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Mr.
Alavanc é meu projeto mais
importante em História em Quadrinhos no momento, e possui
uma página especial neste
site. No entanto, até chegar a este trabalho passei por
diversas fases (expressadas pelas minhas hqs antigas nos links
abaixo, à esquerda). Elas me ajudaram a enxergar o mundo
nos ângulos mais diferentes e me permitiram escolher o
ponto de vista pelo qual trabalho hoje para defender.
Sempre imaginei lançar minhas
histórias em Álbuns, quase nunca em tiras ou
edições. Para falar a verdade, não há
meio de lançar o tipo de histórias em quadrinhos
que me proponho a fazer em formatos diferentes de Álbuns,
pois este formato consegue manter a unidade da história,
assim como na literatura e no cinema. Imagino Álbuns
que de certa forma encerrem-se em si mesmos, mas que consigam
gerar uma "inquietação externa" a
respeito de coisas muitas vezes bem aceitas por uma sociedade
que ama a acomodação e a conveniência.
Minhas opiniões contrárias
ao aparente bem estar dos quadrinhos não são
de forma alguma confortáveis. Exigem um respaldo, um
conteúdo com inovações a serem apresentadas.
Não descanso nem um pouco quando penso em gerar esse
novo conteúdo. Numa época que aprendeu muito
bem a dissimular a banalização da liberdade
e os inimigos nunca estão muito visíveis como
nos períodos ditatoriais, é preciso reciclar
a linguagem antiga e saber que nenhuma arte está segura
se não está apta a andar sozinha, independente
e forte. Um dia espero ter lançado uma boa coleção
de histórias que ajude na realização
deste objetivo. Estudo para desenvolver hqs que transcendam
a idéia de gênero, o que acho que já sou
capaz de fazer bem no momento.
Sobre
a linha de álbuns
Cada álbum
tem uma história completa (ou histórias completas),
e independente da dos outros álbuns, com personagens
e arte diferentes.
Em síntese,
o lançamento dos álbuns se assemelha ao lançamento
de livros normais, cds e filmes. Não há um período
definido entre os lançamentos. O ideal para os primeiros
livros, seria manter o espaço de um ano em média,
no entanto esse período pode diminuir no lançamento
de álbuns mais simples, não descartando lançamentos
simultâneos. Para criar um público fiel e construir
pilares mais consistentes para a evolução dos
próximos álbuns, o período de lançamento
entre os primeiros não será muito distante.
O Público-
A Educação dos Sentidos
As HQs mais importantes já
produzidas seja no Brasil, Estados Unidos, Europa ou Japão
sempre contaram com um elemento ainda surpreendentemente desconhecido
por muitas pessoas do meio, sejam elas autores ou editores:
A universalização dos temas, que torna possível
a integração do público até mesmo
com assuntos que lhe são estranhos. A falta de aposta
na conquista de um público, causou na cabeça
de muita gente o equívoco de que as hqs têm um
público definido imutável, e em volta um grande
abismo. Não é verdade. Minha idéia é
buscar o leitor, ou formar o leitor que vai atrás de
uma boa história nos diversos meios de expressão,
e sabe reconhecer em cada um desses meios o seu valor e poder.
Acredito que este projeto
possa ter apoio de um público formador de opinião,
e acredito que é possível conquistá-lo
com trabalhos baseados em sinceridade, e que invistam na educação
dos sentidos e não na saturação destes.
Ou seja, não é mais uma linha de HQs que visa
o sucesso a qualquer preço.
Victor Diógenes
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