All our dreams will come true. Am I scaring you tonight?
Foi numa sexta, eu me lembro, que meu assistente chegou com uma boa notícia.
- , eu achei o telefone dela.
- CARA, VOCÊ É DEMAIS. Vou te dar um aumento. Agora, dá aqui. - Ele me estendeu o papel, e eu não me contive.
Fui em direção ao meu camarim, e abri o flip do meu celular. Disquei o número dela, e esperei ancioso que ela atendesse. Eu ia sair com ela, essa possibilidade me deixava com uma felicidade estonteante. Que culpa eu tinha, se essa garota era tão perfeita? Toca, toca. Ela não atendeu.
Disquei o número novamente. Eu ia falar com ela, eu ia sair com ela. tinha dito que eu parecia meio obcecado pela garota, só falava nela, só ouvia o Ipod dela, só mandava acharem o telefone e o endereço dela e essas coisas, mas não era verdade. Eu só queria sair com ela. Eu estava apaixonado, um Jonas nunca fica obcecado. Somente apaixonado.. ELA ATENDEU. Que voz linda.
- Alô? - Ela disse.
- ?! - Minha voz tremia de anciedade, e eu não consegui me conter. Sacudi a cabeça, tentando me livrar disso, mas não consegui.
- Quem fala..?
- , é o . Se lembra? Do shopping.
- Como você conseguiu meu celular? - Ela disse, preocupada.
- Eu sou famoso, e tenho poderosos contatos. - Eu disse, provocando ela. Pouco me importava se ela ficasse comigo por causa da fama. Eu só queria ela.
- Ahm.. O que você quer?
- Sai amanhã comigo?
- Eu não acho uma boa idéia..
- Não, não me diz não. Por favor. Onde você quiser, eu te levo pra outro país, só me deixa sair com vo.. - Eu ia falando, mas ela me interrompeu.
- Ok, fica calmo. Tipo, vamos no Café Do Ponto?
- CLARO! Que horas posso te pegar?
- Humm.. as 4 da tarde?
- Perfeito. Mal posso esperar. - Verdade, eu MAL podia esperar.
- Ok, meu endereço é..
- Eu tenho ele aqui. - Não me contive, a ansiedade tinha em tomado.
- Meu, que med.. Ok, até amanhã então. Tenta ficar.. legal?, Ok? - Ela disse. Que fofa, ela se preocupava comigo.
- Vou ficar. Beijos.
- Beijo.
Fechei o celular, coloquei o número dela na minha agenda e sacudi a cabeça novamente. Levantei e voltei para o set de gravação, onde encontrei meus irmãos. Continuamos gravando e o tempo passou rápido. Mas, quando paramos, a sexta caminhou lentamente, se arrastando pelo chão, como se me desafiasse a enlouquecer. Finalmente, o dia seguinte chegou. E eu não havia enlouquecido.
Entrei no carro, e meu motorista me levou pra casa dela. Eram exatamente 4 horas quando eu cheguei lá. Ele buzinou de leve, e ela saiu da casa. Eu desci do carro, e a cumprimentei com beijo na bochecha. Entramos no carro, sem falar nada.
- Então.. - Eu disse, quebrando o silêncio e minha profunda observação dos perfeitos traços dela. - Gosta de café?
- Muito. - Ela respondeu, com um sorriso. Pelo menos, ela estava sendo simpática. - E você?
- Também. - E sorri para ela. No minuto seguinte, o silêncio já estava no carro. - Você gosta da minha banda?
- Eu nunca tinha prestado muita atenção, mas eu ouvi umas músicas e pah.. Bem legais. Vocês tem talento.
- Obrigada. Ah, aqui está seu Ipod de volta.
Ela me olhou, assustada, como se me acusasse de ter roubado o Ipod dela.
- Você deixou cair no chão, e como já estava longe, eu juntei pra você. Ah, eu carreguei ele também.
- Nossa, brigada. Pensei que nunca mais ia ver ele. Você é muito atencioso.
- Magina.
