Me agarrava a cada palavra dita, a cada nota tocada, entendendo como eles se sentiam. Meus olhos voltaram a ficar
vermelhos, e minha vontade era de correr para longe daquilo tudo. Abaixei a cabe�a, e ouvi eles descendo do palco. O
mais alto abra�ou uma mulher mais velha, que deveria ser sua m�e, e os outros vieram para perto do caix�o.
Um deles parou do meu lado, e baixou a cabe�a junto a mim. Pude ouvir seu solu�o contido, sua amargura enorme e
sua vontade de gritar de ang�stia e injusti�a.
- Voc� conhecia ela daonde? - Ele perguntou
- Era prima da neta dela, mas sempre a considerei como uma av�. - E levantei a cabe�a, ainda chorando.
Ele se virou para mim, passou o dedo delicadamente pelo meu rosto, limpando as minhas l�grimas.
- N�o chora.
E eu come�ei a chorar mais ainda. N�o sabia o porque, mas parecia imposs�vel me conter. Abracei ele, num impulso, e
ele retribuiu. Apoiou seu queixo na minha cabe�a, e acariciou meu cabelo. Depois de um tempo, quando me acalmei,
soltei ele.
- Voc� canta muito bem. - Disse, timidamente.
- � o que dizem. Mas talvez cantar n�o seja assim t�o bom. - Ele respondeu, olhando nos meus olhos.
- � sim, acalma.
- Mas, e se eu te falar que eu deixei de curtir sempre minha av� por causa da m�sica?
- Como assim?
- Eu estava em tantos turn�s, tantas revistas, tantos programas, que n�o achei um tempo para a melhor coisa da minha
vida.
- Voc� � famoso?
- Sou.
- Qual a sua banda?
- Jonas Brothers.
- J� ouvi falar. - Disse, sem �nimo. - Mas voc� curtiu ela, e eu sei que ela te amava.
- Como voc� sabe?
- Porque sempre que eu entrava no quarto dela, eu via um porta retrato de um menino pequeno, igual a voc�. Junto,
tinha mais tr�s, id�nticos aos seus dois irm�os, e aquele baixinho ali. - Eu disse, sorrindo.
Ele abaixou a cabe�a novamente, e come�ou a chorar. Me choquei, at� ent�o n�o acharia que ele seria capaz de
chorar. Quando ele ergueu o rosto, eu limpei as l�grimas dele, e disse para n�o chorar. Ele pegou na minha m�o, e
disse.
- Vamos pra l�? N�o aguento mais aqui.
- Vamos. - Ele me puxou e me levou para baixo de uma �rvore.
Sentamos l�, conversando um pouco, tentando um ajudar ao outro. Passou uma meia hora, acho, e me chamaram para
ir embora. Levantei, ele tamb�m, e me dirigi ao carro. Quando estava entrando, ele parou a porta.
- Qual o seu nome?
- . E o seu?
- . Quanto te vejo de novo?
Eu somente sorri, e ele beijou minha testa.
- N�o sei.
- Mas..
Interrompi ele, o fazendo sorrir.
- "It's not goodbye, 'cause I will remember of you, and I will see you again."
Entrei no carro, e o motorista arrancou. Olhei para tr�s, e l� estava ele. Parado, naquele terno preto, com olhos
vermelhos e com meu cora��o em sua m�o.
Passou-se um m�s desde o enterro. Entrei nas minhas merecidas f�rias, que depois de um longo ano, foram recebidas
de bra�os abertos. N�o tinha tido mais not�cias do rapaz que conhecera no vel�rio; Bem, not�cias tinha. A banda dele,
pelo jeito, era mesmo famosa. Aparecia toda hora nos canais que meu pai assistia, e ele somente murmurava:
- Olhe, n�o s�o aqueles que tocaram no vel�rio?
Eu sorria de lado, e confirmava com a cabe�a. O notici�rio prosseguia, e eles eram esquecidos.
Tentei falar com ele, pegar telefone ou e-mail, mas nada adiantou. Eu sabia que
, se quisesse, poderia me ajudar, mas ela n�o queria. Ainda n�o havia
superado a morte da v�, e estava muito mal, de um modo que n�o podia ver a felicidade estampada nem no meu pr�prio
rosto. Parecia que a corrompia.
Sabia que, se n�o fosse pela tristeza, ela n�o perderia tempo em tirar sarro de mim. Falar que estava apaixonada pelo
seu primo, que queria sair com ele e todas essas coisas que primas fazem - ou pelo menos, devem fazer.
