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Novos Sorrisos - O tio Will? � eu perguntei incr�dula.- Sim! Ele quer conhec�-las... Ele vem aqui, mas disse que pretende levar-nos em um lugar da cidade que ele costuma freq�entar.
- O que devemos vestir? � Tia Maggie perguntou.
- Ah, Mag, n�o sei, mas parece ser chique... Will n�o me conta muitas coisas, mas at� onde sei, ele � bem relacionado.
- Ent�o precisamos de roupas novas! Meninas, tenho que tirar suas medidas...
- Mam�e... � Mischa a interrompeu � N�o est� um pouco em cima da hora pra isso?
- Ela est� certa, Maggie � mam�e ajudou � j� � amanh�!
- N�s temos roupas o bastante, tia Mag... � comecei.
- N�o quero saber! Precisam de roupas lindas... Venha, Mischa! � puxou a filha pelo bra�o � come�aremos por voc�!
As duas subiram as escadas apressadas, deixando n�s tr�s com olhares incr�dulos.
- Ela n�o vai terminar � papai observou.
- Grande coisa � dei de ombros � voc�s sabem que a Mischa tem muitas roupas lindas, e nunca usou grande parte delas...
- Sim filha, mas o mesmo n�o se aplica a voc� n�o �?
- Eu tenho... Alguma coisa.
- Hum, n�o se preocupe querida, eu tamb�m n�o tenho o que vestir... Que tal deixarmos essas duas na costura amanh� e sairmos pras compras?
- Compras? N�o, mam�e, n�o h� necessidade...
- Est� decidido ent�o!
- Ah, que seja. � revirei os olhos.
- Hum, que tal experimentarmos a nossa tv? � papai perguntou.
- Boa id�ia! � mam�e concordou animada.
N�s nos levantamos e fomos assistir � TV, n�o havia nada de muito interessante passando, mas nos contentamos apenas em desfrutar a nova sala. Ficara t�o bonita que passamos v�rios minutos examinando cada detalhe at� que nos d�ssemos conta de que j� estava tarde, e t�nhamos compromissos para o dia seguinte. Subimos a escada entre bocejos, e ent�o me despedi de meus pais na porta do quarto deles. Depois examinei o trabalho de Tia Mag. Minha prima estava de p� sobre um banquinho, com um peda�o de tecido ao seu redor.
Tia Maggie estava ajoelhada � sua frente, com uma enorme fita m�trica, fazendo contas de cabe�a. Eu acenei para a minha prima, que retribui, apesar da bronca da m�e por ela ter mexido o bra�o. Subi o ultimo lance de escadas, pensando no dia de amanh�. Garanti minha higiene b�sica, e ent�o fui para a cama. Acordei com os primeiros raios de sol do dia, mas n�o incomodei em voltar a dormir pois tinha muito o que fazer. Desci as escadas ainda de pijama, meio sonolenta, e encontrei Mischa e Tia Mag ainda preparando o vestido. Minha prima estava encostada na cama, com as roupas do dia anterior, cochilando. Minha tia, no entanto, estava sentada dando os �ltimos ajustes no vestido.
- Bom dia, Tia Mag... - dei um beijo no rosto dela, ente bocejos.
- Bom dia, Mad�... - ela bocejou, ainda mais gravemente do que eu � Acorde sua prima, preciso que ela prove o vestido mais uma vez...
- Tem certeza que � uma boa id�ia acord�-la agora? - perguntei, observando minha prima profundamente adormecida.
Tem que ser agora, ainda tenho que fazer meu pr�prio vestido!
Pensando que seria pior contr�ria-la, tia Maggie n�o costumava ser flex�vel quando se tratava de est�tica, falei com minha prima.
- Mischa... - cutuquei-a no ombro � Tia Mag precisa que voc� acorde � achei aconselh�vel deixar bem claro que n�o era minha id�ia faz�-la acordar, pois estava certa de que ela n�o o faria muito feliz.
- O QUE? - ela abriu os olhos, colocando o travesseiro sobre o rosto logo em seguida.
- Voc� tem que acordar, filha, precisa provar mais uma vez... - Tia Mag argumentou.
- N�O, M�E FICAMOS TRABALHANDO TODA A NOITE! - ela berrou, apesar do efeito n�o ter sido o esperado pois o travesseiro cobria todo o seu rosto.
- Mih... Melhor voc� acordar, depois pode colocar um pijama e passar o dia dormindo... - tentei convenc�-la.
- N�O!
- T� bom, filha, agora chega! - Tia Mag se levantou. Ela costumava ser uma pessoa muito calma, contanto que ningu�m a contrariasse, ainda mais nos assuntos em que ela era a mais entendida.
- J� DISSE QUE N�O VOU LEVANTAR! - Minha prima puxara a m�e, e dormir era um assunto que ela tamb�m tinha bom entendimento.
