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Certa feita, logo cedinho, Pai Tonho resolve pescar. Vara no ombro, bornal à tiracolo contendo uma latinha com minhocas (para iscas), um pedaço de fumo de rolo, uma meiota de pinga e muita paciência na cachola para esperar os peixes. O local escolhido foi o Poço de Tarcísio, lugar aprazível onde existia peixes e ideal para um bom banho. Bastante apreciado por todos nos fins de semana. Escolhido o local, em lá chegando, o nosso pescador prepara seu anzol com uma bela e suculenta minhoca, lança-a na água, acende um cigarro de palha e põe-se a esperar. Pouco tempo após, ouvindo um chiado, próximo a si, voltou a cabeça na direção do chiado, perdeu a minhoca para um peixe que estava a beliscar a isca e irritou-se por não descobrir a origem do chiado. Entretanto, curioso como era, prometeu a si mesmo que descobriria o que estava chiando e ao mesmo tempo pegaria o peixe. Por mais duas vezes repetiu-se a cena anterior, e como das outras vezes não descobriu o que chiava e perdeu a isca, mais uma vez, para o peixe. Matutou consigo: "na próxima vez eu descubro que chiado é esse e apanho o danado desse peixe." Dito e feito, ouvindo o chiado e sentindo o peixe mordiscar a isca, muniu-se de paciência esperando o peixe fisgar de vez o anzol. Quando sentiu que o peixe estava fisgado virou-se velozmente e descobriu o que estava chiando. Pasmem, ERA UM PÉ DE JERIMUM CRESCENDO
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