Introdução: Rockstar - Nickelback
Capítulo Um: Here I Come - Fergie
Capítulo Dois: Glamourous - Fergie
Capítulo Três: Fergalicious - Fergie
Capítulo Quatro: Connected - Sara Paxton
Capítulo Cinco: Stronger - Kanye West
Capítulo Seis: Behind Blue Eyes - Limp Bizkit
Capítulo Sete: Finally - Fergie (só tem Fergie nessa joça? ¬¬)
Capítulo Oito: I Like To Move It - Madagascar
Capítulo Nove: Mas Que Nada - BEP
Capítulo Dez: Love - Matt White
Capítulo Onze: 5:19 - Matt Wertz
Capítulo Doze: I Just Wanna Live - Good Charlote
Capítulo Treze: Crazy - Gnarls Barkley
Capítulo Quatorze: In The Dark - Tiesto
Capítulo Quinze: Lovestoned - Justin Tumberlake (pegaeuJT!)
Capítulo Dezesseis: Across The Universe - Beatles (amadoseidolatrados,eternamente<3)
Capítulo Dezessete:
Too Little, Too Late - Jojo (pãodequeijo)
Capítulo Dezoito: It Ends Tonight - The All-American Rejects
Capítulo Dezenove: Only Hope - Mandy Moore
Capítulo Vinte: Oppression - Ben Harper
Capítulo Vinte e Um: Maneater - Nelly
Capítulo Vinte e Dois: Mary Jane's Shoes - Fergie
Capítulo Vinte e Três: In The Colors - Ben Harper
Capítulo Vinte e Quatro: Move Along - The All American Rejects (brigada Monique!)
Capítulo Vinte e Cinco: Gone Going - BEP
Capítulo Vinte e Seis: If I Had Eyes - Jack Johnson (sedeusquiser,euvounoshow!)
Capítulo Vinte e Sete: Because Of You - Kelly Clasrksonk
Capítulo Vinte e Oito: Over My Head - The Fray (proPhelps-interna)
Capítulo Vinte e Nove: Let it Be - Beatles - O post sumiu i.i
Capítulo Trinta: Knocking on the Havens Door - Guns N' Roses
Capítulo Trinta e Um: Hero/Heroine - Boys Like Girls
Capítulo Trinta e Dois: Aleluia - Shrek
Capítulo Trinta e Três: Hey There Delilah - Plain With T's
Capítulo Trinta e Quatro: Won't Go Home Without You - Maroom 5
Capítulo Trinta e Cinco: Cry Me a River - Justin Timberlake
Um show com mais de 30 mil espectadores, que envolvia desde jovens até adultos. Pais levaram suas filhas e filhos para o show, e pela primeira vez na vida, quiseram ficar. O ritmo pop da estrela jovem misturado com o som clássico e agradador-de-adultos-e-de-adolescentes-também do Nickelback fazia a platéia sacudir.
O show fora dividido em duas partes. Na primeira, a banda Nickelback cantou e levou a platéia inúmeras vezes a loucura. Depois, fez com que todos os teens sacudissem a cabeça e cantassem as milhares de músicas que a estrela de 17 anos cantava e estava em todas as rádios, atualmente.
E quando todos suporam que o tão esperado e sonhado show tinha acabado, os dois voltaram juntos. Chad Kroeger, o vocalista da banda, voltou andando com o violão, e sacudindo a cabeça no ritmo. Até então, todos não se surpreenderam. Afinal, ele era louco, e todos sabiam disso. Estaria isso no plano dos shows? Foi quando entrou, vestindo uma mini-saia um tanto ousada e saltitando no ritmo da música, parou ao lado dele, passou um dos braços atrás do pescoço dele, ficando do lado dele. Juntos, começaram a cantar a música Rockstar.
Quando terminaram, fogos de artifício sairam do topo do estádio onde o show ocorria, encerrando o show em grande estilo, deixando todos de boca aberta. Ainda abraçados, os dois astros sairam. Uma chuva de palmas começou, e só foi terminar quando as pessoas começaram a pular e gritar bis. Hey, Hey, I wanna be a rockstar.
estava cansada. Depois que saiu do palco, conversou rapidamente com o produtor, e combinou que iria direto para o Hotel onde estava hospedada. Afinal, mesmo esse sendo o último show da turnê: &Back, ela estava cansada. Os companheiros iam perdoá-la, e os fãs também. Ela precisava de uma noite de sono.
Entrou no carro, ouvindo coro das suas músicas sem dar atenção. Para todo lugar que ela ia, era assim. Difícil ser famosa, era fato. Entrou no hotel, e os seus seguranças e a equipe toda dela ficou nos quartos do primeiro andar. Ela ficaria com o quarto andar. Entrou no elevador. Finalmente sozinha.
Olhou pro espelho. Ah, ela era hot, ela era linda, ela podia, ela cantava tocava e compunha, ela dominava. Passou a mão no cabelo e começou a dançar e cantar.
Quando ela parou a música, ageitou novamente seu cabelo, e a porta do elevador abriu. Maravilha, tinha se distraido e ele tinha ido pro décimo primeiro andar. Macetou de novo o botão do quatro, e fechou a porta na cara do rapaz que havia chamado o elevador. Sentou no canto, cansada. Quando ele finalmente chegou, ela não estava afim de se levantar.
Pegou a bolsa com a boca, mordendo a alsa dela, e foi engantinhando até a porta.(n/a: Olha a Giulia ai :o) Somente quando ela chegou lá,se levantou e olhou para a porta do quarto logo na frente, viu um rapaz com uma Senhora Barriga olhando para ela sem piscar.
- HELLOO, o que tá olhando? - Ela disse, pensando em como seria interessante bater nele se ele não parasse de secá-la.
- Nada. Só que não é todo dia que se tem uma insônia e ouve um barulho alto de uma chave balançando, e se vê uma menina engatinhando segurando a bolsa e a chave do quarto na boca, não?
- O que foi, ficou olhando?
- Impossível não reparar. - Ele disse, dando um sorriso. - Então, você é a , certo?
- Exatamente. - Ela terminou de girar a chave, e abriu a porta do quarto.
- Sou Jonas.
- Eu sei. Até amanhã. - Ela disse entrando. Ele entrou logo depois, bateu a porta, ainda perdido em seus pensamentos, achando que talvez essa garota fosse muito mais do que as revistas de fofoca diziam.
Enquanto isso, tomou um banho demorado e relaxante, abriu um chocolate qualquer do frigobar e o devorou. "Adeus, regime", ela pensou. Depois, deitou sua cabeça sobre o travesseiro e adormeceu.
acordou com uma batida na porta. Era constante, e acompanhada da voz do seu produtor. Ela se levantou, irritada, pouco se preocupando com a aparencia e abriu a porta, escancarando-a.
- QUE FOI? - Ela disse.
- Se arrume. Você tem um leilão beneficiente em 30 minutos, rápido.
- Já vou, querido - Ela sublinhou a intonação cínica na palavra "querido" e bateu a porta do quarto. "Calma, .", ela pensou, "somente mais uma semana e você estará no cruzeiro e você finalmente terá suas merecidas férias.". Se vestiu, colocando um curto, mas não ousado, vestido tipo praia. Colocou uma rasteira, não estava afim de usar saltos agora. Pegou uma maçã que tinha deixado na mesa do seu quarto e desceu comento ela.
Quando chegou, todos olharam quando ela entrou no chique salão onde só se encontravam celebridades e desesperados-por-informação, ou seja, fotógrafos. Estava atrasada, mas ela era , então isso não chegava a preocupá-la. Sentou na primeira fileira, e logo o organizador começou a falar. Seu produtor sentou do seu lado, e do outro pode ver um rapaz, que ela mais tarde foi reconhecer ele como Jonas. Estava seguido de Jonas, o rapaz da noite anterior, e de mais um, que ela julgava ser , ou algo assim.
Ela começou a olhar para a unha, tão perfeitamente cuidada e manicurada (n/a: isso existe? oi *-*), como se as palavras do senhor na frente fossem indignas da sua atenção. E não eram? O leilão começou. Ela se assustou, os meninos ao seu lado apostavam alto. Ela não, apostava quando queria levantar a plaquinha, não se preocupava com isso.
- , faça o favor de apostar logo, o leilão vai acabar em meia hora e você não doou nada ainda. - Disse seu produtor, nervoso.
- Ah, se você quer tanto assim, por que não aposta você mesmo? Eu pago. - Ela disse, dando um sorriso irritado, e levantando a plaquinha. Pronto, ela venceu esse. "satisfeito?".
Ela fechou mais dois, terminando com 3 doações, que no ponto de vista dela era o bastante. Mas se comparado a quantidade de dinheiro que ela tinha na conta bancária, era nada. E se tornava menos ainda se fosse comparado ao tanto de lances que os tais dos Jonas Brothers fecharam. E eu com isso?
Quando acabaram, ela foi a primeira a se levantar e falar bem alto:
- Ótimo, estou faminta. Vamos, John? - Ela disse, chamando o produtor, que conversava com um amigo. "Vou sozinha, então". Seguiu saindo da sala, e se dirigiu ao restaurante do hotel. Ela ia andando mexendo no seu Iphone, até que um braço a segurou.
- Quem se atreve? - Ela disse, com um sorriso divertido no rosto.
- Cara, você realmente não tem coração, né? - "Maravilha, ".
- Não tenho mesmo, . - Ela disse, e mencionou a se virar, mas ele a parou de novo.
- Você se acha, né? - Mas não deu tempo da menina responder. - Quem você pensa que é?
Ela colocou a bolsa no chão, e virou para ele, cantando.
Se virou, deixando o menino parado lá, até que voltou a andar para a direção oposta até encontrar seus irmãos. A garota quando avistou Jensen, um ator amigo dela, (n/a: olha ele ai *-*) deu uma corridinha e abraçou ele.
- Vai no cruzeiro? - Ela perguntou, envolvendo o braço no pescoço dele igual fez no show.
- Claro que vou. - Ele respondeu, pondo as mãos na cintura dela e dando um sorrisinho. - E você?
- Longe de paparrazis, de toda essa gente chata, somente com famosos. Está brincando que eu ia perder, né?
Ela deu um beijo na bochecha dele, e voltou a caminhar distraidamente para o refeitório.
estava correndo na esteira da academia. Era díficil manter uma barriga perfeita e o corpo também. Ok, para ela não era, nem um pouco. Ela já tinha nascido com um corpo perfeito. Mas ela amava correr, era a sua coisa preferida depois de cantar e dançar.
Quando terminasse a esteira iria para casa, tomaria um banho, arrumaria a mala porque amanhã estava zarpando para o cruzeiro. Ela iria para um cruzeiro onde 200 celebridades iriam juntas, mas não era essa a parte boa, digo, maravilhosa. Era o fato que somente pessoas famosas ia. Sem fotógrafos, produtores e fãs enchendo o saco e exigindo coisas o tempo todo. E melhor ainda, um cruzeiro de 6 estrelas. Ela nem sabia a rota. Não importava, estaria bem acompanhada, onde fosse.
Desceu da esteira, e seu personal trainer veio elogiar que ela havia conseguido perder mais 2 quilos tão rápido. Ela somente olhou, com cara de dó misturado com nojo, bem típico dela, colocou a toalha no ombro, e disse:
Terminou, balançou a cabeça, soltando o cabelo do rabo-de-cavalo, e saiu andando até o carro. O motorista a levou até a sua casa, onde ela fez o que planejava. De noite, com tudo arrumado, se tacou no sofá e assistiu um pouco de notícias. Ah, olha, ela estava na E! News de novo. O que a mulher loira falava dela? Vai falar que assim, ser famoso não é o máximo?
Seu celular tocou, e ela reconheceu o número de Jensen no visor.
- Alô? - Ela disse
- Fala !
- Jensen. Diz ai o que tu quer.
- Nossa, uma delicadesa que me comove. Mas, ok. Quer que eu te dê uma carona pra lá, amanhã?
- Pro cruzeiro?
- É, né?
- Não precisa, vou pegar carona com o Kenji.
- KENJI? WTF?
- Meu novo motorista. Ele é um amor.
- Você me assusta, . Mas ok, te vejo lá então!
- Ok. Beijinho, beijinho.
- Beijos catcat.
- Você fica gay falando isso, só eu posso.
- Desculpa. Beijos queridá - Jensen imitou voz de gay.
- UUI, SEU GAAAY, SAI DAQUII! Tchau, viu?
