OS MAGROWSKI NO BRASIL
Meu trisavô
era Andrzej Magrowski, alfaiate, nascido
em 1821em Raciazek e falecido em 1853 em Nieszawa. Seus pais eram Kacper Magrowski e Maryanna
Kwaczynski. Ele casou-se com Paulina Skalska em três de fevereiro
de 1845, em Nieszawa, onde nasceram seus cinco filhos:
Jan, em 8 de junho de 1847;
Leon, em 9 de novembro de 1848 e falecido em 1849;
Maryan, em 14 de agosto de 1850;
Waclaw, em 1 de setembro de 1851 e
Kazimierz, em 1853 e falecido no mesmo ano.
Até dezembro de 2006, não descobri o que aconteceu com seus filhos Jan e Waclaw: pode ser que tenham emigrado para os Estados Unidos, pode ser que tenham ficado na Polônia. Somente a partir dessa descoberta é que poderei estabelecer se os atuais Magrowski, na Polônia ou fora dela, são descendentes desses dois irmãos de Maryan.
A partir de
1853, ano seguinte ao do falecimento de Andrzej, não há registros
de outros Magrowski
Maryan casou com Katarzyna Koralewski em 22 de Novembro de 1875, em Raciazek.
Viajando de carroça até a estação ferroviária mais próxima e, a partir daí, de trem até Hamburgo e depois até Bremen (onde era comum aguardar um ou dois dias pelo embarque), eles finalmente partiram do porto de Bremen-Haven, na Alemanha, em 7, 9 ou 10 de outubro de 1890. As datas são baseadas em cartas que outros imigrantes poloneses, que viajaram no mesmo navio, escreveram para seus familiares na Polônia. A divergência de datas talvez se deva ao uso do calendário Juliano por uns e Gregoriano por outros, ou ao simples fato de os imigrantes terem ficado um pouco confusos após as atribulações de uma viagem que durou quase quarenta dias, em sua totalidade.
O navio alemão Stuttgart, com cerca de 2.500 passageiros, chegou no Rio de Janeiro em 29 de outubro de 1890, após uma travessia marítima que durou cerca de 20 dias. Os imigrantes ficaram temporariamente alojados na Hospedaria da Ilha das Flores e daí seguiram para seus destinos. Maryan seguiu por navio costeiro para Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, onde chegou em 16 de Novembro de 1890, e ficou alojado na Hospedaria Xarqueadas. De lá, seguiu para Dom Feliciano, provavelmente por carroça.
Mariano faleceu em 7 de setembro de 1925 e Catharina
em 3 de junho de 1934, ambos
Tekla, nascida
em Raciazek em 22 de setembro 1875 e falecida em 15 de agosto de 1948
Apolônia, nascida em Raciazek em
26 de janeiro de 1878, casou com Ramão
Krzywanski (viúvo de Maryanna) em 12 de julho de 1923, em Rio
Grande - RS. Teve apenas uma filha, Tekla,
que não deixou descendentes. Não se sabe onde e quando Apolônia
morreu. Ramão (Roman) nasceu na Polônia, em 8 de agosto de 1866,
filho de João (Jan) Krzywanski e Wiktorya (Victória) e seu
sobrenome foi transformado em Chivanski.
Júlio (Julian) meu avô, nascido em
Raciazek em 5 de fevereiro de 1886 e falecido
em 30 de abril de 1961,
Tiveram 9 filhos
(vide abaixo), 15 netos e 17 bisnetos:
- Francisco (14.09.1911 – 23.08.1958) – Esposa: Walda Tremper - Filhos: Neila e Renato
- Anna (05.1913 – 27.12.1916)
- João
(26.05.1917 – 05.09.1955) – Esposa: Adélia Fernandes - Filhos: Norma, Alice e Gilberto
- Florentina (24.05.1921 – 15.01.2000) – Esposo: Sílvio Goulart - Filhos: Odilon, Suzana e Suzette
- Rosália (21.06.1923
– 10.12.1978) – Esposo: Joaquim Pedro Pires - Filhos: Lenita e Danilo
- Helena (13.08.1925 – 25.07.1960) – Esposo: Wolmar Patzdorf - Não teve filhos
- Cecília (08.1927 – 12.06.1928)
- Lúcia (09.06.1929) – Esposo: Dinarte Pereira Gomes - Filhas: Helenice e Marilice
- Luiz (26.04.1932 – 23.08.2006) – Esposa: Yolanda Dutra - Filhos: Carla, Cláudio eMárcio
Estevão (Stefan) nascido em Ciechocinek em 12 de agôsto de 1888 e falecido em 13 de janeiro de 1950, em Chicago, Illinois. Casou em 9 de maio de 1912 com Aleksandra Olga Wdowinska, nascida em 1885 e falecida, também em Chicago, em 26 de julho de 1954. Tiveram 6 filhos, 11 netos e 20 bisnetos.
Em 29 de outubro de 1923, Estevão mudou-se para
os Estados Unidos. No manifesto do navio,
seu nome já constava como Stephan (forma americana equivalente a Szczepan
em polonês ou Estevão em português) e seu sobrenome foi
corrigido para Magrowski. Ele declarou que seu lugar de origem era Ciechocinek,
possibilitando assim a descoberta dos locais
de nascimento dos demais membros da família.
Dos filhos de Stephan, os dois primeiros morreram ainda
crianças, no Brasil. Para Chicago foram Adão Eugênio
(Adam Eugene), Eva Rosália (Eva Rosalie) - ambos nascidos
Adam lutou na Europa, durante a II Guerra Mundial, e foi condecorado com a medalha Purple Heart. Em 1958, ele mudou seu sobrenome - e de seus três filhos - para Magrow (segundo a família, por razões artísticas), de forma que não há mais descendentes dele com o sobrenome Magrowski. Tanto Adam quanto suas irmãs Eva, Leonore e Lucille já são falecidos.
Josefa, ao que
tudo indica, nasceu no Brasil logo após a chegada: seu nome não
consta na lista de passageiros do Stuttgart, nem da lista de imigrantes na
Hospedaria da Ilha das Flores (Rio de Janeiro), nem da lista da Hospedaria
Xarqueadas (Charqueadas-RS). Casou em 26 de maio de 1910,
Estaneslau, último
filho de Mariano e Catharina, nasceu em 1895 e faleceu aos 10 anos de idade,
em 1905,
Veja também:
Página
inicial
As origens
Os destinos
As diferentes grafias
O que significa o sobrenome Magrowski
As diferentes nacionalidades
Os Magrowski na Polônia
Os Magrowski
na Alemanha, Canadá e Inglaterra
Os Magrowski nos Estados
Unidos
Agradecimentos
Fontes
de consulta
Informações
sobre Ciechocinek
Informaçoes sobre Nieszawa