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Momento histórico
No Brasil recém urbanizado e
industrializado, a necessidade de implementação de um
lugar onde os pais pudessem confiar os cuidados de seus
filhos à terceiros, enquanto estivessem no trabalho,
adquiriu importância fundamental. Os educadores daquela época,
eram caracterizados por uma baixa qualificação e contavam
com uma baixa remuneração. Além do mais, de um modo
geral, a criança pequena era tratada, por esses educadores, como
um ser passivo e dependente de cuidados físicos.
Por outro lado, o tratamento dirigido
às crianças pequenas era predominantemente marcado por
uma discriminação de classes. Em geral, os filhos das
famílias com maior poder aquisitivo, recebiam maiores
cuidados e proteção da sociedade. Enquanto que as crianças
pobres, em maioria, eram muitas vezes submetidas a abusos
e explorações, por essa mesma sociedade, relacionados
com o trabalho infatil, com a exploração sexual, com
a violência urbana e familiar, entre outros acontecimentos.
Atualmente, poucas mudanças ocorreram
desde o passado. Ainda persistem amplas malezas relacionadas com
os abusos e explorações infanto-juvenis e, em outras
proporções, contamos ainda com profissionais sem
qualificação docente adequada e com baixa remuneração.
Considerando esse contexto, quais
medidas a sociedade brasileira, afundada numa vertiginosa
desigualdade social, poderia agir no intuito de provocar
mudanças na situação de vida das crianças? A resposta
para esse questionamento, sem dúvida, dependerá de uma
mudança de atitudes e de conscientização da própria
sociedade, atuando juntamente com políticas públicas
voltadas para um esforço comum.
Momento atual
Segundo a Lei das Diretrízes e
Bases da Educação Nacional (LDB) n° 9394 de 20 de dezembro
de 1996, a Educação Infantil tem como objetivo
desenvolver integralmente as capacidades física, cognitiva,
psicológica e social da criança até os cinco anos de
idade. As creches atenderão crianças de 0 a 3 anos de
idade, enquanto as pré-escolas se dedicam ao atendimento
de crianças com a faixa etária entre 3 a 5 anos
de idade.
Ainda conforme a LDB, o oferecimento
da Educação Infantil será de incumbência dos Municípios
assim como também será oferecido o Ensino Fundamental.
A formação docente, para atuação na Educação Infantil,
no Ensino Fundamental e Ensino Médio, será realizada
em nível de Educação Superior, em curso de licenciatura,
de graduação plena, em universidades ou instituições
de educação superior. Admitindo, como formação mínima,
para atuar na educação infantil e nas cinco primeiras
séries do ensino fundamental, o curso de Magistério
oferecido no ensino médio na modalidade Normal.
Educação Infantil - Concepções sobre os Parâmetros
Curriculares Nacionais
O desenvolvimento cognitivo infantil deve estar baseado na
evolução do modo de pensar, raciocinar, generalizar e refletir logicamente, da
criança. Nesse sentido, o professor pode agir intencionalmente através das
brincadeiras, por exemplo, promovendo desafios com o qual a criança possa
interagir. Mais ainda, é também nas brincadeiras que a criança pequena aprende
suas primeiras noções de independência, ao passo em que conseguem amarrar os
próprios cadarços dos sapatos, a escovar os dentes, dentre outras ações, como
exemplo. Além disso, é imprescindível o desenvolvimento social da criança,
onde, as creches e pré-escola exercem um papel exclusivo de convívio entre
várias crianças de faixas etárias iguais ou diferentes. O professor, nas suas
ações, tem por missão avaliar todo o processo educativo das crianças, através
de critérios que comprovem a real evolução da aprendizagem delas, e não com métodos
excludentes como provas de decorar, que muitas vezes somente inibem e
desvalorizam a capacidade infantil.
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