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Segundo dados da Prefeitura
Municipal de Salvador, em 1996 a população envolvente
de São Gonçalo do Retiro era de aproximadamente
8.500 famílias (cerca de 36.650 pessoas), o que projeta
uma população negro mestiça de 32 mil pessoas.
Essa maioria habita uma área
pobre cuja renda familiar é de 2 salários mínimos,
onde, 13.120 são carentes de espaço cultural, de
formação e integração social.
Como acontece sempre nas comunidades
carentes, há a exigência de trabalho precoce e os
riscos de envolvimento em atividades de contravenção,
sem contar com as facilidades oferecidas pelos pequenos narcotraficantes.
As crianças e adolescentes
nos meios urbanos vivem a perda de laços e referências
comunitárias e são expostos precocemente ao trabalho
infanto-juvenil (dados do IBGE apontam que 20% da população
economicamente ativa brasileira é de jovens adolescentes)
.
Assim, considerando o complexo
educacional e cultural construído no Ilê Axé
Opô Afonjá desde a sua fundação e
hoje consolidado na escola Eugênia Anna dos Santos, no
museu e nas oficinas, as necessidades contemporâneas exigem
um salto qualitativo tanto no que diz respeito à ampliação
da infra estrutura - visando o crescimento do público
alvo, já motivado pelos programas desenvolvidos - quanto
à execução de novos projetos de formação,
que deverão nos fazer avançar para a virada do
milênio.
A manutenção
das oficinas de formação educacional, implantadas
por nosso Projeto, deverá apontar para uma perspectiva
cidadã integradora, num curto espaço de tempo,
de maneira permanente e para uma profissionalização
a médio prazo.
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