It's Not Goodbye.

'Cause I'll remember of you, and I;






Eu estava no enterro da av� da minha prima, que tinha parentesco comigo pelas nossas m�es, e a av� dela era m�e do pai. Mesmo assim, n�o sendo minha av�, eu considerava ela como uma. Eu sempre ia nos jantares que ela fazia aos domingos, e ela sempre me chamou de neta. A morte dela foi um choque, n�o somente para mim, mas para todos. Em um s�bado de manh�, ela resolveu n�o acordar, sendo que na sexta ela estava bem.
Ela morreu do jeito que eu queria morrer; Dormindo. Pelo menos assim ela foi em paz, sem dor e estresse para um lugar melhor. Est�vamos todos de preto, inconsol�veis, e as l�grimas insistiam cada vez mais em cair dos meus olhos. Somente o fato de que ela estaria num lugar melhor podia ajudar. O resto, era tudo a toa. Nada pode suprimir a dor de perder um parente.
O caix�o desceu, e no palquinho que tinha sido feito improvisado, 3 garotos subiram. Eles tinham olhos vermelhos, ternos pretos, e estavam com voz de choro. Dois come�aram a tocar o viol�o, e outro a cantar. Perguntei a minha prima quem eram, e ela disse que eram os primos dela. Mas, eles eram famosos e viviam viajando, por isso que nunca havia conhecido eles e ela n�o tinha muito papo com eles.
Olhei para eles novamente, com simpatia, e come�ei a prestar aten��o na letra.

Looking at a picture of you in my hands
Wondering if I'm ever gonna see you again
Without you i don't know how my life will be
But I believe

It's not goodbye
Cause I will remember you
And I will see you again
When I rise
'Cause I know and I believe
I will see you in eternity

So close yet so far
But in my heart you're here with me
You did not leave
You just went to live in eternity
Without you i dont know how my life will be
But I believe

It's not goodbye
Cause I will remember you
And I will see you again
When I rise
'Cause I know and I believe
I will see you in eternity

Do you live in the light of the sun again
Dancing in the river of life and
Knowing that'll never end and forever I'll just say

Forever I'll just say goodbye
It's not goodbye
Cause I will remember you
And I will see you again
When I rise
'Cause I know and I believe
I will see you in eternity

It's not goodbye
Cause I will remember you
And I will see you again
When I rise
'Cause I know and I believe
I will see you in eternity


Me agarrava a cada palavra dita, a cada nota tocada, entendendo como eles se sentiam. Meus olhos voltaram a ficar vermelhos, e minha vontade era de correr para longe daquilo tudo. Abaixei a cabe�a, e ouvi eles descendo do palco. O mais alto abra�ou uma mulher mais velha, que deveria ser sua m�e, e os outros vieram para perto do caix�o.
Um deles parou do meu lado, e baixou a cabe�a junto a mim. Pude ouvir seu solu�o contido, sua amargura enorme e sua vontade de gritar de ang�stia e injusti�a.
- Voc� conhecia ela daonde? - Ele perguntou
- Era prima da neta dela, mas sempre a considerei como uma av�. - E levantei a cabe�a, ainda chorando.
Ele se virou para mim, passou o dedo delicadamente pelo meu rosto, limpando as minhas l�grimas.
- N�o chora.
E eu come�ei a chorar mais ainda. N�o sabia o porque, mas parecia imposs�vel me conter. Abracei ele, num impulso, e ele retribuiu. Apoiou seu queixo na minha cabe�a, e acariciou meu cabelo. Depois de um tempo, quando me acalmei, soltei ele.
- Voc� canta muito bem. - Disse, timidamente.
- � o que dizem. Mas talvez cantar n�o seja assim t�o bom. - Ele respondeu, olhando nos meus olhos.
- � sim, acalma.
- Mas, e se eu te falar que eu deixei de curtir sempre minha av� por causa da m�sica?
- Como assim?
- Eu estava em tantos turn�s, tantas revistas, tantos programas, que n�o achei um tempo para a melhor coisa da minha vida.
- Voc� � famoso?
- Sou.
- Qual a sua banda?
- Jonas Brothers.
- J� ouvi falar. - Disse, sem �nimo. - Mas voc� curtiu ela, e eu sei que ela te amava.
- Como voc� sabe?
- Porque sempre que eu entrava no quarto dela, eu via um porta retrato de um menino pequeno, igual a voc�. Junto, tinha mais tr�s, id�nticos aos seus dois irm�os, e aquele baixinho ali. - Eu disse, sorrindo.
Ele abaixou a cabe�a novamente, e come�ou a chorar. Me choquei, at� ent�o n�o acharia que ele seria capaz de chorar. Quando ele ergueu o rosto, eu limpei as l�grimas dele, e disse para n�o chorar. Ele pegou na minha m�o, e disse.
- Vamos pra l�? N�o aguento mais aqui.
- Vamos. - Ele me puxou e me levou para baixo de uma �rvore.
Sentamos l�, conversando um pouco, tentando um ajudar ao outro. Passou uma meia hora, acho, e me chamaram para ir embora. Levantei, ele tamb�m, e me dirigi ao carro. Quando estava entrando, ele parou a porta.
- Qual o seu nome?
- . E o seu?
- . Quanto te vejo de novo?
Eu somente sorri, e ele beijou minha testa.
- N�o sei.
- Mas..
Interrompi ele, o fazendo sorrir.
- "It's not goodbye, 'cause I will remember of you, and I will see you again."
Entrei no carro, e o motorista arrancou. Olhei para tr�s, e l� estava ele. Parado, naquele terno preto, com olhos vermelhos e com meu cora��o em sua m�o.

