As câmeras de TV
A câmera é composta pela cabeça e
pelo CCU (unidade de controle de câmera),
interligados pelo cabo da câmera. A cabeça fica
sobre um tripé, se utilizada em estúdio, ou
sobre o ombro direito do operador, se utilizada
em externa. Na cabeça da câmera temos o
conjunto de lentes, o sistema óptico (filtros,
prisma, sensores), os circuitos eletrônicos de
varredura de imagem, processamento de sinal, um
visor sobre a câmera, que é um monitor pequeno,
com cerca de 1,5" nas câmeras de externa e
com 5 a 7" nas câmeras de estúdio. O nome
desse visor é viewfinder.
Na maioria das câmeras coloridas um
sistema de prismas e filtros divide a imagem
recebida pelas lentes em três: uma verde, uma
vermelha e uma azul. Para manter compatibilidade
com os receptores preto e branco, as três
informações (vermelho - R, verde - G, azul - B)
são somadas, gerando o sinal de luminância
(Y=R+G+B). Esse sinal é recebido pelo televisor
preto e branco, formando a imagem.
Como enxergamos vermelho com menor
precisão que o verde e o azul com menos
precisão ainda, a faixa de freqüências
necessárias para transmitir as informações de
vermelho e azul é menor que a necessária para
transmitir o verde.
Na TV colorida convencional, as
informações de vermelho e azul são somadas
vetorialmente, gerando uma só informação, que
é transmitida ocupando uma faixa do sinal de
luminância. Esse sinais assim reunidos são
chamados de vídeo composto. E o
som também é transmitido, numa freqüência um
pouco acima da luminância, mas modulado em FM.
As câmeras de vídeo composto eram
as únicas existentes antes do Betacam, um
formato de vídeo componente. Nelas o encoder é
o circuito que compõem as três informações de
cores para formar o sinal de vídeo composto. Mas
uma câmera componente também utiliza um
encoder, para gerar vídeo para o viewfinder e
para a saída de monitoração em NTSC.
Com câmeras em vídeo componente o
sinal trafega em três vias (detalhes adiante)
até chegar ao sistema de exibição (microondas,
por exemplo).
O sinal no "ar" é em
vídeo composto. E é transmitido invertido, para
economizar potência de transmissão. Como as
imagens têm mais pontos claros do que pontos
escuros, o sinal de TV está sempre mais próximo
do branco do que do preto, e invertendo o sinal
na transmissão ele estará sempre mais próximo
do mínimo do que do máximo, economizando em
média, metade da potência.
Os televisores recebem sinais em
vídeo composto, invertido, e o desinvertem antes
de recuperar as informações de vídeo,
sincronismo, cor e áudio.
Um TV preto e branco consegue
mostrar a parte da luminância da imagem e
também a parte de cores, que aparecem como tons
de cinza sobre a imagem.
As câmera de vídeo componente
captam a imagem da mesma forma, mas não
codificam o sinal misturando luminância e
crominância. Elas geram três informações de
cor: Y (luminância - R+G+B), Cr (R-Y) e Cb
(B-Y). Essas três informações saem da câmera
em fios separados e são processadas
separadamente pelas Unidades de Controle de
Câmera (CCU), pelas mesas de efeitos
(switchers), e gravadas separadamente em VTRs
componente, o que garante maior qualidade de
imagem e maior precisão de efeitos. Os sinais
só são reunidos (em vídeo composto) para a
transmissão (broadcast ou TV a cabo).
Ou seja, tanto em câmeras de vídeo
componente quanto nas de vídeo composto a
captação é feita da mesma forma. Podem ser
tubos (mais antigas) ou CCD (mais modernas). A
montagem do sinal (codificação) é feita de
forma diferente. Em vídeo composto os sinais de
vermelho e azul são somados vetorialmente e
modulam uma subportadora de cor. Então essa
subportadora e suas faixas laterais (resultantes
de se modular um sinal com os vetores de cor)
são acrescentadas ao sinal de luminância.
A maneira como esse sinal de cor é
produzido é que diferencia o padrão NTSC
(estadunidense) do PAL-M (brasileiro).
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