Temperatura de Cor
A cor da luz é medida em função
da temperatura de um suposto "corpo
negro", o qual é aquecido até o ponto de
começar a emitir luz da mesma cor.
Para se obter um parâmetro, Kelvin
criou uma escala, que começa no Zero Absoluto
(-273ºC) e é subdividida em unidades desse
mesmo nome, com tamanho igual ao dos graus
centígrados.
Os filmes coloridos são
equilibrados de modo a reproduzir as cores com
fidelidade ao serem usadas com determinado tipo
de luz - natural ou lâmpadas de tungstênio com
filamentos de halogênio (lâmpadas de estúdio).
Se um cinegrafista for filmar uma
cena e necessitar fazer uma correção de cor que
esteja muito avermelhada (temperatura de cor
muito baixa), coloca-se um filtro (uma gelatina)
de cor amarelada para se conseguir um efeito mais
natural.
Vale lembrar que na escala Kelvin,
quanto mais baixo o valor, a imagem fica mais
avermelhada. Quanto mais alto o valor, mais
azulado.
A Rosco do Brasil (fabricante de
gelatinas e filmes especiais para fotógrafos e
cinegrafistas), designou uma série desses
filtros para correção da temperatura de cor.
Bem, como já vimos a temperatura de
cor é medida em K (Kelvin). Vimos também que
quanto mais alto o valor Kelvin mais azulada a
luz, quanto mais baixo o valor, mas avermelhada.
Vale ressaltar que isso não é diretamente
relacionado ao brilho.
A temperatura de cor, segundo a
graduação Kelvin, está em contradição com a
terminologia popular: as cores
"quentes" (vermelho e amarelo) são
justamente as temperaturas de cor baixa, ao passo
que são elevadas as temperaturas das cores
"frias" (azul e verde).
Estamos abituados a atribuir a cada
objeto determinada cor típica: a bola de bilhar
de marfim é branca; a folha é verde, a rosa é
vermelha, sempre supondo que esses objetos
estejam aclarados por iluminação comum ou
branca, isto é a iluminação ou solar. Por
exemplo: quando vamos comprar um tecido numa loja
com iluminação elétrica comum, não por luz
fluorescente, muito semelhante a luz solar,
teremos que examinar o tecido perto da porta da
rua, onde há luz natural, porque só assim
poderemos ver a sua verdadeira cor.
As cores de uma paisagem passam por
grandes modificações durante o dia. O reflexo
do céu dá um tom azulado aos objetos. Nas
últimas horas do dia predominam o
amarelo-avermelhado. Durante o crepúsculo e a
medida que a luz enfraquece as flores vermelhas
perdem a sua cor e ficam pretas. As flores azuis
retém seus matizes e ficam mais claras que as
vermelhas. Ao chegar a noite o verde desvanece, o
gramado e as folhas tornam-se cinzentos uma vez
que a cor dos objetos depende da luz que as
atinge, para poder medir, objetivamente a cor das
diversas fontes de luz, já que ela influi na
coloração dos objetos - foi elaborado esse
sistemade graduação, conferindo a cada fonte de
luz determinada temperatura de cor, medidas em
kelvin.
OBS.: NÃO É CORRETO DIZER
GRAUS KELVIN, O CORRETO É APENAS KELVIN.
EXEMPLO: 3200K = TRÊS MIL E DUZENTOS KELVIN.
É ERRADO ESCREVER E DIZER 3200ºK (TRÊS
MIL E DUZENTOS GRAUS KELVIN)!
Abaixo há uma lista com as
diferentes temperaturas de cor de diversas fontes
de luz.
KELVIN
(aproximadamente)
|
FONTES DE LUZ
|
800 K
|
Ferro
em brasa |
1.850 K
|
Luz
de vela |
2.500 K
|
Lâmpadas
incandescentes de tungstênio de 60 watts |
2.600 K
|
Lâmpadas
incandescentes de tungstênio de 100
watts |
2.800 K
|
Lâmpadas
incandescentes de tungstênio de 500
watts |
2.900 K
|
Lâmpadas
incandescentes de tungstênio de 1.000
watts |
3.200 K
|
Lâmpada
de halogênio e lâmpada photoflood |
4.000 K
|
Sol
nascente e Sol poente |
4.200 K
|
Arco
voltaico |
5.000 K
|
Sol
de uma à duas horas após nascer ou
antes do ocaso |
5.500 K
|
Lâmpadas
de descargas elétricas - HMI (substitui
o arco voltaico) |
6.000 K
|
Sol
de duas à quatro horas após nascer e
antes do ocaso; flash eletrônico |
7.000 K
|
Céu
encoberto, Meio-dia |
10.000 K
|
Sol
ao meio-dia à beira mar ou no alto de
serra |
|