- Tchaau, amigá!
desligou o telefone, ainda rindo, e voltou a assistir TV. Agora, falavam sobre ela ser metida e derivados.
Desligou a TV com raiva, amaldiçoando a loirinha chata que apresentava as notícia do canal, e foi até a cozinha. Como se esses comentários afetassem ela. Somente nos sonhos deles.
Quando passou pela ponte que ligava a terra ao cruzeiro que estava no mar, um monte de flashes dispararam. Logo que entrou, segurando sua bolsinha enquanto homens grandes e fortes passavam atrás dela levando sua bagagem até seu quarto, a menina procurava alguém.
Viu um punhado de cabelos ondulados e preto se virarem para ela, ao longe, e logo em seguida um grito que ela mesma acompanhou.
- !
- !
As duas amigas-celebridades foram correndo uma a outra e se abraçaram. Estavam morrendo de saudades. Três meses sem se ver é difícil, ainda mais quando se tratava dessas duas. Elas eram inseparaveis, as amigas preferidas das fofocas nas revistas, a dupla atualmente mais famosa, invejada e comentada. Mas isso não importava.
Quando soltaram do abraço, os flashes ainda lançavam, e mais tarde resultariam em uma foto super fofa das duas amigas estampadas na capa de mais de uma revista. Elas apavoraram, vai negar? Ao verem que todos olhavam elas, tanto de fora quanto de dentro do barco, elas riram e começaram a cantar juntas, como antigamente.
- Vamos, vamos colocar as fofocas em dia. - disse, pegando na mão da menina e puxando-a navio a dentro.
- OBAA, agora vamos para a melhor parte. - disse, rindo sem parar. - Me conta, como foi a turnê?
terminou de girar a chave do quarto, entrou nele, e logo atrás. Se tacou na gigante cama de casal, e comentou:
- Foi MARAVILHOSO. É sempre bom estar em foco. - As duas riram. Como se elas precisassem fazer mais do que levantar um dedo para quererem tirar uma foto delas ou falar mal delas.
- Pois é, falem bem ou falem mal, mas falem de mim. - disse, rindo mais ainda, e arrancando uma gargalhada alta e espalhafatosa de .
- Tudo bem ai? - Era Jensen, que pelo jeito havia acabado de chegar e tinha visto a porta do quarto aberta. Ele vestia uma camiseta de botão estilo havaino, que fez as duas rirem mais ainda. se levantou e puxou ele para dentro do quarto. Ele abraçou a amiga , e se sentou do lado de na cama.
- Enfim, tudo completo! - Ela gritou, e voltou a se levantar. - Vejo vocês na piscina.
E saiu correndo. Quando chegou lá, tirou o vestido (nessa altura, o navio já se afastava da costa) ficando só de biquini azul, e pulou na piscina. Nada mais refrescante que uma água gelada acompanhada de um suco de laranja e batatas fritas bem gordurosas e gostosas para começar as férias de 1 semana de modo perfeito.
Pode ver os flashes, apesar de distantes, fotografando-a. Sinceramente? Ser linda era díficil, ainda mais sendo famosa. Mas tinha seus proveitos, não? Ah, tinha sim. E muitos, lhe garanto.
Depois de passarem duas horas nadando, os três se despediram brevemente e cada um foi para seu quarto. tomou um banho, e colocou um vestido mais arrumado. Ela tinha combinado de ir com no barzinho que tinha dentro do cruzeiro. Mesmo ambas sendo menores de idade, não seria difícil conseguir uma, duas ou até três garrafinhas de bebida, certo? Colocou seu salto alto 8, pegou uma das suas bolsinhas carrísimas, e foi até o bar.
Quando entrou, viu que estava cheio. Eram 8 da noite, e parecia que metade das pessoas se encontrava ali - provavelmente, a outra metade estaria no restaurante -. Logo encontrou sentada numa mesa, mas acompanhada de um garoto. Mesmo de longe, o reconheceu. Era Jonas, certamente. Se aproximou, deu um beijo na bochecha do menino e sentou-se na mesa.
- , sai daqui, meu. - falava, irritada mas ao mesmo tempo, com um sorriso no rosto.
- Não sabia que você ia estar aqui - disse, olhando para , que não tirava os olhos dela agora - Seus irmãos também estão?
- Sim, eles estão ali na outra mesa. - E apontou para uma mesa onde dois meninos muito bonitos se encontravam. Mas, a garota nem olhou, só havia perguntado por educação - Bom, acho que vou indo.
- Até, . - As duas falaram. Começaram a conversar, e depois foram até o balcão. A cada minuto que passava, o lugar se enchia com mais gente, e ficava mais abafado. O garçom trazia mais e mais bebida para as meninas, que pela primeira vez exprimentaram ficar totalmente chapadas. (n/a: ui o.O)
Passou um tempo, e elas começaram a se soltar. , ria de tudo, até do cara do outro lado da sala que não parava de olhá-la. Passou mais um tempo, e competiam para ver quem virava o copo mais rápido. Passou mais um pouco, e as duas já tinha subido no balcão e começavam a cantar.
Quando terminaram, as meninas estenderam a mão, pedindo ajuda aos rapazes que estavam mais próximos para descer. se sentou no bar, cercado de homens - da sua idade para cima - e ria sem parar. pegou e saiu do ambiente que a deixava sufocada agora.
Se apoiou na grade de proteção, e ficou admirando o mar. Agora, não dava mais para ver a costa, e tudo estava escuro como breu, somente o barco brilhava naquela paisagem distante. A porta voltou a abrir, mas ela não deu bola, estava viajada demais para se interessar por isso. Sentiu alguém se encostar na grade ao seu lado, e olhou. Era .
- Você não tá bem, né? - Ele peguntou.
- Digamos que já estive melhor, e que amanhã ficarei.. Pior - Ela disse, com um sorriso verdadeiro e chapado. Ela fedia alcóol, e ele teve que recuar um pouco. Ela se aproximava cada vez mais, e começava a cambalear, se segurando mais ainda na grade.
- Quer fazer uma aposta comigo? - Ele disse.
- Opa, eu amo apostas. - Ela sorriu, não que tivesse parado de rir em algum momento. - Ainda mais com meninos bonitos como você.
- Ai, essa doeu - Ele disse, rindo mais ainda. - Então, é o seguinte. A gente tem uma semana para mudar o outro.
- Que? - Ela não tinha entendido bulhufas
- Assim. Uma semana para eu tentar mudar o jeito que você é, e você também, uma semana para mudar o jeito que eu sou. Os dois ao mesmo tempo. Entende?
- Humm.. E o que apostamos?
- Se eu te mudar, você doa um quarto da sua fortuna atual para a minha instituição. Se você me mudar,.. escolha.
- Humm.. Eu quero que você admita na frente de toda a empresa que você mudou.
Ambos se olharam, pensativos por um momento, e prosseguiu.
- Fechado. Começamos amanhã. - E se desapoiou da grade. virou, e disse puxando ele pela gravata que ele usava.
- Então, se é só amanhã, que tal curtir hoje? - Dando um sorriso bobo.
- Exatamente, nós começamos amanhã - Ele afastou a garota de si e voltou a andar em direção ao seu quarto. - E eu se fosse você, ia dormir. Você terá uma longa dor de cabeça amanhã.
Ela riu, e voltou a olhar o mar.
se soltou da grade de apoio, e andou até a ponta do barco. Viu que Johnny Depp estava lá, ou ela achava que era. Mas pela sua surpresa, ela não queria pular e agarrar ele, já que ele era seu ídolo. Ela andou, silenciosamente, e parou do lado dele. Ficaram em silêncio, olhando para o mar, até que ele virou e olhou para ela.
Os olhos azuis da menina refletiam a escuridão do mar, e pareciam não ter fim. Ela suspirou, e virou novamente para a direção oposta dele. Começava a chover, e ela estava se enchercando. Abriu os braços, e rodou.
Ela parou de cantar, e se deixou sentar no chão, ainda chovendo. Ela olhou para o lado, e viu que Johnny sorria. Ela levantou, e foi na direção dele, ainda caminhando lentamente. Quando se aproximou dele, ele somente desviou dela, e foi andando para onde ela tinha caminhado e cantado. Quando olhou pela segunda vez, ele não estava mais ali.
Sentiu um abraço por trás, e era Jensen. Ele sussurou no ouvido dela:
- , vamos? Não vai ser bom você ficar aqui.
- Behind Blue Eyes. - Ela sussurou de volta, terminando a música finalmente, e se deixou ser levada para o quarto. Quando chegou lá, se despediu de Jensen, tomou um banho, e foi dormir. Seus sonhos não foram assim vazios, como todos julgavam que eram. Foram conturbados, por novas aparições, mas nunca poderiam ser considerados.. vazios.
se levantou, mas não sentia dor de cabeça alguma, como achava que ia sentir. Se arrumou, e foi para o salão onde era servido o café da manhã, que ia até o meio-dia. Olhou no relógio; Eram 10 horas. Ela tinha acordado cedo, até.
Quando chegou, viu que o salão estava vazio. Ninguém mesmo. Não se importou. Pegou um prato e colocou uma salada de frutas, e deixou na sua mesa. Depois, voltou e pegou um copo de suco de morango. Então, ouviu a porta abrindo e os Jonas entrando.
- . - Nick disse. - Tudo bom?
- Tudo sim. - Ela deu um beijo estalado na bochecha de cada um dos irmãos, e se sentou na mesa. Eles ficaram um tempo olhando, e então e foram pegar pratos também. Nick se aproximou da mesa, e perguntou:
- Se lembra da.. aposta?
- Claro que sim. Não sou do tipo de garota que esquece facilmente. - E sorrindo, voltou a comer.
Depois de ter tomado café da manhã, ela saiu do salão, mas foi parada novamente por .
- Então, eu acho justo nós almoçarmos juntos, hoje, e cada um ter direito a fazer cinco perguntas, não?
- Por quê?
- Para pelo menos sabermos um pouco mais do outro.
- Bem pensado. Passa no meu quarto lá pela uma da tarde, ok? - Deu mais um beijo na bochecha dele e foi para o quarto. Ficou no telefone, vendo televisão e leu um livro, chamado Histórias Extraordinárias, de Edgar Alan Poe. Quando deu meio-dia, ela retocou a maquiagem, terminou de se arrumar e ouviu a porta bater. Pegou sua bolsa, e abriu a porta.
- Vamos? - disse.
- Sim.
Eles foram para o restaurante do navio, e se sentaram na mesa próxima ao piano. A Mandy Moore tocava ele. Era assim, cada dia um artista tinha que tocar em algum lugar, até o final da viajem. O show de ia ser só mais pra frente, e ela não estava preocupada com isso.
- Então.. Quem começa? - disse, depois que eles pediram o almoço.
- Você.
- Ok. - Fez uma pausa. - Por que você só se importa com você mesma?
- Ótima pergunta. - Ela deu um sorriso sarcástico, e se aproximou da mesa enquanto respondia - Porque ninguém nunca se importou comigo. Então, porque eu deveria me dar o trabalho de mover o dedo por alguém?
Ele ficou quieto, nervoso, sem sabe se ela havia ficado brava ou não. Ela, percebendo isso, deu mais um sorriso.
- Minha vez. - Ela continuou - Por que você fez essa aposta comigo?
- Porque eu tenho dó dos seus fãs, que tem que aguentar o que você faz. - E deu o mesmo sorriso sarcástico que ela tinha dado.
- Eles aguentam porque querem. Não pedi para nenhum deles assumir minhas responsabilidades. Sua vez. - Quem olhava a conversa, achava que eles estavam brigando um com o outro. Mas pelo contrário, estavam "socializando".
- O que você gosta de fazer?
- Nadar, dormir e cantar. Atuar também. - Ela respondeu, despreocupada. - Por que você se preocupa tanto com sua família?
- Porque eles sempre me apoiaram em tudo. - Ele se sentiu irritado com ela, mas foi interrompido pela chegada do almoço. Eles começaram a comer, até que ele prosseguiu - O que te faz ser assim, tão grossa e metida?
- Porque eu sei que eu posso, e que tudo o que eu faço é aprovado. Ou não. - Ela comeu mais um pouco - Onde você arranja tanta inspiração para compor músicas tão rápido?
- Hey, você compõem músicas também! No mesmo lugar que você.
- Nossa, finalmente uma resposta que me agradou. - disse, rindo. Estava gostando do almoço. - Novamente, sua vez.
- Você tem um sonho?
