Televisão, invenção do
Século XX
A televisão pode ser considerada
uma invensão do Século XX, mas tem suas bases
em pelo menos duas constatações do Século XIX.
Em 1817, um químico sueco,
Berzelius, notou a reação do metal selênio
diante da luz. As pesquisas com o selênio foram
desenvolvidas também, ainda no Século XIX
(1873), por um irlandês, May. Ele tentava acabar
com uma interrupção freqüente nas tranmissões
telegráficas. Ao testar uma resistência usando
selênio, verificou que na claridade eram
produzidos fortes impulsos elétricos. Estava
então, criado o princípio das células
fotoelétricas, o básico para a transmissão de
TV.
A Europa comandava as pesquisas: na
França, em 1880, Maurice Le Blanck conseguiu
passar a impressão de movimento através da
apresentação de imagens sucessivas; e quatro
anos depois, um estudante alemão, Paul Nipkow,
criou um transmissor mecânico, usando-o durante
muitos anos. Ele desenvolveu um sistema de
decomposição de imagens: um disco com furos
ordenados em forma de espiral. Quando se fazia
girar o disco frente a um objeto, a imagem do
objeto era decomposta através de uma
fotocélula, em sinal elétrico.
Nas últimas décadas do Século
XIX, um estadunidense, G.R. Carey, criou as bases
do aparelho do aparelho receptor.
Enquanto uns pensavam na emissão e
outros na recepção, Henrich Hertz provou a
existência das ondas magnéticas e concluiu que
elas podiam ser transmitidas. Em 1895, Marconi
começa as transmissões de sinais elétricos sem
usar fios. Outros cientistas, como o alemão
Braun e o russo Boris Rosing, aperfeiçoavam os
modos de transmissão e tubos de imagem.
Então, quando foi criada a
televisão?
Passado o período da Primeira
Guerra Mundial, um russo naturalizado
estadunidense, V.K. Zworykin, solicitou uma
patente pela descoberta do iconoscópio, o
fundamento da TV eletrônica dos dias atuais. Era
o ano de 1923 e a sua descoberta é considerada o
momento deisivo no desenvolvimento da televisão.
Vamos ver agora um pouco sobre o
iconoscópio. O iconoscópio é o primeiro
sistema de varredura: uma fina placa de mica, com
superfície revestida com grande número de
grãos de prata, quimicamente tratados com
césio, para se tornarem sensíveis à luz. Uma
lente focaliza no mosaico uma imagem ótica. O
mosaico é explorado linha a linha por um feixe
estreito de elétrons que se deslocam ao longo da
imagem.
O iconoscópio provocou a expansão
da televisão, porém, sua pouca sensibilidade
exigia uma forte iluminação, tornando difícil
a permanência em estúdios. Por causa disso, em
1939, A. Rose, H.B. Law e P.K. Weimer, inventaram
um tubo de raios catódicos, um milhão de vezes
mais sensível à luz do que o iconoscópio, o
qual o batizaram com o nome de tudo de imagem
Orthicom. Adaptada à câmera, a válvula
equilibrava a luz e melhorava a qualidade
técnica da imagem.
A partir de 1940, a TV se afirma: o
sistema já era então, totalmente eletrônico.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o
desenvolvimento da tecnologia de TV sofreu uma
parada. Mas entre o final da década de 40 e o
início da década de 50, a TV entrou na vida de
praticamente todos os países e se firmou como
meio de informação e comunicação de massa. O
telespectador tinha a garantia da boa imagem e a
indústria passou a se preocupar com os
aperfeiçoamentos, que duram até os nossos dias.
As pesquisas para transmissão de
imagens em cores aconteceram antes mesmo da 2º
GM, mas só foram viabilizadas depois de 1951,
com algumas transmissões experimentais nos EUA.
Como os aparelhos de TV em preto e branco não
eram preparados para transmissão em cores, os
técnicos do National Television System Comittee
- NTSC, nos EUA, começaram a estudar um sistema
simultâneo compatível, no qual quem tivesse
televisores preto e branco poderia receber a
imagem em p/b sem nenhum problema e, ao mesmo,
quem tivesse televisores coloridos, receberia
imagens coloridas. Sendo assim, em 1953,
descobrem o sistema de transmissão em cores,
que, denominado NTSC, é hoje largamente
difundido.
A França adotou o SECAM -
Séquentiel en Couleurs et à Mémoire, criado
pelo engenheiro Henri de France. A Alemanha optou
por uma variação do NTSC denominado PAL (Phase
Alternative Line). No Brasil foi adotado o PAL-M,
que é o sistema colorido alemão (PAL)
compatibilizado com o padrão preto e branco
estadunidense (M). Essa fusão do PAL e do NTSC
deu origem ao melhor sistema de cores do mundo, o
PAL-M. E esse sistema é exclusivamente nosso!!!
OBS.: Você pode estar se
perguntando de onde saiu esse M do NTSC. Na
verdade, o sistema dos EUA é o NTSC, mas o
padrão é o M, sendo assim, poderíamos dizer
que seria então o NTSC-M, mas como o NTSC não
há variações, como o PAL (PAL-G, PAL-M,
PAL-N...), podemos dizer apenas NTSC,
automaticamente sabemos que o padrão é o M,
pois não existe outro padrão usado nesse
sistema.
(Ver o link Padrões e
sistemas de cor )
A diferença técnica entre esses
sistemas consiste no processamento de sinais
elétricos da transmissão, mas o princípio
básico é a combinação de duas transmissões
de imagem, uma com detalhes em P/B (preto e
branco) e outra com justaposição em cor.
Histórico geral da TV / A criação
do video tape / Histórico
do satélite /
A TV no
Brasil
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