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Mudan�as Ao chegarmos � sala, meu pai j� se encontrava sentado em uma das poltronas. Parecia muito preocupado e pensativo. Ele era sempre quieto, mas tamb�m tranq�ilo. O que definitivamente n�o era o caso. Eu podia ler as rugas de preocupa��o que haviam se formado em seu rosto, normalmente t�o pouco expressivo. Ele parecia... Nervoso. O que realmente n�o cabia em seus padr�es de comportamento. Na verdade eu s� o vira daquele jeito uma vez. Quando eu tinha uns cinco anos resolvi brincar no balan�o do jardim sozinha, sem avisar a ningu�m. Obviamente n�o deu muito certo. Eu cai e quebrei alguns ossos, mas s� isso j� havia deixado meu pai extremamente nervoso. Portanto, eu estava tremendamente assustada ao v�-lo daquele jeito mais uma vez, depois de tantos anos.- Sentem-se, meninas. � ele falou para n�s duas, em tom ameno apesar do nervosismo.
N�s obedientemente nos sentamos, em um pequeno sof� � frente dele. Logo ouvimos passos na escada, e minha tia entrou na sala, a cabeleira loira desarrumada.
- O que foi, Zac? Por que me chamou? � ela perguntou, n�o estava irritada, mas assim como n�s n�o parecia ter id�ia do motivo pelo qual ele nos chamara.
- Sente-se, Maggie.
Ela sentou-se ao lado de minha m�e, e a curiosidade era vis�vel em seu rosto. N�s todas est�vamos impacientes, mas meu pai ainda demorou mais alguns segundos para falar. Pigarreou, e come�ou o discurso.
- Eu recebi uma proposta de trabalho.
Minha tia o interrompeu.
- Ora, Zac, voc� sempre recebe e nunca nos incomoda com isso!
- Dessa vez � diferente.
- Como diferente? Voc� trabalha em um monte de coisas estranhas desde sempre e n�s nunca soubemos de nada! Por que de repente todo esse alarde?
- Amor, � melhor contar de uma vez. � minha m�e opinou.
- Ah, est� bem. � meu pai franziu o cenho, como se quisesse medir as palavras � Eu recebi uma proposta irrecus�vel, mas que exige que n�s deixemos o castelo.
- Como assim? � Eu e Mischa indagamos em un�ssono.
- Bom, por todos esses anos eu consegui fazer meu trabalho daqui, voc�s sabem. Usava os telefones, a Internet... E no m�ximo ia at� o centro da vila. Mas o que me foi reservado agora � imposs�vel de ser feito daqui. Entende, eles n�o precisam s� das minhas ordens... Precisam da minha presen�a. E isso realmente pode tomar muito tempo. � claro, eu poderia deixar voc�s aqui. Mas j� faz tanto tempo desde que n�o viajamos! Creio que desde que voc�s duas nasceram � ele apontou para mim e minha prima � ent�o pensei que poderiam gostar de uma mudan�a, claro que se achassem tudo horr�vel poderiam me deixar e voltar quando quisessem.
- Ora, Zachary! Isso parece interessante! Para onde n�s ir�amos? � minha tia perguntou-lhe animada. Ela adorava qualquer tipo de passeio.
- Hum.
- Conte-nos!
- Nova York.
- Para uma cidade t�o grande logo de primeira?
- � o melhor lugar para coordenar os neg�cios, entende.
- Claro. Mas onde ir�amos morar?
- Bom, meus s�cios dizem ter encontrado uma �tima casa para n�s. Na verdade quando me pediram j� haviam providenciado tudo, o que tornou mais dif�cil eu recusar a oferta.
- Deve ser dif�cil achar uma casa desse tamanho e livre em Nova York � eu argumentei.
- Na verdade �. Como eu disse, � uma proposta irrecus�vel.
- Realmente. � minha Tia rendeu-se.
- Mas, pai. Como eu e a Mih vamos estudar? Nossa biblioteca � um pouco grande para levarmos na mudan�a...
- Ah, eu j� pensei em tudo. N�s vamos logo, assim voc�s podem arrumar a casa de sua maneira... E depois que tudo estiver pronto, podem entrar em uma escola.
- Quer coloc�-las em uma escola? � dessa vez foi minha m�e que interrompeu, incr�dula.
- Claro. Qual o problema, amor?
- Zachary, elas nunca foram para uma escola.
- Mas elas sempre estudaram por conta pr�pria, v�o conseguir acompanhar o conte�do.
- N�o � com o conte�do que eu me preocupo.
- Mas com o que � ent�o?
- Olha, querido. Voc� e Mag foram toda a vida educados como as duas, n�o �? Voc�s n�o sabem como � ir � escola. N�o conhecem toda a competi��o social. E em Nova York? Deve ser pior do que em uma cidade menor! Elas v�o ter problemas em fazer amigos!