- VAI SIM! - Tia Mag tamb�m aumentou o tom de voz e come�ou a puxar a filha pelos p�s.
- AAAAAAAH! P�RA, P�RA! - Minha prima reclamou.
- �... Gente... - tentei em v�o chamar alguma aten��o. Nesse momento mam�e e papai entraram no quarto, alarmados com a gritaria. Os dois n�o estavam mais de pijamas, e provavelmente j� estavam bem alimentados.
- O que aconteceu aqui? - mam�e perguntou, arregalando os olhos.
- Mischa n�o quer levantar, e ela tem de provar o vestido! - Tia Mag reclamou.
- Pelo amor de Deus m�e, voc� me fez passar a madrugada acordada!
- As duas tem raz�o, mas obviamente est�o exagerando. - comentei, virando os olhos.
- Ok, chega. - mam�e as alarmou -Mischa, levante e prove esse vestido e depois v� para a cama de pijamas pelo menos... Maggie, descanse um pouco est� bem? N�o quero ningu�m dormindo durante o jantar essa noite.
Mischa finalmente tirou o travesseiro do rosto e eu a ajudei a se levantar. Tia Mag j� queria come�ar a colocar o vestido na filha, fazendo com que eu tivesse que correr para tirar meu pai do quarto e n�o causar constrangimentos para minha prima semi -adormecida e sem muito poder de racioc�nio no momento. Logo mam�e deixou o quarto, mas n�s ainda ouvimos as duas discutindo.
- Manh� agitada, n�o? - comentei.
- O come�o de um dia imprevis�vel � papai deu de ombros.
- Verdade... - mam�e disse despreocupada � Filha, vamos aproveitar que � cedo e ir direto as compras?
- Voc� n�o desistiu desses planos? - perguntei indignada.
- Claro que n�o! - mam�e respondeu animada.
- Filha, v� se arrumar est� bem? Uma discuss�o de m�e e filha por manh� � mais que o bastante... - papai falou antes que eu retrucasse minha m�e novamente.
- T� bem, t� bem. Posso pelo menos tomar caf� antes da tortura come�ar?
- Claro, filha, mas n�o demore! - mam�e respondeu, se dirigindo a seu pr�prio quarto para terminar de se arrumar.
Desci as escadas correndo, para me servir de uma generosa x�cara de caf� quente. Depois voltei a meu quarto e me arrumei antes que minha m�e o invadisse para me apressar. Logo estava pronta, e a encontrei na sala a minha espera.
- Viu como a Mih e a Tia Mag se resolveram? - perguntei curiosa.
- Felizmente o vestido serviu e agora sua prima j� est� novamente em sono profundo e sua Tia preparando o pr�prio vestido.
- Ela ainda vai fazer mais um vestido? - perguntei incr�dula.
- N�o, acho que vai reformar um de seus antigos, eu a convenci que ningu�m na cidade conhece as roupas dela e n�o � como se os vestidos dela tenham sido muito usados, por mais que ela insistisse em vesti-los at� em alguns jantares de fam�lia...
- Mas acha que ela ainda vai ter tempo de dormir? Voc� sabe que se ela foi para o jantar com sono vai adormecer com o rosto no prato...
- Eu pensei nisso, seu pai vai ficar em casa e garantir que ela n�o fique acordada muito mais tempo... N�s n�o precisamos dele nas compras mesmo, s� de seu cart�o de cr�dito. - ela riu.
- Hehe. - papai a olhou desconfiado e levemente irritado, t�o irritado quanto era poss�vel ele parecer com uma provoca��o t�o usual.
N�s deixamos a casa para um longo dia de compras. Voltamos na metade da tarde, carregadas de sacolas das mais famosas grifes. Mam�e n�o deixara muitas op��es para a minha escolha, e s� me fez provar algumas pe�as. O resto do dia passei ajudando-a a escolher suas pr�prias e a impedindo de levar coisas muito espalhafatosas.
- O que compraram? - meu pai perguntou quando nos viu adentrando a sala.
- Muitas coisas! - mam�e come�ou ent�o a listar todas as nossas aquisi��es.
- M�e... - comecei � vou ver como a Mih e a Tia Mag est�o, ok?
Ela n�o me respondeu, pois continuava a entreter meu pai com coisas pelas quais ele pouco se interessava. Subi as escadas e ao abrir o quarto de minha tia a encontrei profundamente adormecida em sua cama.
Mas ela parecia ter sido bem sucedida, pois no ch�o havia um manequim belamente vestido, a roupa rosa e que tanto chamava a aten��o. Depois verifiquei o quarto de minha prima, dormia como a m�e e o vestido provavelmente j� estava guardado. Subi para o meu pr�prio quarto, e seguindo o exemplo das duas resolvi tirar um cochilo, mas preparando o alarme para dali uma hora e meia. N�o sabia o hor�rio exato do jantar, mas com certeza me atrasaria se n�o me apressasse. Acordei com o som do despertador, e me apressei em verificar se o resto da casa estava de p�. Mam�e e papai j� se encontravam em seu quarto, arrumando-se.
