INTRODUÇÃO
Sobre os elementos que constituem a base de sua sobrevivência - o ar, a terra, a água - a humanidade despeja os detritos da própria civilização. Desde tempos imemoriais, o homem vem lançando mão dos recursos naturais, alterando assim, o seu meio ambiente. O avanço tecnológico, responsável também pelo crescimento populacional, praticamente em um século, transformou a Terra de um infinito inesgotável de recursos num pequeno mundo ameaçado de esgotamento pela poluição ambiental.
O amplo assunto representado pelos problemas da preservação da biosfera tem sido, recentemente, a maior preocupação depois daqueles ligados à paz e à guerra. Os órgãos da Imprensa e as academias de ciências têm divulgado o que existe de factual e científico a respeito, criando uma base quase axiomática de raciocínio, pelo qual inúmeras conclusões podem ser atingidas, a maioria das quais assustadoras, chegando-se mesmo a prever, para breve, a exterminação da vida no planeta.
O aumento do índice de dióxido de carbono na atmosfera, o volume crescente da poluição marinha, a explosão demográfica, a contaminação da água potável, o problema da utilização de rios de curso sucessivo para fins humanos, industriais e agrícolas veio originar a decisão da XXIV Assembléia Geral da ONU de realizar, em 1972, em Estocolmo, uma conferência mundial do meio ambiente.
Aspectos da poluição, inevitavelmente, influenciariam o relacionamento entre os Estados. Dentro do vasto assunto Poluição, o ângulo das relações internacionais serviu de tema para este trabalho.
Em primeiro lugar, foi focalizado o modo pelo qual a poluição afeta a biosfera, e em que intensidade e de que formas apresenta-se o problema, ao longo do globo. O leitor, uma vez inteirado da origem e do estado atual da poluição, passa a apreciar como o problema afeta o relacionamento internacional, quer através do uso que dele se pode fazer, quer da forma como foi conduzida e a que resultados chegou a Conferência de Estocolmo.
Constata-se que a Poluição é, de fato, um Problema Internacional dos mais relevantes, e de real interesse - pelas implicações que dela decorrerão, ou poderão decorrer - principalmente para os países subdesenvolvidos, chamados, no linguajar eufemístico da ONU, de países em vias de desenvolvimento.
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