Então, chegamos na cafeteria. Descemos, eu abrindo a porta pra ela, e entramos. Sentamos numa mesa de dois, ela pediu um cappuccino gelado e eu um café normal. Ficamos conversando, até que o papo rolou bem. Ela era muito simpática, assim como eu imaginava, e muito atenciosa. Depois que eu devolvi seu Ipod, ela pareceu perder a vergonha (ou seria medo), e passou a falar mais e investir na conversa.
- Já venho aqui. - Eu disse, me levantando.
Fui andando até o banheiro. Quando estava saindo, senti uma coisa que me trouxe um flashback, mas não para algo que eu havia vivido antes, e sim para algo que eu havia sonhado. Senti o braço envolver meu pescoço, a mão na minha boca para me calar e o pano em meu nariz para eu desmaiar. Minha única vontade era gritar. Gritar, eu quero dizer, urrar: Corre .
Acordei, e estava sentado apoiado em uma parede. Vestia uma roupa branca, uma calça e uma camiseta, que não tinha detalhe algum. Levantei a cabeça e reconheci tudo. Era a sala branca, a deitada de lado com a camisola branca. A única diferença era que ela estava na posição que eu encontrara ela no meu sonho. Passei a mão pelo meu rosto, e pude sentir olheiras profundas em mim. Balancei a cabeça, e senti que era agora que o real pesadelo começava.
Vi a começar a abrir os olhos, e me aproximei dela. Percebia que ela estava com dificuldade de respirar e de se mover. Ajudei-a a se sentar, e ela não tardou a fechar os olhos, respirar fundo e falar:
- .. O que é isso?
- , eu não sei. Te juro. Mas esse foi meu sonho. - Disse, temendo a reação dela.
- Tá tudo rodando, me ajuda .. - Ela disse, segurando com força na manga da minha camiseta, num pedido de socorro desesperado.
- Calma, deita.
Eu ajudei ela a se deitar, e percebi que ela se acalmou. Coloquei sua cabeça no meu colo, e ela pareceu relaxar mais ainda.
- Como você sabia que passava deitando?
- No meu sonho, eu me senti tonto e perdido, e você disse para me deitar. E lá adiantou. Por que aqui não adiantaria?
- E agora, o que temos que fazer, então?
Pensei, por um momento, tentando me lembrar. Ela andou, falou, se aproximou girando o pescoço, se afastou e depois.. A PORTA!
- Rápido, bem aqui. - Eu disse, puxando ela para cima da porta.
- Por quê?
- Porque no sonho nós tínhamos que manter a porta fechada, se não eles iam nos dar mais uma dose..
- , para com isso. - Ela disse, se afastando meio cambaleando. - Você está me assustando. Eu não quero, sai daqui.. Me tira daqui, para com isso..
- , não sou eu que estou fazer isso, te juro..
- Eu te dou o que quiser, para.. eu não to me sentindo bem, e..
- Eu não faria nada que te machucasse ou te encomodasse, está bem? - Eu disse, me aproximando dela.
Inesperadamente, ela me abraçou. Na verdade, ela estava caindo e estendeu o braço para tentar não cair e eu peguei ela e a abraçei. Sua perna fraquejou, e eu a sentei no chão, ainda envolvendo ela nos meus braços. Não senti perfume ou cheiro algum dela, somente sentia o calor dela me aquecendo, já que eu estava frio. No minuto seguinte, ela me aqueceu e eu me senti melhor.
Percebi que o rosto dela estava marcado também, como se as paredes daquela sala sugassem a felicidade dela, tudo de bom que ela tinha.. Por que dessa vez eu não estava mal assim? Da última vez eu tinha ficado mal, mas agora.. Ah, claro. É porque, como ele não estava apaixonado da última vez que fora ali, ele tinha toda sua felicidade relacionada há outras coisas. Como agora eu tienho outra coisa, e estava feliz ainda. E podia me utilizar disso.