- Melanie, elas j� s�o quase adultas! N�o v�o ter problemas com um monte de crian�as que vivem em uma competi��o social!
- Falou a voz da experi�ncia. Querido, elas podem n�o se encaixar! Eu cansei de ouvir a discuss�o e resolvi finalmente interromper.
- M�e, pai... Posso dar minha opini�o?
- Diga, querida. � mam�e respondeu.
- Bom, o pai disse que n�s podemos ficar algum tempo s� arrumando a casa, certo?
- Aham.
- Bom, ent�o que tal se n�s passarmos esse tempo conhecendo a cidade, nos acostumando. Depois voc�s podem escolher uma escola e n�s experimentamos. Se acharmos que � imposs�vel permanecer l�, voltamos a estudar em casa.
Os dois refletiram por um tempo.
- Parece uma boa id�ia para mim. � minha tia falou.
- Tamb�m acho. � dessa vez foi minha prima.
- Eu e a Mih concordamos, e n�s somos a parte interessada n�o �? � ergui a sobrancelha.
- Por mim tudo bem. O que acha, Mel? � meu pai sempre deixava a decis�o final para a esposa.
- Bom, n�s podemos tentar. � minha m�e finalmente cedeu.
- Tio, quando far�amos essa viagem? � minha prima indagou.
- Quanto mais cedo melhor. No m�ximo em tr�s dias.
- Acho que conseguimos estar prontas amanh� a noite. � minha m�e estimou.
- Iremos depois de amanh�, ent�o. Bem cedo.
- Nova York, aqui vamos n�s. � minha tia comentou, rindo.
Fomos dormir com muita coisa na cabe�a. Eu e minha prima subimos as escadas, enquanto os adultos ainda decidiam todos os preparativos para o dia seguinte. Entrei no meu quarto, e minha prima encostou-se na porta.
- Por que voc� concordou que n�s fossemos a escola? N�o ficou com medo?
- Claro que fiquei. Mas s�o novas experi�ncias. Passamos a vida toda aqui, e agora essa chance de tentarmos algo novo vem pra n�s de bandeja!
- Quem sabe seja divertido.
- Vai ser. Mas vamos dormir que amanh� temos muito que fazer.
- Com certeza. Quero s� ver o tamanho de nossas malas!
- Isso � preocupante.
- Boa noite, Mad�.
- Boa noite, Mih. Durma bem.
- Voc� tamb�m.
Ela dirigiu-se para o pr�prio quarto, e me deixou com meus pensamentos. Ser� que foi certo concordar? N�o seria como minha m�e falou? Ser�amos humilhadas, n�o ir�amos nos adaptar? O que me confortava era que o que quer que acontecesse poder�amos voltar para c�, e ningu�m nos incomodaria. Coloquei o pijama e fui para o banheiro escovar os dentes. Bom, n�o importava. N�s dar�amos um jeito. Fui para debaixo das cobertas, e adormeci no meio de tantas reflex�es. Eu realmente odeio dormir com preocupa��es na cabe�a. Porque meus sonhos acabam sempre povoados por acontecimentos bizarros. E estava no avi�o, conversando com um leprechaum que sentava ao meu lado.
- Primeira vez em NY?
- Aham.
- Voc� vai gostar. N�s gostamos!
- Voc�s?
- Aham! � ele apontou para todos os colegas sentados no resto do avi�o.
- Acho que vamos cair, tem um elefante ali no pr�dio e n�o queremos acert�-lo. � uma aeromo�a comentou.
- Foi bom te conhecer, mo�a! � o leprechaum disse.
- O que?
O avi�o come�ou a cair.
- Ahhhhhhhhhhhh!
Eu acordei com a luz do sol invadindo meu rosto. Pra variar, esqueci de fechar as cortinas. Droga. Olhei para o rel�gio no meu criado-mudo. Oito horas. Daria tempo de arrumar tudo? Meus pais haviam decidido uma sa�da muito precipitada, eu teria que correr se n�o quisesse esquecer nada. Levantei-me e fui para o banheiro. Fiquei pronta logo, e prendi os cabelos. Coloquei um jeans esfarrapado e uma camiseta cinza e sem gra�a. Calcei o t�nis, e antes de deixar o quarto lhe dei uma boa olhada. Eu ia sentir falta dele. Tinha uma cama larga, com a cabeceira preta e de metal, com belos contornos. Atr�s dela era a janela, com uma cortina lil�s que pouco atrapalhava a luz do sol de invadir o recinto. No outro lado do quarto tinha um guarda-roupa bem amplo, apesar de minha cole��o de vestimentas nem se comparar a de minha prima e muito menos com a de minha tia. No outro lado havia uma larga prateleira, cheia dos meus livros favoritos, os quais eu tirava da biblioteca, e alguns cds e enfeites. As paredes eram de um tom claro de rosa, que se mantivera desde que eu era beb�. Anda havia uma escrivaninha, cheia de cadernos e pap�is com as mais variadas anota��es. Alguns tapetes coloridos no ch�o antigo de madeira. Fiquei imaginando por um tempo como seria meu quarto em Nova York, at� relembrar que estava atrasada para o caf�. Desci as escadas correndo, e entrei na cozinha, sem f�lego. Obviamente me preocupara com o atraso sem motivo algum, minha tia e prima ainda nem estavam l�. Dei beijos de bom dia em meu pai e minha m�e, que liam o jornal tranq�ilamente, e comecei a passar a gel�ia na minha torrada.