- Sim.
- Qual?
- Sorry, minha vez. - E se mexeu desconfortávelmente na cadeira - O que vai fazer hoje a noite?
- Ainda tenho a tarde inteira para decidir. - E piscou para ela, ambos riram. - Última pergunta: O que você queria ser quando crescesse, quando criança?
A expressão do sorriso dela murchou, e ela se levantou. Caminhou até o piano, que agora estava desocupado, e começou a cantar.
Ela se levantou, e voltou a mesa. Deu um sorriso, e percebeu que ele estava sério.
- Última pergunta. Vamos pra piscina? - Ele respondeu que sim com a cabeça, e os dois foram caminhando até a piscina, sem falar nada. "Finally, let's have fun, bitch.", pensou.
Capítulo Oito - I Like to Move It
Quando chegaram na piscina, viram que Jensen, , e já estavamos lá. chegou, tirou a saia que vestia e ficou só de biquini. foi até deu quarto, se trocar. A garota se aproximou e deitou numa das cadeiras de lá, e ficou tomando um sol, até que sentiu um corpo molhado se aproximar dela.
- - Ela gritou, dando um tapa nele e se levantando. - Você me assustou!
- Desculpa, você sabe que não era minha intenção. - E abraçou ela.
- AHH, SAI DAQUII - Ela se afastou dele. Era incrível; Por mais pouco tempo que fosse que eles se conheciam, eles já eram amigos.
- Ok, vou sair. Magoou. - E ele foi andando até a beira da piscina, quando parou. foi atrás dele e passou o braço pelo pescoço dele. Ele automaticamente passou a mão na cintura dela, e empurrou ela na piscina.
- ! EU VOU TE MATAAAAR! - Quando foi interrompida pelo mesmo, que havia pulado novamente na piscina. Quando ele chegou perto dela, tentando pedir desculpas, ela saiu correndo e se sentou com a . Nisso, já havia chego e conversava com .
Jensen, que só observava a situação, começou a falar com :
- Ah, eu te entendo. A é muito bonita.
- Meu, bota bonita. Um corpo perfeito. E a , então?
- São perfeitas. - Eles falavam alto, provocando as duas. e só riam. Jensen se levantou, e começou:
Quando ele terminou, todos pularam na piscina juntos. (n/a: Eu morri de rir escrevendo isso :x) Pediram suco na piscina, comeram batatas-fritas, brincaram, riram e ficaram a tarde inteira na piscina.
- Gente, eu vou sair. Meus dedos estão totalmente enrrugados, e isso me deixa com horror deles. - disse
- Vou junto. - falou na hora e saiu com a amiga da piscina. Quando elas estavam quase chegando no corredor interno do navio, ouviu gritar:
- Não tem problema, você fica linda do mesmo jeito !
E entrou no quarto rindo.
ficou no quarto. Pediu que levassem o jantar no quarto mesmo, e ficou descansando. Era difícil ter acabado de fazer uma turnê, gravar um CD ao mesmo tempo e ainda estar se preparando para fazer um filme. Sendo que seria sua primeira vez nas telonas, onde ela era a atriz principal, junto de Jensen. Ela só participava de uma série, que era famosa graças a ela, e era tudo bem diferente.
Acabou dormindo as 9 da noite, e só acordou no dia seguinte com batidas fortes na porta. Olhou no relógio, eram oito da manhã. Se levantou, colocou o roupão e foi atender a porta. Abriu uma fresta, e viu que era a .
- Que fooi? - Ela perguntou, rindo.
- Estou preocupada. Ontem você não foi jantar, não atendeu o telefone..
- Eu estava cansada, só.
- Ok, então vai se arrumar que eu to te esperando no café, ok?
- Tá bem.
Ela se arrumou, colocou um shorts branco coladinho, uma blusa mais solta, mas não chegava a ser uma bata, que deixava metade da sua barriga para fora, exibindo seu piercing no umbigo (n/a: eu acho lindo, mas não tenho coragem de fazer y-y). Pegou o celular somente, e colocou um boné, deixando o cabelo solto. Quando chegou no café, viu que todos estavam lá.
Os Jonas, o Jensen e a estavam todos na mesma mesa, então ela pegou um prato, colocou um pedaço de mamão e se sentou para comer. Deu um beijinho na bochecha de cada um, e não pode deixar de sentir como o perfume do era gostoso.
- Então, o que vamos fazer? - perguntou, quando todos já haviam terminado de comer.
- EU SEEI! - Ela disse, se levantando. - Vamos jogar basquete.
- Você sabe? - Ele perguntou, duvidando.
- Quem ai dos 3 é o pior? - se levantou, perguntando e se juntando a amiga.
- O .. - ia falar, mas interrompeu ele.
- Eu quero que seja eu, a e o , contra rapá. Vamos lá, amigas. - E saiu correndo com .
Quando os meninos chegaram lá, elas estavam conversando e se aquecendo.
- Vai até quanto? - perguntou
- Haha, a gente não é criança . Vamos fazer meia hora de jogo, quero ver se vocês aguentam. - respondeu
Eles riram, e começaram a jogar.
- Vocês começam com a bola, garotinhas. - disse. Incrível, ela era muito competitiva, parecia uma versão feminina do .
- Tem certeza? Vai se arrepender. - respondeu, girando a bola.
- Vamos ver. - Ela sorriu, e o jogo começou.
bateu duas vezes a bola no chão, e saiu correndo. Mal tinha dado 3 passos, quando viu rapidamente alguém roubar a bola dele, e quando se tocou que era , ela já pulava na cesta, marcando ponto para o time dela. correu e abraçou ela, que retribui. Logo em seguida, bateu na mão de e mostrou a língua para Jensen, que estava com cara de: WHAT?
e só se olhavam.
- Ok, você quer jogar sério? - disse, ficando irritado.
- Mal posso esperar. - Ela se aproximou dele, empurrando a bola na sua mão, e falando colada no ouvido dele. Se não fosse o fato dele estar muito irritado, ele perceberia que tinha ficado arrepiado.
Novamente, começou com a bola. Mas, dessa vez, ele conseguiu driblar três vezes e fazer a cesta. O resto do jogo, foi assim. Ponto um, ponto outro, nunca conseguindo ficar dois pontos a frente. Estava disputado, e cada vez os dois levavam mais pro lado pessoal.
Então, ponto decisivo. Se marcasse, novamente ia pro +2. Se marcasse, o time dela ganhava. Ela bateu a bola no chão, se concentrou, e correu. Correu como nunca havia corrido, e quando chegou na cesta, viu que estava bem atrás dela.
Não pensou duas vezes. Tacou a bola, que se recusou antes de entrar, mas quando a garota pulou e enterrou ela, entrou e marcou o ponto da vitória.
- HÁAAAAAAAAAAAAAAAAAA! - Ela gritou, em plenos pulmões. - YOU LOOOOOOOOOOOOOOSE!
E vendo a cara de ódio de , começou a sambar com . e somente riam, enquanto Jensen olhava de lado, jogando uma garrafa de água nele.
- Boa . - disse, depois delas pararem, e abraçou ela. Ela estava melada, suada, assim como todos os outros. Chegou perto de , e disse:
- Bom jogo. - Estendendo a mão pra ele.
- Incrível como você corre. - Ele apertou a mão dela.
- Incrível como você me hipnotiza com sua barriga. - Ela disse, na lata, e saiu andando em direção a piscina. Quando chegou lá, tirou o tênis e a meia, e colocou o pé na água. Ficou um tempo lá, até ver chegando. Quando ele estava bem perto dela, empurrou-a pra dentro.
- JOE! - Ela gritou.
- Na boa, relaxa. - E se tacou junto, de roupa e tudo, somente tirando o tênis. Depois de 5 minutos, já estavam os seis nadando com roupa na água. Após terem queimado todas as gorduras ingeridas num jogo de apenas meia hora, mas muita movimentação, nada mais digno que uma piscina e um jantar enorme depois, não?
Ainda mais se tratando de estrelas.
Depois de passar um tempo na piscina, eles entraram e cada um foi para seu quarto. Durante a tarde, e foram fazer compras na cara lojinha do navio somente para passar o tempo. Compraram umas coisas fúteis,toscas e uns presentinhos só para os irmãos mais novos não falarem que elas esqueceram deles. Sim, ambas tinham irmãos mais novos, que tinham 6 e 8 anos.
Depois de uma exaustiva e divertida tarde de compras, cada uma foi novamente para seu quarto, organizar as novas coisas, e se encontraram mais tarde com os meninos no jantar. Era engraçado. Jensen, elas conheciam fazia um ano e desde lá eram grandes amigos, mas os Jonas elas só conheciam de vista, festas e premiações, sem nunca ter realmente falado com eles. E eles, o mesmo delas. Mas, nesse pouco tempo, eles tinham se tornado grandes amigos.
Os seis ficaram conversando o tempo todo, e era a mesa mais animada. Riam e davam gargalhadas o tempo todo, mas isso não incomodou os outros, já que eles sabiam que eles estavam somente curtindo do jeito deles. Quando já eram 11 horas e a noite estava mais uma vez escuro como no dia passado, chamou para dar uma volta com ele.
- AHHM, cuidado , o é pegador. - disse, e concordou. A menina riu.
- Pode deixar. Ele que nem sonhe em se aproximar de mim, eu sei bater.
- SHAIUHSIUA, VIU ? - Jensen falou, rindo junto de .
Depois de muitas brincadeiras em relação a isso, os dois finalmente sairam do restaurante. Eles começaram a andar pelo lado do navio, e na primeira opurtunidade se apoiou em e tirou o sapato. Ele riu.
- Que foi? Cansa ficar andando de salto. - Ela disse, revoltada.
- Por que usa, então?
- Porque ninguém disse que ficar bonita não precisa de sacrifícios.
- Você é bonita sem o salto, te garanto. - Nisso, eles voltaram a andar. Ficaram em silêncio, até que procurou a mão de . Quando tocou e segurou na dela, ela logo desprendeu, e se afastou um pouco, como se tentasse se afastar dos sentimentos também.
Ele não esperou mais nem um segundo, passou os braços pela cintura dela e colocou-a contra a parede. Deu um beijo no pescoço dela, e ela não se moveu. Subiu para o ouvido dela, e sussurou nele.
Quando terminou de sussurar a música no ouvido dela, finalmente fez com que seus lábios encontrassem o dela. Primeiramente, ela resistiu e não os abriu. Mas, depois, com um segundo pensamento em sua mente, abriu e fez com que sua língua se encontrasse com a dele. Um choque de arrepio passou pelo corpo dos dois, e eles tentaram ignorar.
Hum, como é mesmo, ? Ah, sim. Jonas pegador.
Depois do primeiro beijo e de muitos outros, porém não tão perfeitos como o primeiro (mas sempre únicos), os dois voltaram a andar. Mas, dessa vez, foi quem procurou a mão de , e eles andaram pelo resto do cruzeiro. Ou melhor, por parte dele, já que ele era gigante.
Quando começava a esfriar, eles voltaram para o restaurante. Os outros já tinham saído de lá, cada um tinha ido para seu quarto. Então, eles resolveram ir para seus quartos também.
Como o de era antes, levou ela até lá. Ela girou a porta, e eles deram um selinho que seria rápido, mas se tornou demorado. Ela entrou e fechou a porta sussurando uma "Boa Noite" com um sorriso estampado no rosto. Ele seguiu e foi para seu quarto, mais no fim do corredor.
Quando se viu sozinha no quarto, tomou mais um banho e colocou seu pijama-pedreiro-mais-confortável. Uma camiseta masculina cinza gigante, e um shorts dela mesmo. Não que a camiseta não fosse. Ou não era?
Deitou na cama, e logo adormeceu. Ainda pensava na perfeição que ele transformara uma simples e calma noite, que se tornou significativa para ela. Quem sabe significativa demais.
entrou no quarto sem fazer barulho. Eram mais de meia-noite, e ele sabia que tinha pessoas dormindo já. Ouvia o barulho vindo do bar, risadas animadas e empolgadas acompanhavam a música. Tomou um banho, colocou a calça que ele usava para dormir, preta com listras cinzas, e deitou na cama. Se mexeu, re-lembrando de tudo que aconteceu na noite, e por fim dormiu.
Mas, não tardou a acordar. Ele não conseguia se acalmar na cama, e acabou despertando. Olhou para o relógio, eram 5:19. Se levantou, e lentamente andou ao seu violão, encostado na parede oposta a cama. Tirou a capa dele, sentou na cama e apoiou ele na perna. Começou a tocar baixinho, e a cantar também.