- Acorde sua tia e sua prima, filha... - mam�e come�ou.
- Papai n�o pode acord�-las?
- Ele nunca consegue... - ela deu de ombros.
- Ah, t� bem... Que horas � o jantar?
- �s oito, mas sairemos daqui uma hora antes.
Deixei o quarto e me preparei para acordar m�e e filha. Nunca era uma tarefa agrad�vel, considerando que as duas ficavam extremamente mal-humoradas.
- Mih, acorde! - entrei no quarto de minha prima e comecei.
- N�o! - ela repetiu a cena da manh�, colocando o travesseiro sobre o rosto.
- Sairemos daqui as sete e voc� e sua m�e sempre se atrasam! Vamos, eu ainda preciso acord�-la.
Entre protestos ela levantou-se e fomos as duas para o quarto de Tia Maggie. Demoramos v�rios minutos at� que ela abrisse os olhos.
- O que �? - ela perguntou, com a voz sonolenta.
- Precisa se arrumar, Tia! O jantar � �s oito mas sairemos as sete.
- T� bom. - ela concordou come�ando a se levantar e andando como um zumbi. Voltei para meu quarto e me preparei para o esperado jantar. Eu n�o estava seriamente preocupada se a roupa que mam�e me comprara seria adequada. Muito menos que aquela seria a primeira sa�da em p�blico de nossa fam�lia para a 'sociedade'. Isso realmente n�o importava. Eu sabia muito bem que havia muitas chances de que eu e Mischa n�s d�ssemos mal com os outros alunos em nossa primeira escola e que acabar�amos voltando a estudar em casa.
A raz�o da minha ansiedade era para conhecer o meu Tio. Mam�e sempre falava dele dizendo que ele nos mandara seus cumprimentos, que estava tudo bem ou que ele se mudara e estava muito feliz. Ele tamb�m costumava me mandar presentes interessantes de anivers�rio, mas eu nunca havia recebido algum desses pessoalmente. E agora a perspectiva de comparecer ao jantar para conhec�-lo me a�oitava. Ele provavelmente olharia pra mim e pensaria �� essa a crian�a pra quem eu mandei aqueles presentes caros todos esses anos? Que desperd�cio�. Talvez ele at� me pedisse para devolv�-los. N�o, claro que n�o. O que um cara de meia-idade bem sucedido ia fazer com uma cole��o de bonecas de porcelana? Coloquei o vestido azul com alguns babados no decote, que mam�e me fizera provar cinco vezes antes de decidir. Agora que eu chegara � conclus�o que n�o precisaria devolver minhas bonecas de porcelana estava com medo de que n�s f�ssemos vestidos inadequada mente para o jantar. Mam�e n�o pedira detalhes, s� concordara com anima��o. N�o sab�amos nem o que seria servido no jantar, o que fez considerar colocar um p�ozinho na bolsa. Terminei de me arrumar, n�o era muito black tie nem caminhada no parque tampouco. Mas devia ser bom o bastante para n�o chamar aten��o seja l� qual fosse o tema do jantar. Calcei as sapatilhas de cetim e espremi um pocket book na bolsa. Sem chances de colocar um p�ozinho ali junto, mas pelo menos se eu passasse fome n�o ficaria entediada. Dei a ultima retocada de base no rosto e ajeitei os cachinhos falsificados que rolavam at� os meus ombros. . Desci para ver como andava a arruma��o dos outros membros da fam�lia, n�o que eu precisasse ver para saber que s� meu pai estaria pronto. Bati na porta do quarto de meus pais, que meu pai abriu com o rosto tranq�ilo de sempre. Usava um terno simples, mas estava bem elegante. Como era simples ser homem! Mam�e, por outro lado, estava na frente da penteadeira tentando ajeitar os cabelos negros e lisos.
Estava deslumbrante daquela maneira original que s� ela conseguia, com um vestido curto e preto com detalhes brilhantes e um sapato de salto t�o alto que faria qualquer mortal pouco familiarizado com o mundo da moda trope�ar. Nela aquilo ficava natural e chique ao mesmo tempo, e n�s duas fic�vamos com a mesma altura.
- Est�o prontos? - perguntei sentando-me na beira da cama king size dos dois.
- Eu estou. - papai deu de ombros � sua m�e est� quase pronta h� uma hora e meia.
- Legal. - olhei para mam�e na penteadeira, que nem se dera ao trabalho de me responder � Vou ver como Tia Maggie e Mischa est�o se saindo.
- Filha, apresse-as, sim? - mam�e se viu na obriga��o de falar desta vez- N�o temos muito tempo.
- Oks. - eu deixei o quarto e bati na porta do quarto de minha prima.
- Entra! - a voz l� de dentro respondeu.
