Pequena História do Brasil






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-Independência do Brasil

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Independência do Brasil, acontecimento político que determinou a separação, em 1822, entre a colônia do Brasil e a metrópole portuguesa, num processo negociado e moderado (ver Brasil colonial). Num contexto de forte sentimento antilusitano no interior da colônia, dom Pedro I começou a ser pressionado por dom João VI para voltar a Portugal, ao mesmo tempo em que um abaixo-assinado insistia na sua permanência no Brasil. Decidiu ficar, rompendo com a corte portuguesa. Várias medidas foram impostas visando marcar uma efetiva desobediência às tentativas de recolonização vindas de Portugal, o que fez com que crescesse a mobilização política em torno da independência. Pressionado pelos acontecimentos, dom Pedro, que se encontrava em viagem nas proximidades do rio Ipiranga, em São Paulo, resolveu promover a ruptura, proclamando a independência a 7 de setembro, tornando o império do Brasil uma monarquia constitucional. Depois de muitos conflitos entre a população e os soldados portugueses, a independência seria reconhecida em todo o território brasileiro.

 

Guerra da Independência
 

Guerra da Independência (Brasil), denominação dada aos conflitos que visaram à consolidação da independência do Brasil, eliminando-se os focos de resistência portuguesa.

Na Bahia a resistência foi comandada pelo general português Inácio Luís Madeira de Melo, contra o qual foram enviadas tropas do Rio de Janeiro sob o comando de Rodrigo Antônio de Lamare e do brigadeiro Pierre Labatut. Com eles seguiram 260 soldados, artilharia e munições.

Estas tropas uniram-se ao exército formado em Cachoeira, no Recôncavo baiano. Nessa cidade a Câmara organizou uma Junta Conciliatória e de Defesa favorável a dom Pedro I. A derrota portuguesa na batalha de Pirajá (1822) e o bloqueio (1823) à cidade de Salvador obrigaram a retirada dos portugueses, em 2 de julho de 1823.

Os pernambucanos já se haviam rebelado contra o governo do general Luís do Rego, que seguira para Portugal juntamente com as tropas portuguesas sediadas no Recife. Uma Junta Provisória foi eleita, e, obedecendo às suas ordens, seguiu para Alagoas e daí para a Bahia um contingente de 400 voluntários sob o comando do major José de Barros Falcão de Lacerda.

No Piauí, a resistência do major João da Cunha Fidié chegou a derrotar os partidários da independência no combate de Jenipapo (1823), mas não conseguiu impedir a adesão desta província à independência. Fidié acabou encurralado em Caxias (Maranhão), negociando a paz em 26 de julho de 1823.

No Maranhão a situação foi dominada no interior, com a submissão da vila de Caxias às tropas coligadas do Ceará, Piauí e Maranhão e mediante o bloqueio da capital comandado pelo almirante Cochrane.

No Pará, a Junta Governativa foi intimada por Grenfell, representante de Cochrane, que ameaçou sitiar a cidade mas, apesar dos conflitos entre os partidários da independência e dos defensores da continuação do domínio português, o Pará acabou aderindo à independência.

Na Província Cisplatina, a resistência portuguesa, comandada por dom Álvaro Costa de Sousa Macedo, foi dominada em fins de 1823 pela ação do general Carlos Frederico Lecor, barão de Laguna, que já se distinguira na anexação da região ao Brasil (Campanha Cisplatina). Dom Álvaro ficou com suas tropas em Montevidéu, ao passo que Lecor, no interior, aliciava mais combatentes. Em 1823, uma divisão naval brasileira bloqueou o rio da Prata e atacou os navios portugueses, obrigando dom Álvaro a assinar um acordo que lhe permitiu ir para Portugal.

O primeiro país a reconhecer a independência do Brasil foi os Estados Unidos, em 26 de maio de 1826, então presidido por James Monroe, defensor da liberdade política dos países da América.

 

 


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