ARTIGOS DE CAFÉ
|
|
|
Cigarra |
|
|
Colocando |
|
|
|
|
|
Florada |
|
|
O Clima |
|
|
Perspectivas |
|
|
Queda |
|
|
São Francisco | |
Cooperativas
X Estoques
Os estoques de café”s” do setor
privado têm sido mensurado na seguinte regra: ESTOQUES DAS COOPERATIVAS
(fornecido mensalmente pelo CNC) multiplicadoS
por três é igual AO ESTOQUE TOTAL NO SETOR PRIVADO. Parace-nos necessário
reavaliar essa sistemática de mensuração, pois ocorrem diversos fatores que
estão interferindo na recepção de café”s” nas cooperativas nos últimos
tempos, as quais, em sua maioria, encontram-se muito bem estruturadas e, com
isso, a recepção de café”s” tem aumentado significantemente devido aos
seguintes aspectos:
Filiais
/ núcleos: Estão
aumentando o número de filiais / núcleos nas diferentes regiões cafeeiras a
busca de melhores atendimentos aos cooperados.
Parcerias:
As grandes cooperativas estão fazendo
parcerias com as pequenas possibilitando as mesmas melhor logística tanto no
fornecimento de insumos e serviços, bem como no armazenamento / aquisição de
café”s”; com isso acelera-se a dinâmica das pequenas cooperativas
aumentando o volume de café”s” recebidos.
Sistema
de crédito: Normalmente o Bancoob e o
Banco do Brasil têm mantido estreito relacionamento com as cooperativas,
inclusive em muitos casos utilizam-se da mesma estrutura física o que favorece
o fortalecimento das parcerias, e o sistema financeiro gira em torno do tripé
– cafeicultor, cooperativa de café e de crédito (BB).
Insumos:
Tanto as firmas de defensivos como as firmas de fertilizantes e maquinário, de
modo geral, trabalham em parceria com as cooperativas de café”s” e,
logicamente existe um maior número de profissionais gabaritados mantendo
contato direto com os cafeicultores carreando os negócios. Essa sistemática
foi extremamente incrementada nos últimos anos.
Assistência
Técnica: As cooperativas são dotadas de
departamento técnico, logicamente expandidos aos núcleos e filiais, oferecendo
serviços especializados aos cafeicultores. Nas maiores, tais departamentos
muito bem estruturados, com gerência experiente e agrônomos capacitados e isso
têm estimulado o vínculo dos cafeicultores com as mesmas.
Agribusiness:
As grandes cooperativas possuem o sistema agribusiness extremamente planejado,
com eficiência tanto “antes da porteira” como “depois da porteira”,
ocorrendo desde o fornecimento dos insumos básicos, recepção, classificação
e armazenamento dos café”s” até a industrialização com marcas próprias
e exportação.
Lojas
e laboratórios: É muito gratificante
visitar as lojas de determinadas cooperativas, onde observamos seu merchandising
altamente profissional, e verifica-se também uma diversificação muito extensa
de produtos para cafeicultores. Além disso, algumas têm oferecido serviços de
análise de solo e de adubos (teor de nutrientes), ajudando os cafeicultores nas
recomendações para uma adubação racional e consciente.
Informativos
e jornais: Quase todas as cooperativas
possuem sistema de divulgação própria através de jornais e informativos
contendo matérias, artigos e informações práticas para o “dia a dia” dos
cafeicultores.
Ranking
nas exportações: As cooperativas eram
pouco expressivas e atualmente estão em posição de destaque no ranking da
exportação.
Garantia
de fornecimento: As cooperativas
melhoraram a qualidade dos café”s” de seus cooperados com incentivos
motivadores e bem “marqueteados”. Isso assegura volumes de café”s”
homogêneos, com padrão constante, o que atrai grandes “dealers”
internacionais que exigem garantia e segurança no negócio. Além disso, as
cooperativas estão estruturadas no preparativo de café”s” com padrões
BM&F e CPR.
A somatória desses dez aspectos numerados acima, entre outros, têm colocado as cooperativas de café”s” em uma posição de destaque e, logicamente, acumulando maiores volumes com qualidade em seus respectivos armazéns. Conhecemos essas entidades há muito tempo e percebemos que nos últimos anos intensificou-se a profissionalização das mesmas contando com profissionais competentes nas áreas gerenciais e de marketing e, conseqüentemente, trazendo transparência e segurança aos cooperados.
Dentro deste contexto, parece-nos muito bem apropriado reavaliar a antiga regra de que as cooperativas detém 33% dos negócios cafeeiros / estoque, como:

No demonstrativo acima percebemos que de acordo com a antiga regra chegamos a 20,4 milhões de sacas, que é muito superior as 14,4 milhões calculadas. Parece-nos mais coerente utilizar a regra de que as cooperativas detém a metade dos estoques brasileiros no setor privado, e não apenas um terço.
Armando Matielli e André Matielli
Engenheiros
Agrônomos
30/01/2001
|
|
|
Cigarra |
|
|
Colocando |
|
|
|
|
|
Florada |
|
|
O Clima |
|
|
Perspectivas |
|
|
Queda |
|
|
São Francisco | |