Foi numa sexta a no�te, na primeira semana de f�rias, que a boa not�cia chegou. Podia n�o ser espetacular, mas eu a
recebi de bra�os aberto, claro. Minha m�e chegou do trabalho (sim, aquele fora seu �ltimo dia de trabalho), e se sentou
na mesa comigo e com meu pai, que j� jant�vamos.
- Tenho uma boa not�cia. - Ela disse, radiante.
- Diga, querida. - Meu pai sorriu para ela.
- N�s vamos domingo a tarde para uma casa que fica a beira de um lago, meio isolado. Sua prima vai tamb�m. - Ela
disse, ainda sorrindo. - Por tanto, amanh� trate de arrumar suas malas.
Eu assenti com a cabe�a. Terminei de jantar, e subi para meu quarto. Era sempre bom novos ares, e talvez isso
animasse um pouco a . Sempre que eu estava com ela, a gente dava um jeito de tornar tudo divertido. Muito
divertido.
Domingo n�o tardou a chegar, passando r�pido sem nenhum acontecimento de legal ou emocionante, por assim dizer.
Guardei meu notebook pinkoso (n/a: Percebeu que nas minhas fics voc� sempre tem um laptop pink, e o Jensen
Ackles aparece ou � mencionado? :D) na mala especial que tinha para ele, j� que minha m�e disse que na casa que
�amos ficar tinha wireless.
A viajem em si foi bem tediosa. Tr�s horas dentro de um carro, ouvindo m�sica e sem fazer mais nada n�o s�o nada
divertidas e nem um pouco proveitosas.
Quando chegamos no tal do lago, dei conta de como ele era isolado. Minha m�e havia trazido comida e coisas do tipo,
porque ela iria cozinhar. Sim, ela amava cozinhar e ela tinha um grande talento na cozinha. Onde eu, mamy e papy
�amos ficar era tipo um ch�lezinho, bem simples, mas de bom gosto. Tinha tudo, desde geladeira at� computador, mas
eu havia trazido o meu. A e a fam�lia dela iam ficar no chal� id�ntico ao
nosso, que era vizinho ao nosso, deixando o �ltimo desocupado.
Subi as escadas, passei uma hora arrumando minhas coisas. Desci as escadas, e agora usava um shorts branco e
uma blusa rosa, com um biquini por baixo, j� que estava calor (mesmo sendo enterdecer j�). Vi um bilhete da minha
m�e, falando que ela e meu pai tinham ido no supermercado na cidade mais pr�xima. Ficava a meia hora dali, mas tudo
bem.
Sai de casa, vendo que a n�o estava ali, resolvi ir andar pela beira do
laguinho. Tinha areia na beira dele, n�o era grama, ent�o fez jus eu ter colocado minha havaiana, todo mundo usa,
recuse imita��es. Come�ei a caminhar, com as m�os no bolso. Ventava de leve, fazendo o meu cabelo (que estava
prendido num rabo-de-cavalo alto) balan�ar um pouco.
Fiquei l�, brisando junto a brisa (?), at� que decidi me sentar. Somente quando vi algu�m sentar o meu lado, vi que o
tempo todo aquela criatura desconhecida estava me acompanhando. Virei para o lado, mas ele pareceu que leu meus
pensamentos e me interrompeu antes mesmo de eu come�ar.
- Sou Jensen, e voc�? - (n/a: HAHAHA, OLHA O JENSEN AI /parei)
- .. - Eu ficamos nos olhando por um tempo.
Ele devia ser um pouco mais velho que eu, e era muito parecido com o ator Jensen Ackles. N�O, n�o era ele, eu sabia.
Mas ele n�o deixava de lembrar, se n�o fossem dois fatos: ele era mais novo, e n�o era t�o musculoso. Pelo menos,
nos bra�os n�o.
Ficamos um tempo, sem falar nada, at� que ouvi um barulho de carro chegando. Meu pai e minha m�e haviam chego.
Me despedi de Jensen, e voltei correndo para casa. Quando cheguei, meus pais haviam acabado de entrar, e me
receberam com um grande sorriso. Lavei minhas m�os, e comecei a ajudar minha m�e no jantar, enquanto meu pai foi
chamar os meus tios para jantarem com a gente.
Quando minha m�e tinha acabado de colocar o frango (?) no forno, eu ouvi a porta abrir e vi a e seus pais entrarem. Cumprimentei meus tios, e eles logo entraram para a cozinha para dar oi para minha m�e. Olhei para , e vi que ela estava sorrindo. Vestia um vestido alegre, e estava muito bonita, diferente desse �ltimo m�s que se passara.