Eu abri a porta e encarei o quarto vazio.
- Mih? Cad� voc�? - olhei ao redor esperan�osa.
- Aqui! - a cabe�a de minha prima saiu de dentro da porta do guarda-roupa e eu me aproximei assustada.
- Que diabos voc�s est� fazendo no guarda-roupa? - perguntei arregalando os olhos.
- N�o � o guarda-roupa, � um closet. - ela terminou de abrir a porta e eu visualizei o aposento lotado de roupas. - Entre.
- Eu n�o lembrava que voc� tinha tantas coisas. - observei, entrando no closet disfar�ado de guarda-roupa.
- Minha m�e � man�aca por fazer roupas, lembra? - ela deu de ombros � Como estou? - ela olhou para si mesma observando o vestido feito pela m�e man�aca por fazer roupas.
- Bem. - respondi simplesmente. Ela estava linda, claro. Os cabelos de um loiro dourado cobriam-lhe as costas e contornavam o belo rosto, bem maquiado destacando os olhos verdes que combinavam com o vestido. Cada peda�o de tecido a contornava t�o perfeitamente que seria imposs�vel encontrar algo que lhe servisse t�o bem em uma loja de departamentos. Era ricamente bordado tornando inacredit�vel que tivesse sido feito em uma noite. - J� est� pronta?
- Quase. - ela me respondeu � Tenho que cal�ar os sapatos e arrumar a bolsa... Se importa de ir apressando mam�e sozinha?
- N�o, pode deixar. - sai do closet, ainda assustada que aquilo se passasse t�o bem por um guarda-roupa. Fui em rumo ao quarto de minha tia, preocupada com o que iria encontrar. Enquanto no quarto de minha prima cada roupa estivesse minuciosamente colocada em seu cabide, alinhados em uma fileira perfeita, o esquema de arruma��o de minha tia aparentava ser bem diferente. Havia uma infinidade de roupas jogadas sobre a cama, que ainda parecia pr�pria para comportar algu�m adormecido. Era imposs�vel caminhar pelo quarto com seguran�a sem olhar para baixo, pois havia cerca de cem pares de sapatos espalhados pelo ch�o. Em compara��o ao caos que era seu quarto, Tia Maggie parecia absurdamente calma sentada � frente de sua penteadeira e maquiando o rosto com suavidade.
- Ol�, Mad�! - ela cumprimentou enquanto passava o batom pela boca.
- Oi, Tia... Est� pronta? - o quarto demonstrava a indecis�o anterior, mas ela parecia j� estar adequadamente vestida.
- Quase, amor! - ela me respondeu se levantando. A cascata de cabelos loiros e claros lhe descia pelo decote do vestido, que se situava nas costas. A maquilagem do rosto era t�o suave que qualquer leigo no assunto acreditaria que ela estava com a cara lavada, n�o fosse o contorno de r�mel preto envolta dos olhos. O vestido era de comprimento m�dio e de um tom de rosa antigo. N�o era t�o cheio de detalhes quanto o da filha, mas se assentava igualmente bem �s curvas da dona.
- Parece pronta pra mim. - eu a examinei novamente e ela me apontou os pr�prios p�s, descal�os. - Ah... N�o deve ser dif�cil de escolher. - eu olhei para o ch�o, que parecia pronto a discordar de mim.
- Pois �... - ela concordou � Mas nada combina! - e olhou esperan�osa para os sapatos que ainda zombavam de mim.
- Hum... - examinei novamente o vestido dela e voltei a olhar para o ch�o � Que tal essa aqui? - catei uma sand�lia branca com detalhes em prata do ch�o que parecia ser perfeita para o vestido.
- Tem raz�o, � perfeita! - minha tia concordou animada abrindo um sorriso � Agora me ajude a achar o par...
- T� bem � eu concordei tentando n�o deixar transparecer o medo de n�o encontrar a bendita sand�lia no meio de uns duzentos sapatos. Vasculhei o ch�o e felizmente ela estava l�, n�o muito longe da onde eu encontrara sua irm�. - Aqui! - peguei-a com as m�os antes que sumisse da vista, e entreguei-a para Tia Maggie.
- Obrigada, obrigada, obrigada! - ela me deu um abra�o apertado sem se preocupar se amassaria o vestido.
- Tudo bem � eu dei um tapinha nas costas dela e aproveitei para examinar o rel�gio. - Agora termine de se arrumar que estamos atrasadas! - ela come�ou a colocar as sand�lias enquanto eu empurrava alguma das roupas da cama e me sentava na beirada.
- Agora sim! - minha tia sorriu, deslumbrante como sempre, mas notavelmente mais alta devido aos saltos finos. - Vamos?
N�s deixamos o quarto e descemos as escadas para encontrar o resto da fam�lia a nossa espera na sala.
- Ficou pronta em tempo recorde, Mag. - papai riu.
