Memórias Resgatadas



Capítulos: I, II, III, IV, V, VI, VII VIII IX

Capítulo II

 

..........Nesta nova edição a Coluna Memória trás mais história para você. O intuito é o mesmo: o de tentar esclarecer antigas dúvidas e especialmente, promover o resgate da história do município.
No nosso primeiro número, tentamos mostrar um pouco da origem do nome e como foi descoberta a já povoada - pelos indígenas - a Taba do Catu. Falamos sobre como era a região àquela época e concluímos tratando sobre as urnas funerárias, que continham restos mortais de indígenas - confirmando a existência destes povos no local -, resgatadas no período em que havia escavações para a coleta da matéria prima utilizada numa antiga olaria, no atual bairro Santa Rita, Centro de Abastecimento.
Vamos começar a nossa nova viagem abordando o avanço da colonização, que foi promovida pelos jesuítas e franciscanos.
Nessa época, a cultura da cana-de-açúcar e a constante passagem de colonos pela localidade, contribuíram para o povoamento de toda a zona rural da região. Inicialmente, aquela área integrava a propriedade do Conde da Ponte (fidalgo português que sequer a conheceu), passando posteriormente a integrar as terras do então município de São Francisco da Barra do Sergy do Conde, hoje chamado de São Francisco do Conde. No mesmo período, a Igreja Católica se estabeleceu na localidade, concentrando assim a primeira formação urbana, originária do núcleo formado em torno da capela que ali foi construída.
Em seguida, a população elegeu como padroeira da modesta vila, Nossa Senhora Santana. Antigos registros datados de 1706, confirmam nascimentos e batismos ocorridos no arraial.
A produção do açúcar fortalecia a zona rural. Melaço, aguardente, feijão, milho, fumo e outros gêneros produzidos em diversos engenhos e fazendas já ali instalados, sendo o mais importante o antigo Engenho da Pojuca, figuravam como a principal fonte econômica da então vila.
Existem registros que indicam a organização da sede do município, a partir da casa grande capela e da senzala do engenho Senhora Santana - datada de 1704 - , que ocupava a área da hoje Fazenda Água Grande, no centro da cidade. Esta propriedade pertenceu a um membro da tradicional família Araújo Góes (naquele tempo escrevia-se Góis), uma das pioneiras na região, de onde veio o primeiro prefeito da cidade, o médico Sócrates Bittencourt, que era presidente da câmara na época.
Os variados nomes recebidos pela pequena vila foram muitos: Arraial Mui Leal de Santa Ana do Catu e mais tarde mui prosperante e não menos leal, Vila de Santa Ana do Catu, até chegar a Freguesia de Santa Ana de Catu, primeiro termo oficial, criado pela Igreja Católica em 1796.
Em seguida, a freguesia passa a ser distrito da cidade de São Francisco do Conde, composto por terras dos atuais municípios de Catu e Pojuca.
Por enquanto a nossa viagem no tempo fica por aqui. Mas na nossa próxima edição, levaremos você a conhecer melhor a freguesia de Santana do Catu.
Até a próxima
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( Sergio Souza )

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