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Quantos Presidentes da República o Brasil já teve? Luís Inácio Lula da
Silva será o 33º, 36º ou 39º Presidente ? Os jornais já perderam a conta e
cada um cita um número diferente, segundo o critério adotado para a
contagem. Pois eu recorro
à memória e garanto que Lula é o 28º Presidente da República do Brasil e
deixo tudo explicadinho, neste artigo, publicado neste site.
Os
jornalões não perdem oportunidade de demonstrar incompetência,
incoerência, imprudência, inconseqüência, não sabem nem somar. Logo depois
da eleição do Lula, tentaram noticiar qual a série ou o número com o qual
Lula irá figurar na lista dos presidentes.
O Globo e a Folha, como
porta-vozes de si mesmos, entram a fundo no que o saudoso Ponte Preta
chamava de Festival de Besteira que Assola o País. Os dois jornais brigam
com os fatos, divergem nas próprias páginas, lutam entre si e não ficam
nem perto da realidade, que despropósito.
Segundo a Folha e O Globo,
Lula seria o presidente de número 33, depois 36 e finalmente 39. Ha! Ha!
Ha! Sem consultar enciclopédias, velhos livros históricos, ou até mesmo os
pomposos e equivocados volumes histórico-biográficos, vou mostrar que Luiz
Inacio Lula da Silva será o presidente de número 28.
Para isso vou escrevendo
de memória, lembrando o tempo de cada um, o início e o fim dos mandatos
desses 27 que vieram na frente de Lula, e que são:
Deodoro, Floriano, Prudente,
Campos Salles, Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha, Hermes da
Fonseca, Wenceslau Brás, Epitacio Pessoa, Artur Bernardes, Washington
Luiz, Getulio Vargas, Gaspar Dutra, Getulio Vargas, Café Filho,
Juscelino, Janio Quadros, João Goulart, Castelo Branco, Costa e Silva,
Medici, Ernesto Geisel, João Figueiredo, José Sarney, Fernando Collor,
Itamar Franco, FHC e finalmente Luiz Inacio Lula da Silva.
Se quiserem colocar todos os que ocuparam o governo por qualquer
tempo, e com qualquer título, seriam mais de 50. Novamente os jornalões
erraram. É evidente que os 15 anos de Vargas têm que ser contados, não foi
eleito uma só vez nesse período, mas foi incontestavelmente presidente.
Também não podemos
arbitrariamente retirar os que dominaram o Brasil de 1964 a 1985, só
porque se apossaram do País arbitrariamente. Da mesma forma não há como
incluir os que ficaram no Poder de passagem, interinamente ou como Junta
Militar. Aí, outra vez, o número passaria de 50. Vou relacionar
s-u-m-a-r-i-a-m-e-n-t-e os que excluí ou incluí, por ordem de entrada em
cena.
Manoel Vitorino
Talentoso representante da
Bahia, vice de Prudente. Este teve que se operar, todos diziam que não
voltaria. Voltou. Mas antes, Vitorino fez duas coisas tidas como
impossíveis.
1 - Trocou todos os
Ministros, apesar dos apelos de Bernardino de Campos, o maior amigo dele e
de Prudente.
2 - Trocou a sede do
governo que era no belíssimo Palácio Itamarati, comprou o Palácio das
Águias, popularizado como Catete.
Nilo
Peçanha
O estadista Afonso Pena morreu em 15 de
junho de 1909, o fluminense Nilo assumiu por 17 meses. Foi presidente de
direito e de fato, torpedeando inclusive a primeira candidatura Rui
Barbosa.
Rodrigues
Alves
Eleito em 1º de março de 1918, não tomou
posse. Morreu em janeiro de 1919, não pode ser contado.
Delfim
Moreira
Vice de Rodrigues Alves, assumiu
nominalmente, sofria das faculdades mentais, não pode ser citado. Em vez
dele deveriam contar e citar Afranio de Mello Franco, que "governou"
durante 11 meses. Esse período figura na História, como a "regência Mello
Franco", mas não conta.
Junta
Militar de 1930
Generais Leite de Castro e Tasso Fragoso.
Almirante Isaías de Noronha. Como Getulio Vargas não pôde chegar a tempo
no Rio, (Distrito Federal) assumiram por poucos dias. Como toda Junta
Militar que se preza, tentaram continuar. Não conseguiram, nem contam.
José
Linhares
Presidente do Supremo em 29 de outubro de
1945, assumiu a presidência até 31 de janeiro de 1946, não conta.
Café Filho
Assumiu em 24 de agosto de 1954, de
madrugada. Governou até 11 de novembro de 1955. Tentou voltar primeiro com
Mandado de Segurança, depois com Habeas-Corpus, ambos fulminados pelo
Supremo. Tem que ser contado.
Carlos Luz
Assumiu, 24 horas depois, estava no
Tamandaré. Não conta.
Nereu Ramos
Apesar de ter sido eleito pelo Congresso
para ficar de 11 de novembro de 1955 a 31 de janeiro de 1956, guardando o
lugar para o presidente eleito Juscelino, não conta. Na mesma situação ou
quase, teríamos que relacionar outros. Foi uma espécie de "Junta" de 1 só.
Castelo
Branco
Jamais participou de nenhum movimento de
sua geração, de 1922 a 1964, período tumultuadíssimo. Empossado,
prorrogado, fingiu que garantiria eleições, não o fez. Mas tem que ser
contado.
Junta
Militar de 1969
Considerado impedido, Costa e Silva,
(ainda vivo) foi substituído por militares em mais uma Junta. Brigadeiro
Mello, Almirante Rademaker, General Lyra Tavares. Se incluíssemos essa
Junta, teríamos que incluir a de 1930. Ficaram quase o mesmo tempo.
Tancredo Neves
Uma pena, mas não assumiu.
* * *
PS - Se quiserem contar os
que assumiram e-f-e-t-i-v-a-m-e-n-t-e, que foram chamados de presidente,
usaram o governo, o palácio e o Poder, mesmo precariamente, então falta
muita gente. Ranieri Mazzili ficou vezes e vezes. Depois, em número, vem
Paes de Andrade. E finalmente na Era FHC, o Ministro Marco Aurelio Mello.
PS 2 - Entre os que não
assumiram, mas deveriam, José Maria Alkmin, vice de Castelo. Quando esteve
viajava, Alkmin tinha que ir dormir num motel no Paraguai, para não
assumir. E Pedro Aleixo, vice de Costa e Silva, que não pôde assumir na
vaga de Costa e Silva. Não contam.
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