Capítulos:
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III, IV,
V,
VI, VII
VIII
IX
X
Capítulo
IX
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Na edição passada, falamos a respeito da maneira brilhante
com que Oscar Pereira de Souza administrou Catu, inclusive
sobre as personalidades trazidas à cidade e a inauguração da Escola
Inocêncio Góes. Confira agora como pensavam os jovens da família
Pereira de Souza. O final da boa administração do Coronel Oscar
Pereira de Souza, foi marcada pela forte ebulição política que
tomou conta do país, com reflexos no município de Catu. O Libertário
Movimento de Esquerda, oficializado em 1922, com a legislação
do Partido Comunista Brasileiro, causa grande mudança na consciência
do cidadão catuense, com a introdução de Karl Mary e F. Engles,
na análise e avaliação na realidade estabelecida.
Este tema tabu para a família Pereira de Souza, encontra-se ainda
hoje pouco esclarecido para a população catuense, cabendo às futuras
gerações e historiadores locais, a tarefa de destrinchá-lo a fim
de que possa ser feito um estudo sobre a sua influência no quadro
político local, o que para tanto, apresentaremos alguns fatos.
O filho mais velho de Alfredo Pereira de Souza, Oscar Pereira
de Souza Sobrinho, resolve, ainda em tenra idade, tentar a vida
na capital, para onde seguiu levando contatos e recomendações,
indicados por seu pai e pelo tio Oscar, que gozavam de boa reputação
naquele comércio decorrente de aportadores.
Oscarzinho havia assistido a passagem em 1926 ou 27, da Coluna
Prestes em Catu, que seguiu de trem com destino ao nordeste, fato
marcante para sua vida, como sempre relatou.
Chegando na Bahia, e estabelecido como funcionário de casa comercial
daquela praça, logo fez amizade entre trabalhadores e freqüentadores
do porto, cujo movimento sindical já era de grande circulação,
conhecendo os princípios divulgados por anarquistas e comunistas,
que já participaram daquela organização sindical. Por outro lado,
Valdir Oliveira de Souza, filho mais velho do Coronel Oscar Pereira,
já freqüentando a Faculdade de Medicina, localizada no Terreiro
de Jesus, bem como Aurélio Pereira de Souza, segundo filho homem
de Alfredo, já seguindo carreira militar no estado do Espírito
Santo, também são atraídos pelas teorias e ensinamentos comunista,
o que concorre para a fundação da secção do PC em Catu. Estes
fatos, somados ao surgimento do partido Integralista de Direita,
que ganha adeptos também em Catu, tornarem-se determinantes para
a nossa história.
Em dezembro de 1930, com a morte de Dona Anna Ribeiro de Araújo
Góes Bitencourt, Catu ficou mais triste. No próximo número contaremos
essa e outras estórias, que por muito tempo ficaram guardadas
nos porões do esquecimento.
Colaboração:
Sérgio Farias .