Contive minha vontade de perguntar a ela o porque de tanta felicidade, e logo puxei ela para meu quarto. Ela me ajudou a escolher um vestido tamb�m muito bonito, a prender meu cabelo e a passar minha maquiagem. Quando fiquei pronta, descemos a escada e eu logo vi que mais algu�m tinha acabado de chegar.
- TIA D�EE! - gritou, e pulou abra�ando a tia.
- Ol� - Ela disse, olhando para mim. - Hey , essa � a ?
- Sim, tia. - E deu um sorriso radiante.
- Humm.. - E me olhou com um sorriso. - Vou ali na cozinha, � um prazer te conhecer, .
- Pra mim tamb�m, tia :D - Eu disse, j� chamando ela de tia.
Eu olhei pra , e dai que me toquei que essa era o nome da m�e do . Dai, olhei pro lado novamente, e vi uma criatura baixinha abra�ando a , e.. OMG, ERA O FRANKIE *-*
- FRANKIE! - Eu disse, puxando ele para mim.
Ele me olhou, e me abra�ou tamb�m. Que fofo, oihn, que vontade de morder ele.
- Voc� � a , n�? - Ele disse. Poxa, todo mundo sabe meu nome?
- Soou siim. E me conta, teus irm�os vieram?
- N�o , s� o meu primo, o Jensen.
Olhei pra cima, e vi ningu�m mais, ningu�m menos que o mesmo menino que eu tinha falado aquela tarde.
- Jensen! - Eu disse, e abracei ele.
- Hahaha, sabia que j� tinha ouvido algu�m falar de voc�. - E olhou para a , que abra�ou ele.
VIU ISSO? J� sei o motivo de tanta felicidade da . Mas n�o vou comentar, vou s� fazer cara de: sou inocente, e deixar quieto. O Jensen foi cumprimentar meus pais, e deixou eu e a na sala. N�s sentamos no sof�, e ela me fez uma cara feia.
- , voc� quase morreu perguntando do , VOC� GOSTA DELE?
- Xiu , cala a boca. Claro que n�o, ele � s� meu.. amigo (?)!
- Aham, sei. Danadona, nem me contou!
- HAHA, olha quem fala. Olha voc� e o J.. - Dai ela me deu um pontap�, bem a tempo de eu perceber que o Jensen estava ali.
O resto da noite foi assim. N�s jantamos, sa�mos da casa (somente n�s 3 e o Frankie, que � um amor), brincamos de pega-pega (pra alegria do Frankie), cantamos Knocking On The Heavens Door (para minha alegria) e n�o brincamos de verdade desafio, para a infelicidade do Jensen.
Para ser bem sincera, o m�s inteiro foi assim. Nos divertimos muito, nadamos no lago (que era limpo -q), tomamos sol, brincamos de esguicho, paparicamos o Frankie, obesamos na lojinha de doces da cidade, mechemos no nosso amado e idolatrado orkut..
Quando faltavam apenas 3 dias para ir embora, eu me levantei com uma disposi��o maravilhosa. Entrei no chuveiro, tomei um banho e peguei meu viol�o. Desci as escadas, sem nem tomar caf�, e fui at� a casa da .
- Tiaa, a t� ai?
- N�o, querida, ela j� saiu.
- Ah, falou. - OH, ela saiu e nem me chamou ��
Resolvi ir at� a casa do Jensen, vai que eles estavam l�? Enquanto fui andando, eu come�ei a pensar que eu devia estar um porre, sempre interrompendo o casal-maravilha, que devia t� querendo me matar viva. Mas que seja, eu n�o me importo de segurar vela mais um dia. Apesar de eles n�o assumirem o romance, suss, eu supero.
- Tiaa, o Jensen t� ai? Ou a ?
- N�o, querida, eles sairam..
Posha, ok. Fui andando at� a areia, e me sentei l�. Tirei meu viol�o da capa que o protegia dos m�les do mundo, e come�ei a tocar, bem baixinho, sem nem perceber.
Logo que parei, ouvi uma voz vindo atr�s de mim, mas n�o a reconheci.
- Que linda essa m�sica. N�o conhe�o.
- Fui eu quem fiz - Eu disse, com um sorriso.
Continua.
Comentem no t�pico: oi.
Para deixar bem claro, tirando a primeira da m�sica que tem na fic, as outras fui eu quem compus (; Por isso, t�o horr�veis :D