Fanfic onde seu Jonas narra. É meio parada, segue o estilo da música. Enjoy (;
Eu me encontrava deitado na cama. Minhas mãos cobriam meus olhos, que estavam muito vermelhos. Eu sabia, eu
sentia, que ela se encontrava no mesmo estado, se não pior do que eu.
Sabia que tinha errado, errado em me entregar tanto a ela. Todos estavam certo; No final, eu ia precisar me mudar,
seguir a vontade dos meus pais, de seguir em frente pela banda e pelos meus irmãos, e ela não ia aguentar.
Ouvi o celular tocar, era uma mensagem. Pulei, achando que era ela, me falando que aceitava continuar comigo, que
conseguia aguentar a distância e falar que me amava, mas errei. Era do , perguntando como eu estava.
Taquei o celular no chão, virei de lado. Levantei, peguei o celular, e disquei o número da casa dela. Mais uma vez, me
entreguei ao coração, ignorando a mente. Talvez seja isso que me fizesse sempre sofrer, sempre errar e sempre magoar
quem eu amava.
Mas eu precisava ouvir a voz dela. Sentia que, se ela ouvisse minha voz, talvez mudasse de idéia. Seria possível eu não
ser nada para ela? Mesmo ela tendo sendo..
Bati meu celular. Fechei ele, fazendo com que o número dela fosse apagado, assim como eu desejava ela fora da minha
vida. Era a primeira vez que levava um fora de uma menina, com a desculpa de que ela não ia aguentar ficar longe de
mim.
Conclui, irônicamente, que pelo menos ela não tinha ficado comigo pela banda. Talvez tivesse sido a primeira, e eu
sentia isso.
Talvez, um dia eu voltasse para a cidade, Texas, uns anos depois, e encontrasse ela. A gente iria rir, ficar amigos de
novo, quem sabe namorasse. Ou quem sabe, eu chegaria tarde demais, e ela já estivesse com outro.
Outro que ficou com ela, que teve tempo para ela, e que mostrou como deveria ser.
Ou ela iria me esperar?
Não ia, não havia porque mentir. Doia tanto lembrar que fora ela quem terminara comigo, hoje mais cedo. Por isso que
as vezes eu desejava ser somente mais um cara, normal ai na vida. Mas eu não era. Será que era esse o problema?
Será que o pensamento de largar a banda estava mesmo na minha mente?
Mesmo que estivesse, eu não poderia.
Ah, porque eu não podia sequestrar ela? Era uma idéia. Ri com esse pensamento, pensando na reação dela se falasse
isso para ela.
"Quer ir comigo?" , eu perguntaria. Ela iria rir, e logo em seguida seu pai, que não me aprovava, ia me matar.
Pelo menos, eu ia ter tentado. Então, era isso? Tentar..?
Abri novamente o celular, procurei seu número na minha agenda. Coloquei para chamar, aumentei a música que ouvia no
meu quarto.
Era parada, era triste, do Lifehouse - Everything.
Ele tocou, tocou, ela não atendeu. Teria saido? Dormido? Não queria me ver? Será que tudo mudava tão rápido assim?
Por mim, não...
Enfim, ela atendeu. Sua voz era de choro, mas eu sorri ao ouvir.
- Alô? - Ela disse. Essa voz fez com que mais lágrimas caissem do meu olho.
- ? - Eu não me contive.
- Fala .
- Quer fazer algo hoje de tarde? - Não me contive.
- .. - Ela começou. Não, ela não podia me dar o fora.
- Por favor, .
- Melhor não. Eu tenho uma festa de noite..
- Tá bem.
Ela desligou na minha cara. Me machucou mais, mas eu não pude deixar de me alegrar. Também tinha uma festa hoje
de noite.. Seria a mesma?
Fui até o banheiro, lavei meu rosto, olhei o relógio. Três da tarde. subiu, bateu na porta do meu quarto. Eu disse
para ele entrar. Ele me olhou, e saiu. Provavelmente foi a mandado do ver se eu estava vivo.
Olhei para meu mural. Só tinha fotos dela.. Em apenas um mês, ela entrou na minha vida de um modo supreendente.
Era engraçado, como as vezes a vida gosta de brincar com você.
Cantei junto com a música. Desci as escadas, deitei no sofá, mudando os canais sem nem ver o que estava passando.
Parei no E! News, e a notícia era eu e ela. Ou melhor, o fato de agora ser ex-eu e ela. Desliguei, e vi minha mãe me
olhando.
Ela deu um sorriso fraco para mim, e entrou na cozinha. Fechei os olhos, e dormi. Ou fingi que dormi, e acabei
dormindo. Sonhos? Seriam muitos, se não me lembrassem o fato que eu e o meu anjo do sonho tinhamos rompido, se
transformando assim em pesadelos.
Levantei, fui até o quarto. Puis meu terno, afinal, tinha achado um motivo para ir com meus irmãos.
No caminho para lá, comprei uma rosa. Cheguei na festa, segurando ela, com cara de fantasma. Cumprimentei quem
precisava, e sentei. Esperei uma hora, até ver ela chegando. Estava linda, mas não tinha os mesmos brilhos nos olhos.
Seria eu quem dava a ela aquele.. brilho?
Levantei, e fui caminhando até ela. Esbarrava nas pessoas, mas não pedia desculpas. Me aproximei dela, e ela
finalmente me viu.
Seus olhos ficaram vermelhos, assim com o meu.
Me aproximei, ela estava parada e não ousava se mexer. Antes mesmo de chegar a uma distância que poderia sentir
ela, estendi a rosa, e murmurei algo como "para você".
Ela, estranhamente, sorriu. Pegou a rosa, com a mão, e se aproximou mais. Fui puxado por um impulso, digo que
maravilhoso, e abracei ela.
Ela retribuiu, e senti seu soluço sufocado. Todos estavam parados, olhando, sem entender nada.
Soltei ela, peguei na mão dela, e a levei para mesa, para deixar as suas coisas lá. Ela deixou a bolsa e a rosa, e eu
limpei com a outra mão as lágrimas que caiam em seu doce rosto.
Ela sorriu, eu pedi desculpas. Puxei ela para a pista de dança.
Era uma balada calma e leve que tocava. Por coincidência, se isso existisse, a mesma que eu ouvia essa tarde em meu
quarto.
Colei o corpo dela no meu, ela apoiou a cabeça em mim. Comecei a cantar, baixinho, junto dela a música.
- O que nós fazemos quando tudo isso acabar? - Ela perguntou, com voz fraca.
- Só continue dançando - Respondi.
A verdade era que não sabia o que fazer. Será que deveria revelar todos os meus sentimentos?
A música chegava ao fim, ia diminuindo ainda mais o ritmo, como se fosse morrendo.
Era triste, e quando chegava ao fim, ainda mais. Como tudo na vida? Exatamente.
- .. - Eu comecei.
Ela levantou a cabeça, olhou nos meus olhos, e não disse nada, somente me beijou. Sentia falta disso.
Nos separamos rapidamente, ela sorriu para mim.
Peguei na mão dela, e ela ficou na ponta dos pés, e disse:
- Eu vou te esperar.
Palavras que eu nunca vou esquecer, que me mudaram por dentro, me deu confiança e finalmente entendi o final da
música.
Voltamos a dançar, ela ainda abraçada em mim, como se eu fosse fugir dela. Coisa, vou te falar, que eu nunca ousaria
fazer.
Espero que tenham gostado.
Críticas construtivas, por favor (;
Veja também:
Just Dreams
Little By Little