- Como voc�s planejaram o dia hoje?
- Bom, filha. � mam�e come�ou � Seu pai aprontou as coisas dele ontem, ent�o j� vai sair hoje. O caminh�o da mudan�a vem � tarde, ent�o tem que estar tudo pronto. O resto da bagagem que vai conosco s� amanh� de manh�.
- Ent�o papai vai hoje?
- Sim. N�s s� temos que dizer para levarem as coisas dele para o caminh�o, porque est� tudo separado!
- E que tipo de coisas vamos levar?
- S� o essencial, algumas roupas, podemos comprar mais l�, e nossos artigos favoritos. Nada de mov�is ou coisas f�ceis de adquirir. Portanto n�o pode levar toda a biblioteca, mocinha.
- Ah! E o que devo colocar com a bagagem que vai conosco no avi�o?
- Uma muda de roupa, por garantia, e no m�ximo um ou dois livros para voc� se distrair durante a viagem.
- M�e... Voc� sabe que n�s acumulamos muitas coisas com o tempo... � dif�cil escolher s� o principal.
- Eu sei, filha, acredite. Mas leve apenas aquilo que l� voc� n�o encontraria igual.
- Est� bem. � eu tomei um grande gole de caf�.
Minha m�e foi at� o arm�rio pegar alguns biscoitos, e meu pai se aproximou para conversar comigo. Algo raro para ele, eu sempre tinha que me come�ar as conversas sem ajuda dele, ele era sempre t�o reservado.
- Filha, desculpe por tudo isso.
- O que foi, pai?
- Todas essas... Mudan�as. Eu queria n�o ter que fazer isso com voc�s, deixar tudo pra tr�s. Eu sei que � dif�cil, j� passei por isso. Mas se n�o precisasse faz�-lo, jamais teria conhecido sua m�e!
- Eu sei. Voc� vai se dar bem. E leve o que quiser, n�o se preocupe com o que sua m�e disse, a empresa est� pagando a mudan�a.
- Pai, a empresa � sua.
- Exato.
- Hum, est� bem, acho.
- Desculpe de novo por isso, filha.
- Tudo bem.
Ele se levantou, e dessa vez falou comigo e minha m�e.
- Eu vou subir e terminar de me aprontar. As coisas da minha mudan�a est�o todas separadas. Quando for para o aeroporto aviso voc�s para nos despedirmos.
- Oks. � eu respondi.
- Est� bem, amor. � mam�e respondeu, aproximando-se dele e ficando na ponta dos p�s para que pudessem trocar um selinho.
Ele deixou a cozinha e minha m�e voltou a se sentar, enquanto eu tomava um grande gole de caf�. Hum. V�cio em cafe�na n�o � f�cil.
- Filha voc� est� tudo bem com isso?
Por que todo mundo n�o parava de me perguntar isso?
- Sim, m�e, vai dar tudo certo.
- Que bom. Sonhou alguma coisa esta noite?
- N�o. � eu menti, n�o estava animada para contar as artimanhas do meu subconsciente � E voc�?
- Ah sim, foi muito engra�ado.
Ela come�ou uma grande narrativa, algo sobre uma lobotomia sem anestesia, ou algo parecido. N�o prestei muita aten��o, e terminei meu caf�. Minha tia e prima ainda n�o tinham aparecido, mas eu estava sem tempo para esperar.
- Hum, que legal m�e. Vou subir ta? Diga bom dia pras duas por mim.
- Ok.
Eu subi as escadas correndo, e tropecei algumas vezes. Finalmente cheguei ao quarto, e comecei a procurar o que embalar. Era dif�cil demais. Obviamente eu n�o ia levar os livros que estavam na biblioteca, mas achei que os do meu quarto n�o haveria problema. Eu tinha mais de cem ali, mas acabei separando os meus 20 prediletos. Depois passei para as roupas. Eu n�o tinha muitas, ent�o acabei separando quase tudo, menos as que eu n�o usava fazia anos, e isso era metade do meu guarda-roupa. Depois separei meus t�nis e minhas botas, eram os �nicos sapatos que eu tinha. Isso tinha dado tr�s malas enormes. Passei para os enfeites. Esses pareciam ser piores de escolher. Separei um ursinho que minha m�e me deu quando tinha uns cinco anos. Era bem velhinho, mas eu o adorava. Um porta-retrato com uma foto minha e da Mischa. E mais algumas bobagens. Por alguma raz�o, foi mais f�cil do que eu imaginei. Eu acho que estava disposta a deixar tudo, e que quanto menos coisas me lembrassem do passado, melhor. Separei tamb�m a mala para o dia seguinte. As roupas para usar na viagem. A uma e meia da tarde eu estava com tudo pronto.
