Capítulos:
I, II,
III, IV,
V,
VI, VII
VIII
IX
Capítulo
VII
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Na nossa sexta edição, apresentamos
para você a personalidade agressiva e ditatorial do Coronel Didi.
Homem temido, mais do que respeitado. Falamos também que quando
a eleição do novo prefeito iria ser realizada, o coronel amedrontou
tanto os eleitores que as urnas tiveram de ser transferidas para
o distrito de São Miguel, o que garantiu a normalidade no anda
mento do pleito. Nessa nossa edição, fique sabendo um pouco mais
da história de Catu. Desta vez, saiba como o Cel. Oscar Pereira
de Souza foi indicado candidato a prefeito de Catu, derrotando
o truculento Manoel Augusto de Araújo.
Contava Pedro Pinto que a indicação como candidato do Cel. Oscar
foi efetivada na visita realizada pelo grupo ao então Governador
da Bahia, Dr. Góes Calmon onde foi manifestado o descontentamento
da população. O Governador, homem de forte personalidade ao ouvir
os relatos, bateu na mesa dizendo: "não podemos mais segurar este
grupo no Catu, temos que encontrar substitutos" e olhando pra
todos notou que Oscar encontrava-se meio pálido então lhe disse:
"será você Oscar, lhe darei todo apoio necessário, volte aqui
prefeito". O que o Governador não sabia era que o grupo estava
ali exatamente com aquela função e Oscar, havia empalidecido receoso
de não ser aceito, já que o Coronel Didi era aparentado do Governador
bem como do Barão de Camaçari.
Oscar Pereira de Souza nascido na Fazenda Riachão, outrora Riachão
dos Portugueses pela concentração de colonos daquela nacionalidade
ali encontrados, era filho de Joaquim Pereira de Souza Armundes,
proprietário rural do Engenho Cabeça de Nêgo, descendia de portugueses
que ocuparam vasta área da localidade conhecida hoje como Riachão
do Zezinho. Transferiu-se para cidade ainda adolescente se transformando
num dos mais importantes fornecedores de fumo aos alemães, Cia.
Einchenberg, produção que recolhia dos parentes e de centenas
de pequenos produtores do região.
No comércio local, associou-se ao Cel. Zezé da Mata compondo a
mais bem sucedida sociedade comercial da época.
Na prefeitura, apesar da total falta de recursos, conseguiu junto
ao governo do Estado a construção da 1ª escola pública, a Dr.
Inocêncio Marques de Araújo Góes em 1927, melhorias para a estação
do trem e abertura de estradas vicinais para a zona rural.
Vale salientar que na época o município não recebia regularmente
recursos de qualquer natureza, ficando a administração pública
dependente do prestígio político do prefeito e em muitos casos,
de recursos dele, familiares e/ou amigos.
É isso aí, por essa edição é só. Mas na próxima, contaremos mais
fatos que fizeram a história da nossa cidade.
Até breve.
Colaboração:
Sérgio Farias .