Se ele não tivesse tão entretido tocando, pensando e cansado, ele talvez se desse conta que o seu celular apitou. Tinha uma mensagem nele. Mas ele não percebeu, e logo após terminar a música, se levantou e deixou o violão onde ele estava. Deitou novamente, puxou a cabeça e mergulhou nos sonhos.
Enquanto isso, na sua mesinha de cabeceira, o visor mostrava que um número não-listado, porém conhecido e que por curiosidade ele sonhava com a menina, tinha mandado uma mensagem.
Era tudo que dizia. No quarto longe, porém perto, se deitava após ter digitado a mensagem. Eram 5:19, e apesar dela se sentir sozinha, se sentia mais bem-acompanhada do que nunca.
acordou, se arrumou e foi até o café, como sempre. Ela não se preocupou em olhar no relógio, e quando chegou lá percebeu que era cedo ainda. Se serviu, sentou e comeu. Nada de ninguém ainda. Eram 10 horas já, mas todos deviam ter ficado acordado até tarde, pelo jeito o Justin Timberlake finalmente tinha saído do quarto e aparecera na festa, que contou com a presença do DJ Tiesto. Sentiu pena por não ter ido, mas sabia que teria outras opurtunidades.
Se sentou numa cadeira de praia, e ficou observando o mar. Tão calmo, tão simples e tão azul. Sentiu o telefone tocar, e conferiu o visor. Era seu empresário. Atendeu, e ele nem esperou ela responder. Foi falando sobre o escandalo e a polêmica sobre ela ter doado pouco naquele leilão. Esperou ele chegar no fim, até ouvir ele gritar.
- E VOCÊ NÃO ME DIZ NADA?
- Eu não preciso te dizer nada.
- COMO ASSIM?
- Eu não te devo satisfação do que eu faço. - Ela estava começando a se irritar. Demais.
- AH, DEVE SIM.
Pegou o celular, colocou no máximo e no viva-voz, e começou a cantar para o produtor.
E logo que terminou, desligou na cara dele. Olhou novamente, agora o mar não parecia assim, tão calmo. Seria impressão dela, ou algo de ruim estava preste a acontecer? Somente impressão dela. Quando se sentou novamente, viu e Jensen se aproximando.
- , aconteceu algo? - perguntou, ao vê-la.
- Nada fora do normal. Fofocas.
- Pessoas invejosas.
- Nem ligo mais. Se ligasse, ia morrer. - Ela respondeu. Era verdade, ela nunca ligará e agora ligava menos que nunca.
Se levantou, e não pode conter a pergunta que lhe escapou.
- O já acordou?
- Humm.. Não, mas pelo jeito a noite ontem foi boa, não?
- Ai, para . Não aconteceu nada demais. Somos só amigos.
Amigos? Essa parte a gente não sabe, só sabemos de algo. A cara de reprovação de Jensen quando a disse que a noite fora boa era clara.
Oba, adoro triângulos amorosos.
As meninas passaram o resto da tarde sem ver os Jonas. Elas jogaram pingue-pongue, e é claro que ganhou. Ela era uma jogadora nata, e jogava desde os 5 anos de idade. Nunca perdia para , o que deixa a menina um pouco irritada, mas ela superava.
Depois de muitas risadas e brincadeiras, ficou conversando com Jensen, e foi buscar refrescos no barzinho. Ela podia ter chamado o garçom que ele traria de com grado, afinal, era o trabalho dela. Mas ela queria andar um pouco sozinha para pensar. Eles eram mesmo assim, só amigos? E aquilo que ela havia sentido durante o beijo?
Estava abrindo a porta do bar, quando olhou e viu novemente o Johnny Depp, no mesmo lugar e na mesma posição que vira ele antes. Desistiu de abrir a porta, e se aproximou. Se encostou novamente na barra, e ficou do lado dele. Dessa vez, quem disse algo foi ele.
Quando ele terminou, ficou pensando na letra da música. Então, ouviu uma voz chamando ela, e viu acenando para ela ir até ele. Ela se soltou da barra de segurança, e olhou para o lado para dizer um pequeno "Adeus" ao seu companheiro, mas ele não estava mais lá.
Curioso? Maybe you're crazy, probably.
correu até o barzinho, e deu um abraço de bom-dia em , apesar de ser por-do-sol. Eles se sentaram no balcão, junto de , e ficaram conversando. Ela se esqueceu completamente que no salão de jogos, Jensen e esperavam por ela, juntamente de .
Então, depois de muita conversa, finalmente vez a pergunta que queria.
- Hoje a festa é o Tiesto que toca, né?
- Sim. Nem pra esconder a ansiedade de querer ver ele, né? - disse, fazendo biquinho. - Assim, eu fico com ciúmes.
- Eu também. - disse.
- Bem capaz. Vocês sabem que eu só quero ir porque ele tem boas músicas e eu gosto dele. - E fez uma pausa, pensando no que falar - Mas quem vai deixar tudo divertido são vocês.
- Se é assim, tudo bem então. Nos encontramos lá pelas 9 horas, ok? - respondeu, enquanto abraçava .
- Fechado. - Ela terminou de tomar sua limonada, que desejava que fosse uma caipirinha, e se levantou. Quando chegou no quarto, se tacou na cama.
Ficou pensando no que Johnny Depp havia falado, e no modo em que ele saíra - ou sumira - de lá. Desistindo de pensar, ela se levantou e foi se arrumar, afinal, já eram 8 horas. Ou, talvez, ela só fosse um pouco assim.. Crazy.
pois seu vestido, pegou sua bolsa e retocou sua maquiagem. Colocou a corrente que sua mãe havia dado para ela de aniversário de 16 anos, e foi até o salão onde as festa aconteciam. Abriu a porta, e percebeu que esse era maior e mais decorado que o de ontem. Pelo menos, ele tinha mais janelas e não ia ficar tão abafado.
Localizou e no canto, e percebeu que andava até ela. Que fofo.
- , você tá linda - Ele disse
- Brigada, amor. - E deu um beijo na bochecha dele.
Eles foram até mais perto de onde estava, e ela acabou percebendo que e Jensen estavam ali também. Pelo jeito, Jensen tinha se dado bem com os meninos (como ela gosta de se enganar). Deu um beijo na bochecha de cada um, e fez o mesmo com . Pegou na mão, e elas foram dançar, até que assim que entraram na pista, a música parou.
O povo reclamou, e elas reclamaram junto. Cortaram toda a empolgação. Então, viram que o Tiesto segurava um microfone e ia falar algo.
- Então, agora eu vou deixar pra isso daqui tocar sozinho, porque eu quero muito dançar com uma senhorita que acaba de chegar. - Ele deu play no equipamento, e deixou ele começar a tocar. Desceu do palco, onde tudo estava, e foi até a pista.
Quando chegou lá, pegou na mão de e puxou ela para o centro. A música começou a tocar, e ela começou a dançar com ele.
- Dança comigo? - Ele perguntou.
- Tarde demais para perguntar. - Ela respondeu sorrindo e se juntou a ele.
Quando a música terminou, eles sorriram e ela virou as costas indo até onde os garotos estavam. Mas, ouviu ele cantando no seu ouvido Hypnotized.
Não esperou duas vezes. Deu um tapa na cara dele, e virou as costas. Ela sabia muito bem o que a música falava, e não deixaria ninguém ousar falar aquilo para ela. Nem que fosse o tal do Tiesto, que, sinceramente, não tinha metade da fama e do poder que ela mesma tinha.
Todos foram dançar. Aproveitaram a música eletrônica, até que entrou o famoso Justin Timberlake cantando. Era 1 da manhã, mas todos ali eram crescidinhos o suficiente para aguentar muito mais que isso. Quando ele entrou, foram uma salva de aplausos, e foi uma das mais empolgadas. Ela amava ele, achava ele hot e ainda ia gravar uma música com ele.
Pegou na mão de , e começou a dançar a música que ele cantava com o garoto. Ele foi junto, e ficou impressionado com o modo hipnotizante que ela dançava, sorrindo para ele.
Nesse momento, que era o que a música mudava de ritmo, ele desceu do palco. Foi andando, cantando a próxima parte.
Quando ele terminou, tinha uma mão na cintura de , que somente conseguia olhar para aqueles olhos lindos e para aquele rosto perfeito. , do lado, somente olhava também. Ele se aproximou dela, mas então, um momento de lucidez veio na cabeça dela. Quando ele estava perto o suficiente, ela desviou e deu um beijo na bochecha dele.
Ele sorriu, tentando disfarçar, e voltou ao palco. Continuou cantando, como se nada tivesse acontecido e como se não tivesse levado um fora dela. voltou a dançar com , e não pode se conter.
- Achei que você fosse beijar ele..
- Nem por um minuto, - Ela disse, mentindo - não sou do tipo de menina que fica com qualquer um.
E deixando absorto pensando que ele não era então, um qualquer um, ela foi atrás de . não pensou duas vezes. Saiu do salão movimentado e barulhento e foi para o convés do navio. Não havia ninguém lá, e a noite estava linda, muito estrelada. Ficou olhando para o céu..
Ele começou a andar mais rápido pelo tablado de madeira. Subiu a escada, que levava a um mini-deck e começou a observar a movimentação lenta, mas constante, do navio. Abriu os braços, deixando eles para o céu, e começou a rodar.
Quando parou, não se sentia tonto, mas sim mais feliz ainda. Olhou para o lado, e viu sentada na barra de apoio que o deck continha, e se aproximou dela. Ela passou delicadamente as mãos pela nuca dele e fechou os olhos. Ele pois a mão na cintura dela, trazendo-a para perto de si, e deu mais um beijo nela. Dessa vez, ela não resistiu nem por um só segundo.
Estava claro que nesse momento, ela queria ele, assim como ele queria ela. Depois de um bom tempo, ela se soltou dele e desceu da barreira. Ele passou a mão pela cintura dela, e ela pela dele. deu um sorriso lindo para ela, e então apoiou a cabeça no peito dele. Não pode deixar de reparar, enquanto os dois andavam sem rumo, que milagrosamente, Johnny não estava ali. Também, não o vira na festa. Talvez, estivesse dormindo.
Bom, ela não sabia. Sentiu apertar mais a cintura dela, e sorriu mais uma vez. O cheiro dele era perfeito, assim como ele. Chegaram finalmente na piscina ela se deitou na espreguiçadeira, e ele deitou do lado dela. Ficaram lá, quietos, enquanto ele brincava com o cabelo dela e ela abraçava ele.
Mais tarde, os dois se levantaram e foram para os quartos. Dessa vez, durante a madrugada, ninguém acordou. dormiu assim que colocou a cabeça no travesseiro plumoso, e somente olhou no celular antes de dormir. Sorriu ao ver a mensagem, e adormeceu com essa cara, que quem diria, era de um bobo apaixonado.
Quando acordou, viu que já era meio-dia. Se arrumou rapidamente, colocou um vestido bem básico (se bem que básico para ela, significaria aquele vestido para você) e foi sozinha em direção ao restaurante. Estava morrendo de fome, e assim que chegou, se sentou lá. Mesmo sozinha, ela atraia olhares de todos que estavam lá.
Depois de terminar de almoçar, ela viu que já eram duas horas. (n/a: lerda, parece minha mãe ._.) Saiu do salão e foi dar uma volta pelo cruzeiro. Quando já tinha passado por muito famosos, avistou Jensen sentado no chão, encostado na parede.
- Eu até sentava ai com você, mas eu to de vestido, e não ia ser muito legal, sabe? - disse, dando um sorriso para ele.
- Então, eu levanto. - Jensen respondeu, se levantando e colocando direto a mão na cintura dela.
- Humm.. - Ela disse, tirando a mão dele. - Acho melhor não.
Então, ele começou a empurrar ela para a porta do quarto (eles estavam perto), e ela tentava sair sem precisar socar ele. (delicadesa?)
- Abre a porta? - Ele sussurou no ouvido dela. Isso foi demais.
- Não, sai Jensen.
- Mas..
- Sai.
Ela empurrou ele, e este ficou olhando, como se exigisse uma explicação. Ela foi se distânciando cada vez mais, falando.
E correu até a piscina. Precisava de um tempo, de um momento só pra ela. Não queria ver Jensen, muito menos ser precionada por ele para ficar com ele, sendo que ela estava com . Calma, ela estava com ? Ela não sabia. A única coisa que tinha em mente é que agora era tarde de mais para Jensen vir dar em cima dela, tentar algo com ela e essas coisas.
