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Quem
gosta de realizar buscas – alçar vôo – na internet, atrás de manifestações
culturais – das mais variadas – já deve ter se deparado com alguns
desses nomes: Douglas Venoso, Jorge Rocha, Jules Rimet, Márcio Aquino,
Quésia Francisco e Vitor Menezes. Todos eles são novos escritores
que habitam a planície goitacá e que utilizam a internet para escoar
suas produções. (Entrevista feita por Alexandro F.) |
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Críticas e sugestões. O que você tem a dizer?
Como você encara o movimento literário em Campos? A
literatura campista tem uma espécie de ícone, que é
o José Cândido de Carvalho. Qual relação
da literatura realizada em Campos hoje com a literatura de José
Cândido? |
Jorge Rocha: Em meio à habituais delírios, ressonâncias cognitivas e tentativas de saltar de bungee-jumping, ensejo a seguinte cena, que pode muito bem ser dramatizada pelo poeta, cordelista, cantador, ilustrador e máquina pensante Rudolf Rotchild: [discurso político inflamável] Os prosadores campistas têm como dever moral e desígnio irrefutável levar a cabo a dominação de espaços e mentes. Vamos lançar as bases do MSP - Movimento dos Sem-Publicação ! Nós que aqui estamos, escrevendo num lapso temporal pós-Zé Cândido, devemos encarar nossos computadores como máquinas de guerra civil, nossas Idéias como combustível que, ao ser incinerado, faz explodir e movimentar. Fogo-fátuo em aglomeração, transformado em brilho de supernovas rasgando a planície. Essas palavrinhas, aglutinadas, porém de matizes diferenciadas, precisam chacoalhar essa desgraçada dessa pasmaceira em ataques planejados e constantes. Esse é o mote da recombinação: aquilo que irá nos salvar da intoxicação causada - mais do que simbolicamente - pela "neve preta". É como disse um desconhecido campista, quando se viu de saco cheio e finalmente partiu pra porrada: derruba !!! [dito isso, a audiência percebeu novas rachaduras no sino que mantém ativo o ururau da lapa. Vitor Menezes: Bom, para dizer algo, registro que o fato de alguém (você) estar fazendo uma entrevista como esta, mostra que nem tudo está perdido. Alguém se preocupa com o assunto. O primeiro passo é esse, ter capital social, ter gente que lê e que escreve se preocupando com isso. Jules Rimet: Creio mesmo que Campos pode ser pólo literário do Estado do Rio. Douglas Soares: A única sugestão que se pode fazer nesse tempo de incerteza é, na verdade, uma súplica: NÃO PAREM DE ESCREVER JAMAIS!! Não importa a dificuldade, a falta de incentivo ou o diabo que for! Quésia
Francisco: Conheço algumas pessoas – a maioria adolescentes
- que têm feito um belo trabalho literário. Fica tudo registrado
em weblogs ou em alguma gaveta do armário. E Campos – leiam:
campistas de bom gosto – não faz idéia do que está
perdendo com a falta de incentivo para esses jovens – e outros
não tão jovens assim – escritores campistas. Márcio Aquino: Acho excelente a idéia de se divulgar o momento literário de Campos e mostrar para as pessoas que aqui existem novos autores produzindo um trabalho de qualidade. |
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Créditos: |
Html: André Zamana, Alexandro F. Fotos: Ivan Machado |