No
início fiquei até bem contente com o estilo
de literatura a lá Anthony Burgess, parece aliás
que todos que chegam até ela ficam contentes,
até os criadores dos Simpsons, mas comecei a
ficar consciente de que ela não aborda questões
muito profundas em relação ao espírito
humano, principalmente quando o humano resolve se valorizar
frente a um mundo de sistemas e estratégias gélitos.
Nesse ponto a influência do cinema de Andrei Tarkovsky
foi essencial, porque, ao contrário de Stanley
Kubrick, Tarkovsky parece acreditar mais no humano.
Visto que eu não escrevo exatamente histórias
sobre canalhas e nada mais que isso... gosto de terminar
uma história estando bem comigo mesmo. Enquanto
estas questões tomavam forma, nasceu
Mr. Alavanc. No início Mr. Alavanc não
era nada mais do que um idiota que entregava o jogo
de sua lógica para o leitor na primeira aparição.
Minha Vida Por Uma Coca Cola foi uma espécie
de coletânea de outros trabalhos meus já
citados organizados de maneira conveniente à
lógica de Mr. Alavanc. Este projeto se preocupava
tanto em resgatar algumas boas mas antigas idéias
que teve em seu conteúdo até elementos
de fantasy art, fazendo uma miscelânia muito original
ao mesmo tempo que muito arriscada. Os links entre as
histórias se tornaram tão problemáticos
que me levaram a um nível de stress a que eu
nunca antes havia chegado, Quando acrescentei elementos
notadamente idealistas (super eloqüentes), passei
a chamar o projeto de
Paixões na Era Elétrica, e,
ao reformular toda a miscelânea escrevi alguns
diálogos memoráveis, que no entanto não
me impediram de arquivar o projeto.
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