Capítulos:
I, II,
III, IV,
V,
VI, VII
VIII
IX
Capítulo
VI
........
Nesta edição, a Coluna Memória traz
para você um pouco mais de informação a respeito de um dos mais
polêmicos dirigentes politicos de Catu do final da 1ª República.
Manuel Augusto de Araújo , Coronel Didi assim era mais conhecido,
notabilizou-se pelo gênio e metódo autoriritário que impôs ao
administrar o Município, em seu 1º mandato, início do século XX.
Filho de tradicional família de produtors rurais e sendo grande
proprietário ditava normas mesmo sem estar no poder. Com o obejetivo
de melhor informar leitor, apresentamos uma pequena cronologia
polítca/administrativa do Município, para em seguida chegarmos
às peripécias de Seo Didi. Em 1912/1916 dirigia Catu por indicação
do Governo Estadual o Cel. Carlos Costa Pinto, filho de nobre
família da vizinha Santo Amaro, quando se deu a emancipação política
de Pojuca que era o 1º Distrito pertencente a Catu. Neste mesmo
período ocorre a chegada à Cidade a Fazenda Modêlo, iniciativa
do Estado com fins de difusão e aprimoramento da pecuária na região
que enfrentava momentos difícies com a decadência da cultura da
cana. Segui-o na administração municipal Dr. Arnaldo Batista 1917/1919
e depois Cel. José Alberto da Mata 1920/1921 conhecido Seo Zezé,
comerciante, pai de prole ilustres de catuenses.
O Cel. retoma a administração em 1921, permanecendo até 1924,
num período de conflitos principalmente pela reação aos métodos
autoritários que toma conta da classe média, em formação na Cidade.
É sabido pela estória popular que certa feita, ao fumar seu charuto
da sacada de sua bela moradia, atual Pç. Lourenço Olivieri no
local onde hoje funciona o Super Mecado Rio Branco, o Cel. avista
um cortejo se deslocando onde à frente era conduzido um negro
aprisionado. Ao reconhecê-lo, exclama o preso: " Coronel eu fiz
o que o senhor mandou!" O Cel o olhou e então respondeu para todos:
" foi pouco preto safada, para não fazeres tudo que lhes mandam.
O negro continuou preso e soube-se que o serviço encomendado,
teria sido o espancamento de um desafeto político do Coronel Outro
episódio, contado em detalhes pelo jornalista catuense Pedro Pinto,
falecido em 2004, se refere a eleição do prefeito seguinte , 1925,
quando as ameaças do Coronel amedrontaram tantos os eleitores
que por decisão judicial, as urnas eleitorais da Sede foram transferidas
para o distrito de São Miguel, a fim de garantir o voto ao cidadão
catuense que montou a cavalo e foi até lá , 15 km de distencia,
exercer seu direito. Na eleição saiu vitorioso Oscar Pereira de
Souza, representando o novo grupo político formado nas camadas
médias urbanas, sustentado pelos produtores de fumo e comerciantes.
Por essa edição, ficamos por aqui, mas nas próximas, teremos mais
estórias pra contar.
Até lá.
Catu
01/06/2006 Arqtº A. Sérgio de Souza .