Nada
23, June 2004 - 07:54 pm
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na.da pron. indef. 1. Nenhuma coisa .adv. 2. De modo nenhum. .sm. 3. A não existência. 4. V. ninharia.
Essas definições são as dadas pelo dicionário aurélio para o nada. Para os cultos, um simple pronome indefinido, um advérbio, um substantivo. Para outros, nada é tão simples: nada, ora essa. Mas nada... não é simplesmente isso. Tão estranho é o nada quando ele simplesmente se torna o seu oposto. Por que dizer nada quando ma realidade o nada é tudo? Repentinamente, o tudo é nada, e os dois opostos se fundem num só, algo que ainda não tem nome dado pelos homens. "Você é um nada" disse uma vez uma pessoa a outra a qual nada sentia. O que é ser um nada quando tudo que se é, é nada? O que é o nada? Algo tão grande, tão imenso, que está em todos os lugares e que, estranhamente, jamais vimos, pois antes de nos darmos conta de que aquilo que está diante de nossos olhos é o tão temido nada, convertemos o nada em tudo. Nós fugimos do nada, pois o que mais tememos é o nada, tememos o fim. Quem teme a morte teme o fim, teme o nada. Teme fechar os olhos e nunca mais abrir. Teme fechar os olhos e encontrar o nada, o nada eterno. Teme, simplesmente morrer e decobrir que passou anos e anos vivendo para tudio isso terminar de encontro com o nada. O que há de mais terrível no mundo é o nada, o nada com o qual jamais nos deparamos. Errado é dizer que não temos nada, , quando este nada se refere a algo material. Temos a nós mesmos. Errado é dizer que não sabemos nada. Sabemos tanto da vida, e se a vida não é algo, o que é? Pra que buscar o tudo no que está longe? Buscar tudo no longe só nos leva a alcançar o nada. Tantas vezes temos tudo que outro alguém deseja, mas o que desejamos é o que não temos, um tudo distante. Aqueles que dizem que não sentem nada... Tantas vezes sofremos por não sermos capazes de sentir algo com o que tanto comove os outros. Temos a fortaleza, e a sensibilidade de sofrer porque não somos capazes de sentir o que esperam que sentimos. Porém, se realmente não sentimos nada, nem sofremos por isso, por algo que antes tanto nos importava, não temos coragem de enfrentar o vazio do nada que mais uma vez se coloca a nossa frente, apagamos e enchemo-o da plenitude de um tudo falso e sem sentido. O tudo da fuga, do medo e da mentira. Quando tudo que sentimos é nada, na relalidade nos encontramos com o nada que é a indiferença.
Se está confuso, não reparem... Escrevi num momento de surto na aula de química, quando não tinha nada para fazer.
Dúvido que alguém leu até aqui.
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