Sentiu o passo de alguém atrás dela. Levantou a cabeça, temendo quem ia ver. Para bem da verdade, não queria ver ninguém. Queria ficar ali sozinha, será que ninguém entendia? Por que sempre que ela tentava fugir, alguém tinha que a trazer a força para a realidade, enfrentar o problema e encarar o mundo com outros olhos?
Assim que olhou para seu companheiro-de-beira-de-piscina-vazia, viu que era Jensen. "Damn it!", pensou. Qual parte do It's too late ele não entendeu?
Ele se sentou do lado dela, na mesma espreguiçadeira em que abraçara ela dias atrás. Que dias atrás, o que? Eles só estavam ali há cinco dias, mas mesmo assim, pareciam séculos. Séculos perfeitos, melhor, perfeitos até agora. O Sol estava forte, e como tinha o olho claro, estava com ele semi-fechado.
Assim que ele encostou nela, ela se levantou com pressa. Não iria dar a chance que ele sabia que não podia ter, e nem daria meios dele chegar a ela. Então, ele se levantou também, e disse olhando nos olhos dela.
Então, era assim. Se ele preferia acabar com a amizade dos dois, não tinha problema. Ele que seguisse com a vida, que ela tinha muito mais o que fazer do que somente pensar que ele acabou tudo por uma bobagem.
Bobagem no ponto de vista dela, que nunca havia se apaixonado de todo o coração. Mas, talvez ela não tardasse a se entregar ao mesmo ponto que ele fez, e sentir o mesmo que ele sentiu. Mas, diferente do que ela sempre pensou, ele não estaria mais lá para ela.
Nunca mais. Apesar de algumas pessoas acharem a palavra "nunca" forte e imprecisa demais, ela consegue expressar certas angústias que podem mudar a vida de uma pessoa. E nessa hora, está totalmente correto falá-lo.
saiu andando, deixando Jensen ainda olhando seu reflexo na piscina calma e quieta. Entrou no quarto, e fechou a porta. Não trancou, sabia que ninguém a perturbaria. Se tacou na cama, e ficou pensando em tudo. Como em um momento tudo pode estar bom, e no outro, tudo desabar?
Ouviu a porta se abrir, alguém entrar. Se levantou, ajeitando o vestido, e viu que era . Ele sorriu ao ver ela, e a abraçou.
- Dois dias. - Ele disse em seu ouvido, causando um arrepio incontrolável nela.
- Para..?
- A viajem acabar.
Era verdade. Como havia passado rápido. Cinco dias já haviam se passo, e daqui duas noites, ela ia acordar e voltar para a realidade. Talvez fosse bom. Se distanciar de Jensen, comprar o shopping inteiro com , sair com os amigos, continuar com as suas produções..
- Que horas são? - Ela enfim perguntou.
Ele se soltou do abraço, e olhou no relógio de pulso que usava. Era lindo, combinava com ele, e parecia que ele gostava do relógio também.
- São 4 horas e meia. Quer dar uma volta? - Ela respondeu pegando na mão dele e puxando-o em direção a porta.
Finalmente, tudo parecia estar se reerguendo. Talvez, fosse porque ela estivesse com ele e porque ele transmitia paz a ela. Ele, sentia o mesmo, apesar de saber que isso não duraria por muito tempo. Talvez, durasse por menos tempo que ele mesmo imaginava.
Enquanto isso, no salão de almoço, e riam juntos. Eles estavam abraçados um no outro, ela com a cabeça apoiada no peito dele. Sentia seu coração bater, num ritmo compassado com o seu, e sentia também os seus braços na sua cintura. Ele puxou ela mais junto dele, e lhe deu um selinho. Ela somente riu, e retribuiu deitando novamente a cabeça nele, e cantando baixinho.
- Hey, .. - Ele disse, vendo que a garota começava a ficar com os olhos vermelhos. Ela tinha medo, muito medo.
Medo dele ser somente mais um de seus ficantes, mais um pelo qual ela seria iludida. Um que ficou com ela pela beleza de seu corpo, pelo tamanho da sua conta e pelo poder que ela tinha por ter tanta fama. Medo que ele a usasse, igual fizeram inúmeras vezes, e que ela acabasse se arrependendo de novo.
- Não fica assim. Você sabe que eu só quero o seu bem. - E passou a mão pelo cabelo dela.
Ele ficou brincando com seu cabelo ondulado e negro, e ela ficou sorrindo, sabendo que aquilo ali era mais do que somente uma das coisas que mais tarde ela precisaria fugir. Ela precisaria é ir até ele, pois sentiria sua falta, igualmente a ele.
Vai falar que o amor não é lindo?
Depois de dar um passeio com pelo convés, onde ambos conversaram sobre assuntos nada a ver e trocaram beijos, resolveu dar um passeio sozinha. Sem perceber, acabou indo parar no canto do navio onde as duas últimas vezes que fora, Johnny estava lá.
Não se enganou, ele estava ali. Ela conteve, mais uma vez, a vontade de começar uma conversa e de pedir um autógrafo, e somente se encostou na barra, como sempre. Eles ficaram observando agora o sol se pôr, num vermelho berrante, mas encantador. A luz refletia na água, e algumas pessoas ao longe comentavam da festa que teria essa noite.
Conteve, mais uma vez, a pergunta se ele iria na festa ou não, e então ele virou de costas para o por-do-sol, e começou a falar calmamente.
ficou quieta, sem realmente entender o que ele queria falar com isso. O que ela tinha haver com a opressão? Sentiu, mais uma vez, a vontade de perguntar o por que daquilo, mas percebeu que Johnny Depp falava o que podia. O resto, mesmo que soubesse, ele não podia falar.
Talvez, porque fosse alterar a ordem natural das coisas, ou talvez porque ele não podia dar tudo mastigado para as pessoas. Um sentimento de ídolatração passou pela mente da menina. Se ela gostaria de ser alguém, seria ele. Tinha uma carreira impecável, era solidário com as fãs, lutava por causas justas na sociedade..
Espere. estava falando isso? Parem tudo, e anotem. Parece que a decisão da aposta está resolvida aqui.
saiu do deck, deixando Johnny novamente sozinho. Não se despediu, sabia que não precisava. Não marcou outro encontro, não falou nada. Somente saiu e foi para seu quarto se arrumar. Ligou a TV, e viu que estava passando alguma coisa sobre a China.. sobre.. a opressão que o governo impunha naquele país.
Automáticamente se lembrou da música que Johnny cantou. Teve uma idéia, e mal podia esperar para ligar para seu produtor e contá-la. Ela faria um comercial sobre as pessoas oprimidas pelas sociedade, e mostraria que esse é o caminho errado. Com a influência que tinha sobre os jovens, talvez eles pelo menos mudassem.
Os adultos poderiam já ser seres perdidos, mas quem sabe o futuro não. Bom, deixaria isso para mais tarde. Colocou o vestido preto e curto, o Mary Jane's preto que ela amava e a bolsa pequena e preta também. Saiu andando pelo corredor, atravessou a piscina e chegou no salão da festa.
Assim que abriu a porta, uma menina alta e loira que ela não sabia que era, apontou para ela e começou a cantar.
somente sorriu. Aquele vadia se atrevia a chamá-la de "devoradora de homens"? Faça-me o favor, pelo menos ela tinha classe, diferente daquela-alizinha. Deixou sua bolsa em cima da mesa, rodou a cabeça estralando o pescoço. Foi andando lentamente até o centro da pista, onde a loira oxigenada se encontrava. Prendeu o cabelo num coque, onde duas mechas ficaram caídas de maneira perfeita e que emolduravam o rosto dela.
Diferente da outra, ela teria classe. Não iria xingá-la, muito menos lhe agredir. Ia roubar a cena dela. Somente isso. Para ela, era somente, porque isso ela fazia desde que nasceu.
Ela pegou delicadamente o microfone da mão da loira burra. Começou a dançar o reggae que ia cantar, numa maneira suave e provocadora, e sentia prazer em ver a cara de raiva da menina. Ela não podia ser muito mais nove que ela, mais também não era mais velha.
A medida que ia cantando, todos iam dançando junto, sobrando somente ela cantando no final.
Assim que terminou, ela foi muito aplaudida. Pelo menos, ela fora aplaudida, diferente da sua nova "amiguinha". Colocou o microfone de volta no suporte, e o DJ assumiu o controle do som. viu a porta se abrir, e era .
Ele usava um terno beje claro, com direito a gravata e tudo mais. Ela não era do tipo que achava meninos da sua idade bonitos de terno, mas não pode deixar de reparar como caia extremamente bem nele. Desceu do palco, ainda atraindo atenção, mostrando bem seu Mary Jane. No dia seguinte, todos estariam nas lojas comprando um igualzinho ao dela.
Se aproximou dele, e puxou-o para dançar com ela. Seguiram o ritmo da batida, que era agitada mas ao mesmo tempo, gostosa de dançar, e deixaram finalmente as preocupações de lado. Ele ousava botando a mão na cintura dela, na frente de todos, e ela correspondia com um sorriso e entrelaçando os braços no pescoço dele.
Ele sentiu a respiração dela talvez mais perto do que pretendia assim que começou a dançar com ela, e a puxou para fora do salão. Queria um momento só deles, como lembrança da viajem. Pegou na mão dela, que sentiu um arrepio novamente, e no momento seguinte, eles estavam colados sob o céu totalmente estrelado.
Por um momento, se perguntou onde os outros estariam. Talvez estivessem lá dentro, mas ela não conseguia realmente se importar. Levantou a mão do pescoço para o rosto de , e acariciando a bochecha dele, voltou a encostar seus lábios no dele.
Seu perfume a deixava hipnotizada, do mesmo modo que o dela fazia isso com o dele. Então, abruptamente, ele parou. Se afastou dela, e foi andando na direção oposta, com um sorriso vitorioso. Havia dado meia noite, e o prazo da aposta havia acabado.
foi atrás dele. Não entendia o que tinha acontecido, o que havia mudado, e seu coração começava a pesar.
- ?
- Diga.
- O que aconteceu?
- Nada.
- Então.. - Ela o olhava, começando a compreender.
- O prazo da aposta acabou, . Eu ganhei. Você mudou, e agora vai ter que doar um quarto da sua fortuna. - Ele deu um sorriso e entrou no quarto.
Ela ficou estática, pensando e refletindo. Então, ele havia usado os seus sentimentos para conseguir ganhar a aposta, para conseguir sair com uma de espertinho dessa, e no fim.. Ele tinha usado ela. Era isso, ela tinha sido usada por ele. Lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto, descontroladamente. Elas eram quentes, quentes de raiva e frustração.
Fazia tempo que ela não se apaixonava, e quando tinha finalmente achado alguém que ela julgava digno de ter ela, ele simplesmente a usou sem dó nem piedade, e ainda assumia na maior cara-de-pau. Saiu correndo, ainda chorando, novamente para a festa.
Entrou pelo salão, mas dessa vez ninguém olhou para ela. Reconheceu de longe, e foi até ele. Explicou o que ocorrera, e ele não falou nada, somente puxou ela para a pista de dança. Apoiou a cabeça dela no seu peito, e deixou ela chorar o quanto quisesse. Parou a música eletrônica, e começou a cantar com sua linda voz.
Quando ele terminou, sentiu-se melhor. Pelo menos, não estava sozinha. Sabia que agora encotrou alguém em que pudesse confiar, que não queria nada além da amizade dela, mas também não queria perdê-la. Eles continuaram no ritmo da música, até sentir um braço a puxar.
Era , que tinha uma cara preocupada e que queria ajudá-la. Tinha se esquecido que ela também estava lá, e que acima de todos os outros, ela seria sempre quem a iria apoiar. Elas se conheceram através do mundo delas, o mundo da música, mas sua amizade ia muito além do frente-câmera ou da profissional. Elas eram melhores amigas, confidentes, irmãs perdidas pelo mundo que quando finalmente se encontraram, completaram uma a outra.
Agradeceu com um beijo na bochecha, e se deixou ser levada pela amiga até outra sala fechada.
Lá dentro, fez ela sorrir, se esquecer um pouco do petético e confessou a ela seu amor por . No começo, temeu que fizesse igual o irmão fizera, mas logo se lembrou que era um Jonas a parte. Ele ali só que era o imbecil. Os outros dois, eram amigos dela até o fim. Com eles, ela podia contar.