- A Mad� ajudou! - Tia Mag sorriu para ele n�o percebendo a ironia contida no elogio.
- Vamos ent�o? - mam�e sugeriu.
Eles se levantaram e n�s nos dirigimos � porta. Eu observei que s� eu e meu pai parec�amos remotamente vestidos com simplicidade e eleg�ncia. As tr�s mulheres a nossa frente estava t�o maravilhosamente trajadas, com uma classe imensur�vel, que qualquer finalista de concurso de beleza se sentiria intimidada. Incluindo eu mesma, apesar de n�o ser finalista de concurso nenhum. Papai abriu a porta para n�s e eu olhei para o jardim, esperando encarar a van de sempre. Mas ela n�o estava l�. Em seu lugar havia uma limousine preta e imensa a nossa espera. Eu assobiei baixinho.
- Nossa! - Tia Maggie exclamou com os olhos brilhando.
Todas n�s encaramos meu pai deslumbradas e surpresas.
- Ficaria estranho chegarmos de van, e esse era o �nico carro que comportaria todos. - ele desviou do olhar acusador de minha m�e, que dizia desde-quando-uma-limousine-�-o-�nico-carro-que-suporta-cinco-pessoas? N�o que ela n�o tivesse gostado, parecia estar preocupada que seu irm�o achasse aquilo tudo demais.
- Vamos, gente! - Mischa despertou todos de seus devaneios particulares. N�s entramos no carro. O interior era ainda mais surpreendente, e eu me segurei para n�o experimentar o champagne que havia ao meu lado. N�o que meus pais fossem reclamar ou algo assim, mas n�o parecia adequado cumprimentar meu tio com h�lito de �lcool antes do jantar. Depois, quem sabe. O carro parou na frente de um imenso pr�dio, que parecia ser um hotel. Minha m�e pareceu aliviada ao constatar que havia uma fila de limousines ali perto, n�s passar�amos despercebidos.
- Ol�, n�s viemos para o jantar de William Price.
- Nome? - o porteiro perguntou carrancudo enquanto eu ainda processava a informa��o. Price, Price... O sobrenome de solteiro da mam�e, claro.
- Melanie Beetle. A irm� dele.
- S� um minuto. - O porteiro discou uns n�meros no telefone da mesa e come�ou � Melanie Beetle, afirma ser sua irm�... - houve uma pausa para a resposta do outro lado da linha. - Est� bem, senhor.
Senhor? Aquele homem era mais velho que meu tio e o chamava de senhor. Uau, ele deve ser importante.
- Podem subir, cobertura. - O porteiro se dirigiu a minha m�e.
- Obrigada. - ela sorriu para o homem e n�s nos dirigimos para o elevador. Entramos no elevador e meu pai apertou o bot�o do painel. Ugh, elevadores me davam enj�o. Depois de uma longa subida a porta do elevador se abriu. Vislumbrei um longo aposento, lotado de pessoas. Arregalei os olhos com surpresa, e observei que a rea��o de meus familiares n�o fora muito diferente. Todos os ocupantes do sal�o conversavam animadamente, com ta�as cheias de algo que n�o devia ser refrigerante.
Havia v�rias mesas, decoradas com lindos arranjos florais. Todos estavam vestidos com roupas chiques que custavam mais do que um apartamento simples. De repente um homem alto e loiro se aproximou de n�s e abra�ou minha m�e com afeto.
- Mel! - ele a abra�ou com for�a e com um sorriso enorme no rosto.
- Will! Como voc� ta?
- Bem e voc�? Que fam�lia linda! - ele soltou minha m�e que respirou com al�vio e apertou a m�o de meu pai, os dois sorriram constrangidos. Eu nunca soube se o casamento de minha m�e fora consentido pela fam�lia, mas meu Tio parecia ser simp�tico demais para demonstrar algum desgosto. - Me apresente aos outros!
- Claro! - mam�e sorriu � Estas s�o Madeline, Maggie e Mischa. - ela apontou para n�s conforme falava os nomes.
- Prazer em conhec�-las, finalmente! - ele me abra�ou e eu me surpreendi. Era um abra�o caloroso e simp�tico, do tipo que faz voc� acreditar que aquela pessoa deve ser mesmo da sua fam�lia mesmo sendo aquela a primeira vez que voc�s se v�em.
- Voc� � minha sobrinha, certo? - ele sorriu para mim, me soltando do abra�o sufocante. - Sou sim. - eu sorri timidamente.
Ele ent�o abra�ou Mischa a cumprimentou alegremente. Ent�o passou para a minha Tia. Ele olhou para ela daquele jeito que qualquer ser do sexo masculino, a exce��o de meu pai e de uma criancinha, olhava para Maggie. Com aquela cara de eu-realmente-n�o-sei-o-que-me-atingiu. Ah, eu sei. Uma loira linda e sorridente te atingiu. Pois �, acontece nas melhores fam�lias. Entretanto, diferente da maioria dos seres do sexo masculino, ele se recuperou r�pido. Abra�ou Tia Maggie e a cumprimentou com polidez e um sorriso no rosto. Mais um ponto pro Tio Will. Esse cara era bom.
