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O Mundo Roda, Roda, Roda e Pára de um Jeito Tão BizarroI'm waiting for the rain, to wash who i am |
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He Has Held Me17, June 2004 - 04:11 am
Eu achei que ia cair, e eu caí, me espatifei no chão, quebrei a cara e os óculos. A visão ficou turva por entre as lentes quebradas, por entre os olhos cheios de lágrimas. Quando eu achei que as palavras amargas para me ferir tinham se esgotado de dentro do coração daquela que me gerou, que me criou, que me assistiu crescer, e que foi a primeira a me tacar pedra, mais surgiram. E ela jogou pesado, questionou o que eu JAMAIS admiti que questionassem: a minha Fé. E eu fui pra aula num estado sem igual. Eu me segurei o máximo pra não chorar no ônibus, pra não chorar no meio da rua. Eu fui daqui até lá cantando o Pai Nosso na minha cabeça, buscando força Nele, no meu Pai, em Deus. E Ele foi me segurando, daqui até lá, porque Ele sabe que minha Fé é verdadeira, porque Ele sabe o quanto eu O amo, e que independente do que ela me diz, das maneiras que ela procura pra me ferir, eu sei que ele tá comigo. Eu entrei no colégio com lágrimas que conseguiram escapar por entre os meus olhos no rosto, sem deixar que ninguém as visse, mas quando coloquei os pés ali, no São Luís, o lugar da minha vida, o lugar que representa doze anos de aprendizado, crescimento, um dos lugares mais importantes pra mim, eu não consegui mais segurar, e meus pés me levaram direto para a capela escura da manhã, onde eu desparei a chorar, um choro descontrolado, alto, daqueles que chama atenção em qualquer lugar. E tão repentinamente como comecei, eu parei. As lágrimas foram cessando devagar, e eu parei. Ele estava ali, Ele me segurou novamente, eu pude sentir a mão de Deus, do Meu Deus, do Meu Pai sobre mim, me confortando. E eu saí, fui pra aula. Cheguei lá, dei de cara com a Tomie... A professora de Matemática, pequeninha, tão carinhosa com os alunos. Eu abracei ela e comecei a chorar de novo, e daí ela pediu pra eu sair da sala, eu fui atrás da Lia, direto, porque eu sabia que nela eu podia confiar, era alguém que eu podia falar o que quisesse. O Edu me enfiou na sala vazia dela enquanto ela não chegava, e entre lágrimas solitárias, minhas comigo mesmo, eu pude sentir Deus novamente, o meu Pai novamente, ali, me confortando do meu lado. A Lia não chegou, eu voltei para a sala sozinho, sem falar com ninguém, com o rosto limpo, sem mais nenhuma lágrima, mas com o apoio dos meus amigos que vieram todos os verdadeiros falarem comigo, e até mesmo pessoas que eu jamais esperei que viessem falar comigo vieram. Deus me levou o resto do dia, me carregou, me colocou no colo e foi levando, até que eu estivesse descansado e pudesse andar com as minhas próprias pernas. Quando chegou a hora da Crisma e a gente assistiu aquele vídeo, eu pensei novamente na injustiça que minha tinha cometido em dizer que minha Fé era falsa, porque eu assisti aquilo e vi que não havia nada de tão verdadeiro em mim quanto a minha Fé em Deus. E quando nós descemos pra missa, eu decidi, pela primeira vez na vida, assistir a missa totalmente sozinho, eu, lá no fundão, exatamente onde algumas horas antes eu tinha chorado, e muito. E eu decidi curtir o meu momento com Ele sozinho. Mas na hora do Pai Nosso cantado, e que eu dei a mão para pessoas que eu sequer conhecia direito, eu comecei a chorar, muito, como tinha chorado de manhã. E um professor me tirou dali, me levou pra fora pra lavar o rosto, e quando eu voltei, a Roberta vinha correndo me abraçar... Meu, acho que muitos de vocês não sabem, mas a Roberta é uma das pessoas mais importantes pra mim, e depois de algumas coisas que eu e ela vivemos, ela nunca mais tinha me abraçado, e ela me abraçou, por vontade própria. E daí veio a Mafe, correndo, me abraçar também. Eu ri, eu sorri, era Meu Pai. Eu pedi tanto pra Ele me mostrar o caminho e Ele me mostrou, através dessas duas quando elas vieram me abraçar, Ele disse: "Olha o caminho aí! Eu te dei amigos maravilhosos pra você neles se apoiar". E quando elas não estavam mais por perto, quando mais nenhum dos meus amigos estava por perto, Ele estava, do meu lado, rindo pra mim, me segurando. Ele me segurou, Ele me manteve de pé. Essa força que hoje me manteve de pé é a mesma que passou a mão na minha cabeça um dia, naquela mesma capela, quando eu pedi conforto, a mesma que eu senti entrelaçar os dedos entre os meus quando eu rezei o Pai Nosso com uma intensidade muito grande naquela mesma capela, a mesma que me manteve de pé, e esteve ao meu lado o dia todo. O céu é o símbolo do Reino de Deus, e por isso ele está nesse post, mas para mim, Deus não está no céu, está no meio de nós, ao nosso lado, e a mão que nos segura, o braço que nos abraça, a luz que nos mostra o caminho que não tínhamos visto, é a mão que acariciou meus cabelos, a mão que entrelaçou os dedos nos meus, a mão que me segurou e me manteve de pé. |
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