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Quando PAI TONHO vivia em companhia de seu Pai, certa vez ouviu este lamentar-se da "praga" de periquitos que vinha toda tarde pousar em um Jucá velho, morto e seco, que havia defronte a casa, onde promoviam a maior algazarra, perturbando com seus gritos as conversas dos moradores da casa com seus vizinhos, que toda tardinha vinham para um dedo de prosa. Sabendo que seu Pai queria se ver livre de uma vez por todas dos periquitos, Pai Tonho teve a idéia de untar o velho Jucazeiro com grude de goma e, com isso, aprisionar todos os periquitos e depois matá-los de cacete. Contou a idéia ao Pai que de pronto a aprovou. Fizeram o grude durante a noite e, no dia seguinte, pouco antes da chegada dos periquitos, lambuzaram todo o velho Jucá e quando os periquitos começaram a chegar, "em bando e revoada", iam ficando presos aos galhos. Eram tantos que o Jucá ficou totalmente tomado de periquitos. A hora da vingança havia soado. Munindo-se de porretes, Pai Tonho e seu velho, foram em direção ao Jucazeiro para efetuar a matança dos periquitos. Estes, quem sabe, prevendo a desgraça, bateram as asas, todos ao mesmo tempo e, pasmem, conseguiram levantar vôo arrancando o Jucá com raiz e tudo, deixando os malvados na saudade e boquiabertos.
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