Capítulos:
I, II,
III, IV,
V,
VI, VII
VIII
IX
Capítulo
I
..........Com
o propósito de oferecer aos leitores o conhecimento da história
e dos movimentos culturais de cidade de Catu, o Jornal da Cidade
está resgatando os arquivos do município com a coleta de documentos
pessoais de diferentes épocas. A intenção é fazer uma apuração
fiel dos fatos mais relevantes do passado do município. Na coluna,
intitulada Memória, os leitores podem aprender um pouco
mais da história de Catu, como boa parte do processo de ocupação
territorial - a descoberta, povoamento, os primeiros habitantes
- que resultou na criação do município. São questões que o JC
tentará explicar aqui, de forma simples e buscando sempre fundamentos
históricos, na firme convicção de que, agindo assim, estará contribuindo
para o fortalecimento da cidadania e para o estreitamento dos
laços afetivos que ligam a população à sua terra.
Esta iniciativa que servirá de documento para as futuras gerações,
de estímulo para pesquisadores e objeto de apreciação de estudantes
e interessados nas histórias de Catu (história, no plural, pois
a história é feita do encadeamento de vários fatos, daqueles aparentemente
insignificantes aos mais relevantes). Para começar a viagem no
tempo, o JC oferece o resgate da descoberta e da civilização de
Catu.
TABA
ORIGINOU POVOAÇÃO
As
informações obtidas em pesquisas realizadas até agora são imprecisas,
mas alguns registros datados do século XVI (aproximadamente 1552),
dão conta de que os portugueses já tinham conhecimento da Taba
do Catu, uma aldeia indígena habitada pela tribo Pataxó ou Tupiniquim,
não se sabe ao certo. A dúvida em relação aos dois povos ainda
existe, porém é sabido que qualquer que tenha sido, se estabeleceu
às margens do Rio Catu, exatamente no caminho trilhado pelo bandeirante
Garcia D'Ávila, na conquista do sertão baiano. Seguindo da Praia
do Forte, sede do feudo dos D'Ávila, subindo o Rio Pojuca e singrando
seus afluentes, dentre eles o Rio Catu, era possível chegar a
Taba do Catu, onde existiam terras propícias à pecuária. A Taba
do Catu se estabelecia no meio de uma farta floresta (mais tarde
conhecida como Mata Atlântica), rica em cobiçadas especiarias.
A caça, pesca, o cultivo da mandioca e amendoim, dentre outras
atividades extrativas, abasteciam a comunidade indígena de todo
o necessário e proporcionavam uma vida pacífica e amistosa na
localidade, que os brancos vieram a chamar de Catu do Meio, hoje
bairro Santa Rita, Centro de Abastecimento. Algum tempo depois,
ali passou a existir uma olaria, onde os seus donos utilizavam
o barro local para a fabricação de tijolos e telhas. Ao longo
de escavações para a remoção da argila, que seria aproveitada
na fábrica, foram descobertas diversas urnas contendo restos mortais
de indígenas, atestando assim, que ali existia uma taba. Por enquanto
o JC fica por aqui, mas nas próximas edições trará mais detalhes
deste e de outros acontecimentos históricos.
Aguardem....
.
(
Sergio Souza )