Meu pai apareceu na porta, assim que eu terminei.
- Estou indo, filha.
- J�? � eu me aproximei dele, abra�ando.
- Sim. � ele bateu nas minhas costas, desajeitado.
- Voc� nos espera no aeroporto?
- Claro. J� terminou suas malas?
- Est� tudo pronto.
- Que bom, pode deix�-las na sala.
- Pode deixar! � eu sorri para ele.
- Nos vemos l� ent�o.
- Tchau, pai. Boa viagem.
- Voc� tamb�m. Tchau.
Ele desceu as escadas, enquanto eu arrastava uma das minhas malas. Devia ter separado em mais malas pequenas. Era muito pesado. Eu larguei a mala nas escadas, para descansar, e ela acabou por descer sozinha. Fez um barulho alto, mas parecia ter chegado l� intacta. Minha prima abriu a porta assustada, me olhando.
- Ops. � eu respondi a pergunta n�o feita.
- Cuidado a�, n�!
- Ta bem, ta bem.
- J� terminou a bagagem.
- Sim e voc�?
- Quase.
Eu olhei para dentro do quarto dela, em que todas as roupas pareciam estar espalhadas pela cama e pelo ch�o. Menos nos lugares em que havia malas de viagem abertas, mas vazias.
- Posso ver.
- Sem gra�a.
- Boa sorte.
Ela n�o me respondeu e voltou para dentro do quarto.
Joguei as malas restante escada abaixo, com exce��o daquelas que continham objetos quebr�veis. Depois que despachei a ultima mala, desci as escadas correndo. Minha m�e contava a bagagem na sala.
- Filha! Por que jogou tudo?
- Estava pesado.
- Pegou coisas demais tamb�m.
- Peguei menos que voc�!
- Ah, mas eu posso.
- Que seja. Tia Mag vai ganhar de todas n�s mesmo. � eu dei de ombros. Logo Mischa veio com todas as malas dela, quase o dobro do que eu tinha, e depois minha tia chegou. Tinha quatro vezes o que eu tinha, mas s� um pouco mais que minha m�e.
- Honestamente, eu poderia ter levado a biblioteca com tantas malas. � eu provoquei.
- Ah, mas s�o cremes e roupas, � tudo leve! � minha tia reclamou.
- Claro que �. � Eu respondi rindo.
O caminh�o da mudan�a chegou em poucos minutos, assustados com a quantidade de bagagem os carregadores come�aram logo o servi�o. Minha m�e conversava com o motorista.
- V�o chegar l� depois de n�s, certo?
- Acho que antes. N�s s� vamos levar at� ao aeroporto.
Minha m�e ficou surpresa, mas n�o discordou. Logo, todos os nossos pertences haviam ido embora, e por mais que a mob�lia continuasse no castelo, ele parecia mais vazio.
�s cinco horas tudo estava pronto. Eu e Mischa sa�mos para o jardim, apara nos despedirmos.
- Vou sentir falta disso aqui. � ela disse, melanc�lica.
- Eu tamb�m.
- Mas vai ser legal.
- Vai.
N�s n�o conversamos mais, est�vamos ocupadas apreciando a paisagem que n�o sab�amos quando voltar�amos a ver. O dia estava bonito e n�s descansamos por mais de uma hora. Voltamos para o castelo, e entramos na cozinha, seguindo o aroma saboroso. Minha tia estava no fog�o, enquanto mam�e estava sentada, mas as duas conversavam animadamente.
- Oi, meninas! � mam�e exclamou.
- O jantar est� servido � minha tia colocou uma travessa de macarr�o na mesa. Todas sentamos e comemos, e ent�o cada uma foi para o seu pr�prio quarto terminar de arrumar as coisas. Dormi bem, e �s 4 horas j� estava de p�. Coloquei o jeans e o casaco bem quente para a viagem, terminei de empacotar a escova de dente e as coisas de ultima hora. Deixei dois livros na bolsa para ler durante o v�o, e depois de deixar o quarto em ordem e me despedir dele, desci as escadas. Todas tomamos caf� na cozinha, e as cinco e meia um carro chegou. Fomos com ele at� a maior cidade pr�xima, o que levou cerca de duas horas. As oito e meia entramos n�o avi�o, e fomos em dire��o a nosso novo lar.