Elas estavam conversando, até que chegou no ponto que não sabia se estava pronta para falar. A garota se sentou ao lado dela no sofá que havia no fundo da sala, e começou a perguntar as coisas. finalmente contou tudo para ela.
Desde a aposta, que ela não sabia, até o casinho dela e do e do Jensen também. Enquanto falava, lágrimas voltaram a cair do rosto dela, re-lembrando tudo que ocorrera. Mais do que nunca tinha vontade de sumir, de nunca ter visto esses tais de Jonas Brothers, nunca ter conhecido e nem nunca ter pisado nesse cruzeiro. Preferia mil vezes um milhão de fotógrafos procurando mais um deslize dela do que ter que encarar a cara daquele desgraçado novamente.
- , fica calma.. - abraçou ela, e começou a cantar bem alto.
Quando ela terminou, se levantou e puxou ela para fora da sala. Sorria agora, percebendo que talvez tivesse perdido um ou dois amigos falsos. Mas os verdadeiros ficariam com ela, até o fim. Ela tinha seus fãs também, sua mãe e seu irmão mais velho.
Nunca era tarde para tentar re-começar, aproveitar as coisas boas que aprendeu na decepção, mudar para sempre. Dar uma segunda chance para o pai, que talvez se arrependesse também. Ela ia mudar, provar para todo mundo que ela era muito mais do que uma menina famosa com uma gorda conta bancária. Ela ia decepcionar alguns fãs, mas conquistar corretamente outros e assim, fazer sua revolução.
Interna, e externa. Quando as duas chegaram na piscina, deram as mãos e começou a chover. Era uma chuva pesada, com gotas que incomodavam, mas elas não se importaram. Continuaram cantando alto e gritado, com toda as forças do pulmão. As vozes das duas, num dueto, invadiu todos os lugar e todos os quartos do cruzeiro. As pessoas que já dormiam, acordaram irritadas e tentaram dormir novamente.
Não conseguiram, e começaram a prestar atenção na letra. Ai começava as mudanças que não seriam poucas, mas não seriam também muitas. Seriam somente as necessárias, bem planejadas e bem pensadas.
- AND EVEN WHEN YOUR HOPE IS GONNE, MOVE ALONG, MOVE ALOOOOOOOOOOONG!
As duas gritavam, riam e sentiam as roupas mais pesadas. Começou a trovoar, abafando o som das vozes dela. Ela abaixaram o volume, e quando fizeram isso, perceberam que a festa havia parado. Bem na hora que a música tinha um coro acompanhando todos os famosos que ali estavam, sairam para de baixo da chuva, deixando de lado seus vestidos caros e seu ternos impeçaveis.
Vozes se juntaram, e as risadas também. Pessoas se abraçavam e continuavam cantando.
- GO ON, GO ON, RIGHT BACK WHAT IS WRONG, WE MOVE ALONG!
E depois disso, todos ficaram ali, no frio. Molhados, sentiram o vento bater no corpo gelado. Não se importaram. A festa duraria a noite inteira, até que o sol aparecesse com sua entrada triunfal. Afinal, nunca é tarde para se virar tudo. E a noite sempre fica mais escura antes da manhã chegar.
Somente as seis da manhã todos foram dormir. não dormiu. Arrumou suas malas até as 10 horas, afinal, eram muitas coisas. Todas espalhadas, porque arrumação não era o forte da menina. Terminou tudo, finalmente. Tomou mais um banho, colocou uma calça jeans e uma blusa regata branca com uma estrala vermelha e rosa no meio.
Deixou tudo arrumado para a saída, para quando os seus seguranças viriam dentro do navio pegar logo que chegassem, e saiu para dar uma andada. Agora, ela tinha a cabeça livre, feliz e não pensava mais em nenhum. A conclusão que ela teve era que no final, tudo dava certo.
Chegou, como sempre, aonde Johnny estava. Sim, ele se encotrava lá, na mesma posição, mas dessa vez ela não se encostou na barra ao lado dele. Ele caminhou em sua direção, e abraçou ela. Retribuiu o abraço na mesma intensidade. Era forte, um abraço fã-ídolo, um abraço amigos-sem-palavras, um abraço de consolo.
Calmamente, ele começou a balançar ela num ritmo que ela conhecia. Sorriu para ela, e cantou somente para ela.
- Eu vou mudar, - Ela sussurou, enquanto ele saia andando para longe dela, mais uma vez. - Obrigada.
E dando um lindo sorriso verdadeiro, do fundo do coração, saiu andando na direção oposta. Pulou o café-da-manhã, percebendo que o cruzeiro já se aproximava da costa. Ligou para a mãe, num impulso.
- ? - Ela respondeu, logo que atendeu.
- E ai, to chegando agora. Vamos almoçar juntas?
- Claro, filha. Senti saudades suas.
- Eu também.
Despediram-se, e ela desligou o celular. O navio finalmente aportou, e as pessoas começaram a descer. Ela localizou e foi correndo ao encontro da menina.
Desceram, e uma nuvem de flashes inundou a cara deles. estava de mão dada com , eles eram o novo casal-polêmica. Sua limosine chegou, e suas malas foram levadas para o porta-malas, e a hora da despedida chegou. Abraçou forte , e as duas já estavam combinando de ir amanhã juntas fazer compras. Deu um beijo em , e um grande sorriso ao novo amigo.
Deu um beijo na bochecha de , que murmurou algo como "Fica bem.", e percebeu que olhava para ela.
- Não vai me dar tchau? - Ele disse, calmamente.
- Se você merecesse um segundo da minha atenção, eu daria. Mas nem isso você consegue.
Saiu cantando alto, o provocando.
Mandou um beijo para os fãs e para os fotógrafos, e amanhã de manhã a capa seria ela, como sempre. Deu uma gargalhada alta, e entrou na limusine. Olhou me espelho do motorista, e viu que atrás da limusine dela estava entrando Johnny Depp. Foi distraida e acabou olhando para um fã que batia desesperadamente no vidro dela.
Quando ela olhou novamente, ele não estava mais ali. Se perguntando se tudo não passara de imaginação, se ele nunca esteve realmente ali, ela apoiou a cabeça no banco. Sendo ou não, havia sido a melhor parte da viajem. Talvez, fosse fruto da sua imaginação, talvez fosse parte da sua conciência tentando mostrar a ela o rumo.
Mas quem disse que isso não significava que fora real?
Mandou o motorista ir, pedindo um por favor. Quando chegou no seu hotel, deitou na cama e descansou uma meia hora. Depois, se arrumou e pegou a mãe. Elas almoçaram na beira do mar, num restaurante simples mas muito bom. Fotos foram tiradas, registrando esse belo e raro momento em família.
Que, talvez, apartir de agora, não se tornasse assim, tão raro
, no dia seguinte, em vez de fazer compras com -que acabou tendo que dar entrevistas-, resolveu chamar para ir na casa dela. O garoto chegou, e eles se tacaram no sofá, comendo um doce brasileiro que a empregada fazia. Era um tal de brigadeiro, muito bom por sinal.
Ligaram a TV, e começaram a assistir o seriado The Big Band Theory (n/a: pode ser outro, mas eu quero esse u.u) Então, foram interrompidos pelo celular de . Ela bufou quando viu o número não-cadastrado no visor, e atendeu.
- Oi, pai.
- Filha, quer sair hoje?
- Não dá, to ocupada, tchau.
Ela olhou para , como se pedisse desculpas, mas ele não entendeu. Ela fora grossa com o pai, nem deixara ele falar direito. Sabia que não era assim, talvez algo tivesse ocorrido que ele não soubesse. Abraçou ela, e depois de um tempo, perguntou envergonhado.
- , o que aconteceu?
- Sabe ,..
- Meu pai nunca acreditou em mim. Quem me levava para as aulas de canto e quem pagava elas, era sempre minha mãe. Ele mandava eu estudar para ser alguém na vida, despresava meus sonhos e sempre acabava comigo. Agora, que eu sou muito mais que alguém, que eu sou símbolo de muitas coisas, ele vem querer me apoiar.
Lágrimas cairam do rosto dela, e ela novamente abraçou . Ele ficou quieto, pensando no que falar para a consolar.
- Mas todos merecem uma segunda chance, .
- Ele não merece.
Ela disse com firmesa, colocando um ponto final no assunto. Se levantou, e eles foram para o jardim. Ficaram lá, deitados, conversando. Não falaram sobre menino algum, sobre parente nenhum. Não falaram sobre problemas nem sobre resoluções. Jogaram papo fora, fizeram brincadeiras e deram boas risadas.
Então, quando o telefone tocou foi atender. Conversou um pouco, era o produtor dela. Eles trocaram umas idéias, enquanto voltou a ver tv. Depois, ele foi embora. Eles se despediram, e resolveu dar uma volta por ai.
Quando chegou em casa, viu sentado no sofá. Logo que abriu a porta, ele saltou. Chegou perto de , e não conteve a pergunta:
- Foi visitar ela?
fez que sim com a cabeça, e puxou ele para sentar no sofá. estava lá, e logo que entrou na sala, pegou o controle e a desligou. Eles se olharam, assustados, e sentou na mesinha que ficava em frente ao sofá.
- Eu gosto muito dela.
Por fim, ele disse. e não conseguiram conter um sorriso, e disse calmamente.
- Então, vá atrás dela.
- Mas ela não me quer?
- Faça ela te querer. - Por fim, disse.
Eles se olharam, por mais um tempo. começou a tentar achar uma saída, mas seus pensamentos só levavam para o momento em que ele a abraçaria de novo e saberia que tudo estava bem. Ele tinha uma semana, novamente. Mas dessa vez, não era para mudá-la. Era para conquistar a garota de seus sonhos, já que ele ia logo para uma turnê. Respirou fundo, e achou uma coisa que demonstraria como ele estava.
Quietos, eles começaram a pensar em algum jeito de fazer e se encontrarem, e ele ter a chance de falar com ela. Ele estava decidido, e parecia querer ir até o fim.
- Eu tive uma idéia.
Depois de muito tempo falando, falou. Já havia escurecido, a rua estava parecida com o espaço, mas sem estrelas. Justamente como estava. Sem a estrela dele. (n/a: que tosco o.o) Então, sorrindo e encorajando a prosseguir, ele ergueu a cabeça.
- Seguinte.. Ela ia dar uma volta no parque.
- Então, o que estão esperando? - disse. - VÃO!
Os dois sorriram, e sairam batendo a porta. Não se preocuparam em se arrumar, somente de caminhar apressado e de combinar como o plano entraria em ação.
resolveu parar de andar pelo parque escuro, e se sentou na balança do parquinho. Estava escuro, e ali perto tinha um poste. Um silêncio mortal reinava, somente morto pelo ruído da velha balança se mexendo. Não havia ninguém perto, e mesmo que tivesse, ninguém jamais reconheceria a garota.
Ela usava uma blusa vermelha, uma calça jeans e um all star preto e surrado. Por cima de tudo, vinha um grande casaco preto de botão na frente, bem chique, mas ao mesmo tempo simples. Seu cabelo estava coberto por um gorro de lã, bem básico mas que completava o visual, também preto.
Viu alguém se aproximar, e se sentar no gira-gira, mantendo uma grande distância dela. Diferente da balança, o gira gira não tinha um poste perto, mas ela não ficou com medo. Seu segurança estava perto dali. Começou a cantar baixinho, com o rangido da balança fazendo o fundo.
Viu a pessoa se aproximar, e deu um sorriso quando reconheceu seu rosto. Era . Ele foi atrás dela, e começou a balançá-la. Depois de uns 5 minutos assim, sem falar nada, ele voltou a se sentar no gira-gira, mas dessa vez a menina foi junto. Ele sorriu para ela, que retribuiu, e pegou na mão dela.
- .. me desculpa, tá? - Ele disse.
Ela não entendeu, até que sentiu uma mão no seu ombro. Virou para trás, e entendeu o que havia falado. estava olhando para ela dentro dos olhos, procurando um vestígio de um momento de fraqueza em que ela desculparia ele. Mas, ela não iria cometer esse deslize.
- Tudo bem, . Eu sei que nada disso aqui é culpa sua. - Ela deu um beijo na bochecha de , se levantou e saiu andando para o outro lado.
- .. dá uma chance para ele. - disse.
- Ele já teve o tanto que ele mereceu.