Girei a cabeça, como se alongasse o pescoço, para tentar relaxar um pouco. se levantou, com dificuldade, e se sentou com medo. Ela fraquejava, tão fraca e indefesa, mas ao mesmo tempo tão linda. Ela era perfeita, incrível, a vontade era de envolvê-la nos seus braços e beijá-la sem se importar das paredes quererem a desgraça dele.
Então, se lembrou da porta. Levantou, deixando a menina sentada no chão sem saber o que fazer, e se apoiou com tudo contra a porta. Sentiu o músculo do seu cotovelo ficar se contraindo como se contasse o tempo, e quando deu a décima contraída, ele começou a ouvir as batidinhas na porta, que ficavam cada vez mais forte.
- , me ajuda..
Ela foi engatinhando até ele, e colocou seu peso contra a porta também.
- , a quanto tempo a gente está aqui?
- Eu, eu.. Não sei.
Uma sensação estranha invadiu a sala inteira. Eles não sabiam se foram segundos, minutos, horas ou dias que eles haviam ficado lá. Desespero invadiu ambos, temendo se perder não só nas contas mas perder a cabeça também.
Eles ficaram lá, se olhando por um tempo, até que a expressão de mudou. Ela se transformou em desespero e medo, e antes que pudesse se dar conta, as palavras saíram da boa dele:
- Tchau.
E uma batida, dessa vez mais forte, fez com que tudo se apagasse. A única coisa que ele conseguiu ouvir antes disso, foi a voz de sua amada falar: "Feels like I'm going insane, I feel like a monster". Do mais, ele não estava ali para ouvir.
Levantei, pulando sentado na cama. Senti meu coração disparado, e logo que abri os olhos, começou a gritar.
- MÃE, RÁPIDO, ELE ACORDOU! - E se aproximou, me deitando novamente.
- Mais um sonho? - Disse, desesperado.
- ,.. - Minha mãe abriu a porta, sendo seguida por um médico.
Ele começou a me examinar, falando para eu ficar quieto. Minha mãe estava abraçada com , somente chorando olhando para mim. Assim que o médico se afastou, ela me abraçou com muita força.
- , como está se sentindo, amor? - Ela perguntou.
- O que aconteceu?
- Melhor você nos falar..
- DIGAM O QUE ACONTECEU!
Eles se entre-olharam, assustados e recebeu a confirmação de minha mãe que podia me contar o que quer que fosse que realmente tinha acontecido. Eu não estava entendendo nada, e não me sentia muito bem não.
- .. Você saiu com aquela menina, a . Dai, você sumiu e não atendia o celular, então, quando anoiteceu, mamãe mandou restrearem o seu celular através do gps dele e encontraram uma casa. Eles invadiram ela, e quando chegaram numa sala, eles arrombaram a porta e vocês dois estavam caídos no chão..
- ENTÃO, FOI REAL? - Me desesperei.
Saltei da cama, mesmo com eles tentando me conter e fui abrindo violentamente as portas do corredor. Quando abri a terceira porta, encontrei deitada dormindo. Me aproximei dela, fraquejando, e passei minha mão pelo rosto dela. Ajeitei o cabelo dela, e dei um beijo na bochecha fria dela.
Ela abriu os olhos, lentamente, e ficou me olhando até que começou a falar:
- , não me deixa voltar para lá, não..
O médico entrou no quarto e começou a me tirar de lá, mesmo eu tentando com todas as minhas forças me soltar dele e ficar com ela. Eu precisava dela, precisava protege-la, tê-la comigo. Aquilo martelava na minha cabeça, e ela era o único motivo da minha vida. Era ela, somente ela.
- , não, eu não aguento.. eu vou enlouquecer, eu não posso voltar..
me pegou pela camiseta e me arrancou do quarto. O médico fechou a porta, e disse que ele iria examiná-la, e que comigo ali ela não iria cooperar. Me obrigou a descer a escada e a entrar na sala, onde todos se reuniam, menos Frankie. Ele estava dormindo.
- Agora, , me explique o que aconteceu. - Minha mãe disse, firmemente, como se tivesse sido meu plano se sequestrado. Não parecia a minha mãe.
