Festival de festivais
Os novos talentos musicais têm a cada dia mais motivos
para se animar: o crescente número de festivais nacionais
vem abrindo espaço para músicos ainda desconhecidos
do público e do mercado fonográfico. Confira os eventos
que você não deve perder se
quiser
saber o que está acontecendo de novo no cenário musical.
A segunda edição do Sprite Sounds - menina dos olhos dos festivais - já está divulgando a relação das bandas que participarão das finais regionais (primeira etapa), a serem realizadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Santos, Ribeirão Preto, Sorocaba, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre (Santa Maria / Blumenau / Florianópolis), Salvador, Recife e Fortaleza, deste mês até o final de outubro.
Escolhidas as bandas, será realizada a final nacional online, com duração de 30 dias. Os internautas escolherão os vencedores pela votação do site, do dia 01 ao dia 30 de novembro. A banda que obtiver mais votos levará o prêmio máximo: a gravação de um videoclipe e uma entrevista com todos os integrantes com direito à exibição na MTV.
Misturando ritmos e tribos, a terceira edição do Festival Dia D, que acontece em Vitória, entre os próximos dias 7 e 8, vai oferecer 15 horas seguidas de música e vai apresentar 52 bandas.
Ao
todo, serão cinco palcos - ‘Vitória’, ‘Moqueca’, ‘Capixaba’,
‘Das Artes’ e ‘Expressão’ - com muito rock, MPB, reggae,
jazz, hardcore, eletrônico, forró, blues e hip hop.
Nos palcos irão se apresentar as revelações da música
local, como Dead Fish, Mukeka di Rato, Manimal, Rastaclone,
Lucy, Pé do Lixo e Salvação.
Destinado quase exclusivamente a artistas locais, o evento inova com o Palco Expressão, dedicado ao teatro, à poesia e à dança. O festival ainda dará espaço para os videomakers capixabas que poderão exibir seus vídeos nos intervalos dos shows em telões espalhados pelo local.
Haverá também 14 stands para que fotógrafos, pintores e escultores mostrem suas obras, uma Tenda Eletrônica e uma Praça de Esportes. A organização espera atrair nesta edição cerca de 20 mil pessoas. A primeira e a segunda edição atraíram, respectivamente, oito mil e 15 mil pessoas.
A programação e as informações de como chegar e onde ficar estão no site do festival, onde há também as biografias das bandas e MP3 para downloads.
Dedicado exclusivamente aos roqueiros, o Porão do Rock dividirá a atenção dos produtores e donos de gravadoras interessados em novos talentos. O festival acontece em Brasília nos mesmos dias da festa capixaba, 7 e 8 de julho. .
Ao contrário da maioria dos festivais, a entrada para o Porão do Rock será gratuita. Ao todo serão distribuídos 150 mil ingressos para os shows apresentados no Estádio Mané Garrincha. O maior destaque do evento fica por conta da escolha da banda que substituirá o posto do rock nacional, deixado com o fim dos Raimundos. Até agora os favoritos à vaga são os grupos Rumbora, de São Paulo, e Proto, de Brasília.
Realizado
no Rio de Janeiro, o Festival
Movimento Rock será um concurso voltado apenas
para as bandas de rock, nos meses de agosto e setembro.
Aberto à participação de bandas de qualquer estado,
o festival vai ser dividido em três etapas - classificatória,
semi-final e final. Participarão na primeira fase
cinco bandas.
E para os que não curtem nem um pouco esse tal de rock’n’roll, Búzios vai sediar nos próximos dias 12, 13, 14 e 15 o Festival Búzios Jazz e Blues. A programação vai incluir atrações nacionais e internacionais, entre estes o guitarrista americano Stanley Jordan e o grupo argentino de blues, La Bacanblús.
A parte nacional do festival ficará a cargo dos conjuntos do saxofonista Leo Gandelman e do tecladista Marvio Ciribelli, que farão uma fusão do jazz com a música brasileira. O bom balanço do blues será garantido pelo grupo Baseado em Blues, pelo trio Blues Etc. e pela Miller Blues Time Band.
Nem só de som se faz um festival. A partir de hoje até o próximo dia 11, o Brasil está sediando o 36º Congresso Internacional de Música Tradicional, um dos mais importantes encontros musicais do mundo. O evento está sendo realizada no Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O Congresso, realizado a cada dois anos pelo International Council for Tradicional Music (ICTM), trata-se de um encontro acadêmico entre pesquisadores e especialistas de música de 45 países diferentes. E apesar de ninguém cantar ou tocar nada, é considerado muito importante para a cultura da música mundial.
"É a oportunidade para avaliarmos o que está sendo produzido e também uma busca pela preservação da produção dos mais diversos estilos que existem espalhados pelos países. O objetivo é garantir a diversidade musical do mundo e deter essa atual tendência de padronização dos sons", explica o coordenador e professor da Escola de Música da UFRJ, Samuel Araújo.
[04/07/2001]