Objetivo
deste "site"
O
que é assédio psicológico
Perfil
do agressor
Formas
de assédio psicológico
Efeitos
do assédio psicológico
Como
se defender (fase inicial)
Como
se defender (segunda fase)
Mecanismos
institucionais de proteção
Curando
as feridas
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O
que é o assédio psicológico?
O
Assédio Moral, também chamado de Assédio
Psicológico é uma situação na qual uma
pessoa (geralmente em situação hierárquica social
e institucional superior) cria intencionalmente situações
para tentar humilhar, desestimular ou ridicularizar uma outra. São
situações de abuso de poder.
Nessas
situações, a pessoa que comete assédio mostra uma
atitude de desprezo e desrespeito para com os conhecimentos, capacidade
e dignidade da pessoa atacada. É, sempre, um corportamento não-ético
por parte do agressor.
Algumas
vezes o assédio tem finalidades claras, como a de querer fazer com
que uma pessoa se demita de um emprego. Em outros casos, quando é
um comportamento habitual da pessoa que comete o assédio, é
conseqüência de uma personalidade doentia e dos impulsos perversos
do agressor.
O
assédio pode ser ocasional, ou ocorrer de forma sistemática,
com perseguição e desqualificação contínua
da vítima. Mesmo quando ocorre de forma ocasional, o assédio
é inaceitável. Porém é mais grave quando se
repete durante um tempo prolongado, produzindo na vítima um quadro
duradouro de miséria física, psicológica e social.
A vítima pode começar a ter sintomas físicos (doenças),
sentir dores de cabeça ou dores no corpo, ter problemas familiares
(dificuldades de relacionamento com outras pessoas), insônia, fobias,
depressão, sentir-se um lixo e até mesmo chegar ao suicídio.
No
quadro geral, a saúde mental e física da pessoa é
comprometida a partir do abatimento moral que se processa. O constrangimento
e a sensação de impotência levam a vítima do
assédio moral a degradar sua qualidade de vida e sua condição
de trabalho.
Há
situações difíceis e delicadas entre duas pessoas
que não constituem assédio. Um superior hierárquico
pode conversar em particular com um subordinado e explicar-lhe de forma
não-agressiva que está descontente com seu trabalho ou comportamento
e que quer que ele mude, caso contrário será demitido. No
entanto, se esse chefe exigir um desempenho impossível, ou criticar
coisas que não deveriam ser criticadas, trata-se de uma situação
de assédio.
O
assédio moral se distingüe de uma simples ação
mal-humorada ocasional por ser um procedimento intencional, habitual, repetitivo,
sistemático. Qualquer pessoa pode ter um acesso de agressividade
e ser levada a insultar ou fazer uma brincadeira de mau-gosto. Se isso
ocorre, e se ela se desculpar depois, não se trata de ocorrência
grave. No entanto, nos casos de assédio psicológico, a pessoa
que comete o assédio pratica de forma freqüente e sistemática
o mesmo tipo de comportamento, podendo chegar até a defender suas
ações através de alguma racionalização
(moralmente incorreta, é claro).
Você
está sendo vítima de assédio moral ou psicológico
se estiver ocorrendo o seguinte tipo de situação:
SOFRIMENTO MORAL:
Há uma pessoa (ou grupo de pessoas) que está criando situações
humilhantes para você, afetando sua auto-estima e o respeito que
merece receber por parte de outras pessoas.
INTENCIONALIDADE:
Existe a intenção de feri-lo, ou seja, não é
por acaso que essas coisas estão sendo feitas contra você.
IMPOTÊNCIA:
Você não tem condições de reagir e se livrar
dessas situações humilhantes, por causa da desigualdade entre
sua situação e a do(s) agressor(es).
Há
duas regras fundamentais que toda vítima de assédio moral
ou psicológico deve saber:
QUEM É
O CULPADO: A culpa NUNCA é da vítima. É sempre
do agressor. Se fizer coisas erradas, você pode ser criticado, punido
ou aconselhado, mas sempre de forma polida e ética. Quem comete
assédio viola a ética e, por isso, nunca tem razão.
VOCÊ PODE
AGIR: Embora as situações de assédio sejam extremamente
difíceis, há coisas que você pode fazer para tentar
se livrar do assédio e para que o agressor seja punido.
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