Passou-se um m�s desde o enterro. Entrei nas minhas merecidas f�rias, que depois de um longo ano, foram recebidas de bra�os abertos. N�o tinha tido mais not�cias do rapaz que conhecera no vel�rio; Bem, not�cias tinha. A banda dele, pelo jeito, era mesmo famosa. Aparecia toda hora nos canais que meu pai assistia, e ele somente murmurava:
- Olhe, n�o s�o aqueles que tocaram no vel�rio?
Eu sorria de lado, e confirmava com a cabe�a. O notici�rio prosseguia, e eles eram esquecidos.
Tentei falar com ele, pegar telefone ou e-mail, mas nada adiantou. Eu sabia que , se quisesse, poderia me ajudar, mas ela n�o queria. Ainda n�o havia superado a morte da v�, e estava muito mal, de um modo que n�o podia ver a felicidade estampada nem no meu pr�prio rosto. Parecia que a corrompia.
Sabia que, se n�o fosse pela tristeza, ela n�o perderia tempo em tirar sarro de mim. Falar que estava apaixonada pelo seu primo, que queria sair com ele e todas essas coisas que primas fazem - ou pelo menos, devem fazer.
Foi numa sexta a no�te, na primeira semana de f�rias, que a boa not�cia chegou. Podia n�o ser espetacular, mas eu a recebi de bra�os aberto, claro. Minha m�e chegou do trabalho (sim, aquele fora seu �ltimo dia de trabalho), e se sentou na mesa comigo e com meu pai, que j� jant�vamos.
- Tenho uma boa not�cia. - Ela disse, radiante.
- Diga, querida. - Meu pai sorriu para ela.
- N�s vamos domingo a tarde para uma casa que fica a beira de um lago, meio isolado. Sua prima vai tamb�m. - Ela disse, ainda sorrindo. - Por tanto, amanh� trate de arrumar suas malas.
Eu assenti com a cabe�a. Terminei de jantar, e subi para meu quarto. Era sempre bom novos ares, e talvez isso animasse um pouco a . Sempre que eu estava com ela, a gente dava um jeito de tornar tudo divertido. Muito divertido.
Domingo n�o tardou a chegar, passando r�pido sem nenhum acontecimento de legal ou emocionante, por assim dizer. Guardei meu notebook pinkoso (n/a: Percebeu que nas minhas fics voc� sempre tem um laptop pink, e o Jensen Ackles aparece ou � mencionado? :D) na mala especial que tinha para ele, j� que minha m�e disse que na casa que �amos ficar tinha wireless.
A viajem em si foi bem tediosa. Tr�s horas dentro de um carro, ouvindo m�sica e sem fazer mais nada n�o s�o nada divertidas e nem um pouco proveitosas.