E prosseguiu andando até uma escada de ferro que tinha no parque, onde se subia para um mirante.
terminou de subir a escada, e foi direto a ponta do mirante. Ele era em forma de quadrado, e quando chegou até o fim, se apoiou na barra para poder observar toda a cidade. Estava linda, brilhante, de uma forma indiscritível. Sentiu alguém se aproximando.
Não virou o rosto, sabia quem estava ali. Sentiu braços envolverem ela, de uma forma acolhedora e solidária. Desceu os braços de cima da grade, e tirou as mãos de dela. Se virou, e começou a andar em direção a escada. Sentiu um braço segurar e apertar ela forte, mas de um modo que não a muchucou.
- Me escuta.
Soltou o braço dela, e nem esperou resposta. Ele começou a olhar com aquele olho brilhante e irresistível, e subiu no banquinho, abrindo os braços, virado para a vista da cidade ainda.
Quando se virou, a menina ainda estava ali, parada. Não se mecheu, até ele se aproximar dela e colocar a mão com uma luva no rosto dela. No momento em que tocou a bochecha dela e se aproximou mais, ela se virou. Desceu as escadas de um modo confiante e decidido, enfiando os pés nos degrais.
Chegou no fim da escada, viu que ainda estava no gira-gira. Seguiu pelo lado oposto, em passos rápidos e apertados, temendo que um dos dois fosse atrás dela. Somente quando chegou em casa, deixou uma lágrima solitária cair novamente em seu rosto.
Limpou-a, fungou, e se re-compos. Afinal, ela não iria chorar mais por ele. Ele não merecia.
Ai, como ela amava se anganar.
se sentou no banco, derrotado. Começou a pensar em outro modo de conquistá-la, de fazer ela ligar novamente para ele. Frustado, ele se levantou e foi até a mesma ponta onde ela estivera. O perfume dela ainda estava ali, ele não sabia mais onde começava a imaginação e o desejo, e onde terminava a cruel e dura realidade.
Perdido em seus próprios pensamentos, não ouviu - assim como não percebeu - que alguém estava ali com ele. Ele nunca havia visto a pessoa pessoalmente, mas sabia quem ela era. Todos sabiam, ele era famoso e conhecido, todos já tinham ouvido falar, visto um filme ou até mesmo uma fofoca sobre a polêmica vida.
Somente depois de muito tempo (ou assim pareceu para ele), se virou para trás e se deu conta da compania. Não o cumprimentou, mas ele mesmo assim sorriu.
- Perdeu ela?
Concordou com a cabeça. Era estranho ver Johnny Depp em pessoa, e ainda conversando sobre com ele. Como se ele conhecesse ela, soubesse deles, tivesse idéia de algo.
- Sei mais do que você julga saber.
Ele deu mais um sorriso enigmático, e se aproximou de , falando bem baixo, num tom de sussuro. se aproximou, mesmo não fazendo questão de ouvir, achando que aquilo o ajudaria em algo.
Logo que terminou, Johnny desceu a escada que minutos antes havia descido, e nunca mais voltou. Ele deixou não somente um pensativo, mas também com novas idéias. Mesmo sem intenção, o garoto interpretara cada palavra, verso e estrofe da música, sabendo que ali continham dicas de uma pessoa que entendia de ambos lados, e queria o bem no final.
Ouviu um barulho de pés na escada, e suspirou rezando para que fosse ela. Mas não era. Era .
- E ai, cara?
Ele perguntou, mal se contendo. Queria saber como tinha sido com o irmão.
- Nada. Mas vamos, eu sei como fazer agora.
E deu uma batida nas costas do irmão, de leve. Os dois desceram a escada, e caminharam até em casa. Contaram a o ocorrido, e contou aos irmãos as idéias. Eles aprovaram, como irmãos devem fazer quando um precisa do outro, e ajudaram nos detalhes.
Foram dormir com a cabeça e o coração mais leve, sabendo que no final tudo daria certo. Sempre dava.
acordou cedo no dia seguinte, se vestiu com uma roupa básica, mas arrumada, e tomou rapidamente o café-da-manhã. Deu um beijo de despedida na mãe, pegou a guitarra e entrou no carro. O motorista o levou até a frente do prédio onde tinha a cobertura, e ele desceu.
Viu que já tinham feito um pequeno palco, e colocado um microfone nele. Subiu, desajeitado, e se sentou no banquinho. As pessoas que passavam a pé, somente o olhavam e ficavam encarando. Por fim, depois de afinar o violão, ele começou a falar.
- Bom-dia, pessoas. Eu sou Jonas, e gostaria de pedir um favor a vocês.
Nisso, em toda a frente do mini-palco se encheu. Os seguranças continham as meninas mais desesperadas, que aguardavam ansionsamente por poder tocar ou falar com . Ele prosseguiu.
- Quando eu contar até três, quero que todos gritem bem alto: "Bom-dia !", está bem?
Um coro de vozes respondeu "sim!", e as pessoas começaram a comentar sobre o fato de estar fazendo algo para .
- Um, dois, três!
Sua voz foi abafada por um "Bom dia " muito alto, e então, ele disse isso junto. A janela da cobertura se abriu, e uma menina de pijama apareceu na janela. Ela olhou, assustada, para baixo. Logo que seus olhos focalizaram , ela fechou a janela e voltou para dentro da casa. Ele não se importou.
- Então, vocês agora cantariam uma música comigo?
Todas as vozes presenter ajudaram na música. dedilhava habilmente o solo na guitarra, e sua voz maravilhosa acompanhava. Dentro da casa, somente fingia um mau-humor impossível, mas por dentro, estava rindo. Que menina não sorria ao ver um rapaz lutando por ela?
Quando enfim terminaram, agradeceu rapidamente, e seus seguranças afastaram a multidão. Outros, enquanto isso, desarmaram o palco. se dirigiu a recepção do hotel, e entregou ao porteiro uma embalagem pequena e embrulhada, acompanhada de um cartão. Disse que era para , e o porteiro disse que mandaria entregar.
Voltou para seu carro, e foi para casa. O primeiro passo, estava concluido.
Nisso, foi atender a porta. O porteiro entregou uma embalagem, e ela se sentou no sofá para abrí-la. Era pequena e leve, então ela optou por tirar o cartão e ler depois. Rasgou a embalagem, e viu que era um perfume. O mesmo que ela usava. Sorrindo, pegou o cartão e abriu.
Colocou novamente o cartão no envelope, e ainda sorrindo, se dirigiu ao imenso quarto. Colocou o perfume, que ainda estava na caixa, em cima da banquinha. Tirou-o e substituiu o outro, que estava no fim. Incrível, como ele sabia? Deixou o cartão em baixo do frasco, e foi tomar um banho.
Certos meninos sabem como mecher com garotas.
Durante a tarde, ficou em casa. Resolveu ligar a televisão, assistir um pouco de notícias fúteis sobre celebridades, para descobrir qual era o novo apelido crítico dela. Tinham sido tantos, já.. Era incrível como as pessoas arranjavam tempo para criar nomes para possíveis-e-impossíveis namoros, paixões e declarações. Parecia que ela era o mundo deles, e ela admitia que isso era totalmente ridículo.
Estamos aqui, com uma entrevista exclusiva com a banda Jonas Brothers!
Agora, vamos a sessão de perguntas. Você enviou um e-mail, nós selecionamos, e agora perguntamos!
se acomodou melhor no sofá, e assistiu atentamente.
Repórter: Então, , como está a expectativa para a nova turnê?
: Está ótima! Mal podemos esperar para conhecer todos os fãs, isso é realmente maravilhoso!
Repórter: , é verdade que você tem o coração tomado por uma menina?
: Sim.
Repórter: E quem é a sortuda? As fãs querem saber!
: Nós dois concordamos que não está na hora de divulgar, sabe? Então, não quero mais perguntas dessa para mim, ok?
Repórter: Certo, ! E você , o que me diz? Está em todos os lugares fotos e depoimentos que hoje de manhã você fez uma declaração para uma garota! E quem seria ela?
: Verdade. Acho que está bastante óbvio que era para a , não?
Repórter: Então, é verdade! E o que ela respondeu?
: Por enquanto, nada. Sabe, ela me mudou muito, então agora eu tenho que conquistar ela!
Repórter: Nossa, parece que só sobrou o para vocês, meninas! Agora vamos para o intervalo e na volta falaremos mais com os Jona..
desligou a TV, e ficou pensando consigo mesma. Cara, ele tinha admitido que tinha mudado! Ele cumprira sua parte da aposta, mas isso não mudava o fato dele ter usado ela, nem um pouco. Levantou, tomou um banho e se arrumou. Hoje iria sair com , novamente, e as duas tinham combinado de ir no shopping dar um rolé.
Quando já estava pronta, desceu de elevador, e seu motorista levou ela ao shopping. Chegou lá, e reconheceu os cabelo ondulados e pretos de longe. Mas tinham duas pessoas com ela. Uma, estava abraçada nela e falava algo com repórteres. E a outra, olhava para .. Era .
Tomada por um impulso logo que reconheceu , começou a andar para a porta onde havia entrado, mas um braço a segurou. O mesmo que havia segurado no parque. Ele se aproximou, os fotógrafos todos cairam em cima deles. Ela somente olhava, sem saber o que falar. Ele começou. Ah, não, de novo não.
olhou com um profundo desprezo nos olhos de , e deu um tapa na cara dele. Ele ficou de boca aberta, e soltou o braço dela. Ela foi falar algo, mas parou. Simplismente virou as costas e continuou andando, os fotógrafos abrindo caminho para ela. Então, parou e olhou para ele novamente, que continuava parado.
- Como você se atreve?
Ela disse, com voz não muito forte.
- Eu, Eu.. eu.. desculpa.
- Não, NÃO, NÃO!
Ela gritou, e continou olhando para ele.
Ela virou novamente, caminhando decidida até a porta.
- .. I'm not a saint, I'm just a man..
- VOCÊ NÃO SE ATREVA A CONTINUAR.
- So, please, give me another chance. To write to you another song, and take back the thing I've done. 'Cause I'll give you, my heart..
- All over, again.
E deixando não somente os fotógrafos assustados, mas sim , e , saiu sem olhar pra trás. Dispensou o motorista, e saiu andando. Não sabia aonde estava indo, mas tinha medo de parar e seu mundo voltar a desabar, como antes.
Porque ele fazia aquilo com ela? Ele amava magoá-la, ou era impressão dela? Se pegou desejando poder trocar uma idéia com Johnny Depp, mas não tinha mínima idéia onde ele estaria, ou fazendo o que. Seu celular tocou. Era um número desconhecido, então ela desligou sem nem atender.
Atravessou a rua, com olhares a seguindo e pessoas cochichando sobre ela, e foi em direção a seu apartamento. Chegou lá, o porteiro não estava. Subiu de elevador, e entrou na sua casa. O telefone tocou, e ela contrariada atendeu.
- Senhorita ?
- Sim, quem deseja?
- Aqui é do Hospital Cajuru, sua mãe...
- O que aconteceu? - Ela começou a ficar aflita.
- Ela foi encontrada morta em casa.
- Não..
-Os paramédicos trouxeram ela, ela teve o melhor atendimento, mas o coração dela falhou..
- NÃO!
sentiu um choque percorrer seu corpo. Desligou o telefone, caiu no sofá. Lágrimas cairam sobre seu rosto doce e perfeito, e foram seguidas por outras. De repente, sentiu que não estava sozinha. Olhou, virando bruscamente o pescoço para o lado, o outro lado do sofá.
Bem quem ela achava que estaria ali, estava. Johnny Depp, sentado, ali. Ele não sorria, não chorava. Não demonstrava emoção nenhuma. Ele cruzou a perna, do modo que os homens costumam a fazer, apoiando o pé no joelho. Abriu a boca para falar.
- I used to rule the world..- Ele começou, mas foi interrompido pela garota.
Ela se agarrou a corrente que usava no pescoço, e ainda chorando e encarando Johnny, ela começou.
Quando terminou, se deixou cair de joelhos no chão. Olhou para a frente, e sentiu um abraço apertado. Ela sentiu o braço envolver ela, mas não retribuiu. Seu mundo havia desabado, e ela não queria se levantar.
Olhou para o rosto que a abraçava, e encontrou Johnny. Deu um sorriso, ele retribuiu. Soltou ela, se levantou e saiu andando pela porta dos fundos. Ela, como se fosse um reflexo, foi atrás. Quando percebeu que nunca o alcançaria, gritou.
