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A História de Bartimeu
Fiquei horas, talvez dias junto aos escombro, sem visão. Fiquei imaginando porque DEUS havia feito aquilo; porque existia estas coisas no mundo? Porque tudo isto estava acontecendo logo comigo? Isso tudo misturado ao que aquela profetiza havia me dito.
Eu estava com muita fome, havia dias que estava só naquelas ruínas. A morte já era certa. Reuni forças e clamei ao SENHOR; gritei vários vezes o nome de DEUS de Israel; clamei, clamei, e Ele falou comigo!
"- Filho, me chamas pois sabe que nada mais lhe resta!"
- Perdoe-me SENHOR, antes preciso de seu perdão! - supliquei.
"- Na verdade filho, tu não morrerás! Guiar-te-ei segundo a minha vontade!
Neste instante, clamei rapidamente perguntando a DEUS qual seria a sua vontade, mas a voz cessou e não obtive resposta. Foi quando cai no esquecimento; desmaiei.

Ao acordar, estava em cima de uma carroça numa caravana de mitanianos que haviam ido a Ugarit levar as sobras do que não foi saqueado pelos assírios. Me encontraram vivo e por isso, a frustração não foi maior pois poderiam vender-me como escravo. No caminha a Mitani, perceberam que eu estava cego e me deixaram ali mesmo, pois assim não poderia mas lhes servir. Dalí, fui perambulando junto a outras caravanas, sempre implorando para que me levassem com eles e me dessem alimentos. Foi assim que cheguei a Alepo; mais tarde estive em Haram; e foi perambulando entre cidades e desertos que cheguei a Hatusa, capital Hitita. Uma noite, sonhei que o SENHOR voltava a falar comigo, e dizia a mim que eu não deveria passar mais de 50 anos no mesmo local.
Já haviam se passado quase 100 anos; com certeza as palavras do SENHOR estavam se cumprindo; eu não morri! Continuava cego, mas vivo. Me perguntava se eu era comparado por DEUS aos primeiros homens que viveram 100, 200, 500 anos e morreram ou se a morte não iria me alcançar!?
Fiz a vontade do SENHOR, bem antes de completar 50 anos em um lugar, eu saía e onde quer que eu fosse, JEOVÁ DOS EXÉRCITOS colocava pessoas para me acolher; assim, fiz escalas em Nínive, Assur, Hatuza, e até nos dois extremos Persépolis e Ílion, principalmente motivado pela estrada real construída pela união dos Medos e Persas.
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