- O jantar vai ser servido �s nove. - ele avisou a todos n�s, embora tivesse dificuldade em tirar os olhos da minha tia. - At� l� podem andar por a�, apresentem-se para as pessoas n�o tenham vergonha! E n�o se preocupem, n�o v�o morrer de fome, tem gar�ons com canap�s passando pelas mesas. E podem pedir a bebida que quiserem tamb�m.
- Isso � muito gentil, Will. - Mam�e respondeu � mas n�o � educado que n�s nos apresentemos para um monte de gente que n�o temos id�ia de quem s�o. N�o queremos acabar o resto da noite falando com algu�m muito, hum, chato. Will n�o pareceu ofendido que mam�e dissesse que seus amigos eram chatos. Afinal eles ainda eram irm�os e tinham alguma intimidade.
- Tem raz�o, Mel. - ele concordou com um sorriso, os olhos azuis valorizados pela luz. Afinal algu�m na fam�lia tinha olhos azuis, eu j� estava achando que era filha de chocadeira ou sei l�. - Que tal eu apresentar as meninas � filha de uma amiga minha? Ela tem a idade delas e estuda no col�gio pra que elas v�o, � bom que se conhe�am! E depois eu apresento voc�s para os meus amigos. Quer dizer, os que n�o s�o chatos.
- Parece �timo! - mam�e concordou � O que acham meninas?
Eu e Mischa concordamos com um sorriso. Seria mal educado dizer que n�o e por mais que eu n�o me sentisse excepcionalmente soci�vel parecia imposs�vel que qualquer um que o Tio Will considerasse como amigo fosse uma pessoa ruim.
- Que bom! - Will deu um sorriso do tipo que deixaria qualquer mulher que n�o fosse parente de sangue dele estarrecida. T� explicado porque ele n�o se intimidou tanto pela Tia Mag. Meus tios eram definitivamente muito cool. - Por que voc�s n�o me esperam naquela mesa ali? - ele apontou para uma mesa vazia pr�xima da janela com uma plaqueta de reservado. Ele realmente tinha pensado em tudo. - enquanto eu apresento as meninas?
- Claro. - desta vez foi meu pai que concordou, e conduziu a mulher e a irm� para a mesa indicada. N�o parecia muito animado para continuar a conversa com o cunhado apesar dele ter sido t�o simp�tico. Eu pelo contr�rio adoraria continuar a conversa com meu tio ao inv�s de encontrar uma futura colega de escola que na altura em que n�s de fato f�ssemos alunas da escola todos os antigos estudantes saberiam da nossa vida. Todos os detalhes, verdadeiros ou n�o. Eu queria avisar � Mischa que n�o se abrisse demais, mas n�o tinha jeito.
Meu tio conduzia n�s duas pelos ombros e ouviria qualquer coment�rio que eu tentasse fazer. Talvez eu estivesse exagerando. Talvez essa garota fosse super simp�tica, que nem o meu tio. Talvez todos os alunos fossem ser. Aham, pode acreditar.
- Holly, essas aqui s�o minhas sobrinhas. - ele come�ou quando nos aproximamos da garota que ele queria que conhec�ssemos. Foi legal ele chamar a Mischa de sobrinha. Ou talvez foi s� porque daria trabalho explicar que ela era sobrinha da irm� dele. E o que estava fazendo ali numa festa t�o particular. Porque mesmo aquela cobertura estando lotada eu tinha certeza que eram s� os amigos �ntimos do meu tio. At� porque ele devia ser o tipo de pessoa que fazia amizade com qualquer um, nem que fosse o cara da barraquinha de cachorro quente. N�o que ele aparentasse comer em barraquinhas de cachorro quente. - Madeline e Mischa Beetle. - ele indicou qual era cada uma de n�s. - Meninas, essa aqui � Holly Bright. � filha de uma grande amiga minha. - ele sorriu para n�s tr�s � Acho que voc�s v�o se dar muito bem. - e deixou as tr�s meninas, andando pelo sal�o e fazendo perguntas ocasionais aos convidados.
�bvio que ele achava que n�s nos dar�amos muito bem. Ele se dava bem com qualquer um, e n�o via raz�o porque tr�s meninas da mesma faixa et�ria e que logo estudariam no mesmo col�gio n�o se dariam muito bem. Ele era muito gentil, mas bem ing�nuo tamb�m. Eu devo deixar claro que at� o presente momento achava que as com�dias adolescentes eram todas mentira. Quer dizer, aquele neg�cio de que toda escola tinha uma QueeNBee l�der de torcida loira e peituda. Era imposs�vel que essas garotas lindinhas e perfeitas existissem. Eu sabia que existiam garotas perfeitas, sendo sobrinha de quem era. S� n�o achava que existiam garotas como as dos filmes adolescentes. Todas as minhas cren�as foram por �gua abaixo assim que eu encarei Holly Bright. N�s sorrimos uma para a outra em um momento constrangedor. Ela n�o era muito alta e tinha o corpo artificialmente bem definido.