- Você vai voltar?
- Não, aqui já cumpri tudo que devia. Mas estarei sempre com você. - Ele disse, com um tom enigmático.
Ela sentiu novamente as lágrimas escorrerem, e quando piscou para limpá-las, ele já não se encontrava mais ali.
Adentrou na casa, e viu o celular piscar. Uma chamada perdida, assim como sua vida estava. ., era o que mostrava o visor, e o que seu cérebro pedia. Mas, ela ainda tinha muito orgulho para pedir socorro depois de tudo.
Entrou no quarto, se tacou na cama. Ela adormeceu, mas não sonhou. Ela somente conseguia pensar o que ela fizera. Num momento, tinha tudo. No outro, nada. Never an honest word, But that was when I ruled the world
acordou, tomou um banho, e foi para o hospital. Chegou lá, viu o corpo da mãe, e continuou chorando mais. Ficou uma meia hora, segurando a mão fria dela, quando o médico disse que ela precisava parar. Soltou, relutante, a mão de sua mãe e saiu da sala. Sentou no primeiro banco que viu, e abaixou a cabeça.
Sentiu um abraço amigo, olhou, e viu . Dessa vez, ela sabia que não estava ali e nem fotógrago nenhum. Pelo menos aqueles abutres sabiam respeitar a dor de ter perdido alguém tão especial. Ela era tão nova, tão inocente, tão jogada ao mundo sem ter ninguém para protegê-la. Seu pai, a abandonara, assim como abandonara a mãe. Tinha outra família, não iria ligar para ela. Ele nunca ligou.
Tinha perdido todos os avós, só tinha aquele mundo frio e que nunca ajudaria ela. Soluçou, e sentiu apertar ela contra ele. Encostou a cabeça no peito dele, sabendo que ali estava alguém que a protegeria até o fim. Ele era o irmão que nunca tivera, era o melhor amigo que poderia jamais sonhar em ter.
Deixou o sono levar ela, e adormeceu cansada e derrotada nos braços dele. Quando acordou, estava em casa, na sua cama. Levou um minuto para se recordar de tudo, e quando foi atingida pela segunda fez pela realidade, viu entrar no quarto carregando uma bandeija com um pedaço de bolo e um copo de suco.
- Brigada, ..
- Magina, pequena.
Ela mordeu um pedaço, mas se sentiu enjoada. Bebeu o suco, e ficou sentada olhando para .
- Eu.. nunca fui num enterro. - Ela disse, abaixando a cabeça. - Como é? Como eu faço para planejar tudo?
- , pode deixar, eu cuido disso para você.
Lágrimas cairam no rosto dela, que já estava inchado e vermelho. Abraçou novamente, que somente retribuiu e falou para ela ficar calma. I need to hear you say, That I love you. That I have loved you all along, And I forgive you.
- , me leva para ver o Chad?
- Claro. Vem, vamos.
Ele puxou ela, e sabia o porque ela queria ver. Sabia que dentro do pensamento dela, lá no fundo, ela queria conversar com ele sobre uma música. Eles entraram no carro, e o motorista levou eles até a casa de Chad Kroeger, que assim que foi avisado que eles estavam no portão, mandou eles entrarem. optou por esperar no carro.
entrou na casa gigante e bem decorada, e abraçou Chad. Ele fez ela sentar no sofá, e depois de dar um pêsames disfarçado, perguntou se ele poderia fazer algo.
- Sabe, eu não quero mais essa vida. - Ela disse, por fim.
- Mas, .. por quê?
- Porque é uma merda! Eu perdi de curtir minha mãe melhor, perdi de viver com ela cada segundo, porque estava ocupada em shows ou me escondendo em cruzeiros de fotógrafos..
E uma lágrima caiu.
- Eu acho que não é por isso.. É pelo , também, não?
Ela precisava parar de mentir. Concordou com a cabeça, e continuou a chorar.
- Você não pode desistir. Sabe, tem uma música que diz que todos queremos ser estrelas. Mas por motivos diferentes; você tem um motivo nobre. Mudar o mundo. E você mudou. Mas eu não consigo lembrar o nome dela.
Ela somente ficou olhando, sem entender.
- Posso cantar uma coisa para você?
- P-pode.
E deu um beijo na bochecha dela. Ela, entendendo a despedida, abraçou ele e saiu da casa. Entrou no carro, ainda quieta, e o motorista partiu. Chegou em casa, se despediu de , e deitou na cama. A música martelava na sua cabeça, não permitindo ela dormir, fechar os olhos ou fazer algo além de sentir uma necessidade enorme de gritar de raiva e desespero.
Se levantou, tomou um remédio, e conseguiu dormir.
Ela vestia preto, e estava se abraçando em . Estava na frente de um caixão, que em breve seria enterrado, e várias pessoas assistiam a cena, algumas mais incoformadas que outras. Lágrimas, como sempre, caiam do seu rosto, e ela parecia inconformada. O caixão por fim desceu até o fundo da cova já cavada.
Soltou , e olhou para todos. Vestiam vestidos pretos, e ternos também. Então, isso era um enterro. Que coisa mais desgraçada, como se metade do que estavam ali sentissem algo! Estavam ali por pena, que vontade de gritar e mandar todos irem logo embora. Estava quase começando a gritar, quando sentiu um abraço envolver sua cintura e a abraçar com força. Reconheceu o perfume e o sentimento.
- I forgive you, hold on to me and never let me go.
Ela disse, baixinho, ainda abraçada em .
Era uma sexta a tarde, dentro de um barzinho. Como do grupo sentado somente dois eram maior de idade, todos bebiam coca-cola. Estavam animados, rindo e falando alto. Uma menina bonita de cabelos pretos e ondulados, que era impossível não ser notada, estava abraçada com .
Outra, que parecia ser amiga dela (que também era bonita, se não mais que a outra), estava abraçada em um outro rapaz, que atendia pelo nome . estava sentado ao lado deles, junto de outra garota, que também era linda. O som estava agitado, e quem cantava era a banda Nickelback. Se assustou? Querida, esse era um bar para famosos.
Então, o vocalista da banda falou no microfone.
- , sabe aquela música que eu não lembrava o nome?
- SEEI! - A menina disse, rindo.
- Eu lembrei o nome! Sabe qual é?
- QUAAAL? - Ela respondeu, mais animada ainda.
- Essa aqui!
Todos se levantaram, e foram para o centro do bar dançar. Era uma música antiga, que todos conheciam.
- DE NOVO! - A menina que tinha falado que se lembrava do vocalista ter mencionado essa música para ela, gritou.
Então, todos gritaram junto um pedido de bis, e ele foi atendido.
No minuto seguinte, todos gritavam:
SHA LA LA LA LA LA
We all wanna be big big stars, yeah, but we've got different reasons for that
Believe in me 'cause I don't believe in anything
And I, I wanna be someone to believe, to believe, to believe,yeah
A música parou, a câmera se focou no cantor, que disse dando uma piscadinha:
‘Cause we all just wanna be big rockstars
Afinal, a vida é um filme. A única diferença, é que sempre temos que improvisar, já que o roteiro sempre dá errado.
Espero que tenham gostado. Eu pensei em uma continuação, mas não quero escrever pois ela não teria um final feliz. Parece ser mais interessante ver vocês formulando o que aconteceria em seguida na cabeça do que eu impedir isso.
Eu tentei reunir todas as músicas que eu gosto, segui a opinião de umas amigas que me ajudaram a escolher e me mostraram músicas, mas nem todas que eu queria estão ai. São elas Summer Love, What Goes Around../Comes Around, Evertyhing, I Miss You, Triller, For You I Will, Algum Dia e por ai vai. Elas não combinavam, ou eu lembrei delas só depois. Espero que vocês tenham gostado, foi o primeiro "musical" da comunidade. Se quer escrever uma assim, como já me pediram, pode escrever. Me manda o link dai, porque eu amo fics com músicas no meio.
Eu gosto porque eu sinto que tem momentos que palavras não conseguem realmente descrever. Afinal, o que é a música? São as palavras com um ritmo, unidas por mais que não façam sentido, que te mostram algo que você nunca percebeu por esse ponto. Te fazem sorrir - ou chorar - com mais facilidade, as vezes se transformam na trilha sonora de uma pequena parte da sua vida.
Então, como TODA a fic teve músicas seria injustiça comigo não poder por uma música na minha única nota, não? Eu aproveito até que eu não consegui colocar ela na fic - conheci ela quando estava finalizada. Mas, meus neurônios ainda funcionam e me deram essa brilhante idéia. Colocar na minha parte, que será eternamente minha e ninguém poderá ler como se estivesse falando.
Eu já chorei tanto com essa música, apesar de nunca ter visto o filme e nem imaginar sobre o que ele seja, ela meche de um jeito que nunca vi. Quem puder, escute. I Don't Want to Miss a Thing - AeroSmith
Obrigada a todas as meninas que fizeram acontecer. Giu, Flah, Bruh, Anne, Tha, Náh, Mari, Mandy, Vanessa, Sah, Thay, Daniela, Vic, M, Natalia, Jubs, ai g-zuis, são tantas que não dá. Obrigada , por ler. Comenta, se quiser. Agora que acabou, que o tópico afunde ou não, eu completei essa fic. Ela foi a que mais me deu trabalho, procurar as letras e corrigir, mas acho que foi a que eu mais gostei.
E, para não perder o costume, vou fazer um textinho pro Nick, né? Se não não pareceria um post meu.
O tanto que você me faz sofrer - desde as críticas que eu aguento por amar vocês até saber que um mar de incerteza e especulação nos separa - não se equivale há um décimo do quando você me faz sorrir. Compartilho sua tristeza e sua dor, mas acima de tudo, compartilho seu sucesso e sua alegria.
Doí para mim fechar os olhos e dormir novamente, pois você faz questão de sempre visitar meus sonhos e deixar eles mais perfeitos a cada dia. Me faz ter vontade de ficar lá, presa dentro deles. Você me tira da rotina, você é meu refúgio para suportar tudo. É o diferente, o novo e o antigo na minha vida.
Não é meu passado, somente meu presente e meu futuro. A única coisa que me faz querer acordar, é saber que o sonho que eu tive não vai ser nada comparado a realidade que terei ao seu lado. Você é um Jonas, e não só por isso, você vai fazer tudo perfeito, do modo que eu nunca desejei nem nunca quis, mas ainda sim perfeito. Não importa se seja um abraço ou um beijo. Pode ser a coisa mais banal e comum, que seja comer bolo na padaria da esquina que a fatia custa 1,99 reais mas ainda sim é maravilhosa, com você vai ser perfeito.
Eu já me peguei sonhando em ser médica para achar da cura da diabetes. Não só por você, mas pelo meu avô e por todo mundo que passa ou infelizmente já passou e não está mais aqui para testemunhar que essa é uma das piores doenças do mundo. Todas são, mas essa não deixa de ser menos. Você não merece ter, assim como ninguém, e eu dou graças a Deus que pelo menos você serve de exemplo para todos. Eu te prometo que se algum dia tiver a opurtunidade de fazer algo para alguém ou para o mundo, eu irei fazer com uma vontade e uma garra que ninguém nunca viu eu fazer. E foi você que me ensinou isso, dentro de tantas outras coisas que foram você que me mostrou o lado certo e o porque de continuar.
Mesmo sem te conhecer, não poder te abraçar ainda assim me faz sentir sua falta. Obrigada por tudo. Agora chega de falar, porque essa gente burra ainda tá lendo isso aqui. E nada disso se compara ao que você vai me falar, que você vai me fazer falar e repetir. Eu não quero ser sua, eu quero ser além disso. I don't want fall asleep, 'cause I miss you baby, and I don't want to miss a thing; A alegria que me dá, isso vai sem eu dizer. O que eu ganho e o que eu perco, ninguém precisa saber.
Nenhuma história tem fim, porque sempre sobra alguém para contar. Seja o personagem principal, o secundário, o figurante ou o narrador. Todos são dignos em igual de ter a sua vez de contar a sua história, sejam representantes do bem ou do mal, e que por mais que ocorra inteira no mesmo lugar, sempre vai ser cheia de novos momentos que você nunca pensou que estariam ali.
You know you love me,
xoxo
MG.
I see you soon. I'll see you in the day 6/10, with a new history.
Your dreams will never be the same again.
Two Worlds Collide is comming. Are you readdy?
'Cuz I'm.
Você realmente não sonhou que eu deixaria de colocar isso aqui, certo? o.õ