IRC reenviado à Lista Nacional uma complexa história, segundo a qual o golpe teria sido tramado na casa da promotora sra. Adriana Moura, pertencente ao PMTU, durante uma festa da qual participaram também o próprio sr. Dantas, o presidente do Senado sr. Ari Silva, os senadores sr. Ivo La Puma e srta. Anita de Paula, o governador de Campos Bastos, sr. Wilson Oliveira, e o M.P.D Fabio M. Paulo, além do marido micronacional da sra. Adriana, sr. Lúcio Costa Wright, da República de Marajó. A mensagem foi rebatida na sequência pela própria sra. Adriana, que confirmou a existência da festa, afirmando que todos são amigos pessoais e têm direito a sua privacidade,(direito este inviolável segundo Constituição Portoclarense e também segundo a Constituição Brasileira) mas negando que alguma coisa houvesse sido tramada durante tal encontro. O direito à privacidade está assegurado não só na Constituição Portoclarense, mas também na Carta dos Direitos do Homem:
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Segundo o sr. Dantas, os supracitados teriam passado a noite
de 29 para 30 de janeiro na casa da sra. Adriana arquitetando um golpe, mas
ele mesmo afirma só ter chegado na tarde do dia 30. A sra. Adriana responde
dizendo que foi mesmo uma festa, dando até mesmo detalhes de sua preparação
e curso, mas cujos temas em parte do tempo voltaram-se para Porto Claro
quando os três senadores presentes verificaram a existência da Ordem
do Dia colocando a MP 001/2000 em votação, sendo que mais
tarde, na ausência do M.P.D.Paulo, as duas promotoras, mais o sr. La Puma,
redigiram a requisição para suspender os srs. Felipe Fonte e Luca Dalbianco.
O sr. Dantas diz ter sido convidado pelo M.P.D. Paulo, o que é um contra-senso
por si só, por não ser ele o dono da casa. Afirma ter encontrado, ao chegar,
o referido juiz na casa e o sr. Ari Silva não, o que a sra. Adriana rebate,
confirmando que o juiz Paulo saíra na manhã do dia 30 para votar o acórdão com
a sentença do caso Ricardo Costa (PMTU) X Daniel Saes, enquanto o sr. Silva
lá permaneceu até as 19h, juntamente com os outros, tendo enviado sua mensagem
à lista somente às 20h30. Diz também que os presentes tomaram champanhe em comemoração
à execução do "golpe". A dona da casa confirma que beberam champanhe,
mas nega que tenha sido em comemoração ao que quer que seja. Além de tudo, destaca
ela, seria ilógico convidar um integrante do PSDN e ainda por cima ministro
do governo Fonte para uma reunião com o objetivo de planejar um golpe.
A situação da Justiça tornou-se desesperadora com a invasão
do computador do presidente da Suprema Corte, M.P.D Fabio M. Paulo, que
perdeu trabalhos macronacionais e teve roubada sua senha do site do eGroups,
sendo descadastrado da antiga Lista Nacional que existiu até agosto do ano passado
e agora tornou-se um arquivo dos eventos ocorridos no país. Essa lista foi fechada
à visitação pública e com isso foi perdido mais de um ano da história portoclarense,
além de impedir-se definitivamente seu uso como alternativa. Foi a terceira
invasão de computadores em pouco tempo, sendo que
a primeira envolveu o roubo de senhas da ex-ministra das Comunicações Adriana
Moura, que com isso foi impedida de repassar o redirecionador pclaro.cjb.net
ao atual governo (curiosamente, algumas pessoas
"descobriram" a senha do redirecionador logo no início da Guerra Civil,
conforme emails atachados podem comprovar), e a segunda destruiu
o HD do governador Wilson Oliveira, do PCdePC, que encontra-se
sem acesso até o presente momento por um perído pouco maior que uma semana.
Wilson Oliveira, é um dos opositores mais contumazes do atual governo central.
A campanha contra a SCJ continuou com e-mails
de diversas outras pessoas ligadas ao governo, como o ministro das Obras
Públicas, sr. Felipe Karam, do PN, e o filiado do PSDN André Choma. Diz, literalmente,
o sr.Karam ao juiz Fabio Moraca Paulo em e-mail à Lista Nacional anexado com
o nome “Felipe Karam em campanha contra
o Poder Judiciário”, em que gasta boa parte do espaço injuriando e
difamando o presidente da SCJ: “A SCJ não é mais sua, você não é mais
juiz, você ainda pode ser empregado dos golpistas, mas não vai mais usar a SCJ
para governar Porto Claro”.
Como já explanado acima, os juízes continuam em seus cargos e não podem ser
retirados dos mesmos ao bel-prazer do Poder Executivo ou por meras suspeitas.
Mais adiante, o sr. Karam confunde as coisas ao afirmar que a nova lista foi
criada porque a lista da Onelist teria sido perdida, quando na verdade foi a
lista antiga arquivada no eGroups. E afirma: “Porto Claro passa por
um momento delicado que só está sendo restabelecido devido às providências do
Executivo. Por isso fizemos a nova lista”. Ou seja, declara abertamente
que a criação da nova lista visava intencionalmente retirar poderes da SCJ,
atribuindo-os ao Executivo.
Secundando o sr. Karam, André Choma enviou cerca de aproximadamente 10
a 15 e-mails para a lista questionando a SCJ, fora os emails enviados ano passado
durante a sua eterna campanha contra a SCJ e em especial contra seus juízes,
conforme relatado em I Histórico deste Dossiê. Anexo
está um deles, intitulado “André Choma em
camapanha contra a SCJ.eml”, no qual ele renega princípios básicos
do Direito —“Você não acha estranho que (...) apenas a SCJ possa
permitir o julgamento em júri popular?”, questiona ele—, acusa
sem provas a Corte de ter participado do golpe e pede a renúncia do M.P.D Fabio
Moraca Paulo. Esses são apenas alguns exemplos da campanha cerrada movida contra
o Judiciário por esses e outros membros da Aliança Porto Claro 2000.
M.P.D.Fabio M.Paulo
Presidente da Suprema Corte de Justiça da República do Porto Claro
Juiz da Corte Internacional de Justiça
M.Thiago K.Luna
Vice-Presidente da Suprema Corte de Justiça da República do Porto Claro