Quando chegamos no tal do lago, dei conta de como ele era isolado. Minha m�e havia trazido comida e coisas do tipo, porque ela iria cozinhar. Sim, ela amava cozinhar e ela tinha um grande talento na cozinha. Onde eu, mamy e papy �amos ficar era tipo um ch�lezinho, bem simples, mas de bom gosto. Tinha tudo, desde geladeira at� computador, mas eu havia trazido o meu. A e a fam�lia dela iam ficar no chal� id�ntico ao nosso, que era vizinho ao nosso, deixando o �ltimo desocupado.
Subi as escadas, passei uma hora arrumando minhas coisas. Desci as escadas, e agora usava um shorts branco e uma blusa rosa, com um biquini por baixo, j� que estava calor (mesmo sendo enterdecer j�). Vi um bilhete da minha m�e, falando que ela e meu pai tinham ido no supermercado na cidade mais pr�xima. Ficava a meia hora dali, mas tudo bem.
Sai de casa, vendo que a n�o estava ali, resolvi ir andar pela beira do laguinho. Tinha areia na beira dele, n�o era grama, ent�o fez jus eu ter colocado minha havaiana, todo mundo usa, recuse imita��es. Come�ei a caminhar, com as m�os no bolso. Ventava de leve, fazendo o meu cabelo (que estava prendido num rabo-de-cavalo alto) balan�ar um pouco.
Fiquei l�, brisando junto a brisa (?), at� que decidi me sentar. Somente quando vi algu�m sentar o meu lado, vi que o tempo todo aquela criatura desconhecida estava me acompanhando. Virei para o lado, mas ele pareceu que leu meus pensamentos e me interrompeu antes mesmo de eu come�ar.
- Sou Jensen, e voc�? - (n/a: HAHAHA, OLHA O JENSEN AI /parei)
- .. - Eu ficamos nos olhando por um tempo.
Ele devia ser um pouco mais velho que eu, e era muito parecido com o ator Jensen Ackles. N�O, n�o era ele, eu sabia. Mas ele n�o deixava de lembrar, se n�o fossem dois fatos: ele era mais novo, e n�o era t�o musculoso. Pelo menos, nos bra�os n�o.
Ficamos um tempo, sem falar nada, at� que ouvi um barulho de carro chegando. Meu pai e minha m�e haviam chego. Me despedi de Jensen, e voltei correndo para casa. Quando cheguei, meus pais haviam acabado de entrar, e me receberam com um grande sorriso. Lavei minhas m�os, e comecei a ajudar minha m�e no jantar, enquanto meu pai foi chamar os meus tios para jantarem com a gente.