- Eu fui no banheiro da cafeteria, e quando saí, uma pessoa me pegou delo pescoço e colocou a mão na minha boca, me impossibilitando de gritar. Com a mão livre, colocou um pano no meu nariz, e eu desmaiei. Quando acordei, estava numa sala. Ela era inteira branca, e a parede era revestida igual ao chão, sem janelas nem portas. Melhor, tinha uma porta invisivel, e eu vestia uma roupa branca.. E a estava junto comigo..
- , a sala que vocês foram encontrados não era assim. Ela era normal, com janelas para rua, e você foi encontrado do lado oposto da sala onde ela estava. Você vestia roupa normal, e nada além de vocês e seu celular foi encontrado lá.
- E , o cara que você descreveu como sequestrador tinha três braços? Ele segurou teu pescoço, colocou a mão na sua boca e levou o pano ao seu nariz.. como?
- Não, vocês não.. Vocês não são minha família.
Eu tinha descoberto. Eles não poderiam ser minha família. Sorriam ao ouvir problemas na minha descrição, estavam calmos demais para estarem preocupados comigo. E aquele médico.. estava sozinha com ele, sendo que aquilo não era bom. Quando me toquei, tentei andar. Não consegui.
Senti minhas pernas fraquejarem, e me segurei no encosto do sofá. Olhei, desesperado, para o lado e focalizei a visão no quadro pendurado na parede. Parecia que ele falava comigo, assim como todos os outros. O mundo girou de ponta cabeça, e no seguinte eh já me encontrava sendo aparado por "".
Com os olhos fechados, a escuridão parecia sua luz. Aquilo me consumia, me controlava. Era algo muito perto ao conforto, talvez perto até demais. Não sabia o que estava errado comigo, porque sentia aquilo, mas não tinha forças para tentar sair dali, muito menos para recomeçar. Eu não ouvia nada, não conseguia falar, somente observar. Observar a luz verde acendida dentro da minha cabeça, mesmo não querendo pensar naquilo. Os quadros continuavam falando, falando mentiras e jogando sujo. Tentei pensar duas vezes, mas tudo aquilo ali me assustava. Eu mesmo estava me assustando. Cada vez mais.
What's wrong with me?
Why do I feel like this?
I'm going crazy now
No more gas in the rig
Can't even get it started
Nothing heard, nothing said
Can't even speak about it
I'm a light on my head
Don't want to think about it
Feels like I'm going insane
Yeah
It's a thief in the night
To come and grab you
It can creep up inside you
And consume you
A disease of the mind
It can control you
It's too close for comfort
Put on your green lights
We're in the city of wonder
Ain't gonna play nice
Watch out, you might just go under
Better think twice
Your train of thought will be altered
So if you must faulter be wise
Your mind is in disturbia
It's like the darkness is the light
Disturbia
Am I scaring you tonight
Your mind is in disturbia
Ain't used to what you like
Disturbia
Disturbia
Faded pictures on the wall
It's like they talkin' to me
Disconnectin' phone calls
The phone don't even ring
I gotta get out
Or figure this shit out
It's too close for comfort
It's a thief in the night
To come and grab you
It can creep up inside you
And consume you
A disease of the mind
It can control you
I feel like a monster
Put on your green lights
We're in the city of wonder
Ain't gonna play nice
Watch out, you might just go under
Better think twice
Your train of thought will be altered
So if you must faulter be wise
Your mind is in disturbia
It's like the darkness is the light
Disturbia
Am I scaring you tonight
Your mind is in disturbia
Ain't used to what you like
Disturbia
Disturbia
Release me from this curse
I'm trying to remain tame
But I'm struggling
You can't go, go, go
I think I'm going to oh, oh, oh
Put on your green lights
We're in the city of wonder
Ain't gonna play nice
Watch out, you might just go under
Better think twice
Your train of thought will be altered
So if you must faulter be wise
Your mind is in disturbia
It's like the darkness is the light
Disturbia
Am I scaring you tonight
Disturbia
Ain't used to what you like
Disturbia
Disturbia