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Basquetebol Atletismo Vivendo e Aprendendo VIVENDO E APRENDENDO
Desde o nascimento até a idade adulta, o ser humano passa por um processo crescente de maturação, ou seja, de amadurecimento biológico, até atingir a maturidade. Nosso cérebro demora cerca de dois anos para se formar. Nossos ossos passam por um processo de formação e crescimento, assim como nossos músculos e as demais estruturas do corpo. A maturação está relacionada à nossa capacidade de aprender movimentos. Por exemplo, um bebê de três meses simplesmente não pode aprender a andar, porque seu corpo ainda não está “maduro” para isso; esse aprendizado só costuma ocorrer por volta de um ano de idade, quando seus ossos, músculos e cérebro já se desenvolveram o suficiente. O ambiente físico, social e cultural em que vivemos também interfere em nossa capacidade de aprender movimentos. Uma criança de uma tribo nômade, que se desloca usando cavalos, aprende a montar desde a mais tenra idade, enquanto crianças da sociedade urbana podem aprender desde muito cedo a andar de bicicleta. Mesmo dentro de uma mesma cultura os movimentos se diferenciam de uma pessoa para outra. A forma de movimentar-se depende do grupo do qual as pessoas fazem parte, da classe social a que pertence, do lugar onde moram, de onde trabalham... Assim, a aquisição de novos repertórios de movimentos ou o refinamento daqueles que já foram aprendidos, está ligada à relação que temos com o ambiente social e cultural. O ser humano é um ser social: aprendemos com outros seres humanos. E só aprendemos se tivermos condições de aprender, isto é: além da maturação necessária, precisamos estar em contato, no dia-a-dia, com as práticas culturais e com as pessoas que nos motivam a aprender determinados movimentos. Também podemos deixar de fazer movimentos que até então executávamos com freqüência, em função de uma determinação sociocultural. É o que acontece, por exemplo, com um jovem que acostumado a jogar basquetebol, começa a trabalhar e não tem mais tempo para jogar, deixando de executar os movimentos próprios desse jogo. Em síntese, movimento se aprende. Mesmo aqueles tidos como naturais – andar, correr, pular... – são aprendidos. Assim, não se deve pensar que “fulano consegue fazer tal movimento porque ele tem um dom”. As pessoas não nascem sabendo, todos aprendemos de acordo com nosso desenvolvimento orgânico e com a cultura em que vivemos. Ao fazermos movimento, aumentam os ritmos do coração e da respiração. Quanto mais intensa a movimentação, maior é o ritmo dos batimentos cardíacos e da respiração, porque os músculos precisam de mais oxigênio e nutrientes. O trabalho do sistema circulatório e do aparelho respiratório – nossa capacidade cardiorrespiratória – permite ao organismo fornecer a quantidade de oxigênio e nutrientes necessários aos músculos para a realização de movimentos. Quanto mais desenvolvida a capacidade cardiorrespiratória, maior nossa resistência para a realização de movimentos. Podemos desenvolver essa capacidade fazendo regularmente movimentos moderados como corrida, natação, dança, faxina na casa, caminhada... Especialistas aconselham que esses movimentos moderados sejam feitos durante um tempo superior a 15 minutos, mas esse tempo é relativo: depende de quanto a pessoa é sedentária. Uma pessoa que quase não se movimenta pode ter esse período reduzido para 5 minutos. Mais importante do que o tempo, porém, é o controle dos batimentos cardíacos: não devemos fazer movimentos acima do que nosso corpo agüenta. * Ensinar e Aprender - Cenpec
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