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O gaúcho foi um denominador comum em torno do
rio da Prata, na Argentina,
no Uruguai
(incluo Paraguai) e no RS. Sua história
é a mesma - protagonistas da mesma vida, dos mesmos costumes, das
mesmas lutas fratricidas e das mesmas guerras, demarcando fronteiras, nas
quais nem sempre foram adversários e inimigos. - Antero
Marques.
O gaúcho foi tema na obra de Capistrano
de Abreu, Euclides da Cunha,
Alberto
Zum Felde, Paul Groussac
e Jorge Luís Borges.
Os gaúchos de São Chico estiveram
envolvidos em todas as guerras e revoluções fronteiriças
desde a conquista das Missões,
em 1801 (início da posse lusitana), e a criação do
Forte de São Francisco de Assis, até 1925.
I) Reino
a) Conquista das Missões (1801)
Continuaram os choques nos passos de São Marcos,
e foi atacado o furriel de milícias Vítor Nogueira da Silva
por uma força de mais de cem homens. Achando-se ele com quatorze
homens somente, cercaram-se entre umas laranjeiras, onde sustentou, por
espaço de uma hora, o fogo, na esperança de ser socorrido,
mas acabando-lhe a munição, entregou-se prisioneiro de guerra
depois de perder dois camaradas, relata
Gabriel Ribeiro de Almeida a Hemetério Velloso sobre a Conquista
das Missões. Vitor Nogueira tornou-se estancieiro e foi o doador
do quadrado de légua para instalação do futuro povoado
de São Francisco de Assis.