Do tipo eu-sou-popular-e-n�o-falto-a-educa��o-f�sica. Os cabelos eram de um loiro quase branco, e eram lisos at� um pouco abaixo dos ombros. Tanto a cor quanto a textura eram t�o naturais quanto comida pra viagem. Os olhos eram castanhos, mas sem brilho. Bem do tipo eu-n�o-uso-lente-porque-n�o-seria-original-da-minha-parte. N�o que algu�m fosse ligar diante de tanta originalidade. A �nica coisa que parecia ser natural ali eram os peitos eu-sou-tamanho-g-e-n�o-uso-silicone. Pelo menos isso. Eu tentei imaginar o que passava pela cabe�a da l�der de torcida peituda naquele momento. Provavelmente algo pior do que eu imaginara dela. Algo do tipo essa-loirinha-natural-vai-querer-roubar-meu-trono e o-que-diabos-essa-menininha-pensa-estar-fazendo-com-um-vestidinho-azul-simples-desse-jeito-numa-festa-de-cobertura. Ou talvez ela fosse super simp�tica e eu fosse a maquiav�lica dali. As pessoas as vezes nos surpreendem. Ou n�o.
- Vamos nos sentar? - Holly apontou para a mesa que antes ocupava sozinha. Havia uma ta�a de champagne pela metade na frente do seu lugar. Pelo jeito menores podiam beber, ou meu Tio teria chamado a aten��o dela quando viu. Ele n�o acharia que aquilo era limonada.
- Claro. - Mischa concordou ao perceber que eu encarava a ta�a da l�der de torcida. Ela deve ter pensado que eu ainda estava com vontade de ter tomado todo o champagne da limousine. N�s tr�s nos sentamos e Holly notou que eu observava a ta�a.
- N�o se preocupe, os gar�ons j� v�o passar por aqui. - ela olhou para mim e sorriu com aquela boca lotada de batom vermelho, o tipo de batom que quem queria ter nascido com os l�bios da Angelina Jolie usava.
- Tudo bem. - eu sorri pra ela com meu gloss cor-de-rosa do tipo minha-boca-n�o-vai-crescer-mesmo.
- Ent�o, soube que voc�s v�o estudar no McGregor Institute! - ela olhou para n�s com aquele vestido vermelho pouco apropriado para a idade, os peitos enormes saltando do decote.
McGregor Institute. Era esse o nome da escola? Sou mais a minha Beetle's Library, obrigada.
- Vamos sim! - Mischa respondeu, irritada porque eu examinava o sal�o e n�o olhava para a cara da l�der de torcida. - � legal l�?
- � sim, � muito interessante. � uma escola �tima voc�s v�o conseguir entrar em qualquer faculdade do pa�s se estudarem l�. E tamb�m tem v�rios clubes, e os alunos s�o �timos.
- Uau! - Mischa sorriu para ela, a �nica com o batom cor de bronze do tipo minha-boca-�-grande-e-a-de-voc�s-n�o.
- Que divertido. - eu achei melhor fazer algum coment�rio, ou minha prima iria me bater quando a gente chegasse em casa. Pensando nisso, a loira artificial a minha frente devia achar que n�s �ramos irm�s. E devia estar se perguntando como diabos n�s �ramos t�o diferentes. Devia ser um dilema pouco agrad�vel.
- Querem alguma coisa? - um gar�om parou ao nosso lado, com uma bandeja lotada de ta�as de champagne. Gra�as a Deus. N�s tr�s pegamos uma ta�a e Holly devolveu a que j� estava vazia. Eu me perguntei se a raz�o pela qual ela concordara em falar com n�s duas eram as ta�as que ela bebera antes daquela. Era bom eu me apressar, ela estava adiantada. Ou talvez fosse simplesmente o fato da m�e dela ser amiga do meu tio.
- Est�o gostando de Nova York? - ela perguntou.
- Sim, � muito linda... - Mischa come�ou um discurso sobre todas as vantagens da cidade, desde os melhores lugares para se comprar maquilagem at� o melhor parque. E Holly a respondeu animada, falando que aquilo n�o era nem metade. As duas tinham acabado em uma conversa t�o animada sobre maquilagem e sei l� mais o que, que a minha aten��o se dispersou completamente. Depois de mais umas tr�s ta�as de champagne elas interromperam meus devaneios.
- Ei, Madeline, eu e Mih vamos at� o terra�o! - Holly me avisou, sem se preocupar em me convidar. Ela j� estava chamando a Mischa de Mih.