Quando minha m�e tinha acabado de colocar o frango (?) no forno, eu ouvi a porta abrir e vi a e seus pais entrarem. Cumprimentei meus tios, e eles logo entraram para a cozinha para dar oi para minha m�e. Olhei para , e vi que ela estava sorrindo. Vestia um vestido alegre, e estava muito bonita, diferente desse �ltimo m�s que se passara.
Contive minha vontade de perguntar a ela o porque de tanta felicidade, e logo puxei ela para meu quarto. Ela me ajudou a escolher um vestido tamb�m muito bonito, a prender meu cabelo e a passar minha maquiagem. Quando fiquei pronta, descemos a escada e eu logo vi que mais algu�m tinha acabado de chegar.
- TIA D�EE! - gritou, e pulou abra�ando a tia.
- Ol� - Ela disse, olhando para mim. - Hey , essa � a ?
- Sim, tia. - E deu um sorriso radiante.
- Humm.. - E me olhou com um sorriso. - Vou ali na cozinha, � um prazer te conhecer, .
- Pra mim tamb�m, tia :D - Eu disse, j� chamando ela de tia.
Eu olhei pra , e dai que me toquei que essa era o nome da m�e do . Dai, olhei pro lado novamente, e vi uma criatura baixinha abra�ando a , e.. OMG, ERA O FRANKIE *-*
- FRANKIE! - Eu disse, puxando ele para mim.
Ele me olhou, e me abra�ou tamb�m. Que fofo, oihn, que vontade de morder ele.
- Voc� � a , n�? - Ele disse. Poxa, todo mundo sabe meu nome?
- Soou siim. E me conta, teus irm�os vieram?
- N�o , s� o meu primo, o Jensen.
Olhei pra cima, e vi ningu�m mais, ningu�m menos que o mesmo menino que eu tinha falado aquela tarde.
- Jensen! - Eu disse, e abracei ele.
- Hahaha, sabia que j� tinha ouvido algu�m falar de voc�. - E olhou para a , que abra�ou ele.
VIU ISSO? J� sei o motivo de tanta felicidade da . Mas n�o vou comentar, vou s� fazer cara de: sou inocente, e deixar quieto. O Jensen foi cumprimentar meus pais, e deixou eu e a na sala. N�s sentamos no sof�, e ela me fez uma cara feia.
- , voc� quase morreu perguntando do , VOC� GOSTA DELE?
- Xiu , cala a boca. Claro que n�o, ele � s� meu.. amigo (?)!
- Aham, sei. Danadona, nem me contou!
- HAHA, olha quem fala. Olha voc� e o J.. - Dai ela me deu um pontap�, bem a tempo de eu perceber que o Jensen estava ali.
O resto da noite foi assim. N�s jantamos, sa�mos da casa (somente n�s 3 e o Frankie, que � um amor), brincamos de pega-pega (pra alegria do Frankie), cantamos Knocking On The Heavens Door (para minha alegria) e n�o brincamos de verdade desafio, para a infelicidade do Jensen.
Para ser bem sincera, o m�s inteiro foi assim. Nos divertimos muito, nadamos no lago (que era limpo -q), tomamos sol, brincamos de esguicho, paparicamos o Frankie, obesamos na lojinha de doces da cidade, mechemos no nosso amado e idolatrado orkut..
Quando faltavam apenas 3 dias para ir embora, eu me levantei com uma disposi��o maravilhosa. Entrei no chuveiro, tomei um banho e peguei meu viol�o. Desci as escadas, sem nem tomar caf�, e fui at� a casa da .
- Tiaa, a t� ai?
- N�o, querida, ela j� saiu.
- Ah, falou. - OH, ela saiu e nem me chamou ��
Resolvi ir at� a casa do Jensen, vai que eles estavam l�? Enquanto fui andando, eu come�ei a pensar que eu devia estar um porre, sempre interrompendo o casal-maravilha, que devia t� querendo me matar viva. Mas que seja, eu n�o me importo de segurar vela mais um dia. Apesar de eles n�o assumirem o romance, suss, eu supero.
- Tiaa, o Jensen t� ai? Ou a ?
- N�o, querida, eles sairam..
Posha, ok. Fui andando at� a areia, e me sentei l�. Tirei meu viol�o da capa que o protegia dos m�les do mundo, e come�ei a tocar, bem baixinho, sem nem perceber.

When you feel that's something missing
When you thought that all is wrong
I will be there
How move on, how to complain
How make everything back again
I will be there
When you realize that you need more than just be strong,
I will be there
When you thinks that you just lost your mind

I will be there, and I'll
Try to show you
How it gotta be
Everything you should know
How all can come true

Be so much more than you need
Be more than you will ever dream
Than you will ever see

When you feel that you're lost
When you want to stop
I will be there
When everything is wrong
And you want to be more than your ever know

I'll be there
I'll show how this will be
Make you hold on on me
You gotta believe
You gotta be

Be so much more than you need
Be more than you will ever dream
Than you will ever see
Than you will ever believe


Logo que parei, ouvi uma voz vindo atr�s de mim, mas n�o a reconheci.
- Que linda essa m�sica. N�o conhe�o.
- Fui eu quem fiz - Eu disse, com um sorriso.

Continua.



Comentem no t�pico: oi.


Para deixar bem claro, tirando a primeira da m�sica que tem na fic, as outras fui eu quem compus (; Por isso, t�o horr�veis :D






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