Trombone
Membro
da família dos Metais (v. Quadro Sinótico). O seu
nome provém do Italiano e traduz-se como "grande Trompete". Isto é
correto, pois o Trombone é, na verdade, um Trompete alongado, cujo tubo é
dobrado duas vezes (ida e volta) e sua campânula é larga e profunda. O seu
emprego em orquestras é bastante remoto, tendo-se registros de sua
aplicabilidade desde 1558 até os nossos dias. Neste lapso de tempo, o Trombone
praticamente não mudou o seu formato. Há
dois tipos de Trombones.
Trombone de Vara -
neste tipo de Trombone, parte do tubo em forma de "U"
encaixa-se e desliza no tubo principal, modificando o comprimento relativo do
mesmo. A sonoridade do instrumento depende, então, do comprimento relativo que
o tubo apresenta, sendo que, a série dos sons de meio tom depende de posições
determinadas da vara móvel deslizante. É chamado também de Slide Trombone.
Tipos de Trombones de Vara: Obs.
O Trombone de Vara Tenor é o tipo fundamental dos Trombones de Vara, isto é,
o tipo que define o Trombone de Vara. Disse o Professor José Siqueira,
referindo-se a este tipo de Trombone: "...sua extensão reproduz a voz do
homem, dotada de todo o vigor da juventude". Os
Trombones que possuem duas ou quatro afinações, apresentam tubos adicionais e
chaves destinadas à afinação desejada.
Trombone
de Pistões ou Trombone de válvulas - basicamente, é o mesmo
instrumento musical descrito anteriormente, porém de tubo não deslizante, ao
qual adaptou-se o mecanismo de válvulas (pistões). Tipos de Trombones de Válvulas:
Considerações idênticas, com relação ao Trombone de Vara.
Interessante registrar, finalmente, um tipo híbrido de Trombone, que possui
vara ("slide") e válvulas, conhecido por Superbone.
Os
Trombones não são instrumentos transpositores e as suas partituras são
escritas na Clave de Dó na quarta linha, para registros agudos e médios e na
Clave de Fá na quarta linha, para os registros graves. No
Jazz, grandes músicos desfilam na execução do Trombone de Vara. O profuso
emprego deste instrumento musical nos arranjos jazzisticos, tanto em grandes
orquestras, como em formações menores, fez com que acontecesse a eclosão de
talentos geniais, que valorizaram a sonoridade melodiosa do Trombone.
Exemplificamos com três nomes consagrados: Glenn Miller, Tommy Dorsey e J. J.
Johnson. Mas, há muito mais! Convém
ouvi-los. Com
relação ao Trombone de Válvulas, o seu emprego no Jazz é mais rarefeito.
Pequena é a sua ocorrência, porém, registramos aqui um verdadeiro
especialista neste instrumento musical: Juan Tizol.