- Quer ir junto? - Mischa me perguntou sendo um pouco mais educada do que a l�der de torcida, mas a cara dela deixava claro de que n�o queria eu atrapalhando sua nova amizade. Eu realmente n�o tinha id�ia como ela podia ter tanto assunto com algu�m t�o f�til.
- N�o, tenho que perguntar uma coisa para a mam�e. - algo do g�nero Mam�e-o-que-a-gente-faz-quando-nossa-prima-est�-poss�ida? � Podem ir voc�s.
As duas foram embora, em dire��o ao terra�o, e me largaram sozinha na mesa. Eu queria parar e pensar um pouco em todo aquele dilema em que a l�der de torcida hipnotizava minha querida prima. Mas o champagne j� tinha acabado, e eu precisava de algo mais, hum, forte. Percorri o sal�o e acabei encontrando a mesa em que o resto da fam�lia se encontrava. Will n�o conseguia tirar os olhos de Maggie, e se havia algu�m que parecia estar � altura dela era meu outro tio mesmo. Pareciam estar todos em uma conversa animada, mas eu n�o reconheci uma outra loira na mesa. Os cabelos eram loiro escuro, mas natural, e os olhos eram claros, n�o havia como ter certeza da cor coma a luminosidade estranha do sal�o. Mas o mais surpreendente daquela mulher � que ela parecia estar sorrindo enquanto falava. Nesse instante eles notaram minha presen�a, e eu s� tive mais um segundo para perceber que o sorriso da mulher se mantivera intacto. Era o tipo de sorriso que faria eu arrebentar os cantos da minha boca se tentasse copiar. Assustador.
- Oi filha! � mam�e me cumprimentou com um sorriso rosto, e me abra�ou pela cintura.
- Oi. � eu sorri para eles.
Madeline, est� aqui � a m�e da Holly. L�lian Bright. � meu tio apresentou a mulher de sorriso assustador. M�e da Holly? Wow, elas n�o eram muito parecidas. Pelo menos na apar�ncia.
- Oi, tudo bom? � L�lian Bright me cumprimentou com um sorriso naturalmente for�ado no rosto.
- Tudo. � eu respondi tentando ser simp�tica e disfar�ar o quando me incomodava algu�m estender os l�bios daquela maneira. Papai me olhou interrogativamente, o �nico da mesa que parecia ter notado meu desconforto. Ele parecia estar querendo dizer algo como �N�o diga que a filha � t�o ruim quanto a m�e?�. Ele n�o era do tipo que falava muito, mas sabia se expressar. Eu olhei para ele com o meu melhor olhar de �Pior!�. Ele sorriu para mim compreendendo.
- Onde est� sua nova amiga e sua prima, amor? � minha tia perguntou sorrindo. Nova amiga, aham. Tia Maggie era outra que se dava bem com qualquer um.
- Foram para o terra�o... � eu respondi.
- Voc� n�o quis ir junto? � mam�e perguntou.
- N�o, resolvi ficar por aqui lendo mesmo... � e procurando algo de interessante no bar, diga-se de passagem.
- Tem um sof� ali no canto, se voc� quiser se acomodar. � meu tio observou, todo gentil.
- Obrigada. � eu me afastei, agradecida por n�o precisar ficar de papo com a m�e da minha nova e querida amiga. E tamb�m porque o bar e o sof� eram na mesma dire��o.
- O que deseja? � o barman perguntou.
- Uma dose de whisky com gelo, por favor. � ser� que realmente ningu�m se importava se voc� era menor aqui?
- Aqui est�. � o barman me serviu.
- Obrigada. � eu resolvi n�o beber ali no bar mesmo, porque talvez nem todo mundo gostasse dessa hist�ria de menores bebendo whisky. N�o que eu realmente achasse que algu�m fosse se importar. Aproximei-me de uma janela para olhar a noite, e disfar�ar que eu tinha uma dose de whisky n�o m�o. A janela dava para o terra�o e eu pude ver Holly e Mischa conversando animadas, entre altas risadas. Ser� que elas eram realmente amigas ou aquilo era s� champagne?
Felizmente a festa s� durou mais tr�s cap�tulos do meu pocket book e uma dose de whisky. N�s nos despedimos do meu tio, que desejou boa sorte na nova escola e qualquer coisa que precis�ssemos era s� ligar pra ele. N�o obrigada, uma l�der de torcida j� era o bastante pra ingressar numa nova escola. Eu e Mischa permanecemos quase todo o caminho em sil�ncio, s� respondendo uma pergunta ou outra ocasionalmente, sem olha uma pra cara da outra. Chegamos em casa e fomos todos direto pra cama, j� se preparando para a dor de cabe�a que nos aguardava na pr�xima manh�. Se todos os alunos fossem t�o legais quanto Holly Bright eu n�o via porque eu n�o me daria super bem no McGregor Institute. Aham, vai nessa.