Assédio moral ou psicológico na universidade

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  • O que é assédio psicológico
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  • Formas de assédio psicológico
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    Formas de assédio psicológico na universidade

        Normalmente, o assédio moral ou psicológico é identificado como uma prática entre pessoas de níveis hierárquicos ou posições de poder diferentes (empregador / empregados; chefe / subordinados; pai / filhos). No caso dos ambientes escolares e, em particular, nas universidades, normalmente se aplica esse conceito para a relação entre professores e estudantes, sendo os agressores pertencentes ao primeiro grupo. 
        Poderíamos considerar outros casos: um professor pode sofrer assédio por parte de outros professores (como no caso geral de chefe / subordinado); um professor pode sofrer assédio por seus alunos (por exemplo, através de uma campanha de difamação); e um estudante pode sofrer assédio por parte de outros estudantes. Quando, por exemplo, uma criança mais forte (ou um grupo de crianças) inferniza a vida de um ou mais colegas, utiliza-se em inglês o termo "bullying" para caracterizar essa ação. Não existe uma tradução para essa palavra, ainda.
        Vamos concentrar nossa atenção, aqui, no caso em que os estudantes sofrem assédio psicológico por parte de professores. Vejamos alguns exemplos de situações (infelizmente bastante comuns) que podem ser classificadas como de assédio psicológico, se forem propositais. Há vários tipos de atitudes inaceitáveis em qualquer ambiente de ensino digno deste nome:

    • Clima de aversão e terror criado por professores (efeito Dementor)
    • Falta de educação ou “grossura” no tratamento dos estudantes pelos professores, em sala de aula ou fora dela
    • Ofensas e agressões aos alunos, seja em público ou em particular
    • Tratar os alunos de forma desrespeitosa, com desdém, com menosprezo, como seres inferiores e indignos
    • Obrigar os estudantes a prestarem serviços que estes não reconhecem como úteis para sua formação, sem remuneração
    • Humilhar os estudantes, fazendo com que eles se sintam incapazes, burros, desajeitados, etc. 
    • Estabelecer um clima de intrigas e “fofocas”, com uso de outros estudantes como espiões e para espalhar boatos contra alguns estudantes
    • Estimular a falta de coleguismo e a desconfiança mútua
    • Atitudes de violação de ética acompanhadas de covardia – agredir e humilhar estudantes em situações nas quais eles não podem fazer uso de seus direitos
        Note-se que ofensas e agressões incluem não apenas as que são feitas de forma explícita, através do uso direto de palavras, mas também as que são mais “sutis”, através de gestos, risos zombeteiros, atitudes, ironia, caretas, piadinhas e outros meios bem conhecidos por todos.
        Os estudantes também não podem tratar os professores de modo desrespeitoso, mas o exemplo deve ser sempre dado pelos docentes - principalmente por causa da diferença de hierarquia, que dificulta ou impede que o estudante responda "à altura".
        Os estudantes têm o direito de fazer perguntas e de procurar melhorar seus conhecimentos, sem sofrerem humilhações pela sua falta de conhecimento. 
        Os estudantes têm o direito de fazer críticas aos professores e a qualquer característica da universidade. Essas críticas devem ser feitas de modo educado; devem ser ouvidas e servir para o aperfeiçoamento do curso, não devendo servir de motivo para perseguições e discriminações com relação aos estudantes que apresentam críticas.
        Os estudantes não têm a obrigação de aceitar ordens injustificadas, ou de aceitar idéias que não foram apresentadas com argumentação convincente. 
        Nem os professores nem os estudantes são perfeitos, mas  o ambiente deve se pautar por um comportamento ético, de decoro e dignidade, de cooperação, diálogo e de busca de aperfeiçoamento por parte de todos. 
        Liderança, autoridade e competência não podem ser confundidos com um direito a se tornar um carrasco ou ditador. A atitude de “você vai ver quem manda aqui” lembra presídios e campos de concentração, e não uma instituição de ensino digna desse nome.
        O respeito acadêmico se estabelece gradualmente, à medida que as pessoas conhecem a capacidade intelectual e o comportamento ético do profissional. Não pode ser imposto pelo medo, por agressões.
        O assédio psicológico não pode ser tolerado no ambiente das escolas ou universidades, por vários motivos. Trata-se de violações da honra e da dignidade da vítima; são ações covardes, que se escoram sob uma relação de desigualdade de posição; não são comportamentos inerentes à condição humana, sendo ações violentas injustificáveis; não contribuem para o desenvolvimento dos indivíduos nem para o sucesso das instituições e dos empreeendimentos. Em nenhuma situação - nem mesmo em presídios e situações de guerra - pode-se considerar correto ou justo  humilhar e degradar um ser humano.
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